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A INTERCESSÃO DOS SANTOS NO ANTIGO TESTAMENTO E A NOÇÃO DE MORTE


Muitos não católicos usam passagens do Antigo testamento para afirmar que os mortos não podem orar por nós: 

  “Os mortos não louvam ao Senhor, nem os que descem a sepultura” – Salmos 115:17.


 “Porque não pode louvar-te a sepultura, nem a morte glorificar-te; nem esperarão em tua verdade os que descem à cova” – Isaías 38:18. 

  Esquecem que a própria teologia bíblica é um processo evolucional,e que o Novo Testamento, com Cristo, rompe o que era velho, o Antigo testamento.

Cristo aperfeiçoou os ensinamentos do Antigo Testamento, e abriu para nós o reino dos céus, o Paraíso ( Lc 23, 43).

A noção de morte no Antigo Testamento é outra que a proposta pelos cristãos.

Apesar disso, há alguns trechos que assinalam a noção de vida consciente após a morte e de intercessão deles :


“E o Senhor disse-me: ainda que Moisés e Samuel se pusessem diante de mim, a minha alma não se inclinaria para este povo; tira-os da minha face e retirem-se” (Jer 15, 1 ss). 


 
“Dá de boa vontade a todos os vivos, e não recuses este benefício a um morto” ( Eclo 7,37 )






Mas as almas dos justos estão na mão de Deus, e nenhum tormento os tocará. (

Sabedoria 3,1)

 

Em II Mac 15,12-15 lemos: “Parecia-lhe (a Judas Macabeu) que Onias, sumo sacerdote (já falecido!)… orava de mãos estendidas por todo o povo judaico… Onias apontando para ele, disse: “Este é amigo de seus irmãos e do povo de Israel; é Jeremias (falecido!), profeta de Deus, que ora muito pelo povo e por toda a cidade santa”. 
 
 “Em seguida, fez uma coleta, enviando a Jerusalém cerca de dez mil dracmas, para que se oferecesse um sacrifício pelos pecados: belo e santo modo de agir, decorrente de sua crença na ressurreição, porque, se ele não julgasse que os mortos ressuscitariam, teria sido vão e supérfluo rezar por eles. Mas, se ele acreditava que uma bela recompensa aguarda os que morrem piedosamente, era esse um bom e religioso pensamento; eis porque ele pediu um sacrifício expiatório para que os mortos fossem livres de suas faltas”
 ( II Mac 12, 43-46)
 
 
 
 
 A morte para os cristãos é o encontro com Cristo, como nos diz São Paulo ( II Cor 5,1).
 
 Os mortos são seres conscientes para os cristãos ( I Pe 3, 18-19 ; 4, 6 ) 
 
Com a morte somos julgados imediatamente (Hb 9,27) ( RM 14,10) (II Cor 5, 10) e vamos para o céu ou para o inferno (Lc23,42), (Mt 25,34), (Mt 25,41). 
 
Os que ainda não estão totalmente puros ( Sl 14 ; Hb 12, 22-23 ; Mt 5,8)  para entrarem no céu, e ainda devem expiar algum pecado (I Cor 3, 10-15), (pois cada pecado tem sua consequência e Deus perdoa nosso pecado, mas devemos pagar de alguma forma pelo erro que cometemos), ficam em Purificação, o Purgatório ( Mt 12, 32), (I Cor 3, 10-15), ( II Mac 12, 43-46), ( I Cor 15,29 ) .

Assim, no cristianismo, a morte é uma passagem para o céu e todos os que estão no céu podem orar pelos que estão na terra, já queNa ressurreição, os homens não terão mulheres nem as mulheres, maridos; mas serão como os anjos de Deus no céu.” (Mt 22,30).
 
 Apesar de ainda estarem esperando a ressurreição, os homens e mulheres justos, já estão na presença de Deus (Apoc 7,13-15) , esperando pelo desfecho final da história humana (Apoc 6,9-11) , assim , sendo como os anjos, intercedem por nós continuamente (Apoc 8,3-4),(Mt 18,10).


 
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Publicado por em 15/03/2014 em Intercessão

 

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Jesus é o único Salvador e não o único intercessor

Quando Paulo diz que Jesus “é o único mediador entre Deus e os homens” (1Tm 2,5-6), ele quer dizer que Jesus é o único Salvador e não o único intercessor. Para confirmar, observe que o vs 6 fala sobre “salvação” e não sobre “intercessão”: “Jesus Cristo, homem, que se entregou como resgate por todos” Na verdade, existem muitos intercessores. O novo testamento está repleto de passagens que nos exortam a interceder uns pelos outros, inclusive, a que precede o versículo citado acima: “Acima de tudo, recomendo que se façam preces, orações, súplicas, ações de graça por todos os homens (…). Isto é bom e agradável diante de Deus, nosso Salvador” (1Tm 2,1-3). “Orai uns pelos outros para serdes curados” (Tg 5,16b) Logo, Jesus não pode ser o único intercessor. No entanto, todo e qualquer intercessor, sempre ora e obtém a graça em nome de NS Jesus Cristo, e não em seu próprio nome. Pois é somente através de Jesus Cristo que temos acesso ao Pai. Quanto mais santo o intercessor, mais eficaz é a intercessão. Diz ainda a Bíblia, que quanto mais santo o intercessor, maior a eficácia da oração: “A oração do justo tem grande eficácia.” (Tg 5,16c) Ora, se a oração de um justo tem grande eficácia, não há dúvida que é melhor pedir a intercessão de um justo do que de um pecador. E, como não existem homens neste mundo mais santificados do que aqueles que já estão no Céu, obviamente, é melhor pedir a intercessão de um santo do Céu do que de um homem que ainda vive neste mundo. Os santos do Céu estão vivos.Porém, argumentam alguns: “Mas como podem interceder se estão mortos e inconscientes?” E quem disse que estão mortos aqueles que estão VIVOS diante do Trono de Deus, porque o nosso Deus não é Deus de mortos, mas de vivos, como ensinou Jesus: “Moisés chamou ao Senhor: Deus de Abraão, Deus de Isaac, Deus de Jacó. Ora Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos porque todos vivem para Ele.” (Lc 20, 37-38) Portanto, Jesus nos diz que os santos falecidos (como Abraão, Isaac e Jacó) estão vivos na Presença de Deus, pois VIVEM para Ele. Não estão mortos, nem inconscientes! O livro do Apocalipse também ensina que os santos falecidos não estão adormecidos, mas mesmo antes da ressurreição, suas almas dialogam e intercedem junto a Deus: “Vi sob o ALTAR as ALMAS DOS HOMENS IMOLADOS por causa da Palavra de Deus e por causa do testemunho que dela tinham prestado. E CLAMARAM EM ALTA VOZ: Até quando ó Senhor, Santo e Verdadeiro, tardarás a fazer justiça, vingando o nosso sangue contra os habitantes da terra? A cada um deles foi dada, então, uma veste branca, e foi-lhes dito, também, que aguardassem ainda um pouco, até que se completasse o número dos seus companheiros e irmãos, que iriam SER MORTOS COMO ELES.” (Apc 6,9-11) Neste diálogo, as almas dos santos falecidos clamam a Deus para que apresse o Dia do Juízo Final. Observe que as almas não estão adormecidas, mas estão sob o altar de onde falam com Deus. Elas clamam ansiosas pelo Dia do Juízo Final, que será também o dia da aguardada ressurreição da carne. Deus lhes dá uma veste branca (símbolo da santidade) e ordena que aguardem mais um pouco. E, enquanto aguardam, o que fazem estas almas? Aguardam adormecidas ou vivas e acordadas? Vejamos: “Então um dos anciões falou comigo e perguntou-me: Esses, que estão revestidos de vestes brancas, quem são e de onde vêm? Respondi-lhe: Meu Senhor, tu o sabes. E ele me disse: Esses são os SOBREVIVENTES da grande tribulação. Lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro. Por isso, ESTÃO DIANTE DO TRONO DE DEUS, E O SERVEM, DIA E NOITE, NO SEU TEMPLO.” (Apc 7,13-15) Portanto, esta é a situação das almas enquanto aguardam pelo ansioso dia do Juízo Final e da ressurreição da carne, quando finalmente “Deus os abrigará em sua tenda e não haverá nem fome, sede, sol ou calor e Deus enxugará toda lágrima de seus olhos” (Apc 7,15-16). Veja também como estas almas (os santos, pois estavam com vestes brancas, símbolo da santidade), intercedem diante do Trono de Deus: “Outro anjo pôs-se junto ao ALTAR, com um turíbulo de ouro na mão. Foram-lhe dados muitos perfumes para que os oferecesse com as ORAÇÕES DE TODOS OS SANTOS NO ALTAR de ouro, que ESTÁ ADIANTE DO TRONO. A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com AS ORAÇÕES DOS SANTOS, DIANTE DE DEUS.” (Apc 8,3-4) Eis aí uma passagem bíblica que nos garante a intercessão dos santos falecidos, e que agora estão diante do Trono de Deus. São oferecidas a Deus as orações de TODOS os santos. Se são de todos os santos, são tanto as orações dos santos da terra (cristãos que levam uma vida santa) quanto dos santos do Céu (que estão vestidos de branco diante do Trono de Deus). Embora este trecho da abertura dos 7 selos esteja se referindo aos santos do Céu (no quinto, sexto e sétimo selos), podemos entender as orações que chegam a Deus, também vindas dos santos da terra, pois é afirmado ser as orações de TODOS os santos. Um exemplo destas orações de santos falecidos, encontra-se em Macabeus. Nela, Judas Macabeus relata uma visão que teve de Onias e Jeremias, já falecidos, intercedendo pelo povo: “Onias (…) estava com as mãos estendidas, INTERCEDENDO por toda a comunidade dos judeus. Apareceu a seguir um homem notável (…) Esse é aquele que MUITO ORA pelo povo e por toda cidade santa, é Jeremias, o Profeta de Deus.” (2Mac 15,12-14) E como os santos conhecem nossas preces? Eles são onipresentes?De modo algum. Só Deus é Onipresente. No entanto, todos pertencemos ao Corpo Místico de Cristo no qual vivenciamos a comunhão dos santos, ou seja, vivenciamos o fluxo de amor e relacionamentos entre todos os membros do Corpo Místico. De um modo especial, os santos que estão no Céu já possuem uma relação de profunda intimidade com Deus, de modo que através da onipresença de Deus, os santos tomam conhecimento das preces que lhes são dirigidas. Em outras palavras, é o próprio Deus quem lhes transmite as nossas preces. Eis como Dom Estevão Bettencourt explica esta questão: “Os bem-aventurados têm conhecimento das preces que neste mundo lhes são dirigidas, pois Deus, que fez os homens solidários entre si, não permite que essa comunhão seja dissolvida pela morte. Por isso pedimos aos santos que intercedam por nós no Céu, e Deus lhes dá a conhecer nossas orações para que, de fato, eles rezem por nós ao Pai.” Mas, então, qual a necessidade desta intercessão, se Deus já conhecia a prece antes mesmo do santo interceder?Na verdade, toda e qualquer prece feita neste mundo, já era do conhecimento de Deus, antes mesmo de nós formularmos nossas súplicas. Embora assim seja, Deus quer façamos nossas súplicas. Vejamos o que disse Jesus a respeito: “O Pai já sabe de vossas necessidades antes mesmo de pedirdes.” (Mt 6,8) “Pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa.” (Jo 16,24) Embora Jesus reconheça que Deus já conheça nossas necessidades antes mesmo de fazermos nossa prece, Jesus insiste que devemos formular nossas preces dizendo: Pedi e recebereis. Porquê? Para que tenhamos um diálogo, uma relação com Deus através da oração. Ora, esta relação amorosa, Deus também deseja que exista entre todos os membros do seu Corpo Místico. Por isso, mesmo já conhecendo de ante-mão as nossas súplicas, Deus incentiva a prática da oração e da intercessão para que exista este relacionamento amoroso entre nós e Deus e também entre todos os filhos de Deus, ou seja, para que “a nossa alegria seja completa”. Interceder por alguém é um ato de amor entre os filhos de Deus. Deixar de interceder é falta de amor. Deus jamais proibirá a intercessão porque Deus é Amor. “Naquele dia pedireis em meu nome e já não digo que rogarei ao Pai por vós. Pois o mesmo Pai vos ama, porque vós me amastes e crestes que saí de Deus.” (Jo 16,26-27)

 
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Publicado por em 16/12/2013 em Intercessão

 

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Os santos do Céu estão vivos

Porém, argumentam alguns:

“Mas como podem interceder se estão mortos e inconscientes?”

E quem disse que estão mortos aqueles que estão VIVOS diante do Trono de Deus, porque o nosso Deus não é Deus de mortos, mas de vivos, como ensinou Jesus:

“Moisés chamou ao Senhor: Deus de Abraão, Deus de Isaac, Deus de Jacó. Ora Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos porque todos vivem para Ele.” (Lc 20, 37-38)

Portanto, Jesus nos diz que os santos falecidos (como Abraão, Isaac e Jacó) estão vivos na Presença de Deus, pois VIVEM para Ele.

Não estão mortos, nem inconscientes! O livro do Apocalipse também ensina que os santos falecidos não estão adormecidos, mas mesmo antes da ressurreição, suas almas dialogam e intercedem junto a Deus:

“Vi sob o ALTAR as ALMAS DOS HOMENS IMOLADOS por causa da Palavra de Deus e por causa do testemunho que dela tinham prestado. E CLAMARAM EM ALTA VOZ: Até quando ó Senhor, Santo e Verdadeiro, tardarás a fazer justiça, vingando o nosso sangue contra os habitantes da terra? A cada um deles foi dada, então, uma veste branca, e foi-lhes dito, também, que aguardassem ainda um pouco, até que se completasse o número dos seus companheiros e irmãos, que iriam SER MORTOS COMO ELES.” (Apc 6,9-11)

Neste diálogo, as almas dos santos falecidos clamam a Deus para que apresse o Dia do Juízo Final.

Observe que as almas não estão adormecidas, mas estão sob o altar de onde falam com Deus.

Elas clamam ansiosas pelo Dia do Juízo Final, que será também o dia da aguardada ressurreição da carne.

Deus lhes dá uma veste branca (símbolo da santidade) e ordena que aguardem mais um pouco. E, enquanto aguardam, o que fazem estas almas?

Aguardam adormecidas ou vivas e acordadas?
Vejamos:

“Então um dos anciões falou comigo e perguntou-me: Esses, que estão revestidos de vestes brancas, quem são e de onde vêm? Respondi-lhe: Meu Senhor, tu o sabes. E ele me disse: Esses são os SOBREVIVENTES da grande tribulação. Lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro. Por isso, ESTÃO DIANTE DO TRONO DE DEUS, E O SERVEM, DIA E NOITE, NO SEU TEMPLO.” (Apc 7,13-15)

Portanto, esta é a situação das almas enquanto aguardam pelo ansioso dia do Juízo Final e da ressurreição da carne, quando finalmente “Deus os abrigará em sua tenda e não haverá nem fome, sede, sol ou calor e Deus enxugará toda lágrima de seus olhos” (Apc 7,15-16).

Veja também como estas almas (os santos, pois estavam com vestes brancas, símbolo da santidade), intercedem diante do Trono de Deus:

“Outro anjo pôs-se junto ao ALTAR, com um turíbulo de ouro na mão. Foram-lhe dados muitos perfumes para que os oferecesse com as ORAÇÕES DE TODOS OS SANTOS NO ALTAR de ouro, que ESTÁ ADIANTE DO TRONO. A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com AS ORAÇÕES DOS SANTOS, DIANTE DE DEUS.” (Apc 8,3-4)

Eis aí uma passagem bíblica que nos garante a intercessão dos santos falecidos, e que agora estão diante do Trono de Deus. São oferecidas a Deus as orações de TODOS os santos.

Se são de todos os santos, são tanto as orações dos santos da terra (cristãos que levam uma vida santa) quanto dos santos do Céu (que estão vestidos de branco diante do Trono de Deus).

Embora este trecho da abertura dos 7 selos esteja se referindo aos santos do Céu (no quinto, sexto e sétimo selos), podemos entender as orações que chegam a Deus, também vindas dos santos da terra, pois é afirmado ser as orações de TODOS os santos.

Um exemplo destas orações de santos falecidos, encontra-se em Macabeus. Nela, Judas Macabeus relata uma visão que teve de Onias e Jeremias, já falecidos, intercedendo pelo povo:

“Onias (…) estava com as mãos estendidas, INTERCEDENDO por toda a comunidade dos judeus. Apareceu a seguir um homem notável (…) Esse é aquele que MUITO ORA pelo povo e por toda cidade santa, é Jeremias, o Profeta de Deus.” (2Mac 15,12-14)

 
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Publicado por em 13/12/2013 em Intercessão

 

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A Intercessão dos Santos e seu Culto

 

A mediação dos santos “Orai uns pelos outros, para serdes salvos, porque a oração do justo, sendo fervorosa, pode muito”(Tgo 5, 16)
Orar quer dizer prestar homenagem, louvar, exaltar, suplicar, embora nem toda homenagem seja uma oração, como já vimos. “Tomai sete touros… e ide a meu servo Job… o meu servo Job… orará  por vós e admitirei propício a sua face” (Job 42, 8). Neste trecho,  Deus não apenas permite, mas ordena “ide”, e promete escutar a prece que  Jó há de fazer em favor dos seus amigos.
Nosso Senhor nos manda “Orar uns pelos outros” (MT 5, 44). S. Tiago nos ordena de “orar uns  pelos outros” (Tgo. 5, 16). S. Paulo diz que “ora pelos colossenses”  (Col. 1, 3). No evangelho de S. Mateus (22, 30), Jesus Cristo  ensina que os “santos são como os anjos de Deus no céu”. Zacarias diz:  “que o anjo intercedeu por Jerusalém ao Senhor dos exércitos” (1, 12  -13).
Os justos, os santos e os anjos do Céu se interessam pelos homens, intercedem pelos homens, e devem ser invocados e louvados. O arcanjo Rafael diz a Tobias: “Quando rezavas com lágrimas, e  sepultavas os mortos, eu oferecia tua oração a Deus” (Tob. 7, 12) (Os  protestantes tiraram esse livro).
S. Paulo, na mesma carta em que  declara Jesus como único mediador entre Deus e os homens, indica também  mediadores ‘secundários’ (I Tm 2, 1-5): “Recomenda que façam preces,  orações, súplicas e ações de graças por todos os homens…” Pois, fazer  orações por outros, é de fato, ser intercessor e mediador entre Deus e  os outros.
A própria Bíblia aplica o título de mediador também a  Moisés (Dt 5, 5): “Eu fui naquele tempo intérprete e mediador entre o  Senhor e vós”. Quando a Sagrada Escritura diz que Nosso Senhor é o  único caminho entre os homens e Deus, não quer dizer que entre os homens  e Nosso Senhor não possa haver intercessores. É claro, só Nosso Senhor é  o intercessor entre nós e Deus Pai, mas não significa que entre nós e  Ele não existam pessoas que O conheceram, amaram e serviram de forma  exemplar.
É por isso que a doutrina católica chama Nossa Senhora de “Mediatrix ad Christum mediatorem”, isto é, “Medianeira junto a Cristo  mediador”. Deste modo, Cristo fica como único mediador entre Deus e os  homens; e a Virgem Maria fica uma “medianeira junto a Cristo”.

O  poder de interceder está expresso em diversas passagens das Sagradas  Escrituras, como nas Bodas de Caná, onde Nosso Senhor não queria fazer o  milagre, pois “ainda não havia chegado Sua hora” e “o que temos nós a  ver com isso (com a falta de vinho)?”. Bastou Nossa Senhora pedir para  que seu Filho fizesse o milagre, que Ele adiantou sua hora para atender à  intercessão de sua Mãe Santíssima. Que tamanho poder de intercessão têm  Nossa Senhora! Fazer com que Deus, por assim dizer, mudasse seus  planos? É tal o poder de Nossa Senhora que a doutrina católica a chama  de onipotência suplicante, ou seja, Aquela que tem, por meio da súplica a  seu Filho, o poder onipotente! Existem diversas passagens da  Sagrada Escritura em que Deus só atende por meio da intercessão dos  santos, como no caso de Jó (já visto), em que Deus expressamente mandou  que o fiel pedisse através de seu servo Jó. Ou mesmo o caso do discípulo  de Santo Elias, que só fazia milagres quando pedia através do Deus de  Elias. Ora, é natural que Deus atenda àqueles que estão mais perto  dele do que àqueles que estão mais distantes. Quanto maior a virtude de  uma pessoa, tanto mais perto de Deus ela está e tanto mais pode  interceder por nós. Portanto, fica comprovado que é útil a  intercessão dos santos junto à Nosso Senhor Jesus Cristo, único mediador  entre os homens e Deus-Pai.
Os Santos não dormem após a morte, pois “Deus é Deus dos vivos” e não dos adormecidos Eis algumas passagens que demonstram a falsidade do argumento daqueles  que defendem a tese de que os homens estão “dormindo” após a morte.

1) Na transfiguração do Tabor, Nosso Senhor aparece ao lado de Elias e de  Moisés. Elias está no Paraíso terrestre (ele não morreu e deve voltar no  fim do mundo) e Moisés já estava morto (Lc 9, 28 ss). Ora, como alguém  que esteja dormindo pode aparecer “acordado” ao lado de Nosso Senhor?

2) Na parábola do “rico avarento”, este pedia, após sua morte, para  voltar à terra e avisar os seus amigos (Lc 16, 19 e ss). Pergunta-se,  como um ser que dormia podia pedir para ‘interceder’ pelos seus?.

3)  Veja essa outra citação: “santos são como os anjos de Deus no céu” (S.  Mateus 22, 30). Será que os anjos também estão dormindo? E o nosso anjo  da guarda? E os anjos que governam os astros? Ora, é muita  contradição defender que os santos estão dormindo, mesmo porque, Deus,  voltando-se ao bom ladrão, disse: “Em verdade, em verdade vos digo,  ainda hoje estarás comigo no paraíso”. Ora, ele não disse que após  adormecer e após a ressurreição dos corpos S. Dimas estaria no paraíso.  Ele estava ‘no tempo’, vivo, quando disse essas palavras, indicando a  morte próxima de S. Dimas e a entrada deste primeiro santo canonizado da  Igreja. Em outro trecho, quando discutia com os saudoceus: “Quanto  à ressurreição dos mortos, não lestes o que Deus nos declarou? Eu sou o  Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó? Ora, ele não é Deus  de mortos, mas de vivos” (Mateus 22, 31-33). Logo, Abraão, Isaac e Jacob  estão vivos e não “adormecidos”.
No Novo Testamento é nítida a  afirmação de que, após a morte, os justos gozam de vida consciente e  bem-aventurança. Assim, S. Paulo desejava morrer para estar com Cristo -  o que lhe parecei melhor do que ficar na vida presente: “Para mim,  viver é Cristo, e morrer é lucro… Sinto-me num dilema: meu desejo é  partir e estar com Cristo, pois isto me é muito melhor….”(Fl 1, 21,  23) – Se é para estar com Cristo, ou Nosso Senhor está dormindo, ou os  santos não estão dormindo após a morte. Mais: em Ap. 6, 9s, os  mártires, junto ao altar de Deus nos céus, clamam em alta voz: “Até  quando, ó Senhor Santo e verdadeiro, tardarás a fazer justiça, vingando  nosso sangue contra os habitantes da terra?” Como se vê, os justos estão  conscientes após a morte!
A palavra “dormir” é utilizada em  sentido figurado, como eufemismo, significando aqueles que morreram. Em  outro trecho, a palavra ‘despertar’ significa ‘ressuscitar’. Quando  Nosso Senhor fala, por exemplo: “Pelos frutos conhecereis a árvore”. A  qual árvore Ele está se referindo? É claro que é uma expressão em  sentido figurado. Ele está dizendo que pelos “frutos” (boas obras)  conhecereis a “árvore” (quem, de fato, é a pessoa, a instituição etc).
A intercessão dos Santos Após a Morte Alguns exemplos de intercessão após a morte: Jeremias:  “E o Senhor disse-me: ainda que Moisés e Samuel se pusessem diante de  mim, a minha alma não se inclinaria para este povo; tira-os da minha  face e retirem-se” (Jer 15, 1 ss).

No tempo de Jeremias, estavam mortos  Moisés e Samuel, mas sua possível intercessão é confirmada pelas  palavras do próprio Deus: “ainda que Moisés e Samuel se pusessem diante  de mim…”, quer dizer que eles poderiam se colocar diante de Deus para  pedir clemência para com aquele povo. Em outras palavras, Deus deixa  clara a possibilidade da intercessão após a morte.
Os “santos são  como os anjos de Deus no céu” (S. Mateus 22, 30). Zacarias diz: “que o  anjo intercedeu por Jerusalém ao Senhor dos exércitos” (1, 12 -13). Em II Mac 15, 12-15 lemos: “Parecia-lhe (a Judas Macabeu) que Onias,  sumo sacerdote (já falecido!)… orava de mãos estendidas por todo o  povo judeu… Onias apontando para ele, disse: ‘Este é amigo de seus  irmãos e do povo de Israel; é Jeremias (falecido), profeta de Deus, que  ora muito pelo povo e por toda a cidade santa”. No Apocalipse (6,  9s), os mártires, junto ao altar de Deus nos céus, clamam em alta voz:  “Até quando, ó Senhor Santo e verdadeiro, tardarás a fazer justiça,  vingando nosso sangue contra os habitantes da terra?” Todos estes trechos demonstram, inequivocamente, a intercessão dos santos após a morte.
As Relíquias dos Santos e o Incenso Era  comum, já nas catacumbas, a reprodução de imagens e a guarda das  relíquias dos santos. Qualquer um que visitar Roma verá as catacumbas  com pinturas, inclusive da Mãe de Deus. S. Lucas, um dos evangelistas,  pintou imagens de Nossa Senhora (fala-se em três pinturas). Uma das  quais está exposta à veneração dos fiéis na igreja de Loreto, Itália. O incenso era utilizado como ritual desde o Antigo Testamento. Os  capítulos 25 a 31 do Êxodo são a enumeração de todos os objetos que Deus  manda fazer e reservar para o seu culto. E não somente Deus manda separar estes objetos, mas exige que sejam “consagrados, bentos ou ungidos” com uma unção especial. Ele mesmo manda fazer o azeite da santa unção e diz: “E com ele ungirás  a tenda da reunião e a arca do testamento, e a mesa com todos os seus  vasos, o altar do incenso e a pia com a sua base” (Ex 30, 26-30) Eis a origem da benção dos objetos e das pessoas consagradas a Deus. E  na categoria de objetos entram as imagens, as estátuas, que são objetos  de culto, enquanto nos lembram as virtudes dos santos que representam. Sobre relíquias, devemos explicar o seu significado. Relíquia é aquilo que resta dos corpos dos santos, ou os objetos que  estiveram em contato com Cristo ou com os santos. As relíquias são  veneráveis porque os corpos dos santos foram templos e instrumentos do  Espírito Santo e ressuscitarão um dia na glória (Conc. de Tr. 25). O  culto das relíquias é inato no homem: gostamos de conservar como  recordação os objetos que pertenceram aos homens ilustres, as armaduras  dos grandes guerreiros, por exemplo. O mesmo Deus honra as relíquias,  porque se serve delas para operar milagres. Muitos corpos de santos  permanecem incorruptos, exalando bom odor etc. Já os hebreus  conservavam religiosamente as relíquias: Moisés levou do Egito o corpo  de José (Ex. 13, 19); os cristãos imitaram-lhe o exemplo.

Santo Inácio  de Antioquia foi lançado no anfiteatro de Roma às feras, que lhe não  deixaram senão ossos; os seus discípulos procuraram-nos de noite e  levaram-nos para Antioquia (no ano 107). O mesmo se fez a S. Policarpo,  bispo de Esmirna (166), queimado vivo; os seus restos foram considerados  jóias preciosas. Os túmulos dos mártires foram, desde a mais alta  antigüidade, os sítios onde se construíram Igrejas e altares para aí  celebrar o Santo Sacrifício. Muitas relíquias se guardam em relicários  de prata, como a Cruz de Cristo (“lignum crucis”) e o presépio de Belém.  Santo Agostinho conta uma multidão de curas e a ressurreição de  duas crianças obtidas na África do Norte pelas relíquias de S. Estevão.
Já no Antigo Testamento vemos um morto ressuscitar ao contato dos ossos do profeta Eliseu (4 Reis, 13, 21). Nada de estranho há nisso, pois ao simples tocar da veste do Messias,  quantos não foram curados (Mt 9, 22)? A simples passagem da sombra de S.  Pedro curava doentes (At 5, 15), ou os lenços e aventais de S. Paulo  (At 19, 12). É evidente que o milagre não é produzido materialmente  pelas relíquias, mas pela vontade de Deus. Não há, pois, superstição  alguma nas peregrinações do povo cristãos a certos lugares em que Deus  obra milagres pelas relíquias ou imagens dos santos (S. Agostinho).

 
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Publicado por em 18/07/2013 em Apologética, Intercessão, Santos

 

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As diferencas entre mediador e intercessor

Muitos protestantes nos acusam de colocar Maria e os Santos no lugar do Único Mediador entre os homens e a Deus-Pai , que é Jesus Cristo:

I Timoteo 2:5 Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem.

Logicamente como todos os Cristãos, nós católicos acreditamos que as graças vem por meio de Jesus Cristo, como o mediador primário. Isto não quer dizer que nós não nos dirigimos a Deus Pai ou ao Espírito Santo diretamente. A inferência lógica da tradução de 1Timóteo 2,5 é aquela que nós precisamos sempre ir primeiro a Cristo. Mas também temos as palavras do próprio Cristo, que nos disse que, quando rezamos, precisamos dizer: “Pai nosso que estais no céu…” Que aquele texto de 1Timóteo 2,5 não é para ser tomado literalmente fica evidenciado em outra fonte, também do punho de São Paulo:

“Rogo-vos, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e pelo amor do Espírito, que luteis juntamente comigo nas vossas orações por mim a Deus” (Romanos 15,30).

Então fica claro que nós católicos temos apenas um Mediador, mais vamos começar pela analise das palavras mediador e intercessor muito confundido e mal interpretado entre os protestantes:

Mediador: Aquele que media duas partes. Um exemplo prático é uma criança que quer pedir ao pai um brinquedo, mas não tem coragem de pedir diretamente. Então, ele pede à mãe e esta faz o pedido ao pai.

Esquematicamente: Filho => Mãe => Pai

Intercessor: Aquele que intercede, ajuda. Adotando e adaptando o exemplo acima, o filho quer um brinquedo e pede diretamente ao pai. Para tentar convencer o pai, ele pede a intercessão (ajuda) da mãe.

Assim: Filho + Mãe => Pai

Então apenas vendo a diferença entre as palavras vemos que é um erro a acusação protestante de que colocamos Maria e os santos no lugar de Jesus, afinal o unico que pode e fez o homem ter de novo a comunhão com Deus foi Jesus, o Salvador anunciado centenas de anos antes de seu nascimentos pelos profetas.

Romanos 5:19 Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos.

Romanos 6:6 Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado.

Deus atraves da Historia sempre utilizou de intercessores, quer seja de sua palavra ou quer seja de sua graça. Um exemplo que eu costumo utilizar é o caso do homem preso na enchente:

Então o homem estava preso sobre um carro numa terrível enchente e agua subia rapidamente, mais mesmo assim o homem estava confiante, quando veio um rapaz num barco e disse:
-Rapido suba no barco, que a agua esta subindo rapido demais!!
O homem respondeu:
-Nao! Vou ficar , Jesus me salvará.
O Homem do barco se foi, entao a agua ja batendo no peito apareceu um helicoptero e gritaram:
-Vamos segure a corda!!
O homem respondeu:
-Nao Jesus me salva!
Até que o homem faleceu e se encontrou com Jesus e perguntou a Ele:
-Senhor , te esperei tanto o Senhor me salvar!!
Ai Jesus responde:
-Mas meu filho, te mandei barco, um helicoptero só você nao viu .

Resumindo, Deus usa de nossas orações e intercessoes pelo proximo para sua obra de Salvação, basta você enxergar a vontade do Senhor que se utiliza da nossa intercessao e intermedio:

Atos 19:11-12 “Deus fazia milagres extraordinarios por intermedio de Paulo, de modo que os lenços e outros panos que tinham tocado o corpo eram levados aos enfermos e afastavam-se deles as doenças e retiravam-se os espirtos malignos”

Atos 5:15 “Punham-nos em leitos e macas a fim de que, qdo Pedro passasse,ao menos sua SOMBRA cobrisse alguns deles”

Sem contar que se a pessoa viva pode interceder e elevar para o proximo mesmo estando longe de Deus , então a oração de uma pessoa que ja esta na graça de Deus esta oração é muito mais eficaz.

Nosso Senhor nos manda “Orar uns pelos outros” (MT 5, 44).

S. Tiago nos ordena de “orar uns pelos outros” (Tgo. 5, 16).

S. Paulo diz que “ora pelos colossenses” (Col. 1, 3).

2 Corintios 1:11= Se nos ajudar tambem a vos com oraçoes em nossa intenção.Assim esta graça obtida por intervenção de muitas pessoas lhes será ocasião de agradecer a Deus a nosso respeito.

Os Santos e Maria apenas nos intercedem junto a Jesus levando nossas orações. É por isso que a doutrina católica chama Nossa Senhora de “Mediatrix ad Christum mediatorem”, isto é, “Medianeira junto a Cristo mediador”. Deste modo, Cristo fica como único mediador entre Deus e os homens; e a Virgem Maria fica uma “medianeira junto a Cristo”. Houve um meio estabelecido pelo próprio Cristo para conhecer a Ele. Nosso Senhor Jesus Cristo escolheu doze apóstolos para ensinar a todos quem Ele era, e quem não ouve esses mediadores de Cristo, não ouve o próprio Cristo: “Quem vos ouve, a Mim ouve” (Lc, X, 16). Cristo exigiu que ouvíssemos seus apóstolos e evangelistas como “mediadores segundos ou secundarios”.

O poder de interceder está expresso em diversas passagens das Sagradas Escrituras, como nas Bodas de Caná, onde Nosso Senhor não queria fazer o milagre, pois “ainda não havia chegado Sua hora” e “o que temos nós a ver com isso (com a falta de vinho)?”. Bastou Nossa Senhora pedir para que seu Filho fizesse o milagre, que Ele adiantou sua hora para atender à intercessão de sua Mãe Santíssima. Que tamanho poder de intercessão têm Nossa Senhora! Fazer com que Deus, por assim dizer, mudasse seus planos? É tal o poder de Nossa Senhora que a doutrina católica a chama de onipotência suplicante, ou seja, Aquela que tem, por meio da súplica a seu Filho, o poder onipotente!

Existem diversas passagens da Sagrada Escritura em que Deus só atende por meio da intercessão dos santos, como no caso de Jó (já visto), em que Deus expressamente mandou que o fiel pedisse através de seu servo Jó. Ou mesmo o caso do discípulo de Santo Elias, que só fazia milagres quando pedia através do Deus de Elias.Veja mais passagens no artigo intercessão dos santos.

É natural que Deus atenda àqueles que estão mais perto dele do que àqueles que estão mais distantes. Quanto maior a virtude de uma pessoa, tanto mais perto de Deus ela está e tanto mais pode interceder por nós. Até porque aquele que está mais longe de Deus nem sequer mais eleva seus pensamentos e orações.

O temos que tomar mais cuidado ao ler a Biblia é nao cairmos no fundamentalismo religioso, que se trata de interpretar os textos sagrados ao pé da letra, este é o chamado leitura fundamentalista , oras a biblia existem varias passagens que mostra mediadores, o que nao significa tirar o lugar de Jesus, como unico mediador, veja uns exemplos:

A propria biblia aplica a Moisés o título de Mediador:

Deuteronomio 5:5 “Eu fui naquele tempo interprete e mediador entre o Senhor e vós”

Paulo na mesma carta que afirma Jesus como Único mediador entre Deus e os homens, também indica Mediadores secudarios:

I Timoteo 2:15 “Recomenda que faça preces , orações , suplicas e ações de Graças por todos os homens”

 
 

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Respostas aos Protestantes Sobre Intercessão

Os Protestantes dizem que quem intercede por nós são os que estão vivos, e os que morreram não pode interceder por nós, pois estão dormindo e esperando a ressurreição. Vejamos como isso é falso.De imediato, é bom lembrar que Cristo levou no mesmo instante o bom ladrão. Pois ele disse: “hoje estarás comigo no paraíso”. (Lucas 23,43). Podemos ver que o bom ladrão está bem acordadão, não é mesmo? e que Jesus não está mais sozinho no Paraíso. Na parábola do rico e de Lázaro, observamos também que não dormem.

Os que já estão na glória de Deus pode interceder junto a Cristo por nós. É o que veremos de agora em diante

Os Anjos e os Santos intercedem a Deus por nós

Os Santos no céu estão na mesma condição dos Anjos, pois conservam as suas naturezas individuais e intelectuais, e possuem a mesma Luz divina na qual vêem a Deus, e em Deus e tudo que a sua mente pode conhecer “Na tua Luz veremos a Luz” – (Salmos 35,10). Por isso, a Bíblia afirma que os Santos “julgarão o mundo” (1Coríntios 6,2). Para fazerem esse julgamento devem conhecer os atos nele praticados. Portanto, os Santos conhecem as nossas precisões e intercedem por nós como nossos amigos junto de Deus.

É o que lemos em várias passagens da Bíblia:

a) Em Jeremias lemos: “E o Senhor me disse: ‘ainda que Moisés e Samuel se apresentassem diante de mim, o meu coração não se voltaria para esse povo” (Jeremias 15,1). Ora, Moisés e Samuel já não eram do números dos vivos, e podiam, no entanto, interceder pelo povo.

Note-se que em (2 Macabeus 15,14), o próprio Jeremias, já falecido, é apresentado como, quem “muito ora pelo povo e pela cidade santa”.

b) No Apocalipse São João narra a visão que teve de Jesus Cristo em seu trono de glória, e como, diante d’Ele, se apresentavam anciãos “com taças cheias de perfume, que são as orações dos santos” (Apocalipse 5,8) ( Apocalipse 8,4). Esses anciãos significam os “Santos da glória” ao apresentarem a Jesus as orações dos “santos da terra”, ou seja, os fiéis de Cristo nesse mundo. Trata-se de uma forma de mediação secundária dos Santos entre Cristo e os seus fiéis.c) No 1º livro dos Reis lemos que Deus prometeu a Salomão conservar para seu filho (Davi) a tribo ou reino de Judá, “em atenção” e “por amor ao seu servo Davi” (já morto) (1Reis 11,11-13). Isso significa que Deus toma em consideração os pedidos dos seus amigos também do Céu, os Santos.

d) Igual sentido tem a oração de Moisés pedindo a Deus que poupasse o povo culpado em atenção aos patriarcas Abraão, Isaac e Jacó, todos já falecidos (Êxodo 32,11-14).

e) Ainda no 2º livro dos Reis a Bíblia narra o milagre da ressurreição de um morto, ao contato com os ossos do profeta Eliseu (2 Reis 13,21).

Note-se que nesse texto está divinamente aprovada ainda a prática católica de se guardarem com respeito as relíquias dos Santos, pois, também através delas Deus pode nos conceder graças e favores.

f) Na Parábola do pobre Lázaro e do rico, Jesus apresenta Abraão sendo rogado pelo mal rico que fora condenado ao inferno (Lucas 16, 27). No caso, o mal rico não podia ser atendido. Mas com esse fato Jesus significou a possibilidade de se pedir ajuda aos amigos de Deus que estão no céu, pois o mal rico pediu intercessão de Abraão.

g) Se os santos da terra (os fiéis em Cristo) intercedem junto de Deus pelas necessidades dos irmãos, conhecidos e desconhecidos (são incontáveis os casos na Bíblia), quanto mais os Santos da glória que, na Luz divina, conhecem perfeitamente as nossas precisões (como acima ficou provado). Eles intercedem com certeza por nós junto de Deus. Ler ainda (Sabedoria 18,20-22).

Para nós Católicos os santos já estão no Céu,e podem interceder por nós ( Apocalipse 6,9-10) (Apocalipse 5,9) (Apocalipse 14,3) e (Apocalipse 15,3)Por fim, um argumento de reta razão ou do bom senso:

É conforme à natureza dos seres criados por Deus que os inferiores obtenham favores dos superiores também pela mediação de amigos de ambos. A própria mediação de Cristo tem por base este princípio. Ora, os Santos são amigos de Deus e nossos na glória (Lucas.16,9). Logo, eles não só podem, mas realmente intercedem por nós junto de Deus.

Conclusão: aí estão alguns dos fundamentos bíblicos da prática católica da devoção ou culto dos anjos e dos Santos. A isso os evangélicos costumam apresentar que há um só Mediador, Jesus Cristo (1Timóteo 2,5).

A isso se responde completando a citação no versículo 06 assim: “. . . o Qual Se entregou em Redenção por todos”. Cristo é, sim, o único Mediador, mas “de redenção”. O que não exclui a mediação de intercessão dos Anjos e Santos, como acima ficou provado.

E mais: estando os “Santos da glória” na mesma condição dos Anjos, eles podem também ser venerados como os Anjos o foram por homens justos ou seja, pelos fiéis, conforme se lê na Bíblia.

Pelo fato de os habitantes do céu estarem unidos mais intimamente com Cristo, consolidam com mais firmeza na santidade toda a igreja. Eles não deixam de interceder por nós junto ao pai, apresentando os méritos que alcançaram na terra pelo único mediador de Deus e dos homens, Cristo Jesus. Por conseguinte, pela fraterna solicitude deles, a nossa fraqueza recebe o mais valioso auxilio.

Sendo os Santos amigos de Deus pela santidade, e nossos, pela sua perfeita caridade, é justo que lhes tributemos os louvores que, sob esse duplo título, merecem; e que nos recomendemos à sua intercessão junto de Deus. É justo, visto que neles também se realiza, embora em grau bem menor, mas bem verdadeiro, o que disse de Si mesma, mas cheia do Espírito Santo, a mais santa que todos os Santos, Maria Santíssima: Todas as gerações me proclamarão bem-aventurada, porque fez em mim grandes coisas o Todo-Poderoso” (Lucas 1,48-49)Vê-se, por essas palavras inspiradas, que o louvor dos Santos redunda em louvor e glória de Deus, pois os Santos são obras-primas da sua sabedoria, bondade e poder. Quando os louvamos, é a seu Autor que louvamos. De fato, sendo Deus admirável em seus Santos, e os Santos, obra de sua graça (à qual eles corresponderam fazendo a sua parte), Deus os ama sob esse título. Aliás, no preceito de “amar e honrar a Deus” está incluindo o de amar e honrar a tudo o que Ele ama e honra, e segundo a ordem com a qual Ele o faz. E Deus ama, de modo especial, os seus Santos: a Jesus Cristo enquanto Homem, depois a Nossa Senhora, e depois aos Anjos e todos os Santos da glória; e também às santas almas do Purgatório. E depois, aos que ainda pelejam neste mundo.

 
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Publicado por em 20/05/2011 em Apologética, Intercessão

 

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A Intercessão dos Santos do Céu é Bíblica

Jesus é o único Salvador e não o único intercessorQuando Paulo diz que Jesus “é o único mediador entre Deus e os homens” (1Tm 2,5-6), ele quer dizer que Jesus é o único Salvador e não o único intercessor. Para confirmar, observe que o vs 6 fala sobre “salvação” e não sobre “intercessão”:

“Jesus Cristo, homem, que se entregou como resgate por todos”

Na verdade, existem muitos intercessores. O novo testamento está repleto de passagens que nos exortam a interceder uns pelos outros, inclusive, a que precede o versículo citado acima:

“Acima de tudo, recomendo que se façam preces, orações, súplicas, ações de graça por todos os homens (…). Isto é bom e agradável diante de Deus, nosso Salvador” (1Tm 2,1-3).

“Orai uns pelos outros para serdes curados” (Tg 5,16b)

Logo, Jesus não pode ser o único intercessor. No entanto, todo e qualquer intercessor, sempre ora e obtém a graça em nome de NS Jesus Cristo, e não em seu próprio nome. Pois é somente através de Jesus Cristo que temos acesso ao Pai.

Quanto mais santo o intercessor, mais eficaz é a intercessão.

Diz ainda a Bíblia, que quanto mais santo o intercessor, maior a eficácia da oração:

“A oração do justo tem grande eficácia.” (Tg 5,16c)

Ora, se a oração de um justo tem grande eficácia, não há dúvida que é melhor pedir a intercessão de um justo do que de um pecador. E, como não existem homens neste mundo mais santificados do que aqueles que já estão no Céu, obviamente, é melhor pedir a intercessão de um santo do Céu do que de um homem que ainda vive neste mundo.

Os santos do Céu estão vivos.

Porém, argumentam alguns: “Mas como podem interceder se estão mortos e inconscientes?” E quem disse que estão mortos aqueles que estão VIVOS diante do Trono de Deus, porque o nosso Deus não é Deus de mortos, mas de vivos, como ensinou Jesus:

“Moisés chamou ao Senhor: Deus de Abraão, Deus de Isaac, Deus de Jacó. Ora Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos porque todos vivem para Ele.” (Lc 20, 37-38)

Portanto, Jesus nos diz que os santos falecidos (como Abraão, Isaac e Jacó) estão vivos na Presença de Deus, pois VIVEM para Ele. Não estão mortos, nem inconscientes! O livro do Apocalipse também ensina que os santos falecidos não estão adormecidos, mas mesmo antes da ressurreição, suas almas dialogam e intercedem junto a Deus:

“Vi sob o ALTAR as ALMAS DOS HOMENS IMOLADOS por causa da Palavra de Deus e por causa do testemunho que dela tinham prestado. E CLAMARAM EM ALTA VOZ: Até quando ó Senhor, Santo e Verdadeiro, tardarás a fazer justiça, vingando o nosso sangue contra os habitantes da terra? A cada um deles foi dada, então, uma veste branca, e foi-lhes dito, também, que aguardassem ainda um pouco, até que se completasse o número dos seus companheiros e irmãos, que iriam SER MORTOS COMO ELES.” (Apc 6,9-11)

Neste diálogo, as almas dos santos falecidos clamam a Deus para que apresse o Dia do Juízo Final. Observe que as almas não estão adormecidas, mas estão sob o altar de onde falam com Deus. Elas clamam ansiosas pelo Dia do Juízo Final, que será também o dia da aguardada ressurreição da carne. Deus lhes dá uma veste branca (símbolo da santidade) e ordena que aguardem mais um pouco. E, enquanto aguardam, o que fazem estas almas? Aguardam adormecidas ou vivas e acordadas? Vejamos:

“Então um dos anciões falou comigo e perguntou-me: Esses, que estão revestidos de vestes brancas, quem são e de onde vêm? Respondi-lhe: Meu Senhor, tu o sabes. E ele me disse: Esses são os SOBREVIVENTES da grande tribulação. Lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro. Por isso, ESTÃO DIANTE DO TRONO DE DEUS, E O SERVEM, DIA E NOITE, NO SEU TEMPLO.” (Apc 7,13-15)

Portanto, esta é a situação das almas enquanto aguardam pelo ansioso dia do Juízo Final e da ressurreição da carne, quando finalmente “Deus os abrigará em sua tenda e não haverá nem fome, sede, sol ou calor e Deus enxugará toda lágrima de seus olhos” (Apc 7,15-16). Veja também como estas almas (os santos, pois estavam com vestes brancas, símbolo da santidade), intercedem diante do Trono de Deus:

“Outro anjo pôs-se junto ao ALTAR, com um turíbulo de ouro na mão. Foram-lhe dados muitos perfumes para que os oferecesse com as ORAÇÕES DE TODOS OS SANTOS NO ALTAR de ouro, que ESTÁ ADIANTE DO TRONO. A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com AS ORAÇÕES DOS SANTOS, DIANTE DE DEUS.” (Apc 8,3-4)

Eis aí uma passagem bíblica que nos garante a intercessão dos santos falecidos, e que agora estão diante do Trono de Deus. São oferecidas a Deus as orações de TODOS os santos. Se são de todos os santos, são tanto as orações dos santos da terra (cristãos que levam uma vida santa) quanto dos santos do Céu (que estão vestidos de branco diante do Trono de Deus). Embora este trecho da abertura dos 7 selos esteja se referindo aos santos do Céu (no quinto, sexto e sétimo selos), podemos entender as orações que chegam a Deus, também vindas dos santos da terra, pois é afirmado ser as orações de TODOS os santos.

Um exemplo destas orações de santos falecidos, encontra-se em Macabeus. Nela, Judas Macabeus relata uma visão que teve de Onias e Jeremias, já falecidos, intercedendo pelo povo:

“Onias (…) estava com as mãos estendidas, INTERCEDENDO por toda a comunidade dos judeus. Apareceu a seguir um homem notável (…) Esse é aquele que MUITO ORA pelo povo e por toda cidade santa, é Jeremias, o Profeta de Deus.” (2Mac 15,12-14)

E como os santos conhecem nossas preces? Eles são onipresentes?

De modo algum. Só Deus é Onipresente. No entanto, todos pertencemos ao Corpo Místico de Cristo no qual vivenciamos a comunhão dos santos, ou seja, vivenciamos o fluxo de amor e relacionamentos entre todos os membros do Corpo Místico. De um modo especial, os santos que estão no Céu já possuem uma relação de profunda intimidade com Deus, de modo que através da onipresença de Deus, os santos tomam conhecimento das preces que lhes são dirigidas. Em outras palavras, é o próprio Deus quem lhes transmite as nossas preces.

Eis como Dom Estevão Bettencourt explica esta questão:

“Os bem-aventurados têm conhecimento das preces que neste mundo lhes são dirigidas, pois Deus, que fez os homens solidários entre si, não permite que essa comunhão seja dissolvida pela morte. Por isso pedimos aos santos que intercedam por nós no Céu, e Deus lhes dá a conhecer nossas orações para que, de fato, eles rezem por nós ao Pai.”

Mas, então, qual a necessidade desta intercessão, se Deus já conhecia a prece antes mesmo do santo interceder?Na verdade, toda e qualquer prece feita neste mundo, já era do conhecimento de Deus, antes mesmo de nós formularmos nossas súplicas. Embora assim seja, Deus quer façamos nossas súplicas. Vejamos o que disse Jesus a respeito:

“O Pai já sabe de vossas necessidades antes mesmo de pedirdes.” (Mt 6,8)

“Pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa.” (Jo 16,24)

Embora Jesus reconheça que Deus já conheça nossas necessidades antes mesmo de fazermos nossa prece, Jesus insiste que devemos formular nossas preces dizendo: Pedi e recebereis. Porquê?

Para que tenhamos um diálogo, uma relação com Deus através da oração. Ora, esta relação amorosa, Deus também deseja que exista entre todos os membros do seu Corpo Místico. Por isso, mesmo já conhecendo de ante-mão as nossas súplicas, Deus incentiva a prática da oração e da intercessão para que exista este relacionamento amoroso entre nós e Deus e também entre todos os filhos de Deus, ou seja, para que “a nossa alegria seja completa”.

Interceder por alguém é um ato de amor entre os filhos de Deus. Deixar de interceder é falta de amor. Deus jamais proibirá a intercessão porque Deus é Amor.

“Naquele dia pedireis em meu nome e já não digo que rogarei ao Pai por vós. Pois o mesmo Pai vos ama, porque vós me amastes e crestes que saí de Deus.” (Jo 16,26-27)

O Catecismo diz:
49.6 Intercessão dos santos

§956 A intercessão dos santos. “Pelo fato de os habitantes do Céu estarem unidos mais intimamente com Cristo, consolidam com mais firmeza na santidade toda a Igreja. Eles não deixam de interceder por nós ao Pai, apresentando os méritos que alcançaram na terra pelo único mediador de Deus e dos homens, Cristo Jesus. Por conseguinte, pela fraterna solicitude deles, nossa fraqueza recebe o mais valioso auxílio”: Não choreis! Ser-vos-ei mais útil após a minha morte e ajudar-vos-ei mais eficazmente do que durante a minha vida.

49.7 Intercessão no Antigo Testamento

§210 “DEUS DE TERNURA E DE COMPAIXÃO” Depois do pecado de Israel, que se desviou de Deus para adorar o bezerro de ouro, Deus ouve a intercessão de Moisés e aceita caminhar no meio de um povo infiel, manifestando, assim o seu amor. A Moisés, que pede para ver sua glória, Deus responde: “Farei passar diante de ti toda a minha beleza e diante de ti pronunciarei o nome de Iahweh” (Ex 33,18-19). E o Senhor passa diante de Moisés e proclama: “Iahweh, Iahweh, Deus de ternura e de compaixão, lento para a cólera e rico em amor e fidelidade” (Ex 34,6). Moisés confessa então que o Senhor é um Deus que perdoa.

I.49.8 Intercessão pelos defuntos

§958 A comunhão com os falecidos. “Reconhecendo cabalmente esta comunhão de todo o corpo místico de Jesus Cristo, a Igreja terrestre, desde os tempos primevos da religião cristã, venerou com grande piedade a memória dos defuntos (…) e, `já que é um pensamento santo e salutar rezar pelos defuntos para que sejam perdoados de seus pecados’ (2Mc 12,46), também ofereceu sufrágios em favor deles.” Nossa oração por eles pode não somente ajudá-los, mas também tornar eficaz sua intercessão por nos.

§2574 Moisés e a oração do mediador Logo que começa a se realizar a Promessa (a Páscoa, o Êxodo, a entrega da Lei e a conclusão da Aliança), a oração de Moisés é a figura surpreendente da oração de intercessão que se realizará no “único Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus” (1 Tm 2,5).

 
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Publicado por em 15/05/2011 em Bíblia, Intercessão, Santos

 

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