A postura e os gestos na Santa Missa

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POR PROF. FELIPE AQUINO

Postura

A Liturgia é feita de gestos e símbolos. Dizia-nos o papa Paulo IV sobre a postura: “Talvez vos possa parecer que a Liturgia está feita de coisas pequenas: atitudes do corpo, genuflexões, inclinações de cabeça, movimentos do incensório, do missal, das galhetas. É então que se devem recordar aquelas palavras do Cristo no Evangelho: quem é fiel no pouco sê-lo-á no muito (Lc 16, 16). Por outro lado, nada é pequeno na Santa Liturgia, quando se pensa na grandeza daquele a quem se dirige”. A imagem é bastante clara, toda e qualquer ação litúrgica não está em seu lugar por um mero acaso, ao contrário, está naquele momento e é daquela forma porque a Igreja entende que é assim, e não de qualquer outra forma, que se pode mais facilmente elevar ao alto nossos corações ao encontro de Deus.

O Missal Romano, de uma forma bastante sucinta e direta, diz-nos que todos os gestos e posturas devem ser realizados com a simplicidade e nobreza que são característicos do Rito Romano e que eles sejam capazes de, ao serem realizados com a simplicidade e nobreza que são características do Rito Romano e que eles sejam capazes de, ao serem realizados, ajudar o entendimento daquilo que se celebra e, ao mesmo tempo, que melhor possamos celebrá-lo.

Normalmente, os gestos e posturas são realizados por todos (seja por toda a Assembleia ou por todos os que estão no Presbitério – como é o caso de estar de mãos-postas) e isso, igualmente, indica a profunda unidade que toda a Assembleia reunida como Corpo Místico de Cristo deve possuir em seu seio.

Mãos postas ou juntas

Ter as mãos postas é o que poderíamos chamar de postura padrão do Presbitério e faz parte da prática tradicional do Rito Romano desde há muitos séculos, mesmo que o Missal Romano não o cite como exemplo ao falar das práticas tradicionais, a posição é citada no Cerimonial dos Bispos. As mãos ficam juntas, palma com palma, os dedos juntos, sendo o polegar direito acima do polegar esquerdo em forma de cruz. Todos aqueles que estão no Presbitério, a não ser que o Rito especifique o contrário (por exemplo, os padres concelebrantes no momento da “Consagração” ou o Bispo ao levar o báculo), devem manter-se assim. A postura deve ser observada tanto ao andar do Presbitério, como ao permanecer nele. Essa postura só não será esteticamente bonita se for realizada de forma forçada ou com desleixo.

Sempre que uma das mãos está ocupada e outra livre, a livre vai para o peito (a não ser na “Oração Eucarística”, onde a mão esquerda encostará no Altar).

Estar sentado

Estar sentado é uma forma de mostrar atenção. Normalmente, senta-se de costas ereta na cadeira, mas sem parecer que o gesto é forçado, com as palmas das mãos sobre os joelhos. É esteticamente belo e faz parte da Tradição da Igreja, o Cerimonial dos Bispos o indica para o bispo quando ele não segura nada, logo, acaba aplicando-se a todos os que estão no Presbitério estando ou não o Ordinário presente.

O sinal da cruz

O sinal da cruz é feito com calma, leveza e beleza. Para fazê-lo a pessoa colocará a mão esquerda sobre o peito e traçará a cruz sobre si com a mão direita, sobre a testa e o peito, ombro esquerdo e ombro direito, juntando, em seguida, as mãos novamente.

Durante o “Evangelho” há ainda a repetição do sinal da cruz por duas vezes. Uma é feita no livro (lecionário ou Evangeliário), com a mão direita sobre a cruz do início do texto, enquanto a mão esquerda está junto ao peito. O outro é feito por todos, de modo suave e calmo, na forma de três cruzes: na testa, nos lábios e no peito.

Por fim, o sacerdote traça o sinal da cruz sobre o povo ao abençoá-lo. Neste caso, a mão esquerda repousa sobre o peito e a direita abençoa traçando o sinal da cruz em direção a aqueles que serão abençoados. Cabe lembrar que apenas o bispo pode realizar a benção fazendo três cruzes.

Reverência

Na Forma Ordinária do Rito Romano a Reverência é bastante simples, mas um pouco relegada a segundo plano. Existem dois tipos e a cada um deles se atribui a reverência e a honra a quem recebe a inclinação.

A Inclinação de cabeça, ou seja, uma leve inclinação apenas de cabeça, faz-se ao nomear as três pessoas da Santíssima Trindade (“Glória ao Pai…”); aos Santos Nomes de Jesus (acompanhado ou não com “Cristo”, mas não apenas a “Cristo”), de Maria e do santo da qual se celebra a festa, solenidade ou memória, seja na Santa Missa ou na Liturgia das Horas.

A Inclinação de corpo é mais profunda, curvando-se a cabeça junto com os ombros de modo profundo e mantendo as mãos postas. Ela faz-se ao Altar, ao chegar e ao sair do Presbitério, além de ao passar diante do Altar, o sacerdote o faz a algumas orações (“Ó Deus todo poderoso, purificai-me…” e “De coração contrito e humilde…”) e no Cânon Romano (ao dizer “Nós vos suplicamos…”); todos o fazem no “Símbolo” as palavras “E se encarnou…” ou “nasceu da Virgem Maria”; o diácono o faz ao pedir a benção para proclamar o Evangelho. Se os fiéis ficaram de pé durante a Consagração, fazem inclinação profunda durante ou depois de cada uma delas, também eles o fazem ao receber a benção solene, possivelmente com o convite do diácono. Os sacerdotes concelebrantes realizam na Consagração, enquanto o sacerdote celebrante genuflete. Ela é realizada, igualmente, antes e depois de se incensar pessoas e objetos. Faz-se, sempre, ao bispo, seja ao aproximar-se, deixa-lo ou passar por ele.

Cabe aqui ressaltar algo, se está o bispo sentado atrás do Altar, onde normalmente está a Cátedra ou a Cadeira, a reverência é feita a quem a pessoa se dirige, por exemplo, se dirige ao bispo, reverencia-o e não ao Altar. Para evitar conflitos de reverência, deve-se evitar passar em frente ao bispo (logo, entre ele e o Altar) quando a disposição do Presbitério for a citada acima, para que haja, igualmente, um respeito guardado aos dois.

Genuflexão

A genuflexão é o ato de tocar o solo com o joelho direito, mantendo o esquerdo dobrado e significa adoração. Faz-se, sempre, ao Santíssimo Sacramento. Se há Tabernáculo no Altar se faz genuflexão ao entrar e sair do Presbitério, porém, não durante a Missa, ou seja, faz-se genuflexão apenas ao se aproximar do Presbitério no início da Missa e ao deixá-lo no final, não se faz durante a Missa, logo, quem se aproxima do Presbitério, por exemplo, para proclamar uma Leitura, fará apenas a reverência devida ao Altar. Se se passa processionalmente de frente a um Tabernáculo, não se faz genuflexão.

Caminhar

Caminhar, especialmente de modo processional, é muito importante no Rito Romano e deve-se saber como fazê-lo. Normalmente, caminha-se com as mãos postas, sem pressa e mantendo-se certa distância daquele que está a sua frente. O mesmo diz-se de quando se anda, por exemplo, no Presbitério, deve-se fazê-lo com calma e de modo ordenado, sem demonstrar pressa, mesmo que se tenha algumas vezes.

Oscular

Oscular é um ato que demonstra mais que a simples veneração que, por exemplo, exercemos ao realizarmos uma reverência. É um leve tocar de lábios no objeto que queremos reverenciar. Realiza-se poucas vezes na Liturgia, sendo que demonstra a grande veneração que merecem o Altar e o Evangeliário, dependendo do Tempo Litúrgico também a Cruz.

Incensar

Não se deve pensar que o ato de incensar seja supérfluo, ao contrário, deve-se ter um manejo com o turíbulo evitando vários problemas com isso. Em uma Celebração da Santa Missa, normalmente, usa-se incenso ou incensa-se: a “Procissão de Entrada”, a Cruz e o Altar, a “Procissão do Evangelho”, as oferendas e o Povo e as Espécies Consagradas na “Consagração”. Na Liturgia das Horas celebrada de forma solene incensa-se o Altar quando entoa-se o “Cântico Evangélico”. Da mesma forma, na Exposição Solene do Santíssimo Sacramento se deve usar sempre o turíbulo.

 

Em si, o turíbulo é composto de uma base fixa presa a três correntes, de uma parte móvel – que chamamos de opérculo – que desliza sobre as correntes, e uma parte fixa no topo destes, de onde saem as correntes, que chamamos de cápsula. Existe uma arte de incensar, devendo-se fazê-lo com calma e leveza e é apropriado que todos aqueles realizam as incensações e tomam parte como turiferário na santa liturgia pratiquem o ato de incensar, até encontrar a graça e beleza necessária nesta função.

Para a Santa Missa, dependendo do carvão usado, deve-se começar a preparar o turíbulo até vinte minutos antes da celebração. Se o carvão for especial, cerca de dez minutos são suficientes, porém, se o carvão não for apropriado (ou seja, normalmente o carvão vegetal comum), deve-se começar a sua preparação com bastante antecedência. Para o início da celebração, as brasas devem estar de tal forma que queimem o incenso imediatamente ao deitarem-no nelas. Durante a Celebração, pode-se ser necessário trocar ou colocar mais brasas nele, por isso, é necessário, e parece ser mias simples, se fazer as brasas em um recipiente a parte do turíbulo e ir colocando mais nele conforme a necessidade. Na Santa Missa, especialmente, pode haver a necessidade de mais brasas entre as incensações do “Evangelho” e do “Ofertório”. O turiferário deve ficar atento em relação a isso, evitando surpresas desagradáveis (como carvões que não queimam o incenso, apenas cinzas sem brasas ou turíbulos que soltam labaredas).

Existem dois movimentos do turíbulo que denominamos “ducto” e “icto” e cada um deles é usado em determinado momento da Celebração. O ducto é o movimento de balançar o turíbulo duas vezes. Na Celebração pode-se incensar com dois ductos ou três, dependendo da situação. Incensa-se com dois ductos: as relíquias e imagens de Santos expostos à pública veneração, porém, aquelas imagens que contém a imagem de nosso Senhor o são incensadas com três. Com três ductos são incensadas o Santíssimo Sacramento, a relíquia da Santa Cruz e imagens do Senhor solenemente expostas, as oferendas, a cruz do alto, o livro dos Evangelhos, o círio pascal, o Presidente da celebração, os concelebrantes, o coro, o povo e o corpo de defunto.

Já o icto é o movimento do turíbulo balançado apenas uma vez em direção a um objeto e usa-se duas vezes na Missa: quando se incensa o Altar, fazendo-se com ictos sucessivos.

Há sempre duas normas a serem realizadas antes da incensação: o sacerdote sempre que depõe incenso no turíbulo o abençoa com o sinal da cruz sem nada dizer; sempre que se aproxima ou se se retira para incensar um objeto ou pessoa, faz-se uma reverência profunda a ele, porém, não se faz reverência ao Altar ou as oferendas.

Normalmente, o turíbulo é apresentado para que lhe deitem incenso de tal forma que facilite o ato, ou seja, que nenhuma corrente atrapalhe o mesmo. Assim, faz-se, normalmente, o seguinte: o turiferário, tendo o naviculário (vulgarmente chamado de “naveteiro” no Brasil) com a naveta aberta a sua esquerda, abre o turíbulo puxando o cadeado do opérculo para cima com a mão direita, com a mão esquerda junto ao peito, ele segurará a cápsula ou pouco abaixo dela, enquanto que com a mão direita segurará os cadeados, as correntes, que sustentam a base. Tendo aberto o turíbulo, o turiferário o coloca na direção e altura necessária para que seja imposto incenso nele, com o cuidado de que nenhuma corrente atrapalhe (por estar no meio, ou possa bater) na colher. O sacerdote ou o bispo imporá incenso no turibulo, tomando a colher e deitando-o, tradicionalmente, três vezes. O turiferário manter-se-á assim até o incenso tenha sido abençoado, depois, ele descerá com calma a corrente do opérculo, mantendo-o pouco aberto, mudando de mão a cápsula, se necessário (como o será, por exemplo, na “Procissão de Entrada”).

Nas procissões, o turíbulo vai à mão direita, balançando-se para frente e para trás do lado do corpo do turiferário, enquanto a mão esquerda fica na altura do peito; neste caso, o naviculário carregará a naveta do lado esquerdo do turiferário, mantendo-a fechada. Dependendo da igreja ou dos costumes, ele pode ser usado não de forma paralela, mas quase diagonal ao corpo. De modo tradicional e, normalmente quando há diáconos presentes que servirão junto ao turibulo, pode-se, inclusive ter-se apenas uma pessoa que leve o turibulo e a neveta, neste caso: o turiferário carregará com a mão direita o turibulo, tendo o polegar na argola maior e o médio na argola menor da corrente e sem mover o braço ou corpo, balançando-o diagonalmente em relação a si, enquanto que, com a mão esquerda no peito, segurará a base da naveta.

Para se incensar algo com ductus, normalmente procede-se assim: o turiferário abre um pouco o turíbulo puxando o opérculo para cima com a mão direita, com a mão esquerda junto ao peito ele segurará a cápsula, enquanto que com a mão direita ele segura as correntes que sustentam a base e, consequentemente, o opérculo que estará pouco acima dela. Ele erguerá o turibulo a altura dos olhos e realizará as duas balançadas do mesmo. Se for necessário incensar-se três vezes com ductus (como no Evangelho ou à cruz), não se precisa descer o turíbulo a cada ductus, apenas dá-se uma pausa entre cada um deles.

Para se entregar o turíbulo para alguém, tomando-se que todos são destros, normalmente faz-se assim: a mão esquerda segurará o topo da cápsula e a direita o topo do opérculo, assim, o diácono ou sacerdote que for recebe-lo já o receberá de tal forma que poderá começar a incensar normalmente, sem precisar trocar de mão. Para receber, faz-se o procedimento acima, recebendo com as mãos opostas.

Tradicionalmente, incensa-se também em ordem, primeiramente o centro, depois à esquerda e a direita.

Braços abertos

Quando falamos de braços abertos aqui, estamos falando da posição da oração do sacerdote celebrante, principalmente. É a posição das imagens “Orans” em iconografia cristã primitiva: uma mulher com as mãos erguidas em oração. Não existe uma postura padrão em relação a ela, apenas deve-se evitar exageros ou minimalismo. Abre-se os braços, normalmente com as palmas das mãos voltadas uma em direção a outra, de uma forma natural e singela.

Mãos estendidas

Já a posição de ter as mãos estendidas é quando as direcionam a um objeto ou a uma pessoa. Neste caso, os braços são estendidos sobre o objeto com as palmas das mãos voltadas a ele, como, por exemplo, no caso da epiclese antes da Consagração.

A voz

Quando falamos da voz do leitor ou daquele que lê e proclama um texto (o diácono ou o sacerdote, por exemplo) e, também, a do cantor, o mais importante é que ela deve ser clara. O sacerdote, por seu ministério, deve ler, recitar, ou cantar as partes da Santa Missa que lhe cabem com voz alta e clara, a não ser que as rubricas indiquem o contrário, por exemplo, quando realiza-se o “Ofertório”. Neste caso, as orações ditas pelo sacerdote em segredo acabam por não passar de sussurros, porém elas devem ser recitadas vocal e não apenas mentalmente, mesmo que apenas o sacerdote a ouça. Sempre que o sacerdote fala em alta voz os instrumentos devem calar.

O silêncio

Uma forma bastante eloquente de se poder ter um encontro pessoal e intimo com o Senhor é o próprio silêncio. Se a música é uma forma de ultrapassar as limitações que a própria fala nos traz no encontro com o Senhor, o silêncio é uma forma de saber que, muitas vezes, nem nossos cantos ou nossas palavras são suficientes no encontro com o nosso Deus. A calma deve transparecer na celebração, fazendo com que pelo canto, pela fala e pelo silêncio todos possam ser conduzidos a uma participação espiritualmente ativa e frutuosa, incluindo aqui a meditação pessoal do Mistério que é celebração. A começar, o Missal pede que haja silêncio na igreja antes do início da celebração, para propiciar um clima de oração.

O silêncio servirá de muito na Santa Missa: no “Ato Penitencial” ele ajudará e levará ao recolhimento e reconhecimento das próprias faltas, entre as “Leituras” ele levará a meditação do que foi proclamado, no pós-Comunhão ele será uma forma de encontro profundo e repleto de alegria ao Cristo que acaba de ser recebido.

Infelizmente, existe uma tendência a um excessivo ruído nas Celebrações Eucarísticas. Além de se cantar tudo o que é possível (algumas vezes com alterações grotescas de letras musicais ou sentidos), costuma-se cantar o que não existe e se evitar qualquer momento de silêncio. Isso deve vir de um mal entendimento da participação ativa, não como uma participação frutuosa para a alma (que demanda o uso de voz, mas também a interiorização pelo silêncio), mas um excessivo “agir”: canta-se, pula-se, grita-se, cai-se ao chão, porque, para alguns, o silêncio seria um forma de negar a participação. Esta mentalidade deve ser combatida duramente, especialmente com a catequese, para se entender não apenas a importância do silêncio, mas a sua necessidade para se aprofundar verdadeiramente no encontro com o Senhor.

Para refletir: Certa vez, disse um padre na homilia, que nosso Senhor é muito bem educado, Ele só irá falar quando fizermos o silêncio para escutá-lo.

A memorização

Na Santa Missa, tanto o sacerdote como o diácono realizam orações conhecidas como “secretas”, que são orações pessoais e rituais ditas em voz baixa. Normalmente, essas orações estão presentes no Missal Romano, mas também é bom que se as saibam de memória.

Ao sacerdote, seria bom que ele soubesse a oração ao pedir a benção para proclamar o Evangelho (no caso de uma concelebração com o bispo): “Dá-me a tua…”; a antes da “Proclamação do Evangelho”: “Ó Deus todo-poderoso…” e ao beijá-lo: “Pelas Palavras…”; ao deitar água no vinho: “Por esta água…”; também as do “Ofertório”: “Bendito sejais…”; da “Purificação das mãos”: “Lavai-me, Senhor…”; a oração ao realizar a partilha do pão e coloca-lo junto ao vinho: “Esta união…”; a antes de sua Comunhão: “Senhor Jesus Cristo Filho…” e a sua opção: “Senhor Jesus Cristo, o vosso…”; as da sua Comunhão: “O Corpo de Cristo…” e “Que o Sangue…”; a da purificação do cálice: “Fazei, Senhor…”.

O diácono deve saber a oração ao pedir a benção antes do Evangelho: “Dá-me a tua…”; a antes de proclamá-lo e ao beijá-lo: “Pelas palavras…”; ao preparar o cálice deitando-lhe água: “Pelo mistério desta…”.

Retirado do livro: “Entrarei no Altar de Deus”. Michel Pagiossi Silva. Ed. Cultor de Livros.

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Estrutura ritual da missa

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PRIMEIRA PARTE: LITURGIA DA PALAVRA
(Ouvir – Escutar)

1 – RITOS INICIAIS

1.1 – Entrada ou abertura
1.2 – Saudação do presidente
1.3 – Ato penitencial e “Senhor, tende piedade” – (Kyrie eleison)
1.4 – Glória (grande doxologia)
1.5 – Oração do dia

2 – RITOS DA PALAVRA – (Dimensão descendente – Deus nos fala)

2.1 – 1ª Leitura
2.2 – Salmo responsorial
2.3 – 2ª Leitura
2.4 – Aclamação ao Evangelho
2.5 – Proclamação do Evangelho
2.6 – Homilia
2.7 – Profissão de fé
2.8 – Preces comunitárias

SEGUNDA PARTE: LITURGIA EUCARÍSTICA
(Ver – Contemplar – [Gestos – Símbolos – Ação])

3 – RITOS PREPARATÓRIOS

3.1 – Procissão, preparação e apresentação dos dons
3.2 – Rito do Lavabo
3.3 – Convite: Orais, irmãos… e Oração sobre as oferendas

4 – ORAÇÃO EUCARÍSTICA – (Dimensão ascendente – Nós falamos a Deus, e Ele nos ouve)

4.1 – Diálogo inicial (Invitatório)
4.2 – Prefácio
4.3 – Santo ou Louvor Universal (Is 6,3; Ez 3,12; Ap 4,8; Sl 118, (117)26; Mt 21,9)
4.4 – Pós-Santo (Na verdade, ó Pai, …)
4.5 – 1ª Epiclese (Invocação do Espírito Santo sobre os dons)
4.6 – Narrativa da instituição eucarística
4.7 – Aclamação Memorial (“Anunciamos, Senhor,…” – “Todas as vezes…” – “Salvador…”
4.8 – Anamnese – (Memorial) – Ofertório
4.9 – 2ª Epiclese (Invocação do Espírito sobre os comungantes – Corpo da Igreja)
4.10 – Intercessões (Prolongamento da 2ª epiclese – Igreja – Mementos: vivos e mortos)
4.11 – Doxologia final (“Por Cristo, com Cristo e em Cristo…”)
4.12 – O grande “Amém”

5 – RITOS DA COMUNHÃO

5.1 – Introdução pelo presidente
5.2 – Pai Nosso
5.3 – Embolismo (“Livrai-nos, Senhor, de todos os males…”)
5.4 – Doxologia (“Vosso é o reino…”)
5.5 – Oração da paz
5.6 – Abraço da paz (Com canto suplementar)
5.7 – Cordeiro de Deus (Rito da fração do pão – Canto litânico)
5.8 – Convite à comunhão (“Felizes os convidados…” Ap 19,9, ou outra monição)
5.9 – Apresentação (“Eis o Cordeiro de Deus…” – Jo 1,36)
5.10 – Resposta da assembléia (“Senhor, eu não sou digno…” – Mt 8,8; Lc 7,6)
5.11- Comunhão eucarística (Canto)
5.12 – Momento de louvor (Interiorização – Canto de louvor – Silêncio – Fundo musical)
5.13 – Oração após a comunhão

6 – RITOS FINAIS

6.1 – Avisos
6.2 – Bênção e despedida
6.3 – Canto final (Não previsto na Liturgia, portanto, suplementar)

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Equipe de acolhida, ministério litúrgico

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Em nossas celebrações eucarísticas, dada a sua dimensão festiva e convivial, como também seu caráter de reunião fraterna, seria bom que houvesse um grupo de leigos(as) que, no espírito da Liturgia, acolhesse os fiéis com aquela delicadeza própria dos filhos de Deus. Tratando-se de pessoas idosas ou de deficientes físicos, seriam levados até mesmo aos seus  lugares na igreja. Cada comunidade, com seu jeito próprio de acolher, teria o cuidado de não prolongar muito a acolhida, cuidando para que seja simples e liturgicamente objetiva. É certo que a acolhida muito ajudará os fiéis na participação, na compreensão e na descoberta do espírito fraterno, que sempre deve manifestar-se na Liturgia.

É claro que a equipe de acolhida deve ser constituída por pessoas comunicativas, respeitosas e alegres. Um grupo de “cara fechada” ou “de rosto sombrio” poria tudo a perder. Lembremo-nos de que, se a Igreja não acolhe com delicadeza cristã os seus membros, muito menos estará apta para acolher os de fora, manifestando a eles a bondade que Deus sempre manifesta a nós.

Trata-se, pois, no ministério litúrgico, de acolher no verdadeiro sentido do Evangelho, tanto física quanto espiritualmente. O acolher e o ser acolhido não é apenas uma questão de boa educação, mas valor também antropológico, exigência profunda que se acha enraizada no ser humano. Com mais razão deve então a pastoral litúrgica cuidar para que a equipe de acolhida seja verdadeiro ministério litúrgico e se desenvolva no âmbito das celebrações como exigência da caridade fraterna e dos princípios básicos da fé cristã.

O acolhimento na igreja, como casa de todos e lugar sagrado, deve ser um prolongamento daquele acolhimento que deve caracterizar as famílias cristãs. Infelizmente, no mundo moderno está soando como superado tal acolhimento, mesmo em nossas famílias, o que se pode considerar como perda para a Igreja, para o mundo e para a evangelização.

Como sabemos, a hospitalidade sempre foi uma característica do povo bíblico (cf. Gn 18, 1-8, p. ex.), e se percorrermos os evangelhos, vamos notar que o próprio Jesus, em suas andanças e em sua missão, não só aceitou o acolhimento (cf. Jo 12,1-2; Lc 7,36; 10,38; 11,37; 14,1), como até se auto-convidou, por exemplo, para estar na casa de Zaqueu (cf. Lc 19,5). Também no episódio de Emaús (cf. Lc 24,28), ele “simulou que ia mais adiante”, despertando nos discípulos o desejo de sua permanência com eles, concretizando assim dois desejos: o de ser acolhido, no início, por parte de Jesus, e o de acolher, depois, por parte dos discípulos. Além disso, em sua vida pública e missionária, Jesus sempre se dirigia a Betânia (cf. Lc 10,38-42; Jo 11,1ss.; 12,1ss.), aldeia próxima de Jerusalém, onde, ao que tudo indica, gostava de repousar.

Finalmente, para ilustrar melhor o tema da acolhida, digamos sobretudo que toda a vida de Jesus foi uma constante acolhida, e de coração, uma afeição amorosa, principalmente com relação aos mais pobres, infelizes, excluídos e sofredores. A acolhida deve então ser o primeiro passo para uma desejável participação de todos na Liturgia e na vida da Igreja.

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Cantos fixos da missa

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Os cantos do Comum ou do Ordinárioda missa (partes fixas) são aqueles que não variam na celebração, atendendo, pois, a todos os tempos litúrgicos e festas. São  quatro os cantos assim chamados: o “Senhor, tende piedade” ou “Kyrie”, o  “Glória”, o “Santo” e o “Cordeiro de Deus”. Vejamos então:

O “SENHOR, TENDE PIEDADE” OU “KYRIE” 

O “Senhor, tende piedade” ou “Kyrie”, conforme a instrução do Missal Romano, é um canto pelo qual os fiéis aclamam a Cristo Senhor e imploram a sua misericórdia (Kyrius = Cristo). É uma pequena ladainha, sem valor, porém, de ato penitencial,  um canto litânico, constituindo uma transição de louvor entre o ato penitencial propriamente dito e o “Glória”. Quanto à sua importância litúrgica, está no segundo grau, em escala decrescente, como propõe a Instrução “Musicam Sacram”.

O “GLÓRIA”

O “Glória” é um hino angélico, podemos dizer,  e uma grande doxologia. Não é, como parece, um hino trinitário, mas cristológico. Hino antigo, do século IV, por ele a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro (IGMR 53). Não acompanha um rito, mas é ele o próprio rito. Sendo glorificação e súplica da Igreja, deve ser cantado por todos. É um hino angélico porque se inspira no hino cantado pelos anjos aos pastores, no Natal; e grande doxologia, para distinguir-se da doxologia menor “Glória ao Pai…”, que todos conhecem e rezam. O texto do “Glória” não pode ser substituído por outro, conforme dispõe a Instrução Geral. Não é cantado no Advento e na Quaresma, mas canta-se solenemente na Quinta-feira Santa e na Vigília Pascal do Sábado Santo. Na graduação da liturgia, é canto também de segundo grau.

O “SANTO”

O Santo é, na verdade, o hino dos serafins (cf. Is 6,3). Cantado na Liturgia, torna-se um louvor universal. Após a ação de graças iniciada no Prefácio, toda a assembléia entoa a aclamação do “Santo”, que constitui parte da própria Oração Eucarística. O Santo é, pois,  uma aclamação de toda a assembléia celebrante. Seu conteúdo faz parte de cinco textos bíblicos: o louvor celeste dos serafins, na visão de Isaías (cf. Is 6,3); o “Benedictus” dos querubins, segundo  Ezequiel (cf. Ez 3,12); a liturgia celeste descrita no Apocalipse (cf. Ap 4,8), e o brado de triunfo messiânico, seja do salmista, ainda na expectativa da era messiânica, seja do evangelista, contemplando já a realidade do Cristo e Senhor, como na entrada triunfal em Jerusalém (cf. Sl 118(117),26; Mt 21,9), em que o  povo de Deus   acolhe o Salvador.

Como sabemos, este canto une, em espiritualidade bíblica, a liturgia terrena, celebrada pela assembléia, à liturgia celeste, cantada pelos anjos. Por isso, como no exemplo do “Glória”, deve-se também aqui evitar as paráfrases do “Santo”, sobretudo por ser este um canto essencialmente bíblico. É canto de primeiro grau na escala litúrgica, e, a exemplo do “Kyrie” e do Glória, constitui-se também ele o próprio rito.

O “CORDEIRO DE DEUS”  

É o canto que acompanha o rito da “Fração do pão”. Prece litânica e de origem bíblica, faz alusão ao Cordeiro pascal (cf. Jo 1,36). De forma mais plena, faz alusão também ao Banquete escatológico das Bodas do Cordeiro (cf. Ap 19,7.9), do qual a Eucaristia é o sinal e o penhor. Em celebrações mais solenes, pode ser cantado só pelo coral, mas, em qualquer hipótese, o presidente dele não participa. É canto de segundo grau na escala litúrgica. Na prática, sua importância é muito ignorada, e, lamentavelmente, quase sempre é “abafado” pelo canto suplementar do “abraço da paz”, que o antecede.

Nota:

Os cantos deste estudo, por serem fixos, deveriam ser cantados pela assembléia já de cor, com mais desenvoltura, visto serem também mais importantes que o de entrada, das oferendas e de comunhão, estes, na Liturgia, classificados como cantos próprios, isto é, variáveis nos tempos litúrgicos e nas festas. Atente-se ainda que os cantos próprios são de terceiro grau, exceto  o das oferendas, que é canto suplementar, ou seja, ainda de menor importância. Na prática litúrgica, porém, não é o que acontece.

 

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A Via Sacra é restrito apenas para a quaresma ?

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A Via Sacra é um piedoso exercício de pratica de oração que comumente se faz durante a quaresma na Igreja, como preparação da Solenidade da Páscoa. Percorrem-se os últimos passos de Jesus, até a ressurreição, meditando o fato acontecido e atualizando de acordo com o tema da Campanha da fraternidade. A cada ano a CNBB, publica um texto especial para ser meditado durante a caminhada da Via Sacra.

Entretanto esse exercício piedoso não é restrito apenas para a quaresma e semana Santa. Poderá ser feita em qualquer época do ano.

Eis as quatorze estações da Via Sacra:

 

1a estação: JESUS ORA NO HORTO DAS OLIVEIRAS (Lc 22, 39-46).

2a estação: JESUS, TRAÍDO POR JUDAS, É PRESO (Lc 22, 47s).

3â estação: JESUS É CONDENADO PELO SINÉDRIO (Lc 22, 66-71).

4a estação: A RENEGAÇÃO DE PEDRO (Lc 22, 54-62).

5a estação: JESUS É JULGADO POR PILATOS (Lc 23, 13-25).

6a estação: JESUS É FLAGELADO E COROADO DE ESPINHOS (Lc 22, 63-65; Jo 19, 23).

7a estação: JESUS RECEBE A CRUZ, QUE ELE CARREGARÁ (Mc 15, 20s).

8a estação: SIMÃO CIRINEU AJUDA JESUS ACARREGAR ACRUZ (Lc 23, 26).

9a estação: JESUS ENCONTRAAS MULHERES DE JERUSALÉM (Lc 23, 27-31).

10a estação: JESUS É PREGADO NA CRUZ (Lc 23, 33-47).

11a estação: JESUS PROMETE SEU REINO AO BOM LADRÃO (Lc 23, 33s. 39-43).

12a estação: JESUS PENDENTE DA CRUZ, A MÃE E O DISCÍPULO (Jo 19, 25-27).

13a estação: JESUS MORRE PREGADO NA CRUZ (Lc 23, 44-46).

14a estação: JESUS É SEPULTADO (Lc 23, 54-56).

 

Muito comum ser feito em retiros de leigos ou religiosos como preparação para a confissão. Tem um sentido penitencial.

Lembro que diariamente em Jerusalém percorre a Via Doloroso, grupos de peregrinos refazendo o trajeto original do lugar da condenação de Jesus até o local da Ressurreição. Vivem a Via Sacra no mesmo lugar, cidade e caminho de Jesus. A via sacra é feita conforme os dias que os grupos de peregrinos estão em Jerusalém. Portanto em qualquer época do ano.

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O que falam de São José ?

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“Como é doce, calmo, sereno, suave o pensamento de São José, meu primeiro e predilecto protector” (Papa João XIII)”

“Alguns santos receberam o privilégio de nos proteger em casos particulares. A São José foi conferido o encargo de nos socorrer em toda a necessidade: de defender, proteger e amparar com perene benevolência todos os que a ele recorrem” (São Tomás de Aquino).

“Não me lembro de ter pedido alguma graça a São José que ele não me tenha alcançado” (Santa Teresa d´Ávila)”.

O Santo Esposo da Mãe de Deus é invocado como:

Protector da Igreja – pois foi o pai putativo de Jesus.

– Protector das famílias – pois teve a seu cuidado a Família de Nazaré.

– Padroeiro dos trabalhadores – pois trabalhando como carpinteiro conseguia o sustento de sua Família.

– Padroeiro da boa morte – pois, segundo a tradição, morreu nos braços de Jesus e Maria.

1-Papa Francisco: Em São José “vemos como se responde à vocação de Deus: com disponibilidade e prontidão; mas vemos também qual é o centro da vocação cristã: Cristo. Guardemos Cristo na nossa vida, para guardar os outros, para guardar a criação!”
2-São Bernardo: “Podemos duvidar de que S. José foi um homem muito santo e muito digno de confiança, uma vez que seria o esposo da Mãe do Senhor?”.

3-Papa Emérito Bento XVI:  “Antes de tudo, pertencendo ele (S. José)  à tribo de Judá, ligou Jesus à descendência davídica, de forma que, realizando as promessas sobre o Messias, o Filho da Virgem Maria se pôde tornar verdadeiramente “filho de David”.

4-A Palavra: “No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria”. (Lc 1, 6-27)

5-São João Paulo II: “São José, assim como cuidou com amor de Maria e se dedicou com empenho jubiloso à educação de Jesus Cristo, assim também guarda e protege o seu Corpo místico, a Igreja, da qual a Virgem Santíssima é figura e modelo”.

6-Papa Francisco: “Como realiza José esta guarda (de Jesus e de Maria)? Com discrição, com humildade, no silêncio, mas com uma presença constante e uma fidelidade total, mesmo quando não consegue entender”.

7-Papa Emérito Bento XVI: “A sua missão se desempenhou na humildade e no escondimento da casa de Nazaré. De resto, o próprio Deus, na Pessoa do seu Filho encarnado, escolheu este caminho e este estilo a humildade e o escondimento na sua existência terrena”.

8-São Bernardo: São José foi «o servo fiel e prudente» (Mt 24,45), pois Deus destinou-o a ser o apoio de sua Mãe, o sustento da sua carne e o auxiliar do seu desígnio de salvação”.

9-A Palavra: “Também José subiu da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à Cidade de Davi, chamada Belém, porque era da casa e família de Davi,  para se alistar com a sua esposa Maria, que estava grávida”. (Lc 2, 4-5)

10-São Bernardo: “Recordemos que ele (S. José) pertencia à Casa de David; que era filho de David, não somente pela carne, mas também pela fé, a santidade e a piedade”.

11-Papa Francisco: “Como vive José a sua vocação de guardião de Maria, de Jesus, da Igreja? Numa constante atenção a Deus, aberto aos seus sinais, disponível mais ao projeto d’Ele que ao seu”.

12-Papa Emérito Bento XVI: “O exemplo de São José é para todos nós um forte convite a desempenhar com fidelidade, simplicidade e humildade a tarefa que a Providência nos destinou”.

13-São Bernardo: “O Senhor descobriu nele (em São José) um segundo David, a quem pôde confiar, com toda a segurança, os seus desígnios mais secretos. Revelou-lhe, como a outro David, os mistérios da sua sabedoria e deu-lhe a conhecer aquilo que nenhum dos grandes deste mundo conhecia”.

14-A Palavra: “Depois que os anjos os deixaram e voltaram para o céu, falaram os pastores uns com os outros: Vamos até Belém e vejamos o que se realizou e o que o Senhor nos manifestou. Foram com grande pressa e acharam Maria e José, e o menino deitado na manjedoura”. (Lc 2, 15-16)

15-São João Paulo II: “Hoje, como sabeis, é a festa de São José: a festa de um homem, ou seja de um homem que não só foi o pai putativo de Jesus, mas que fez um trabalho manual, certamente não como passatempo, mas para prover ao necessário sustento próprio e da sua família singular”.

16-Liturgia das Horas: “No Deus trino, autor do mundo, proclamemos nossa fé, imitando a ida e a morte do operário São José”
17-São Bernardo: “Em Maria, cumpria-se a promessa outrora feita pelo Senhor a David, e José foi testemunha dessa realização”.

18-A Palavra: “…um anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse: Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito; fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o menino para o matar. José levantou-se durante a noite, tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egito”. (Mt 2, 13-14)

19-São Bernardo: Deus “permitiu-lhe (a S. José) ver e ouvir o que tantos reis e profetas, apesar dos seus desejos, não puderam ver nem ouvir (Mt 13,17); melhor ainda, fez com que ele O educasse, O beijasse, O alimentasse e O protegesse”.

20-Liturgia das Horas: “Nossas vozes te celebram, operário São José, que a oficina consagraste, trabalhando em Nazaré. Tão humilde tu vivias, tendo em ti sangue de rei! Em silêncio um Deus nutrias, ao cumprires sua lei”.

21-Papa Francisco: “S. José é «guardião», porque sabe ouvir a Deus, deixa-se guiar pela sua vontade e, por isso mesmo, se mostra ainda mais sensível com as pessoas que lhe estão confiadas, sabe ler com realismo os acontecimentos, está atento àquilo que o rodeia, e toma as decisões mais sensatas”.

22-A Palavra: “Eis como nasceu Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava desposada com José. Antes de coabitarem, aconteceu que ela concebeu por virtude do Espírito Santo. José, seu esposo, que era homem de bem, não querendo difamá-la, resolveu rejeita-la secretamente. Enquanto assim pensava, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados”. (Mt 1, 18-21)

23-Liturgia das Horas: “Hoje um grande triunfo cantamos, celebrando fiéis este dia. São José mereceu hoje a vida, e entrou na eterna alegria. É feliz por demais este homem que, na hora da extrema agonia, recebeu o supremo conforto pela voz de Jesus e Maria”.

24-Documento da Santa Sé: “S. José de Nazaré, colocado à frente da Família do Senhor, contribuiu generosamente na missão recebida na graça e, aderindo plenamente ao início dos mistérios da salvação humana, tornou-se modelo exemplar de generosa humildade, que os cristãos têm em grande estima, testemunhando aquela virtude comum, humana e simples, sempre necessária para que os homens sejam bons e fiéis seguidores de Cristo”.

25-Papa Francisco: “São José aparece como um homem forte, corajoso, trabalhador, mas, no seu íntimo, sobressai uma grande ternura, que não é a virtude dos fracos, antes pelo contrário denota fortaleza de ânimo e capacidade de solicitude, de compaixão, de verdadeira abertura ao outro, de amor”.

26-A Palavra: “Despertando, José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado e recebeu em sua casa sua esposa. E, sem que ele a tivesse conhecido, ela deu à luz o seu filho, que recebeu o nome de Jesus”. (Mt 1, 24-25)

27-A Palavra: “Filipe encontra Natanael e diz-lhe: Achamos aquele de quem Moisés escreveu na lei e que os profetas anunciaram: é Jesus de Nazaré, filho de José”. (S. João 1, 45)

28-Liturgia das Horas: “Celebre a José a corte celeste, prossiga o louvor o povo cristão: Só ele merece à Virgem se unir  em casta união. Ao ver sua Esposa em Mãe transformar-se,  José quer deixar Maria em segredo.  Um anjo aparece: “É obra de Deus!”  Afasta-lhe o medo”.

 

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ORIENTAÇÕES LITÚRGICAS PARA O TEMPO QUARESMA

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EQUIPES DE CELEBRAÇÃO

O ambiente deve estar despojado a austero. Devemos “fazer uma limpeza” de tudo o que é supérfluo no espaço celebrativo, como cartazes, folhagens, fitas, adornos, faixas, muitas imagens, EVITAR ENFEITAR O LOCAL DAS CELEBRAÇÕES COM FLORES. ISSO TUDO NÃO É UMA QUESTÃO DE PROIBIÇÃO OU DE RUBRICA, MAS UMA QUESTÃO TEOLÓGICA QUARESMAL. Os exageros de enfeites causam uma verdadeira poluição visual, e é preciso achar um lugar para pousar o olhar e contemplar.

  • Destacar o que é realmente essencial para a celebração do Mistério de Cristo, isto é, o altar, a mesa da Palavra, a cadeira presidencial e a pia batismal. Durante a Quaresma outros símbolos fortes são importantes, como a cruz, a cor ROXA e outros próprios para cada celebração. Pode ser usada a cor de Rosa no Domingo Laetare – quarto Domingo da Quaresma, “próximo ao grande dia”.
  • Apresentar o cartaz no momento da abertura oficial da Campanha da Fraternidade e depois fixá-lo na entrada da igreja e em outros ambientes onde ele possa ser bem visualizado. Não se deve fixar o cartaz no altar ou na mesa da Palavra ou comentário.
  • Preparar as cinzas com antecedência, se possível com os ramos entregues no Domingo de Ramos do ano anterior. As cinzas e os recipientes com água para a aspersão deverão ser preparados na credencia e não em cima do altar. A imposição das cinzas pode ser feita na cabeça ou na testa de cada pessoa que se aproxima.
  • Recomenda-se a todos os fieis que façam toda “sexta-feira” a Via- Sacra nas ruas (cada semana em uma ou duas ruas diferentes).
  • O sino das Igrejas também silencia na Quarta-feira de Cinzas e voltam a tocar no momento do canto do Glória na Vigília Pascal.

 

MINISTÉRIOS DE MÚSICAS

  • É o silêncio que predomina. Para ajudar nessa vivência, é aconselhável também que, se for possível, evite na Quaresma tocar instrumentos musicais.
  • Não deve ter baterias e instrumentos de percussão. A não ser que seja somente para sustentar o canto. Fora disso, nada de música instrumental (teclado ou violão).
  • Na Quinta-feira Santa após a celebração os instrumentos devem permanecer guardados até o Canto do Glória na Vigília Pascal.
  • Confissão.
  • Os cantos sejam executados de acordo com as rubricas da CNBB e do CD da Campanha da Fraternidade.
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