RSS

A canonização dos santos é bíblica?

A canonização dos santos é tão somente o reconhecimento por parte da Igreja de que uma pessoa está no céu.

Ora, será que os apóstolos não criam que depois da morte e ressurreição de Cristo, os patriarcas e profetas estavam no céu, na presença de Deus?

A própria Escritura dá testemunho de que Abraão foi considerado justo pelos apóstolos (cf. Rm 4,3-9; Gl 3,9; Hb 6,15; Tg 2,23). Este reconhecimento de que Abraão estava no céu com Deus é um exemplo de canonização na própria Escritura e já na era apostólica.

Outro exemplo que podemos citar na própria Escritura é a canonização de Estevão. Diz a Escritura que era homem cheio do Espírito Santo (cf. At 6,8). Quando foi martirizado em nome da Fé em Cristo, viu a Glória do Cristo e pediu ao Senhor que recebesse o seu espírito (cf. At 7,55-59). Será que Estevão não foi para o céu? Claro que sim! E foi considerado santo pelo próprio apóstolo Paulo (cf. At 22,20), que assistiu a pregação de Estevão e corroborou com a sua morte. E o bom ladrão que reconheceu Cristo como seu Salvador e que o próprio Senhor lprometeu levá-lo ao paraíso (Lc 23,43), por acaso não é outro exemplo de canonização feita pela própria Escritura?

A canonização não faz parte da doutrina católica, mas da práxis católica. O que faz parte da doutrina católica é a Comunhão dos Santos, não confundir. A práxis católica de se canonizar santos não apareceu em 995 como sugere o autor da pergunta. Depois das provas bíblicas que mostramos, citaremos por exemplo as obras conhecidas na antiguidade como hagiógrafos (atas da vida dos santos). Os hagiógrafos testificavam o reconhecimento pela Igreja de que uma determinada pessoa ou grupo de pessoas era santo e que já gozava da presença de Deus.

A Igreja desde os primeiros séculos reconhecia os mártires como santos (a exemplo de Estevão, considerado o primeiro mártir da Igreja). Ser um mártir da fé era um critério que não deixava dúvidas se uma pessoa devia ser considerada santa, isto é, um modelo na fé, um herói em Cristo e que estava no céu.

Os hagiógrafos mais citados da antiguidade são as atas dos mártires de Lião (177 d.C) e do Martírio de S. Policarpo de Esmirna (250 d.C.), discípulo de S. João (1).

Como se vê, a canonização dos santos, isto é, o reconhecimento de que uma pessoa venceu a corrida (cf. Cl 2,8) e que está com Deus, é uma prática que consta na Bíblia e que sempre foi observada pelos primeiros cristãos.

 
Deixe um comentário

Publicado por em 16/01/2016 em Uncategorized

 

A Intercessão dos Santos

A intercessão dos Santos é uma prática que existe na Igreja Católica, mas que não é reconhecida, não é aceita por muitas denominações cristas.

Os Católicos pedem a intercessão, o socorro, a súplica dos Santos, os nossos irmãos e irmãs que já se encontram com Deus na glória, igualmente os Anjos (São Miguel, São Rafael, São Gabriel e todos os seus comandados).

O protestantismo diz que a prática da intercessão dos Santos não é bíblica. E mais do que isso, ela fere a Palavra de Deus. O texto que eles apresentam para negar a eficácia da intercessão dos Santos, o famoso texto, o principal texto é 1Timóteo 2,5-6 “pois há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, um homem, Cristo Jesus, que se deu em resgate por todos. Este é o testemunho dado nos tempos estabelecidos”.

Então eles dizem, como Jesus Cristo é o único mediador, os Santos, principalmente Maria, não deveriam ser invocados para pedir a Jesus por nós. Segundo eles, quando os católicos apelam para os Santos, esses Santos se intrometem na única mediação de Cristo. Mas se lermos de novo o texto, veremos que esse raciocínio é falso. Reparem o texto: ‘um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo’, mas os Santos não são mediadores entre o Pai e os homens. Quem é o único mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo. Ele disse ‘ninguém vem ao Pai senão por mim’. E é verdade. O único Caminho, mediador, canal, meio, recurso de chegar ao Pai é por meio de Jesus. A mediação tratada em 1Tm 2,5, refere-se a Nova e Eterna Aliança. No Novo Testamento, é Cristo que nos reconcilia com Deus, através de seu sacrifício na Cruz. É nesse sentido que Ele é nosso único mediador, pois somente através Dele que recuperamos para sempre a amizade com Deus.

Os protestantes não entendem que os Santos não intercedem ao Pai diretamente. Os Santos se dirigem a Jesus. E Jesus acolhendo as suas preces, as apresenta ao Pai. Vejamos um exemplo: as pessoas que nos pedem orações.

Vejamos 1Timóteo 2,1-3 (São Paulo pede que nós rezemos pelos homens. Isso é intercessão). A minha fé me impede de rezar somente por mim, devo rezar por mim e por todos.  Quando peço por mim eu faço uma súplica, quando peço pelos outros eu intercedo. Interceder significa pedir por outra pessoa.

Vejamos outra intercessão: Marcos 5, 22-23 (pede pela sua filha). A mesma coisa que os Santos fazem quando no céu intercedem por nós.

Vejamos agora: Mateus 15,21-22 – alguém pede por outra pessoa a Jesus, e Ele aceita as preces, acolhe as súplicas.

Muitos dizem é um absurdo dizer: Santa Maria rogai por nós pecadores. Vejamos se é verdade: Atos 8,24 – (Simão pede que interceda por Jesus por si).

Vamos agora ao texto mais solene, mais eloquente, talvez o mais importante que comprova o valor, a eficácia da intercessão dos Santos: João 2,1-11. É a intercessão mais solene junto a Jesus na Bíblia.

Vejamos Romanos 15,30 (rogai por mim); 1Tessalonicenses 5,25 (pedido de intercessão);Hebreus 13,18.

Quando apresentamos esses textos, um cristão não católico diz que aqui na terra nós podemos interceder, orar uns pelos outros. Mas os santos morreram. E quem morreu acabou-se. Quem morreu não está no céu ainda. Quem morreu não pode pedir por ninguém. Conforme os textos: Eclesiastes 9,5.10. Esses argumentos são falsos. Por quê?

1) Quem morre na graça de Cristo, e que está totalmente purificado, entra imediatamente no Paraíso. Vejamos Lucas 23,42-43;  2) Quem está nos céus pedem por nós. Vejamos Apocalipse 6,9-11. 3) Apocalipse 5,8 –(as orações dos santos); Apocalipse 8,3-4 (as orações dos santos) 4) E em outros tantos textos a Sagrada Escritura nos mostra isso (cf. Is 14,9-10; 1Pd 3,19; Mt17,3; Ap 7,10).

Importante fazer a diferença entre Evocação dos mortos (proibida pela Bíblia Dt 18,9-14; Lv 20,6-27)e Invocação dos Santos.

 
Deixe um comentário

Publicado por em 16/01/2016 em Uncategorized

 

O que significa ser a Medianeira de todas as graças

 

O título de “Medianeira de todas as graças”, atribuído a Nossa Senhora, tem o seu significado ligado principalmente à participação da Mãe de Deus no Mistério da Encarnação do Verbo e no Mistério Pascal de Jesus Cristo. Mas esse título tem seu significado ligado também à mediação materna da Mãe de Deus sobre toda a Igreja e cada um dos fiéis em particular. Desde os primórdios do Cristianismo, o povo de Deus recorria a Virgem Santíssima, e a Tradição da Igreja já reconhecia a sua participação singular no Mistério de Cristo e na vida dos fiéis. Esse costume de recorrer a Santíssima Virgem é atestado pela mais antiga oração mariana de que se tem conhecimento, do século III, que em latim se chama Sub tuum præsidium, e significa “À vossa proteção”.

 

 

As imagens de Nossa Senhora, muitas delas retratadas até mesmo em cavernas e catacumbas, onde se reuniam os primeiros cristãos para rezar, também nos ajudam a compreender que a mediação da Mãe do Senhor faz parte do Cristianismo desde o princípio. Tendo em vista a importância do significado do tema para a Igreja de todos os tempos, trataremos brevemente sobre a Virgem Maria “Medianeira de todas as graças” a partir da doutrina do Corpo Místico de Cristo, presente nas Sagradas Escrituras; dos ensinamentos dos santos e dos doutores da Igreja; da doutrina do Magistério da Igreja.

 

 

Para falar da mediação da Virgem Maria, vamos partir da Palavra de Deus, mais especificamente da Carta de São Paulo a Timóteo, na qual está escrito: “Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e a humanidade: o homem Cristo Jesus, que se entregou como resgate por todos”1. Por essa passagem, não há dúvida de que o apóstolo Paulo diz claramente que existe um só mediador entre Deus e os homens2. Mas, voltando alguns versículos, também está escrito: “Antes de tudo, peço que se façam súplicas, orações, intercessões r ação de graças por todas as pessoas, pelos reis e pelas autoridades em geral, para que possamos levar uma vida calma e tranquila, com toda a piedade e dignidade”.

 

 

Nesses versículos, o apóstolo dos gentios pede que se “façam súplicas, orações, intercessões e ação de graças” pelas necessidades da comunidade e por toda a sociedade da época. Mas se Cristo é o único Mediador entre Deus e os homens, por que Paulo pede a Timóteo e a sua comunidade que intercedam por suas necessidades e as de outras pessoas? O apóstolo faz isso, porque tem a clareza de que o único Mediador é a Igreja, é o Cristo Total, que é formado pela Cabeça, que é Jesus, e por nós, membros do Corpo Místico de Cristo5. Fazemos parte do Corpo de Cristo, por isso participamos da mediação do único Mediador, que é Cristo. Dessa forma, a “mediação única do Redentor não exclui, antes suscita nas criaturas cooperações diversas, que participam dessa única fonte”6. No entanto, somos pessoas cheias de fraquezas, inconstantes, pecadores, e Deus sabe que somos indignos e incapazes, por isso teve piedade de nós e, para nos dar acesso às suas misericórdias, concedeu-nos intercessores poderosos junto da Sua grandeza.

 

 

A Medianeira como caminho para chegar ao Mediador

 

 

Pela Sua infinita caridade, Jesus Cristo tornou-se a nossa garantia e o nosso Mediador “junto de Deus, Seu Pai, para aplacá-lo e pagar-lhe o que lhe devíamos. Mas será isso uma razão para termos menos respeito e temor à sua majestade e santidade? Digamos, pois, abertamente – com São Bernardo – que temos necessidade dum mediador junto do mesmo Medianeiro, e que Maria Santíssima é a pessoa mais capaz de desempenhar essa função caridosa. Foi por Ela que nos veio Jesus Cristo; é por Ela que devemos ir a Ele. Se receamos ir diretamente a Jesus Cristo, nosso Deus, por causa da sua grandeza infinita, ou da nossa miséria, ou ainda dos nossos pecados, imploremos ousadamente o auxílio e a intercessão de Maria, nossa mãe”.

 

 

À vista disso, compreendemos que a grandeza de Deus e a miséria humana são motivos suficientes para recorrer a Medianeira de todas as graças. Para chegar até Deus, segundo São Bernardo e São Boaventura, temos que subir três degraus: “o primeiro, que está mais perto de nós e mais conforme à nossa capacidade, é Maria; o segundo é Jesus Cristo, e o terceiro é Deus Pai. Para ir a Jesus é preciso ir a Maria: Ela é a nossa Medianeira de Intercessão. Para ir ao Eterno Pai é preciso ir a Jesus: nosso Medianeiro de Redenção”9. No que diz respeito a Virgem Maria, devemos esclarecer que ela não é somente medianeira de intercessão no sentido mais comum da palavra, que é de interceder por nós, mas também no sentido de intervir concretamente em nossas vidas.

 

 

A Medianeira e a sua maternidade espiritual

 

 

A doutrina a respeito da maternidade espiritual da Virgem Maria sobre os fiéis atravessou os séculos e se faz presente na Igreja até os nossos dias, inclusive nos principais documentos do magisteriais do Concílio Vaticano II, como a Constituição Dogmática Lumen Gentium e o Catecismo da Igreja Católica. Mas, novamente vamos partir da Palavra de Deus que, a respeito do Corpo Místico de Cristo, diz: “Um homem e um homem nasceu d’Ela”10. Neste versículo do Salmo 86, “segundo a explicação de alguns Santos Padres, o primeiro homem que nasceu de Maria foi o Homem-Deus, Jesus Cristo; o segundo é um homem impuro, filho de Deus e de Maria por adoção”11. Se Jesus Cristo, cabeça do Corpo Místico da Igreja, nasceu da Virgem de Nazaré, todos os predestinados, membros dessa Cabeça, também devem nascer dela, por uma consequência necessária.

 

 

Visto que, a mesma mãe não pode dar à luz a cabeça sem os membros, nem os membros sem a cabeça. Isso seria uma monstruosidade na ordem da natureza. Do mesma forma, na ordem da graça, a cabeça e os membros nascem também de uma só Mãe: a Virgem Maria.

 

 

Se um membro do Corpo Místico de Cristo nascesse de outra mãe que não fosse a Mãe de Deus, que gerou a Cabeça, não seria um predestinado nem um membro de Jesus Cristo, mas sim um monstro na ordem da graça 12. Por disposição divina, a Santíssima Virgem, “concebendo, gerando e alimentando a Cristo, apresentando-O ao Pai no templo, padecendo com Ele quando agonizava na cruz, cooperou de modo singular, com a sua fé, esperança e ardente caridade, na obra do Salvador, para restaurar nas almas a vida sobrenatural. É, por essa razão, nossa mãe na ordem da graça”13. Essa maternidade espiritual de “Maria, na economia da graça perdura sem interrupção, desde o consentimento que fielmente deu na anunciação 14 e que manteve inabalável junto à cruz 15, até à consumação eterna de todos os eleitos”16. Isso significa que a mediação materna da Mãe da Igreja é universal e particular, que ela é “Medianeira de todas as graças”

 

 

O significado do título de Maria “Medianeira de todas as graças”

 

 

Portanto, a Palavra de Deus, a Tradição da Igreja sempre consideraram a mediação humana junto a Jesus Cristo, o único Mediador, pois a Santíssima Trindade não quis salvar a humanidade sem a cooperação dos homens. Na História da Salvação, desde a Antiga Aliança, muitas foram as mediações humanas como Abraão, Moisés, os reis, os profetas, as santas mulheres, os apóstolos e discípulos de Jesus Cristo. Mas, na plenitude dos tempos, Deus suscitou a mediação singular da Virgem Maria para o desígnio da Salvação da humanidade.

 

 

Nossa Senhora esteve presente em toda a vida terrena de Seu Filho Jesus Cristo, desde o Mistério da Encarnação do Verbo, passando pela Sua vida oculta em Nazaré e a sua vida pública, até a consumação do Mistério Pascal. Como que para simbolizar a sua mediação, depois da Ascensão do Senhor aos Céus, a Santíssima Virgem permaneceu com os apóstolos e discípulos. Essa mediação de Maria, que permanece pelos séculos até a consumação eterna de todos os eleitos, não exclui a mediação de Cristo, mas antes é um caminho mais fácil para chegar até o Filho, nosso único Mediador junto ao Pai. No entanto, essa mediação da Mãe da Igreja se diferencia radicalmente das outras mediações humanas por seu caráter materno.

 

 

A Virgem de Nazaré não somente gerou o Filho de Deus, mas também o alimentou, educou e acompanhou durante toda sua vida, até o momento supremo de sua existência terrena, a sua doação total no sacrifício da Cruz. Isso significa que a Virgem Maria é medianeira universal, pois ao entregar-se inteiramente ao seu Filho Jesus, ela cooperou na obra da salvação de toda a humanidade. Ao mesmo tempo, Nossa Senhora é nossa medianeira particular, porque sua maternidade espiritual estende-se também a cada um de nós, que somos membros do Corpo de Cristo. Nós somos gerados, alimentados, educados e acompanhados pela Mãe da Igreja por toda a vida, por isso ela é também nossa medianeira de modo particular.

 

 

Dessa forma, a Virgem Maria é medianeira de todas as graças, pois ela nos deu Jesus Cristo, a graça incriada e eterna, e nos dá todas as graças necessárias para a nossa salvação, que nos foi alcançada pelo sacrifício único e definitivo de seu Filho no alto da cruz. Embora “Medianeira de todas as graças” seja um título de Nossa Senhora, e não um dogma de fé, o senso de fé do povo de Deus e a Igreja Universal são favoráveis a este, tanto que a sua celebração é reconhecida na Liturgia. Em 1921, o Papa Bento XV concedeu o Ofício e a Santa Missa da Bem-aventurada Virgem Maria “Medianeira de todas as graças”. A sua celebração, no dia 31 de maio, aconteceu primeiramente na Bélgica, mas se difundiu rapidamente por toda a Igreja.

 

 

“A devoção também chegou no Brasil e, no sul do país, ganhou enorme expressão. Em 1928, foi introduzida no Seminário São José, da cidade de Santa Maria, Rio Grande do Sul, através de um santinho recebido da Bélgica por padre Inácio Valle”17. À Medianeira junto ao Mediador, recorramos com toda a confiança:

 

Bem-aventurada Virgem Maria Medianeira de todas as graças, rogai por nós!

 

 

 

1- 1 Tim 2, 5-6.

2 – 1 Tim 2, 5.

3 -1 Tim 2, 1-2.

4- 1 Tim 2, 1.

5 – A doutrina do Corpo Místico está presente nas Cartas de São Paulo: 1 Cor 12, 12; Cl 1, 18; Ef 5, 23; Rm 12, 4-5.

6 – CONCÍLIO VATICANO II. Constituição Dogmática Lumen Gentium, 62.

7 –  SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTF. Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, 83.

8 – Idem, 85.

9 –  Idem, 86.

10 –  Sl 86, 5.

11 –  SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT. Op. cit., 32.

12 – Cf. idem, ibidem.

13 –  CONCÍLIO VATICANO II. Op. cit., 61.

14 – Cf. Lc 1, 28-38.

15 – Cf. Jo 19, 25.

16 – CONCÍLIO VATICANO II. Op. cit., 62.

17 – PAULINAS. 12/11/15 Nossa Senhora Medianeira de Todas as Graças.

 

 

 
Deixe um comentário

Publicado por em 16/01/2016 em Uncategorized

 

POR QUE DEUS CONDENA TODAS AS PRÁTICAS DE SUPERSTIÇÕES?

“Eu sou o Senhor, vosso Deus” (Lv 19,31). “Serás inteiramente do Senhor; teu Deus” (Dt 18,13). “Não praticareis a adivinhação nem a magia” (Lv 19,26b).Sempre houve está condenável idolatria, que continua moderna, chamada superstição, pela qual se busca uma divinização espúria das energias ocultas. Até mesmo entre os católicos, mal formados, se multiplicam, superstições que beiram ao ridículo. Elas são muitas e variadas.Entre elas, muitos são os que colocam na entrada de suas lojas e casas vasos com a espada de São Jorge; outros, raminhos de arruda; inúmeros os que andam com “pedras, pêndulos, cristais e outras bugigangas para espantar as energias negativas”.

Há também aqueles que vivem impressionados com os males que possam advir dos “trabalhos” realizados nos terreiros. Querem combater as forças do mal de qualquer maneira e, apesar de frequentarem os Sacramentos da Igreja, empregam esses “rituais” para se “purificarem”.

Estamos já no início do terceiro milênio e, no entanto, prevalecem os feitiços: uma pedra, uma raiz, uma pena de pássaro, uma concha, um dente de animal, ainda há pessoas que pregam ferradura atrás da porta para atrair sorte nas questões econômicas ou vão atrás do trevo de quatro folhas, portador de felicidade.

A enorme lista de superstições que aparece na vida de tantas pessoas, poderiam ser abandonadas se tivessem mais confiança em Deus e na proteção dos anjos e santos; e não se entregariam a práticas tão irrisórias, fundadas num temor doentio. Trazer um amuleto não pode nunca atrair qualquer tipo de ajuda sobrenatural, nem afastar as invectivas do Maligno, o qual, segundo São Pedro, deve ser vencido unicamente pela fé (1 Pd 5,8).

Todas as crendices envolvidas nas superstições carecem de qualquer base filosófica e teológica. É inteiramente destituída de lógica a associação de causa e efeito professada pelos supersticiosos. Sob o ponto de vista da teologia, as práticas supersticiosas demonstram um senso religioso decadente.

No fundo, apesar dos pesares, é a nostalgia do Absoluto que impera. Aquele que perde sua fé na Providência de Deus que governa sabiamente o mundo e se interessa pelos homens de modo especial, tende a se curvar ao império de uma força cega criada pela fantasia humana.

O cristão deve dar sempre a demonstração de uma crença robusta, firmada nas Escrituras, acreditando numa palavra que Jesus repetiu tantas vezes: “Não tenhais medo” (Mc 6,50; Lc 24,36; Jo 6,20). “Sem mim nada podeis fazer” (Jo 15,5); e queria dizer que com Ele tudo pode quem Nele confia. Fora de Jesus não há salvação (At 4,12), disse São Pedro aos chefes judeus.

O escritor romano Varrão († 7 a.C.) exprimia muito bem, na sua linguagem politeísta, o que significa essa religiosidade inferior, quando afirmava que “o supersticioso é o homem que teme os deuses como inimigos, ao passo que o homem religioso os reverencia como pais” (citado por S. Agostinho, De civ. Dei 6.9.2). Quintiliano († 120 d.C.), por sua vez, notava que a “superstição difere da religião como o homem que procura por curiosidade difere do homem que procura por amor” (De inst. orat. VIII 3). Em suma, vê-se que já entre os romanos pagãos a superstição era tida como uma deterioração ou contrafação da Religião.

O Catecismo da Igreja diz que: “A superstição é o desvio do sentimento religioso e das práticas que ele impõe. Pode afetar também o culto que prestamos ao verdadeiro Deus, por exemplo: quando atribuímos uma importância de alguma maneira mágica a certas práticas, em si mesma legítimas ou necessárias. Atribuir eficácia exclusivamente à materialidade das orações ou dos sinais sacramentais, sem levar em conta as disposições interiores que exigem, é cair na superstição” (n.2111). Aqui se enquadram as tais “correntes de oração obrigatórias” sob pena de castigos.

A adivinhação, leitura de cartas ou qualquer outro rito supersticioso do tipo, apontam para a predição de coisas futuras ou ocultas sem recorrer a Deus. Pretende-se descobrir aquilo que só Deus pode conhecer. O grande pecado da superstição está que a pessoa quer buscar fora de Deus, poder e conhecimento, que Deus não quer nos dar porque não é bom para nós. O supersticioso, por práticas mágicas quer impor a Deus fazer a sua vontade por meios mágicos.

Deus nos revelou algumas coisas sobre o futuro, que nos interessam, por exemplo, haverá um juízo particular e um final; e depois o céu ou inferno. E nos deu inteligência, liberdade, vontade, consciência e outros recursos para que nos preparemos responsavelmente para o futuro. Não podemos controlar nosso futuro, pois ele está nas mãos do Senhor. Precisamos confiar Nele como um Pai infinitamente bom e cooperar com a sua graça para fazer a parte que nos corresponde.

No entanto, o homem, levado pela soberba, quer ter tudo sob controle, sem colocar sua confiança em Deus. É esse o pecado da superstição, buscando conhecimento ilícito, por caminhos que estão fora da revelação divina, como a adivinhação. É preciso saber que esses recursos ocultistas, sem que se saiba, recorrem ao demônio; e quem a pratica fica, de alguma maneira, vinculado a ele. São Paulo disse que: “As coisas que os pagãos sacrificam, sacrificam-nas a demônios e não a Deus. E eu não quero que tenhais comunhão com os demônios. Não podeis beber ao mesmo tempo o cálice do Senhor e o cálice dos demônios. Não podeis participar ao mesmo tempo da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. Ou queremos provocar a ira do Senhor? Acaso somos mais fortes do que ele?” (1Cor 10,20-22).

À medida que se perde a fé, aumentam as superstições, mesmo entre pessoas que não pertencem a estes grupos, mas que buscam solução para seus problemas. Alguns pensam que seja mera brincadeira e o fazem por curiosidade ou pela pressão de um grupo. Mas precisamos recordar que ai está em jogo a nossa fidelidade a Deus, com quem não se brinca.

Quando o homem não encontra o Deus verdadeiro, e não se entrega a Ele, então, fabrica o seu deus, à sua pequena imagem e semelhança; semelhante à pedra, ao cristal, à magia, etc.

Sobretudo na festa de Ano Novo os espíritos esotéricos se exaltam em busca das melhores condições para serem agraciados por seus deuses e pelos poderes ocultos do além. Para uns é a exigência de começar o Ano com o pé direito; para outro é estar de roupa branca, mesmo as mais íntimas, ainda que alma não esteja tão clara; para outro é pular as ondinhas do mar… e a pobre miséria humana multiplica as fantasias e suas falsidades.

O homem tem sede de Deus! Ou ele adora e serve ao Deus verdadeiro, “Criador de todas as coisas visíveis e invisíveis”, ou passa a adorar e a servir a deuses falsos, mesmo que conscientemente não se dê conta disso. Outros ainda, mais desorientados, correm atrás de horóscopos, de zodíacos, de mapas astrais, de cartomantes, de necromantes, de búzios… Nas grandes e pequenas livrarias, proliferam todos esses tipos de livros, muito bem explorados por alguns escritores e editoras. Lamentavelmente, muitos cristãos (e até católicos!), por ignorância religiosa na sua maioria, acabam também seguindo esses caminhos tortuosos e perigosos para a própria vida espiritual.

Ao cristão é permitido buscar unicamente em Deus, pela oração, todo consolo, auxílio e força de que necessita – e em nenhum outro meio ou lugar. São Paulo disse: “Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a ação de graças” (Fl 4,6). E São Paulo advertiu severamente as comunidades cristãs de que fugissem da idolatria (cf. I Cor 10,14).falsasdoutrinas

Não podeis participar ao mesmo tempo da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. Ou queremos provocara ira do Senhor?” (1 Cor 10,20-22). Quando Deus não atende um pedido nosso, Ele sabe a razão; e, se temos fé e confiança Nele, não vamos atrás de coisas proibidas.

O Ano que começa é um grande presente de Deus para cada um de nós; e deve ser colocado inteiramente em Suas mãos, para que Ele cuide de cada dia e de nós. Nada alegra tanto a Deus do que vivermos na fé. Não devemos recorrer a nenhuma destas práticas ou ritos, pois são totalmente contrárias à nossa fé. Recordemos que o inimigo está como “um leão procurando a quem devorar”.

fonte:http://cleofas.com.br/cuidado-com-as-supersticoes/

 
Deixe um comentário

Publicado por em 31/12/2015 em Uncategorized

 

Simpatia não, somente Deus é a solução!

 

Quando chegamos ao final de um ano, é comum vermos na televisão ou na Internet mil e uma maneiras no formato de dicas para se ter um ano de sucesso. Essas maneiras são as chamadas simpatias. As pessoas já criaram simpatia para amor, saúde, dinheiro, sorte, etc.

Muitas pessoas passam horas e até dias preparando suas simpatias para tentarem a sorte com o objetivo de terem um ano maravilhoso. Essas pessoas depositam sua confiança na superstição, ao invés de agirem segundo os princípios de Deus.

Enquanto isso, o Deus Todo-Poderoso, criador dos céus e da terra, dono de todas as coisas está disposto como sempre para ouvi-las e VERDADEIRAMENTE transformar as suas vidas.

Algumas pessoas acreditam que existe algo de místico na virada do ano, mas não compreendem que nada será diferente no próximo ano se forem tomadas as mesmas atitudes tomadas neste ano. Não adianta fazer simpatia, não há nada de místico na virada do ano.

Para que os nossos planos e projetos prosperem, precisamos confiá-los nas mãos do Senhor, como está escrito em Provérbios 16:1-3 “1O coração do homem pode fazer planos,
mas a resposta certa dos lábios vem do Senhor. 2Todos os caminhos do homem são puros aos seus olhos, mas o Senhor pesa o espírito. 3Confia ao Senhor as tuas obras, e os teus desígnios serão estabelecidos”.

Não são necessárias simpatias para o amor, porque Deus é amor e o amor dEle é incondicional (1 João 4:16).

Não são necessárias simpatias para se ter saúde, porque observar a Palavra de Deus traz saúde, como está escrito em Provérbios 4:20-22: “20Filho meu, atenta para as minhas palavras; aos meus ensinamentos inclina os ouvidos. 21Não os deixes apartar-se dos teus olhos; guarda-os no mais íntimo do teu coração. 22Porque são vida para quem os acha e saúde, para o seu corpo”.

Não são necessárias simpatias para o dinheiro, porque Deus é quem provê todas as coisas e supre todas as nossas necessidades (Filipenses 4:19), porque nos ama, tão somente precisamos confiar nEle em todo tempo.

Não são necessárias simpatias para se ter sorte, porque Deus é quem sustenta a nossa sorte (Salmos 16:5).

Não são necessárias simpatias para que a sua vida seja transformada, você precisa renovar a sua mente (Romanos 12:2) adquirindo a mente de Cristo. Creia que Deus realmente ama você e tem prazer em abençoá-lo(a). Confie seus planos a Deus. Deixe de viver centrado na sua vontade e passe a desejar obedecer a vontade de Deus, revelada em Sua Palavra.

 
Deixe um comentário

Publicado por em 30/12/2015 em Uncategorized

 

Simpatias e superstições são compatíveis com o catolicismo?

trevo de quatro folhas

Existem pessoas que dão o primeiro passo somente com o pé direito, comem lentilha no final do ano, usam o branco para atrair bons fluidos, vestem sempre determinada roupa para dar sorte, penduram ferradura atrás da porta, batem na madeira para afastar o azar, não fazem nada no dia 13 e evitam qualquer coisa ligada a esse número, para não falar da “maldição” causada por gatos pretos, passar debaixo de uma escada ou quebrar um espelho. Chama-se a isso de superstição.

Os grandes jornais (que são formadores de opinião) trazem todos os dias o horóscopo, alimentando a indústria da superstição. Pessoas moldam suas vidas por aquilo que os astros “supostamente” indicam. Sabemos que o ser humano anseia por felicidade mas, a qualquer preço?

O QUE É SUPERSTIÇÃO?

amuletos

O termo “superstição” vem do latim “superstitio”. Trata-se de uma crendice sem base na razão ou conhecimento, ligado à maior ou menor “sorte” em determinada situação. Desde a Antiguidade, os povos eram cheios de crenças ligadas a aspectos mágicos, identificando situações que dariam ou não sorte àqueles que seguissem determinadas práticas. Usar a roupa da sorte, a bebida especial, a planta de tal tipo, etc. Podemos afirmar que a superstição seria uma tentativa humana de solucionar seus problemas através de práticas que possam manipular forças sobrenaturais em seu próprio proveito. A idéia inclui fazer com que Deus, os anjos ou até mesmo os demônios possam estar ao seu serviço.

Estas práticas envolvem as tão difundidas “simpatias”, sobretudo quando se aproxima o final do ano. Existem inclusive publicações “especializadas” nessa matéria. Não faltam artistas, jogadores e “intelectuais” a dar seus palpites da melhor simpatia para chamar dinheiro, emprego ou casamento. A explicação está no fato de a pessoa achar que ela mesma poderá resolver todos os seus problemas, sem a intervenção de Deus. Tal desejo é um pecado, um desvio da verdadeira fé, direcionada para objetos como talismãs, cristais, pêndulos, pirâmides etc. A Bíblia tem muito a dizer sobre essa questão: “Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura em vez do Criador, que é bendito pelos séculos” (Romanos 1, 25).

COMO NASCEM AS SUPERSTIÇÕES?

gato preto

Vários fatos tornam a superstição altamente sedutora. A principal, sem sombra de dúvidas, é a curiosidade, sobretudo em relação ao que o futuro reserva. Aproveitando-se dessa situação, a mais destacada das práticas supersticiosas, a astrologia, tenta fornecer as respostas a curto, médio e longo prazos. Porém, se alguém fizer uma busca pelos jornais, revistas, rádios e televisões buscando orientação dos astros, e resolvesse compará-las, certamente encontraria, no mínimo, respostas de duplo sentido e conflitantes entre si, revelando, portanto, que é a interpretação subjetiva do astrólogo que determina o “provável futuro”. Será esta a maneira correta de saber o que o futuro nos reserva? E onde fica Deus nessa história?

Além de proteção pessoal, há os que “acendem uma vela para Deus e outra para o diabo”. Sua sede de poder os envolve não com Deus, mas com os poderes das trevas. Enganam-se ao achar que podem controlar os demônios. Ao contrário, são estes que controlam aos ingênuos. Na intenção de dominar, terminam dominados! Isso leva muitos ao submundo do ocultismo, do esoterismo, achando que estes lhes conferirão a fórmula do sucesso sem consequências. Esquecem-se, contudo, de uma verdade absoluta: Só existe um Deus, criador de todas as coisas!

SUAS RAÍZES NA ANTIGUIDADE

superstição

Diziam os antigos que o “o trevo de quatro folhas é portador de felicidade”. Por quê? Pelo fato de raramente ser encontrado. Pobre analogia! Atualmente, existem agricultores que cultivam variedades com quatro folhas para lucrar com a superstição das pessoas.

Diziam também que a “ferradura do cavalo dá boa sorte”. Isso porque, na Roma antiga, as ferraduras eram de ouro e prata. Por conseguinte, encontrá-las equivalia, realmente, a encontrar um pequeno tesouro. Interessante é a resposta popular a essa crendice: “Se ferradura desse sorte, cavalo não puxava a carroça”
Fica uma reflexão para revermos como cada um de nós assume simpatias, superstições e crendices que tantas vezes “trancam” nossas vidas e nos fecham à ação de Deus.

É POSSÍVEL LIBERTAR-SE DO PODER QUE AS SUPERSTIÇÕES EXERCEM?

Claro que sim! Jesus mesmo garantiu: “Se, pois, o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres” (João 8,36). Acredite, nenhum mal poderá nos separar do amor de Deus. O apóstolo Paulo pergunta: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Romanos 8,31). Assim, não há feitiço, macumba, vodu, superstição ou seja lá o que for, que nos fará mal algum. Deus é maior do que tudo isso. Entregue sua vida totalmente a Jesus, aquele que é o “caminho, a verdade e a vida” (João 14,6). Estando nas mãos do Salvador, você experimentará a Sua força, providência e proteção.

 
Deixe um comentário

Publicado por em 30/12/2015 em Uncategorized

 

O Ano da Misericórdia – Dom Henrique Soares

 
Deixe um comentário

Publicado por em 29/12/2015 em Uncategorized