A nossa Igreja Católica Apostólica Romana

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Naquele tempo; JESUS ENTÃO LHE DISSE…
…“E Eu te declaro: tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra Ela. Eu te darei as chaves do reino do céus: tudo que ligares na terra será ligado no céus, e tudo o que desligares na terra será desligado no céus”. (Mt 16,18-20)
“ O Senhor Jesus, antes de subir ao Céu, confiou aos seus discípulos o mandato de anunciar o Evangelho a todo o mundo e de batizar todas as nações: “Ide a todo o mundo e pregai o Evangelho a todas as criaturas. Quem acreditar e for batizado será salvo, mas que não acreditar será condenado”. (Mc.16, 15-16); Todo o poder me foi dado no Céu e na terra. Ide, pois, fazer discípulos de todas as nações, batizai-os em nome do PAI, do FILHO e do ESPÍRITO SANTO e ensinai-lhes a cumprir tudo quanto vos mandei. E EU estou sempre convosco, até o fim dos tempos”. (Mt. 28, 18-20; Lc. 24, 46-48; Jô. 17, 18; 20, 21, At. 1,8).
A missão universal da Igreja nasce do mandato de JESUS CRISTO e realiza-se através dos séculos, com a proclamação do mistério de DEUS, PAI, FILHO e ESPÍRITO SANTO e do mistério da encarnação do Filho, como acontecimento de salvação para toda a humanidade. São estes os conteúdos fundamentais da profissão de fé cristã:
“Creio em um só Deus, Pai todo poderoso, Criador do Céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis. Creio em um só Senhor, JESUS CRISTO, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos: Deus de Deus, luz de luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, não criado, consubstancial ao Pai. Por ele todas as coisas foram feitas. E por nós, homens, e para nossa salvação desceu dos Céus. E se encarnou pelo ESPÍRITO SANTO, no seio da Virgem MARIA e se fez homem. Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as escrituras; e subiu aos Céus, onde está sentado à direita do PAI. De novo há de vir em Sua Glória, para julgar os vivos e os mortos; e o Seu Reino não terá fim. Creio no ESPÍRITO SANTO, Senhor que dá a vida, e procede do PAI. Com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: ELE que falou pelos profetas. Creio na Igreja una, santa, católica e apostólica. Professo um só batismo para a remissão dos pecados. E espero a ressurreição dos mortos, e a vida do mundo que há de vir”.
O Senhor Jesus, único Salvador, não formou uma simples comunidade de discípulos, mas constituiu a Igreja como mistério salvífico: Ele mesmo está na Igreja e a Igreja Nele (Jo. 15, 1-11; Gl. 3, 28; Ef. 4, 15-16; At. 9, 5); por isso, a plenitude do mistério salvífico de CRISTO pertence também a Igreja, unida de modo inseparável ao Seu Senhor. JESUS CRISTO, com efeito, continua a estar presente e a operar a salvação na Igreja e através da Igreja (Cl. 1, 24-27), que é o Seu Corpo (1 Cor. 12, 12-13; 27; Cl. 1, 18). E, assim como a cabeça e os membros de um corpo vivo embora não se identifiquem, são inseparáveis, CRISTO e a Igreja não podem confundir-se nem mesmo separar-se, constituindo ao invés um único “CRISTO TOTAL”. Uma tal inseparabilidade é expressa no Novo Testamento também com a analogia da Igreja Esposa de Cristo (1Cor. 11, 2; Ef. 5, 25-29; Ap. 21, 2; 9).
Assim, e em relação com a unicidade e universalidade da mediação salvífica de Jesus Cristo, deve crer-se firmemente como verdade de fé católica a unicidade da Igreja por Ele fundada (Mt. 16, 18). Como existe um só CRISTO, também existe um só Seu Corpo e uma só Sua Esposa: “uma só Igreja católica e apostólica”. Por outro lado, as promessas do Senhor de nunca abandonar a Sua Igreja (Mt. 16, 18; 28, 20) e de guiá-la com o Seu ESPÍRITO (Jo. 16, 13) comportam que, segundo a fé católica, a unicidade e unidade, bem como tudo o que concerne a integridade da Igreja, jamais virão a faltar.
Os fiéis são obrigados a professar que existe uma continuidade histórica – radicada na sucessão apostólica – entre a Igreja fundada por Cristo e a Igreja Católica: “Esta é a única Igreja de CRISTO (…) que o nosso Salvador, depois da Sua Ressurreição, confiou a Pedro para apascentar (Jô. 21, 17), encarregando-o a ele e aos demais Apóstolos de a difundirem e de a governarem (Mt. 28, 18 – ss); levantando-a para sempre como coluna e esteio da verdade (Tm. 3, 15). Esta Igreja, como sociedade constituída e organizada neste mundo, subsiste (subsistit in) na Igreja Católica, governada pelo Sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele”.
Com a expressão “subsistit in” o Concílio Vaticano II quis harmonizar duas afirmações doutrinais: por um lado, a de que a Igreja de CRISTO, não obstante as divisões dos cristãos, continua a existir plenamente só na Igreja Católica e, por outro, a de que “existem numerosos elementos de santificação e de verdade fora de sua composição”, isto é, nas igrejas e comunidades eclesiais que ainda não vivem em plena comunhão com a Igreja Católica. A cerca destas, porém, deve afirmar-se que “o seu valor deriva da mesma plenitude da graça e da verdade que foi confiada a Igreja Católica”.
Existe portanto uma única Igreja de Cristo, que subsiste na Igreja Católica, governada pelo Sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele”. (Declaração “Dominus Jesus”)
Há mais de 2700 anos DEUS ESPÍRITO SANTO já tinha definido esta verdade ao profeta Isaías:
“Eis Meu Servo que EU amparo, Meu Eleito ao qual dou toda a Minha afeição, faço repousar sobre ELE meu ESPÍRITO, para que leve ás nações a VERDADEIRA RELIGIÃO. Ele não grita, nunca eleva a voz, não clama nas ruas. Não quebrará o caniço rachado, não extinguirá a mecha que ainda fumega. Anunciará com toda a franqueza a VERDADEIRA RELIGIÃO; não desanimará, nem desfalecerá, até que tenha estabelecido a VERDADEIRA RELIGIÃO; sobre a Terra, e até que as ilhas desejem Seus ensinamentos”. (Is. 42, 1-4)
Esta profecia cumpriu-se, quando Nosso Senhor JESUS CRISTO ungiu o Apóstolo Pedro como responsável pela condução da Sua Igreja: “E Eu te declaro: tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra Ela”. (Mt 16,18)
“Apoiada na Sagrada Escritura e na tradição, ensina (o Concílio) que esta Igreja peregrina é necessária para a salvação. O único Mediador e o caminho da salvação é CRISTO, que se nos torna presente no Seu Corpo, que é a Igreja. Ele, porém, inculcando com palavras expressas a necessidade da fé e do batismo (Mc. 16,16; Jo. 3,5), ao mesmo tempo confirmou a necessidade da Igreja, na qual os homens entram pelo batismo como por uma porta. Por isso, não podem salvar-se aqueles que, sabendo que a Igreja Católica foi fundada por Deus, através de Jesus Cristo como instituição necessária, apesar disto não quiserem nela entrar ou nela preservar”. (Constituição dogmática “Lunem Gentium” (14a))
“A Igreja foi fundada no tempo por CRISTO Redentor”. (“Gaudium et spes” (40 b))
“O CRISTO Senhor fundou uma só e única Igreja”. (“Untatis Redint gratio” (1a))
“Ele fundou sua Igreja como o Sacramento da salvação”. (“Adgentes” (5a))
“(…) Jesus aponta Sua Igreja como caminho normativo. Não fica, pois, à discrição do homem o aceita-la ou não, sem conseqüências”. (Puebla – 1979)
“De nossa análise consta que a autêntica Igreja não pode ser entendida como uma utopia que visaria atingir todas as “Comunidades” hoje divididas e separadas. A verdadeira Igreja, bem como sua unidade, não são exclusivamente uma realidade futura. Elas já se encontram na Igreja Católica, na qual está realmente presente a Igreja de CRISTO”. (Pontifícia Comissão Teologia Internacional – 1984)
“Não se salva, contudo, embora incorporada à Igreja, aquele que, não perseverando na caridade, permanece no seio da Igreja com o corpo, mas não com o coração. (…) Se a Ela (os batizados) não correspondem por pensamentos, palavras e obras, longe de se salvarem, serão julgados com maior severidade”. (Lúmen Gentium, nº 14)
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Na Crisma o Espírito Santo nos enriquece com a plenitude de seus dons

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A Crisma é o Sacramento de iniciação cristã, que fecunda o batismo e vincula-nos mais estreitamente à igreja, fortalece-nos para a vida comunitária, por força dos dons do Espírito Santo. É também chamada de confirmação do Batismo, porque no Batismo quem diz SIM são os padrinhos, mas na Crisma quem diz SIM são os Crismandos.
A palavra Crisma tem sua origem do grego “chrisma” que indica o óleo que unge. A unção é o gesto ritual pelo qual é realizado o sacramento que dá o Espírito Santo. No Batismo, recebemos o Espírito Santo como vida divina, que Deus Pai comunica a fim de libertar-nos do pecado e introduzir-nos em sua comunhão. Na Crisma o Espírito Santo nos enriquece com a plenitude de seus dons. O Espírito Santo foi dado  como força aos apóstolos a fim de que estes fossem fortes com a força do próprio Deus e, assim, tivessem a capacidade e a coragem de anunciar o Evangelho plenamente.
Os atos dos apóstolos provam que o seu rito exterior consiste na imposição das mãos, diferente do batismo que utiliza a água. Os apóstolos Pedro e João, enviados a Samaria, “punham as mãos sobre os que tinham sido batizados”, e recebiam estes o Espírito Santo (At 8, 14-17). Do mesmo modo, S. Paulo, vindo a Éfeso, batizou, em nome de Jesus Cristo, discípulos de João Batista e a “eles impôs as mãos, para que o Espírito Santo baixasse sobre eles” (At 19, 1-6).
Para que S. Paulo imporia as mãos sobre quem já era batizado se a Crisma não fosse um sacramento que confirmasse o Batismo, completando os dons do Espírito Santo? Segundo estes textos, compreende-se claramente que Pedro e João de um lado, e Paulo de outro, deram o Espírito Santo, pela imposição das mãos. Ora, uma tal prática seria ridícula, se eles o fizessem fora da vontade e das prescrições do Mestre. A Crisma é, pois, um sacramento instituído por Nosso Senhor.
A primeira Crisma ocorreu com os apóstolos, após a ascensão de Jesus ao céu, os apóstolos voltaram para Jerusalém. Estavam com medo dos poderosos que mataram a Jesus. Por isso, fecharam-se numa casa chamada Cenáculo e permaneceram em oração, junto com Maria. Era o dia da Festa de Pentecostes, ou seja, 50 dias após a Páscoa. Após muita oração, soprou um Vento Impetuoso e o Espírito Santo desceu sobre eles em forma de “Línguas de Fogo” e todos ficaram repletos do Espírito Santo. Após isso ter acontecido eles se encheram de força para anunciar o Evangelho, continuando a missão de Jesus.
O Espírito Santo confirma na fé; impulsiona a sermos testemunhas, diante do mundo, do amor de Deus aos homens; faz-nos defensores da paz, da justiça e da fraternidade entre todos os homens. Quando somos batizados recebemos os Dons do Espírito Santo, é na Crisma que o nosso Dom é revelado.
Quem celebra o Sacramento da Crisma é o bispo, ou o padre (por delegação, em caso de impossibilidade da presença do bispo). No momento da unção o bispo unge a fronte do catecúmeno com o santo crisma (óleo), marcando-o assim com o sinal do Espírito Santo, afim de que se conheça a quem pertence (II Cor 1,21-22), e diz: “Recebe por este sinal o Dom do Espírito Santo, a paz esteja contigo”, e dá uma pequena tapinha no rosto do, então, Crismado, em sinal de despertar para evangelizar, “proclamar a Boa Nova, dar vida nova e fazer-nos testemunhas da Palavra do Senhor” (I Jo 2,27).
Se no Batismo já recebemos o Espírito Santo, para que receber a Crisma?
É sempre importante ter presente a unidade entre os sacramentos da iniciação cristã. Cada um deles é autônomo, mas todos estão intimamente interligados.
No Batismo, a pessoa é mergulhada na vida de Deus Trino e na comunidade cristã. A crisma é o recebimento do Espírito Santo, que confirma o cristão para assumir pessoalmente o compromisso de fé.
No século XVI, alguns cristãos negaram que a crisma fosse verdadeiro sacramento. Achavam-na inútil, por que nada acrescentaria ao cristão. Porém, a Igreja Católica sempre considerou a crisma como verdadeiro sacramento.
De fato, o batismo já nos dá o Espírito Santo, e nele nos tornamos templos de Deus. Mas a confirmação ou crisma dá o Espírito em vista da missão da Igreja para evangelizar na sociedade. Ao receber a crisma, o cristão é chamado a “vestir a camisa do time” de Jesus. O Espírito Santo, Dom de Deus, ofertado pela imposição das mãos do bispo, nos envia “para fora”. O Espírito Santo é dado para a comunhão e para a missão.
No Batismo, o Espírito nos concede a graça de morrer com Cristo para o pecado, ressuscitando com Ele para uma nova vida em comunhão com Deus e os irmãos. Na Crisma, pelo Espírito recebemos a graça de ser missionários, de ir ao encontro do mundo para transformá-lo.
Na crisma, o Dom do Espírito não é tanto para a salvação individual, mas para colaborar na salvação de todos pelo anúncio do evangelho. Por isso, é sempre bom refletir: o Dom do Espírito nos tem feito ir ao encontro dos outros, dos “de fora”, ou o empregamos somente a serviço de nossos próprios interesses?
Qual é a relação entre Crisma e Batismo?
Muitas pessoas não se lembram do dia em que foram crismadas porque receberam o sacramento quando pequenas, no mesmo dia em que foram batizadas.
A realização dos dois sacramentos na mesma celebração mostrava melhor a unidade dos sacramentos da iniciação cristã. A crisma podia ser vista como confirmação daquilo que se iniciava no batismo: uma vida nova em Cristo. Com o passar do tempo, os dois sacramentos ganharam celebrações independentes.
Vamos ler At 8,14-17: “Os apóstolos que estavam em Jerusalém souberam que a Samaria acolhera a palavra de Deus e enviaram para lá Pedro e João. Chegando ali, oraram pelos habitantes da Samaria, para que recebessem o Espírito Santo. Pois ainda o Espírito não viera sobre nenhum deles; só tinham recebido o batismo no nome do Senhor Jesus. Pedro e João impuseram-lhes as mãos, e eles receberam o Espírito Santo”.
Vemos aí que o Dom do Espírito Santo, dado pela imposição das mãos, segue o batismo. Assim, no início da Igreja e ainda hoje, no caso de adultos, os sacramentos da iniciação são realizados juntos, particularmente na Vigília Pascal.
A crisma já foi chamada de “acabamento” do batismo, pois ela confirma a pessoa com o Dom do Espírito Santo, na missão batismal de ser testemunha de Cristo.
Um dos grandes desafios da catequese de crisma é despertar a consciência da ligação entre o batismo e a confirmação. A vida de comunhão com Deus e com os irmãos na Igreja (batismo) deve ser confirmada, assumida e testemunhada pelo cristão, que não caminha sozinho, mas guiado pelo Espírito Santo, o Dom de Deus (crisma)
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Qual o significado dos Ritos que fazem parte da Crisma?

Formação - Crisma - 02122015

A Confirmação ou Crisma faz parte, juntamente com o Batismo e a Eucaristia dos chamados Sacramentos de Iniciação Cristã. Na realidade, os três eram recebidos praticamente em simultâneo no início do cristianismo, mas o uso pastoral acabou por afastá-los.

O Batismo foi sendo reservado ás crianças recém-nascidas, para evitar que – em caso de morte repentina – essas se encontrassem pagãs.

No caso da Eucaristia, passou-se a aguardar que as crianças já tivessem um certo grau de entendimento e a Confirmação do Batismo no Espírito – reservada ao bispo – ficava  na dependência da presença do prelado.

Atualmente, diversos teólogos entendem que a Confirmação deveria ser ministrada simultaneamente com o Batismo. Outros crêem ser melhor adiá-la para a adolescência – é o que tem acontecido – . Dessa forma, o jovem cristão teria a oportunidade de assumir por conta própria o que outrora seus pais e padrinhos fizeram por ele.

De fato, nada mais interessante do que celebrar a entrada na idade adulta confirmando nossos valores cristãos. Mas os elementos hoje atribuídos à Confirmação, sobretudo ao dom do Espírito Santo, não podem ser vistos fora do contexto dos sacramentos da Iniciação. A Confirmação é parte integrante do nascimento do cristão, na qualidade de momemnto específico de seu envolvimento.

Para uma visão aprofundada desse sacramento, é importante compreendermos o significado dos seus principais ritos:

Imposição das mãos.

A imposição das mãos é um símbolo de benção tão antigo quanto as primeiras religiões da humanidade. Para os cristãos, de forma generalizada, significa oferecer aqueles que amamos o nosso grande bem: o Espírito Santo. É um gesto bastante expressivo, embora não pertença à essência do rito sacramental.

Na própria Bíblia esse gesto ganha outros significados. A imposição das mãos sobre a cabeça pode servir para abençoar ou conferir uma missão a alguém (Cf Dt 34,9); acompanha a oferta de sacrifícios (Lv 1, 4: 16,21) ou é um gesto de consagração (Nm 8,10). Jesus impõe as mãos sobre as crianças, bendizendo-as (Cf Mt 19,13-15), e sobre os doentes, para curá-los e libertá-los dos demônios (Lc 4,10; Mc 8,23). No livro dos Atos dos Apóstolos impõem as mãos para invocar o Espírito Santo (At 8,15). Além disso, lembra também a sombra do Espírito que fecunda Maria na anunciação (Lc 1,26-38), a nuvem e a pomba presentes no Batismo de Jesus (Lc 3,21-22), a nevem que cobre os discípulos na transfiguração (Mc 9,7) e a vinda do Espírito Santo em pentecostes (At 2,1-11). Enfim, o fato de ser o bispo (ou seu delegado ad hoc) quem impõe as mãos, é um sinal de unidade da Igreja..

Unção

O gesto essencial da Confirmação é a Unção crismal cruciforme (isto é, feita com o sinal da cruz) na fronte do confirmado. O bispo o unge dizendo: “Recebe, por este sinal, o dom do Espírito Santo”. Essa fórmula só foi adotada na Igreja Latina com o novo rito proposto pelo Papa Paulo VI, mas já era conhecida pelo rito bizantino desde o século V. É considerada a mais completa, pois, no próprio ato de ungir faz-se a imposição da mão.

Essa imposição – feita pela unção do Crisma na testa do confirmado – manifesta o aspecto pessoal da graça e o caráter indelével da Confirmação. Em outras palavras: esse Espírito que é Santo e que age onde quer, me chama pelo nome e penetra o segredo do meu ser, na raiz mesma de minha liberdade.

Óleo

A importância da unção leva-nos ao significado milenar do óleo, sobretudo aquele extraído da Oliveira, que era tido por poderoso agente medicinal. Além disso, é antiga a crença de que as pessoas mais próximas a Deus e engajadas a seu serviço são agradáveis e irradiantes.

O Cristianismo aprendeu com essas tradições anteriores, mas acrescentou também algo revolucionário. Jesus é o  Ungido por excelência. Ao se encarnar, toda a natureza humana foi ungida pelo Espírito de Deus. Daí o acesso aos óleos santos estar aberto a todo ser humano. Ser ungido na Confirmação significa para o Cristão poder levar á plenitude sua vocação batismal de rei, sacerdote e profeta.

O Documento da CNBB que fala sobre os Sacramentos de Iniciação Cristã insiste na valorização dos gestos litúrgicos e recomenda que a imposição das mãos seja feita sem pressa e solenemente e a unção com bastante óleo, de forma a deixar visível na testa a sua marca. Mas isso não significa exagerar na solenidade exterior, realçando o rito em si mesmo. O rito se reduz a mera rubrica se não for expressão da graça de Deus que age em nós.

 

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As procissões tem fundamentação Bíblica?

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Sim. Mas, primeiramente, gostaria de explicar o significado da palavra procissão. Esta palavra é derivada do verbo latino procedere, e do substantivo processionis, que quer dizer: marchar, caminhar, ir adiante, saída solene, cortejo religioso, etc.

As procissões tem origem na Sagrada Escritura. A caminhada é um elemento muito importante na história da Salvação. No Livro do Êxodo, encontramos o povo que caminha rumo á terra prometida. Eis, em detalhes, a descrição da Arca da Aliança, dada pelo próprio Deus: “Farão (os filhos de Israel) uma arca de madeira de acácia” (Ex 25,10) e (tu Moisés) “cobri-la-ás de ouro puro, por dentro e por fora” (Ex 25,11); “Também farás uma tampa de ouro puro” (Ex 25,17) (e) “dois querubins de ouro” (Ex 25,18); “Farás um querubim na extremidade duma parte e outro querubim na extremidade da outra parte” (Ex 25,19) … o texto continua …

O povo hebreu cumpriu, religiosamente, a ordem dada pelo Senhor e, uma vez tudo concluído, conduziu a Arca em procissão, numa caminhada de esperança, de louvor e de libertação, na presença de Deus. Também o Livro dos Números nos mostra as normas estabelecidas por Deus ao povo que caminhava, vejamos o texto: “Quando se levantava a nuvem sobre a tenda, os Israelitas punham-se em marcha; no lugar onde a nuvem parava, aí acampavam. A ordem do Senhor levantavam o acampamento, e à sua ordem o assentavam de novo” (Cf Nm 9,17-18). Será isso idolatria ordenada pelo próprio Deus?

Vamos dar um salto no tempo e na história, e partirmos para o Novo Testamento. Aqui, gostaria de ressaltar a entrada solene de Jesus, em Jerusalém. Assim, está escrito: “E toda aquela multidão, que o precedia e que o seguia, clamava: Hosana ao Filho de Davi! Bendito seja aquele que vem em nome do Senhor!Hosana no mais alto dos céus! (Cf Mt 21,9). Nós recordamos esta cena a poucos dias, por ocasião da Semana Santa, precisamente no Domingo de Ramos.

A nível de esclarecimento, informamos que as primeiras procissões, de nós católicos, apareceram por volta do início do século IV, logo após a declaração de liberdade religiosa concedida pelo imperador Constantino. Hoje as procissões são realizadas em vários momentos e ocasiões. As mais comuns são: Via-Sacra, Semana Santa, Corpus Christi, procissões em honra dos santos padroeiros e de Nossa Senhora.

Vemos claramente, com a Bíblia nas mãos, que a Arca da Aliança, com seus querubins (anjos de ouro), não foi somente colocada num lugar de honra e destaque, onde se celebrava o culto, mas também levada pelos sacerdotes, solenemente, em procissão, dando voltas pela cidade, tocando trombetas. Foram, realmente, diversas procissões.

Por isso que ainda hoje, conscientes de que fazemos, realizamos procissões, caminhadas de louvor e agradecimento a Deus pelos Santos da Igreja: aqui, homenageamos Nossa Senhora, ali, São Sebastião, lá, Santo Antônio … cujas imagens são, a exemplo dos querubins na Arca, conduzidas para lembrar os heróis do cristianismo, pedindo também, sua intercessão. Estas procissões estão sempre relacionadas com o ano litúrgico. Depois de tudo que já foi exposto, pergunto: Será isso idolatria?

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Quantos conhecem a doutrina católica?

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O Brasil já foi referido muitas vezes como o maior país católico do mundo. Uma conhecida pesquisa mostrou recentemente que cerca de 74% da população brasileira se declara católica.

Mas quantos destes conhecem realmente a doutrina católica?

Quantos destes procuram viver de acordo com os mandamentos de Deus e os preceitos da Santa Igreja?

E talvez não procurem viver assim porque nem conheçam a doutrina católica…

A situação torna-se mais complicada ainda quando presenciamos instituições que se denominam católicas e mesmo parte do clero defendendo idéias contrárias à doutrina católica.

Com efeito, o saudoso Papa João Paulo II, na sua fabulosa Encíclica Veritatis Splendor (1993), mostrou grande preocupação em relação à idéias contrárias à doutrina católica sendo defendidas em instituições que se denominam católicas (n.116).

A importância de se conhecer a fé e a moral católica, em uma formação consistente, é muitas vezes negligenciada pelos próprios católicos, ignorando que:

  • A fé NÃO é um sentimento, e sim uma adesão à um conjunto de verdades que são apreendidas intelectualmente (Catecismo da Igreja Católica, 155)
  • Muitos deixam de ser católicos por terem conhecido pouco os fundamentos da fé católica, e acabam aderindo ao protestantismo, ao espiritismo, ao ateísmo, ao agnosticismo, ao indiferentismo religioso, ao relativismo, ao socialismo ou outras doutrinas incompatíveis com a fé católica
  • A vida moral é condição necessária para a salvação; embora muitos possam se salvar na ignorância invencível, através da busca sincera da verdade e da vivência da lei natural, existe também um tipo de ignorância que é culposa, quando não se procura suficientemente a verdade e o bem (Catecismo da Igreja Católica, 1790-1791)
  • A vida moral é condição necessária para a plena realização humana e a justa ordem social (se a Lei Divina fosse observada, não haveria homicídios voluntários, roubos, assaltos, estupros, drogas, corrupção, adultérios, abortos, invasões de terras, governos totalitários, nacionalismos desordenados, etc.)
  • Pouco se ama o que pouco se conhece, muito se ama o que muito se conhece. Conhecendo a doutrina católica, mais se ama a Deus, as Suas Obras e a Sua Santa Igreja, mais se deseja realizar a Sua Vontade, mais se deseja o Céu.
  • É impossível realizar um apostolado eficaz e dialogar com quem pensa diferente, sem conhecer a doutrina católica. Já dizia São Josemaria Escrivá: “Para o apóstolo moderno, uma hora de estudo é uma hora de oração”.

Já dizia Nosso Senhor Jesus Cristo: “Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará.” (Jo 8, 32)

Em tudo isso vemos que não basta, então, ter uma vida espiritual; é preciso também o conhecimento de um conjunto de verdades necessárias para dar a direção adequada a esta vida espiritual.

É como um barco à vela: não basta que ele se mova, mas é preciso se mover para a direção certa.

Para combater, portanto, um relativismo doutrinal “politicamente correto” que muitas vezes é ensinado, em 1992 o saudoso Papa João Paulo II determinou a publicação do “Catecismo da Igreja Católica”, contendo um resumo oficial da doutrina católica. Pela sede que o ser humano naturalmente tem de conhecer à Deus e Sua Verdade, o Catecismo tem se difundido cada vez mais. Mas infelizmente, muitos católicos ainda não tem contato com ele.

Muitos falam da necessidade de conhecer-se a Bíblia, mas ignoram o fato que a Bíblia NÃO contém toda a Verdade Revelada por Deus (há ainda a Tradição Apostólica), e só pode ser autenticamente interpretada pelo Sagrado Magistério da Igreja, que nos transmite a Escritura (a Bíblia) e a Tradição. Diz o Concilio Vaticano II: “O ofício de interpretar autenticamente a Palavra de Deus escrita ou transmitida foi confiado unicamente ao Magistério vivo da Igreja, cuja autoridade se exerce em nome de Jesus Cristo.” (Dei Verbum, n. 10)

Sem a autoridade do Magistério, portanto, a Bíblia como temos hoje nem existiria, pois foi o próprio Magistério quem definiu os livros que deveriam fazer parte da Sagrada Escritura (os chamados “canônicos”) e quais não deveriam (os chamados “apócrifos”), no pontificado do Papa São Dâmaso, próximo ao Concílio de Éfeso (século IV). A Bíblia sem o Magistério da Igreja é perigosa, pois pode levar à interpretações equivocadas e com péssimas consequências em todos os sentidos.

Assim, é fundamental que cada católico tenha à mão um Catecismo, tanto para um estudo sistemático, como para ser fonte de consulta quando houver necessidade.

O Catecismo pode ser encontrado, em geral, nas livrarias católicas, tanto em sua versão completa como na sua versão em compêndio (na forma de perguntas e respostas).

A versão eletrônica do Catecismo pode ser encontrada em: http://www.vatican.va/archive/ccc/index_po.htm

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O culto dos Santos, de Nossa Senhora e das imagens sagradas

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O culto dos santos

A veneração dos santos, segundo a doutrina católica, tem por fim a glorificação de Deus, “admirável nos seus santos” (Salmo 67, 36), único Santo por natureza, ao qual e somente ao qual se deve adorar como ao Criador e Senhor supremo de todas as coisas. Jesus Cristo, Homem-Deus, é o único mediador necessário de Redenção. Os santos são mediadores de intercessão, em si dispensáveis.

Afinal, quem são os santos? São aqueles que, por suas virtudes, se tornaram agradáveis a Deus, amados e venerados pelos homens e intercessores deste junto ao Altíssimo. Desde Abel até São João Batista – limitemo-nos por ora ao Antigo Testamento – patriarcas, juízes, reis, profetas, formam uma gloriosa plêiade, enaltecida pelos contemporâneos e pelos pósteros. É só ler, a respeito, o livro da Sabedoria (capítulo X) e a epistola de São Paulo aos hebreus (cap. XI). Sobre o poder de intercessão dos santos, consideremos apenas duas passagens do Antigo Testamento, uma referente a Abraão e outra a Moisés. Quanto ao primeiro, disse Deus a Abimelec, rei de Gerara, após ameaçá-lo de morte, por ter raptado Sara: “ele (Abraão) é profeta, e rogará por ti e tu viverás” (Gen. XX, 7). Nota-se que Deus faz depender da oração do grande patriarca a vida de Abimelec, ao qual poderia tê-la concedido diretamente.

Contudo, mais admirável ainda é o exemplo de Moisés. Disse-lhe Deus: “Deixa-me a fim de que o meu furor se acenda contra eles e que eu os extermine e eu te farei chefe de uma grande nação.” (Ex. XXXII, 10). Moises persistiu em rezar pelo povo prevaricador e Deus se deixou aplacar. A onipotência divina, por assim dizer, sujeitou-se a Moisés.

Na Nova Aliança, com o aparecimento do único mediador, Jesus Cristo, nem por isso acabou a intercessão do santos, fundada necessariamente na d’Ele. Nenhuma graça é dada aos homens a não ser por meio do Redentor tanto no Antigo Testamento, em previsão dos seus infinitos méritos, como no Novo. Ora, depois que o Espírito Santo, autor de toda santidade, foi dado à Igreja, multiplicaram-se os santos. Nosso Senhor atribui a si a perseguição feita aos fieis, falando a Saulo: Eu sou Jesus a quem tu persegues” (Atos IX, 5).

Os santos recebem no céu os que fazem bom uso das riquezas (S. Lucas, XVI, 9), têm poder sobre as nações (Apoc. II, 26), regê-las-ão com vara de ferro, participando assim da soberania de Cristo. Eles constituem também modelos a ser imitados, conforme diz São Paulo, com toda humildade: “Sede meus imitadores como eu sou de Cristo” (I Cor. IV, 16).

São inúmeras as inscrições e epitáfios que atestam o culto dos santos nos primeiros séculos do Cristianismo. De mártires, por exemplo: 1) “Ático, dorme em paz, seguro da tua salvação e pede solícito por nossos pecados”(Museu Capitolino, apud Lúcio Navarro, “A legítima Interpretação da Bíblia”, p. 542); 2) “Mártires santos, bons, benditos, ajudai a Ciríaco (mosaico no cemitério de São Pânfilo, apud L. Navarro ibidem). Agora o epitáfio de uma criancinha inocente: “Pede por teus pais, Matronata Matrona. Ela viveu dois anos, cinqüenta e dois dias (Museu de Latrão, ibidem).

Isto também dá a entender, ao contrário do que dizem muitos hereges, que os santos sabem o que se passa na terra, e gozam da glória celeste, quanto à alma, uma vez que o corpo só será glorificado após a ressurreição.

 

O culto da Santíssima Virgem

Tudo o que a respeito dos santos ensina a Igreja vale com maior razão em se tratando da Virgem Maria. Mais ainda: ao passo que eles são mediadores acidentais, Nossa Senhora é, por disposição divina, medianeira indispensável junto a seu Filho Jesus Cristo. Como assim? Remontando aos primórdios da humanidade encontramos, ao lado do primeiro homem, uma mulher, que Deus lhe deu como companheira. Infelizmente, esta o induziu ao pecado que acarretou a desgraça para ambos e para os seus descendentes. Na Redenção quis Deus associar também uma mulher ao novo Adão, Jesus Cristo, o qual, ao contrário do primeiro, teve uma mãe virgem, cheia de graça, bendita entre as mulheres. O pouco que os Evangelhos d’Ela dizem tem profunda significação e fundamenta toda a teologia marial.

O papel da Santíssima Virgem é levar Cristo aos homens, e estes a Cristo. Basta abrir os Evangelhos: ao aceitar ser a Mãe do Redentor foi logo levar o Verbo Divino, recém encarnado, à sua prima Santa Isabel e ao Precursor, o qual exultou de júbilo ainda no seio materno à saudação de Maria. Nas bodas de Caná é Ela também que obtém, apesar da aparente recusa de seu Divino Filho, o primeiro milagre, em virtude do qual os discípulos creram nele (S. João II, 1-11).

O fato de Nosso Senhor, quando uma mulher lhe enalteceu a mãe, ter afirmado serem “antes bem-aventurados os que ouviam a palavra de Deus e a punham em prática” (S. Lucas XI, 27-29) e declarado, noutro lugar, que estes tais eram “sua mãe e seus irmãos” (S. Lucas, VIII, 21), longe de depreciar sua Mãe Santíssima, a louva de modo mais profundo. Com efeito, quem ouviu com melhor disposição a palavra divina, e a pôs em prática mais perfeitamente do que a Santíssima Virgem? “Eis aqui a escrava do Senhor: faça-se em mim segundo a tua palavra” (S. Lucas, I, 38) foi a sua resposta ao arcanjo Gabriel. E Nossa Senhora sabia quanto sofrimento, que cruz iria constituir para si o fato de ser mãe de um Messias rejeitado e crucificado!

Mais um trecho de São Lucas sobre a Visitação: “Isabel ficou cheia do Espírito Santo e exclamou em alta voz e disse: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto de teu ventre. E donde a mim a dita que a mãe do meu Senhor venha ter comigo? (Idem, I, 41-43). Note-se que Santa Isabel disse isto “cheia do Espírito Santo”. O Espírito de Deus impele-a a louvar Maria e a proclamá-la Mãe de Deus, pois “Senhor” era o nome que os israelitas, por respeito, davam a Deus. Quem a insulta, despreza ou minimiza, não é movido pelo Espírito de Deus, mas pelo espírito do mal e de mentira, por Satanás.

É a Nosso Senhor que se ofende ao rebaixar sua Mãe Santíssima. O bom filho leva mais em conta os louvores ou ultrajes à sua mãe do que os feitos a si mesmo, e Jesus é o melhor dos filhos.

A Santíssima Virgem é a obra prima de Deus, que a fez digna Mãe de seu Unigênito. O elogio a uma obra prima redunda na glória do artista que a executou.
Afinal, qual a razão mais profunda do menosprezo e da antipatia que os protestantes votam à Mãe de Deus, não fazendo assim parte das gerações que a proclamam bem-aventurada, como Ela mesma disse no Magnificat?

Muito simples: na terra, em última análise, há somente duas classes de pessoas: a posteridade da serpente, símbolo de Satã, e a posteridade da Mulher bendita (Gen. III, 14), a Virgem Santíssima, cujo primogênito é Nosso Senhor, “primogênito entre muitos irmãos” (Rom. VIII, 29) membros do seu corpo místico que é a Igreja (Col. I, 18). Os protestantes fazem parte da posteridade da serpente.

 

Culto das imagens

A idolatria foi, é, e será sempre um gravíssimo pecado contra o primeiro mandamento, porque consiste em prestar culto de adoração a uma criatura tomando-a por Deus, criador e senhor de todas as coisas. Apontando para o bezerro de ouro disseram os israelitas: “Estes são os teus deuses, ó Israel, que te tiraram da terra do Egito” (Ex. XXXII, 4). Os hebreus, com isto, cometeram um ato de idolatria.

Ora o culto das imagens, tal como sempre se praticava e pratica na Igreja não é absolutamente idolátrico; é relativo, isto é refere-se às pessoas que elas representam;  os católicos não adoram nem as imagens nem os que elas representam, isto é, Nossa Senhora ou os santos.

Medeia um abismo entre o culto das imagens e a idolatria. Deus que a condenou tão severa e repetidamente mandou esculpir imagens de querubins na Arca da Aliança (Ex. XXV, 22), no templo de Jerusalém (III Reis, VII, 29). Mais: quando os israelitas foram castigados pelas mordeduras das serpentes, em vez de curá-los diretamente ou por meio de Moisés, Deus serviu-se duma serpente de bronze, da imagem de um ser irracional!

Objetar-se-á que, séculos depois, o rei Ezequias mandou despedaçá-la, porque estava sendo objeto de culto idolátrico, e chamou-lhe Noestan, isto é, simples objeto de bronze (IV Reis, XVIII, 4). Com toda razão; em si, materialmente, ela não passava disto, e o piedoso rei agiu muito bem. Estava-se no século VII antes de Cristo;  o povo, cercado de nações idólatras, caía repetidamente no culto dos ídolos. Era o tempo em que Isaias descrevia assim o idólatra: “Fez para si um ídolo, diante do qual se prostra e adora, e lhe roga, dizendo: Livra-me por que és meu deus” (Is. XL, 17). E Jeremias: “…dizem a um pau: Tu és meu pai, e a uma pedra: Tu me geraste (Jer. II, 27). Ora, nenhum católico, por mais ignorante e rude que seja, mesmo aquele que impropriamente denomina a imagem pelo santo que ela representa, se dirige à mesma naqueles termos; não a confunde com o santo nem muito menos com Deus. Sobre a serpente de metal deve-se notar  o seguinte: apesar do que Ezequias fez, ela não perdeu o seu importantíssimo valor simbólico: aquele objeto de bronze era figura de Nosso Senhor  crucificado, segundo as palavras d’Ele próprio a Nicodemus (São João, III, 14-15).

Durante os primeiros séculos do Cristianismo, quando os fieis, vivendo entre idólatras, corriam perigo, se não igual ao menos semelhante ao dos israelitas antigos, o culto das imagens é atestado por Tertuliano (De pud, c. v.), pelo sínodo de Elvira (300, c. 36) e pelas próprias catacumbas, cheias de pinturas. Derrotado o paganismo, com o triunfo da Igreja, o culto das imagens tomou grande impulso. Os iconoclastas, literalmente, quebradores das imagens que se opunham ao seu culto, foram condenados pelo 2º concílio de Nicéia (787), o qual afirmava ser a veneração das imagens baseada na tradição católica.

O culto das imagens vai ao encontro das exigências da natureza humana que precisa de símbolos materiais para elevar-se às realidades espirituais. Quantas elevações de alma, quantos pensamentos salutares, quantas conversões não tiveram origem na contemplação de imagens, quadros e santinhos! Deus que se dignou fazer, ao longo dos séculos, tantos milagres através das santas imagens – citemos apenas a de Nossa Senhora de Fátima e de Nosso Senhor Crucificado de Porto  das Caixas – reprovaria um culto que redunda em tanto bem das almas e, por conseguinte, da sua glória?

Os protestantes, para serem coerentes consigo mesmos, deveriam condenar também as estátuas dos heróis e homens ilustres aos quais se prestam homenagens com discursos e flores.

Para terminar um conselho: derrubem, quebrem, esfacelem as estátuas de Lutero, Calvino, Zwinglio e de outros heresiarcas que tanto mal fizeram à humanidade.

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Sete as razões principais pelas quais não sou protestante

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1. Somente a Bíblia…

Os protestantes afirmam que seguem a Bíblia como norma de fé. Acontece, porém, que a Bíblia utilizada por todos os protestantes é uma só; em português, vem a ser a tradução de Ferreira de Almeida. Por que então não concordam entre si no tocante a pontos importantes (ver nº 2 adiante)? E por que não constituem uma só comunidade cristã, em vez de serem centenas e centenas de denominações separadas (e até hostis) entre si?

A razão disto é que, além da Bíblia, seguem outra fonte de fé e disciplina… fonte esta que explica as divergências do Protestantismo.

Tal fonte, chamamo-la Tradição oral; é esta que dá vida e atualidade à letra do texto. A tradição oral do Catolicismo começa com Cristo e os Apóstolos, ao passo que as tradições orais dos protestantes começam com Lutero (1517), Calvino (1541), Knox (1567), Wesley (1739), Joseph Smith (1830)…

Entre Cristo e os Apóstolos, de um lado, e os fundadores humanos das denominações protestantes, do outro lado, não há como hesitar: só se pode optar pelos ensinamentos de Cristo e dos Apóstolos, deixando de lado os “profetas” posteriores.

Notemos que o próprio texto da Bíblia recomenda a Tradição oral, ou seja, a Palavra de Deus que não foi consignada na Bíblia e que deve ser respeitada como norma de fé. Os autores sagrados não tiveram, em vista expor todos os ensinamentos de Jesus, como eles mesmos dizem:

“Há ainda muitas outras coisas que Jesus fez. Se elas fossem escritas, uma por uma, penso que nem o mundo inteiro poderia conter os livros que se teriam de escrever” (Jo 21,25, cf. 1 Ts 2,15).

“Muitos outros prodígios fez ainda Jesus na presença dos discípulos, os quais não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome” (Jo 20,30s).

São Paulo, por sua vez, recomenda os ensinamentos que de viva voz nos foram transmitidos por Jesus e passam de geração a geração no seio da Igreja, sem estarem escritos na Bíblia:

“Sei em quem acreditei.. Toma por norma as sãs palavras que ouviste de mim na fé e no amor do Cristo Jesus. Guarda o bom depósito com o auxílio do Espírito Santo que habita em nós” (2Tm 1, 12/14).

Neste texto vê-se que o depósito é a doutrina que São Paulo fez ouvir a Timóteo, e que Paulo, por sua vez, recebeu de Cristo. Tal é a linha pela qual passa o depósito:

Cristo -> Paulo -> Timóteo

A linha continua… conforme 2Tm 2,2:

“O que ouviste de mim em presença de muitas testemunhas, confia-o a homens fiéis, que sejam capazes de o ensinar ainda a outros”.

Temos então a seguinte sucessão de portadores e transmissores da Palavra:

O Pai -> Cristo -> Paulo (Os Apóstolos) -> Timóteo (Os Discípulos imediatos dos Apóstolos) -> Os Fiéis -> Os outros Fiéis

Desta forma a Escritura mesma atesta a existência de autênticas proposições de Cristo a ser transmitidas por via meramente oral de geração a geração, sem que os cristãos tenham o direito de as menosprezar ou retocar. A Igreja é a guardiã fiel dessa Palavra de Deus oral e escrita.

Dirão: mas tudo o que é humano se deteriora e estraga. Por isto a Igreja deve ter deteriorado e deturpado a palavra de Deus; quem garante que esta ficou intacta através de vinte séculos na Igreja Católica?

Quem o garante é o próprio Cristo, que prometeu sua assistência infalível a Pedro e as luzes do Espírito Santo a todos os seus Apóstolos ou à sua Igreja; ver Mt 16, 16-18; Lc 22,31s; Jo 21,15-17; Jo 14, 26; 16,13-15.

Não teria sentido o sacrifício de Cristo na Cruz se a mensagem pregada por Jesus fosse entregue ao léu ou às opiniões subjetivas dos homens, sem garantia de fidelidade através dos séculos. Jesus não pode ter deixado de instituir o magistério da sua Igreja com garantia de inerrância.

2. Contradições

0 fato de que não seguem somente a Bíblia, explica as contradições do Protestantismo:

Algumas denominações batizam crianças; outras não as batizam;

Algumas observam o domingo; outras, o sábado;

Algumas têm bispos; outras não os têm;

Algumas têm hierarquia; outras entregam o governo da comunidade à própria congregação (congregacionalistas);

Algumas fazem cálculos precisos para definir a data do fim do mundo – o que para elas é essencial. Outras não se preocupam com isto.

Vê-se assim que a Mensagem Bíblica é relida e reinterpretada diversamente pelos diversos fundadores dos ramos protestantes, que desta maneira dão origem a tradições diferentes e decisivas.

Ademais, todos os protestantes dizem que a Bíblia contém 39 livros do Antigo Testamento e 27 do Novo Testamento, baseando-se não na Bíblia mesma (que não define o seu catálogo), mas unicamente na Tradição oral dos judeus de Jâmnia reunidos em Sínodo no ano 100 d.C.;

Todos os protestantes afirmam que tais livros são inspirados por Deus, baseando-se não na Bíblia (que não o diz), mas unicamente na Tradição oral.

Onde está, pois, a coerência dos protestantes?

Pelo seu modo de proceder, afirmam o que negam com os lábios; reconhecem que a Bíblia não basta como fonte de fé. É a Tradição oral que entrega e credencia a Bíblia.

3. Afinal a Bíblia… Sim ou Não?

Há passagens da Bíblia que os fundadores do Protestantismo no século XVI não aceitaram como tais; por isto são desviadas do seu destino original muito evidente:

1. A Eucaristia… Jesus disse claramente: “Isto é o meu corpo” (Mt 26,26) e “Isto é o meu sangue” (Mt 26,28).

Em Jo 6,51 Jesus também afirma: “O pão que eu darei, é a minha carne para o mundo”. Aos judeus que zombavam, o Senhor tornou a afirmar: ”Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Quem come minha carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue verdadeiramente uma bebida”.

Apesar disto, os protestantes não aceitam o sacramento do perdão e da reconciliação! (Jo 21,17).

Se assim é, por que é que ”os seguidores da Bíblia” não aceitam a real presença de Cristo no pão e no vinho consagrados?

2. Jesus disse ao Apóstolo Pedro: “Tu és Pedro (Kepha) e sobre esta Pedra (Kepha) edificarei a minha Igreja” (Mt 16,18).

Disse mais a Pedro: “Simão, Simão… eu roguei por ti, a fim de que tua fé não desfaleça. E tu, voltando-te, confirma teus irmãos” (Lc 22,31s).

Ainda a Pedro: “Apascenta as minhas ovelhas” (Jo 21,15).

Apesar de tão explícitas palavras de Jesus, os protestantes não reconhecem o primado de Pedro! Por que será?

3. Jesus entregou aos Apóstolos a faculdade de perdoar ou não perdoar os pecados – o que supõe a confissão dos mesmos para que o ministro possa discernir e agir em nome de Jesus:

“Recebei o Espiríto Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem não os perdoardes, não serão perdoados” (Jo 20,22s).

4. Jesus disse que edificaria a sua Igreja (“a minha Igreja”, Mt 16,18) sobre Pedro. As denominações protestantes são constituídas sobre Lutero, Calvino, Knox, Wesley… Antes desses fundadores, que são dos séculos XVI e seguintes, não existia o Luteranismo, o Calvinismo (presbiterianismo), o Metodismo, o Mormonismo, o Adventismo… Entre Cristo e estas denominações há um hiato… Somente a Igreja Católica remonta até Cristo.

5. 0 Apóstolo São Paulo, referindo-se ao seu elevado entendimento da mensagem cristã, recomenda a vida una ou indivisa para homens e mulheres:

“Dou um conselho como homem que, pela misericórdia do Senhor, é digno de confiança… 0 tempo se fez curto. Resta, pois, que aqueles que têm esposa, sejam como se não a tivessem; aqueles que choram, como se não chorassem; aqueles que se regozijam, como se não se regozijassem; aqueles que compram, como se não possuíssem; aqueles que usam deste mundo, como se não usassem plenamente. Pois passa a figura deste mundo. Eu quisera que estivésseis isentos de preocupações. Quem não tem esposa, cuida das coisas do Senhor e do modo de agradar ao Senhor. Quem tem esposa, cuida das coisas do mundo e do modo de agradar à esposa, e fica dividido. Da mesma forma a mulher não casada e a virgem cuidam das coisas do Senhor, a fim de serem santas de corpo e de espírito. Mas a mulher casada cuida das coisas do mundo; procura como agradar ao marido” (1Cor 7,25/34).

Ora os protestantes nunca citam tal texto quando se referem ao celibato e à virgindade consagrada a Deus. É estranho, dado que eles querem em tudo seguir a Bíblia.

4. Esfacelamento

Jesus prometeu à sua Igreja que estaria com ela até o fim dos tempos (cf. Mt 28,20); prometeu também aos Apóstolos o dom do Espírito Santo para que aprofundassem a mensagem do Evangelho (cf. Jo 14,26; 16,13s).

Não obstante, os protestantes se afastam da Igreja assim assistida por Cristo e pelo Espírito Santo para fundar novas “igrejas”. São instituições meramente humanas, que se vão dividindo, subdividindo e esfacelando cada vez mais; empobrecem e pulverizam sempre mais a mensagem do Evangelho, reduzindo/a:

Ora a sistema de curas (curandeirismo), milagre serviço ao homem (Casa da Bênção, Igreja Socorrista, Ciência Cristã…);

Ora a um retorno ao Antigo Testamento, com empalidecimento do Novo; assim os ramos adventistas…;

Ora a um prelúdio de nova “revelação”, que já não é cristã. Tal é o caso dos Mórmons; tal é o caso das Testemunhas de Jeová, que negam a Divindade de Cristo, a SS. Trindade e toda a concepção cristã de história.

5. Deterioração da Bíblia

0 fato de só quererem seguir a Bíblia (que na realidade é inseparável de Tradição oral, que a berçou e a acompanha), tem como consequência o subjetivismo dos intérpretes protestantes. Alguns entram pelos caminhos do racionalismo e vêm a ser os mais ousados dilapidadores ou roedores das Escrituras (tal é o caso de Bultmann, Marxsen, Harnack, Reimarus, Baur…). Outros preferem adotar cegamente o sentido literal, sem o discernimento dos expressionismos próprios dos antigos semitas, o que distorce, de outro modo, a genuína mensagem bíblica.

Isto acontece, porque faltam ao Protestantismo os critérios da Tradição (“o que sempre, em toda a parte e por todos os fiéis foi professado”), critérios estes que o magistério da Igreja, assistido pelo Espírito Santo, propõe aos fiéis e estudiosos, a fim de que não se desviem do reto entendimento do texto sagrado.

6. Mal-Entendidos

Quem lê um folheto protestante dirigido contra as práticas da Igreja Católica (veneração, não adoração das imagens, da Virgem Santíssima, celibato…), lamenta o baixo nível das argumentações: são imprecisas, vagas, ou mesmo tendenciosas; afirmam gratuitamente sem provar as suas acusações; não raro baseiam-se em premissas falsas, datas fictícias, anacronismos.

As dificuldades assim levantadas pelos protestantes dissipam-se desde que se estudem com mais precisão a Bíblia e as antigas tradições do Cristianismo. Vê-se então que as expressões da fé e do culto da Igreja Católica não são senão o desabrochamento homogêneo das virtualidades do Evangelho; sob a ação do Espírito Santo, o grão de mostarda trazido por Cristo à terra tornou-se grande árvore, sem perder a sua identidade (cf. Mt 13,31 s); vida é desdobramento de potencialidades homogêneo. Seria falso querer fazer disso um argumento contra a autenticidade do Catolicismo. Está claro que houve e pode haver aberrações; estas, porém, não são padrão para se julgar a índole própria do Catolicismo.

A dificuldade básica no diálogo entre católicos e protestantes está nos critérios da fé. Donde deve o cristão haurir as proposições da fé: da Bíblia só ou da Bíblia e da Tradição oral?

Se alguém aceita a Bíblia dentro da Tradição oral, que lhe é anterior, a berçou e a acompanha, não tem problema para aceitar tudo que a Palavra de Deus ensina na Igreja Católica, à qual Cristo prometeu sua assistência infalível.

Mas, se o cristão não aceita a Palavra de Deus na sua totalidade oral e escrita, ficando apenas com a escrita (Bíblia), já não tem critérios objetivos para interpretar a Bíblia; cada qual dá à Escritura o sentido que ele julga dever dar, e assim se vai diluindo e pervertendo cada vez mais a Mensagem Revelada. A letra como tal é morta; é a Palavra viva que dá o sentido adequado a um texto escrito.

7. Menosprezo da Igreja

Jesus fundou sua Igreja e a entregou a Pedro e seus sucessores. Sim, Ele disse ao Apóstolo:

“Tu és Pedro e sobre essa pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos céus, e o que ligares na terra será ligado nos céus, e o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mt 16,18s).

Notemos: Jesus se refere à sua Igreja (Ele só tem uma Igreja) e Ele a entregou a Pedro… A Pedro e a seus sucessores, pois Pedro é o fundamento visível (“sobre essa pedra edificarei…”); ora, se o edifício deve ser para sempre inabalável, o fundamento há de ser para sempre duradouro; esse fundamento sólido não desapareceu com a morte de Pedro, mas se prolonga nos sucessores de Pedro, os Papas.

Ora, Lutero e seus discípulos desprezaram a Igreja fundada por Jesus, e fundaram (como até hoje ainda fundam) suas “igrejas”. Em consequência, cada “igreja” protestante é uma sociedade meramente humana, que já não tem a garantia da assistência infalível de Jesus e do Espírito Santo, porque se separou do tronco original.

A experiência mostra como essas ”igrejas” se contradizem e ramificam em virtude de discórdias e interpretações bíblicas pessoais dos seus fundadores; predomina aí o “eu acho” dos homens ou de cada “profeta” de denominação protestante.

Mas… as falhas humanas da Igreja não são empecilho para crer?

Em resposta devemos dizer que o mistério básico do Cristianismo é o da Encarnação; Deus assumiu a natureza humana, deixou/se desfigurar por açoites, escarros e crucificação, mas desta maneira quis salvar os homens. Este mistério se prolonga na Igreja, que São Paulo chama “o Corpo de Cristo” (Cl 1,24; 1Cor 12,27). A Igreja é humana; por isto traz as marcas da fragilidade humana de seus filhos, mas é também divina; é o Cristo prolongado; por isto os erros dos homens da Igreja não conseguem destruí-la; são, antes, o sinal de que é Deus quem vive na Igreja e a sustenta.

Numa palavra, o cristão há de dizer com São Paulo: “A Igreja é minha mãe” (cf. Gl 4,26). Ao que São Cipriano de Cartago (+258) fazia eco, dizendo: “Não pode ter Deus por Pai quem não tem a Igreja por Mãe” (“Sobre a Unidade de Igreja”, cap. 4).

Conclusão

A grande razão pela qual o Protestantismo se torna inaceitável ao cristão que reflete, é o subjetivismo que o impregna visceralmente. A falta de referenciais objetivos e seguros, garantidos pelo próprio Espírito Santo (cf. Jo 14,26; 16,13s), é o principal ponto fraco ou o calcanhar de Aquiles do Protestantismo. Disto se segue a divisão do mesmo em centenas de denominações diversas, cada qual com suas doutrinas e práticas, às vezes contraditórias ou mesmo hostis entre si.

0 Protestantismo assim se afasta cada vez mais da Bíblia e das raízes do Cristianismo (paradoxo!), levado pelo fervor subjetivo dos seus “profetas”, que apresentam um curandeirismo barato (por vezes, caro!) ou um profetismo fantasioso ou ainda um retorno ao Antigo Testamento com menosprezo do Novo.

Esta diluição do Protestantismo e a perda dos valores típicos do Cristianismo estão na lógica do principal fundador, Martinho Lutero, que apregoava o livre exame de Bíblia ou a leitura da Bíblia sob as luzes exclusivas da inspiração subjetiva de cada crente; cada qual tira das Escrituras “o que bem lhe parece ou lhe apraz”!

 

Dom Estêvão Bettencourt

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