RSS

Curso Bíblico – Isaías

Imagem relacionada

O profeta Isaías nasceu por volta de 765 a.C. Em 740, ano da morte do rei Ozias, ele recebeu, no Templo de Jerusalém, sua vocação profética, a missão de anunciar a ruína de Israel e de Judá como castigo das infidelidades do povo (6,1-13). Exerceu o ministério durante quarenta anos, dominados pela ameaça crescente que a Assíria fazia pesar sobre Israel e Judá. Distinguem-se quatro períodos entre os quais se pode, com maior ou menor certeza, distribuir os oráculos do profeta. — Os primeiros datam do período de poucos anos entre sua vocação e a subida de Acaz ao trono em 736. Isaías preocupava-se então sobretudo com a corrupção moral que a prosperidade tinha provocado em Judá (1-5 em boa parte). — O rei de Damasco, Rason, e o rei de Israel, Faceia, quiseram arrastar o jovem Acaz a uma coligação contra Teglat Falasar III, rei da Assíria. Diante de sua recusa, atacaram Acaz, o qual recorreu à Assíria. Isaías interveio então e debalde tentou opor-se a esta política por demais humana. Desta época data o “livrinho do Emanuel” (7,1-11,9 em grande parte, mas também 5,26-29 [?]; 17,1-6; 28,1-4). Após a falência de sua missão junto a Acaz, Isaías retirou-se da cena pública (cf. 8,16-18). — O recurso de Acaz a Teglat Falasar]] colocou Judá sob a tutela da Assíria e precipitou a ruína do reino do Norte. Depois da anexação duma parte do seu território em 734, a pressão estrangeira se agravou e, em 721, Samaria caiu em poder dos assírios. Em Judá, Ezequias sucedeu a Acaz. Era um rei piedoso, animado do espírito de reforma. Mas as intrigas políticas renasceram e desta vez buscaram o apoio do Egito contra a Assíria. Isaías, fiel a seus princípios, queria que recusassem toda aliança militar e que confiassem em Deus. Com este começo do reinado de Ezequias estão relacionados 14,28-32; 18; 20; 28,7-22; 29,1-14; 30,8-17. Após a repressão da revolta e a tomada de Azoto por Sargon (20), Isaías voltou ao silêncio. — Voltou a pregar em 705, quando Ezequias deixou-se levar a uma revolta contra a Assíria. Senaquerib assolou a Palestina em 701, mas o rei de Judá quis defender Jerusalém. Isaías sustentou-o em sua resistência e prometeu o socorro de Deus; a cidade foi salva efetivamente. Deste último período datam pelo menos os oráculos de 1,4-9 (?); 10,5-15.27b-32; 14,24-27 e as passagens de 28-32 que não foram associadas ao período precedente. Nada mais sabemos da carreira de Isaías depois de 700. Conforme uma tradição judaica, ele teria sido martirizado no tempo de Manassés.

Esta participação ativa nos assuntos de seu país faz de Isaías um herói nacional. É também poeta genial. O brilho do estilo, a novidade das imagens fazem dele o grande “clássico” da Bíblia. Suas composições têm força concisa, majestade e harmonia que jamais serão igualadas. Mas sua grandeza é antes de tudo religiosa. Isaías foi marcado para sempre pela cena de sua vocação no Templo, na qual teve a revelação da transcendência de Deus e da indignidade do homem. Sua ideia de Deus tem algo de triunfal e também de pavoroso: Deus é o Santo, o Forte, o Poderoso, o Rei. O homem é um ser manchado pelo pecado, do qual Deus pede reparação, pois Deus exige a justiça nas relações sociais e também a sinceridade no culto que se lhe tributa. Quer que o homem seja fiel. Isaías é o profeta da fé e, nas graves crises que a nação atravessa, pede que confiem só em Deus: é a única oportunidade de salvação. Sabe que a provação será dura, mas espera que sobreviva um “resto”, do qual o Messias será o rei. Isaías é o maior dos profetas messiânicos. O Messias que ele anuncia é um descendente de Davi, que fará reinar sobre a terra a paz e a justiça, e difundirá o conhecimento de Deus (2,1-5; 7,10-17; 9,1-6; 11,1-9; 28,16-17).

Gênio religioso tão grande, marcou profundamente sua época e fez escola. Suas palavras foram conservadas e sofreram acréscimos. O livro que traz seu nome é o resultado de um longo processo de composição, impossível de reconstituir em todas as suas etapas. O plano definitivo faz pensar no de Jeremias (segundo o texto grego) e no de Ezequiel: 1-12, oráculos contra Jerusalém e Judá; 13-23, oráculos contra as nações; 24-35, promessas. Mas este plano não é rígido; por outro lado, a análise demonstrou que o livro não segue senão imperfeitamente a ordem cronológica da carreira de Isaías. Foi formado a partir de diversas coleções de oráculos. Certos conjuntos remontam ao próprio profeta (cf. 8,16; 30,8). Seus discípulos, imediatos ou longínquos, reuniram outros conjuntos, glosando às vezes as palavras do mestre ou juntando-lhe acréscimos. Os oráculos contra as nações, agrupados em 13-23, incorporaram trechos posteriores, em particular 13-14, contra Babilônia (do tempo do Exílio). São acréscimos mais extensos: “o Apocalipse de Isaías” (24-27), que por seu gênero literário e por sua doutrina não pode ser situado antes do século V a.C.; uma liturgia profética posterior ao Exílio (33); um “pequeno Apocalipse” (34-35), que depende do Segundo Isaías. Enfim, é tido como apêndice o relato da atuação de Isaías durante a campanha de Senaquerib (36-39), tomado de 2Rs 18-19, com a inserção de um salmo pós-exílico atribuído a Ezequias (38,9-20).

O livro recebeu acréscimos mais consideráveis ainda. Os caps. 40-55 não podem ser obra do profeta do século VIII. Não só nunca é mencionado aí o seu nome, mas também o contexto histórico é posterior cerca de dois séculos: Jerusalém foi tomada, o povo se acha cativo em Babilônia, Ciro já está em cena e será o instrumento da libertação. Sem dúvida, a onipotência divina poderia transportar um profeta a um futuro longínquo, retirá-lo do presente e alterar suas imagens e seus pensamentos. Mas isso supõe o desdobramento da sua personalidade e o esquecimento dos contemporâneos — para os quais ele foi enviado — os quais não têm paralelo na Bíblia e são contrários à própria noção de profecia, a qual não faz intervir o futuro senão como ensinamento para o presente. Esses capítulos contêm a pregação dum anônimo, continuador de Isaías e grande profeta, como ele, o qual, na falta de um nome melhor, chamamos de Dêutero-Isaías
ou de Segundo Isaías. Pregou em Babilônia entre as primeiras vitórias de Ciro, em 550 a.C. — que levam a adivinhar a ruína do império babilônico — e o edito libertador de 538, que permitiu os primeiros retornos. A coletânea, sem ser efetivamente compósita, apresenta mais unidade que os caps. 1-39. Ela começa com o equivalente de uma narração de vocação profética (40,1-11) e termina com uma conclusão (55,6-13). Por causa das primeiras palavras: “Consolai, consolai meu povo” (40,1), deu-se-lhe o nome de “livro da Consolação de Israel”.

Com efeito, é esse seu tema principal. Os oráculos dos caps. 1-39 eram geralmente ameaçadores e cheios de alusões aos acontecimentos dos reinados de Acaz e de Ezequias; os dos caps. 40-55 estão desligados deste contexto histórico e são consoladores. O julgamento cumpriu-se na ruína de Jerusalém, o tempo da restauração está próximo. Será uma renovação completa e este aspecto é sublinhado pela importância dada ao tema de Deus criador, unido ao de Deus salvador. Um novo êxodo, mais maravilhoso do que o primeiro, reconduzirá o povo a uma nova Jerusalém, mais bela que a primeira. Esta distinção entre dois tempos, o das “coisas passadas” e o das “coisas vindouras”, marca o começo da escatologia. Comparando-se com o primeiro Isaías, o pensamento é mais teologicamente construido. O monoteísmo é afirmado doutrinalmente e a vaidade dos falsos deuses é demonstrada por sua impotência. A sabedoria e a providência insondáveis de Deus são postas em relevo. O universalismo religioso exprime-se claramente pela primeira vez. Essas verdades são anunciadas num tom inflamado e com um ritmo breve, que manifestam a urgência da salvação.

No livro estão inseridas quatro peças líricas, os “cânticos do Servo” (42,1-4 [5-9]); 49,1-6; 50,4-9 [10-11]; 52,13-53,12). Eles apresentam um perfeito servo de Iahweh, que reúne o seu povo e é a luz das nações, que prega a verdadeira fé, expia por sua morte os pecados do povo e é glorificado por Deus. Essas passagens estão incluídas entre as mais estudadas do Antigo Testamento, e não existe acordo nem quanto à sua origem nem quanto ao seu significado. A atribuição dos três primeiros cânticos ao Segundo Isaías é muito verossímil; é possível que o quarto seja obra de um dos seus discípulos. A identificação do Servo é muito discutida. Muitas vezes se tem visto nele uma figura da comunidade de Israel, à qual outras passagens do Segundo Isaías dão, de fato, o título de “servo”. Mas os traços individuais são marcados demais e é por isso que outros exegetas, que formam atualmente a maioria, reconhecem no Servo uma personagem histórica do passado ou do presente; nesta perspectiva, a opinião mais atraente é a que Identifica o Servo com o próprio Segundo Isaías; o quarto cântico teria sido acrescentado após sua morte. Combinaram-se assim as duas interpretações, considerando o Servo como um indivíduo que incorporava os destinos do seu povo.

Seja como for, uma interpretação que se limitasse ao passado ou ao presente não explicaria suficientemente os textos. O Servo é o mediador da salvação que virá e isso justifica a interpretação messiânica, que uma parte da tradição judaica dava destas passagens, afora o aspecto do sofrimento. São, ao contrário, os textos sobre o Servo sofredor e sua expiação vicária que Jesus utilizou, aplicando-os a si próprio e à sua missão (Lc 22,19-20.37; Mc 10,45); e a primeira pregação cristã reconheceu nele o Servo perfeito anunciado pelo Segundo Isaías (Mt 12,17-21; Jo 1,29).

A última parte do livro (caps. 56-66) tem sido considerada como obra de outro profeta, denominado “Trito-Isaías”, Terceiro Isaías. Hoje, geralmente, reconhece-se que é uma coletânea diversificada. O Salmo de 63,7-64,11 parece anterior ao fim do Exílio; o oráculo de 66,1-4 é contemporâneo da reconstrução do Templo, por volta de 520 a.C. O pensamento e o estilo dos caps. 60-62 aparentam-nos muito estreitamente com o Segundo Isaías. Os caps. 56-59, em seu conjunto, podem datar do século V a.C. Os caps. 65-66 (exceto 66,1-4), que têm forte sabor apocalíptico , foram datados da época grega por certos exegetas, mas outros os situam no tempo imediatamente posterior ao retorno do Exílio. Considerada globalmente, essa terceira parte do livro apresenta-se como obra dos continuadores do Segundo Isaías; é o último produto da tradição isaiana, que prolonga a ação do grande profeta do século VIII.

Foi encontrado numa gruta, à beira do mar Morto, um manuscrito completo de Isaías, que data provavelmente do século II antes de nossa era, o qual se afasta do texto massorético por sua ortografia particular e por determinadas variantes, algumas das quais são úteis para estabelecer o texto. São indicadas nas notas pela sigla 1QIs.

 
Deixe um comentário

Publicado por em 03/12/2016 em Uncategorized

 

O Mal da Pornografia

O mal da pornografia

A pornografia “não escolhe” idade, credo, cor, fé, sexo, profissão ou classe social para fisgar. Ela está presente na tv, rádio, cinema, livros, revistas, internet, banners, etc… de forma direta ou subliminar. E assim esse mal entra sorrateiramente nas casas e na vida de muitos que se deixam seduzir, destruindo casamentos, incentivando à violência sexual e tirando a inocência de muitas crianças.

Há quem diga que a pornografia não faz mal algum e que sua repulsa pelos religiosos (neste caso, os cristãos) é apenas fundamentalismo e fanatismo. Será?

O Catecismo da Igreja Católica afirma que “entre os pecados gravemente contrários à castidade, é preciso citar a masturbação, a fornicação, a pornografia e as práticas homossexuais” (n.2396). São Paulo afirma aos Efésios: “Entre vocês não deve haver nem sequer menção de imoralidade sexual nem de qualquer espécie de impureza nem de cobiça; pois estas coisas não são próprias para os santos. Não haja obscenidade nem conversas tolas nem gracejos imorais, que são inconvenientes, mas, ao invés disso, ação de graças” (Ef 5,3-4). Se nós não devemos nem sequer mencionar a imoralidade sexual como forma de diversão, quanto mais ler ou assistir esse tipo de conteúdo.

A pornografia não é mera fraqueza privada e muito menos prazer legítimo, mas é uma grave ofensa. Ela tem um efeito devastador no cérebro humano, pois suas imagens ficam gravadas em nossa mente e nos acompanham durante anos ou durante toda a vida. O interessante é que uma simples olhada em imagens, vídeos pornográficos ou fotos sensuais podem inocular, em nossa mente, um efeito constante, ou seja, basta fechar os olhos e ter acesso àquilo que foi visto, registrado.

A prática da pornografia leva à uma profunda deturpação do que é um homem e uma mulher de verdade. Cria-se a ilusão do prazer, a alienação do outro como um dom e sujeito de dignidade, cria a fantasia de que o ser humano é uma máquina a ser manipulada na obtenção máxima de prazer, custe o que custar. A pessoa que pratica hábitos de pornografia vive a frustração, pois nunca terá, na vida real, a promessa daquela revista e daquele vídeo. Ela rouba a capacidade de amar de verdade, pois fará seus olhos e mente pararem naquilo que é vazio e montado, nos leva a um sentimento de culpa, de insatisfação e descontentamento constantes. Infelizmente, não estamos sendo educados para o amor verdadeiro, mas para a ilusão de que o prazer responderá às angústias de nosso coração! Não…

É importante lembrar que somos visuais, e as imagens entram em nosso cérebro fazendo verdadeiras catástrofes. É preciso assumir tal fraqueza, encarar que não se tem controle referente a isso, pois só assim saberá o quanto foi atingido e o tamanho da ferida!

E não há como querer vencer sozinho. Depois de assumir o problema, é hora de buscar ajuda. Encontrar alguém maduro afetivamente, com quem você possa se abrir, dizendo de suas fraquezas. Um bom diretor espiritual e um confessor ajudarão muito! Pecado se vence na confissão! Ter uma vida de oração e sacramentos, ler a Palavra de Deus e buscar a Eucaristia. A adoração a Jesus Eucarístico é um ótimo remédio. Ficar, ali, durante alguns minutos, vendo o Senhor e apresentando a Ele sua mente e seus desejos vai, aos poucos, limpar a sujeira que entrou pelos seus olhos.

Às vezes, na luta contra o pecado, as pessoas se tornam obcecadas e pensam que até o que sentem é pecado. Não é assim! O pecado está em “consentir” e não em “sentir”. Admirar a beleza do outro não é pecado. Pecado é quando eu pego essa beleza, que entrou em mim, e a manipulo, desejo-a e a deixo dominar meus pensamentos. No entanto, o que posso fazer, ao sentir isso, é louvar a Deus por minha afetividade viva e ativa, louvá-Lo pela beleza da criação e da criatura. Canalizar o desejo em Deus! Com Ele e Nele podemos vencer tudo, afinal: Se Deus é por nós, quem será contra nós? (Rm 8:31).

 
Deixe um comentário

Publicado por em 03/12/2016 em Uncategorized

 

ABORTO: O QUE A IGREJA ENSINA!

Aborto-não2
Muitos de nós, católicos, se veem inseguros e muitas vezes questionam a própria Igreja Católica, pois não conhecem a fundo o que ela ensina. É melhor sermos poucos católicos coerentes do que católicos meia-boca que criticam a sua própria fé sem conhecê-la! Segue, então, vários documentos publicados que vão nos esclarecer, e muito, sobre esse tema tão polêmico!
Desde os inícios, o cristianismo afirmou a ilicitude moral de todo aborto provocado. A Didaché, texto do século I, atribuído aos Apóstolos, considerado o primeiro catecismo da religião cristã, ensinava: “Não matarás o fruto do ventre por aborto, e não farás perecer a criança já nascida” (Didaché 2,2).
O CATECISMO DA IGREJA CATÓLICAtambém nos fala sobre o aborto. Lendo estes parágrafos abaixo, podemos entender melhor a nossa doutrina.
§2270 – A vida humana deve ser respeitada e protegida de maneira absoluta a partir do momento da concepção. Desde o pri meiro momento de sua existência, o ser humano deve ver reconhecidos os seus direitos de pessoa, entre os quais o direito inviolável de todo ser inocente à vida.
§2271 – Desde o século I, a Igreja afirmou a maldade moral de todo aborto provocado. Este ensinamento não mudou. Continua invariável. Deus, senhor da vida, confiou aos homens o nobre encargo d preservar a vida, para ser exercido de maneira condigna ao homem Por isso a vida deve ser protegida com o máximo cuidado desde a concepção. O aborto e o infanticídio são crimes nefandos (Concílio Vaticano II, Constituição pastoral Gaudium et spes, 51,3: AAS 58 (1966) 1072).
§2272 – A cooperação formal para um aborto constitui uma falta grave. A Igreja sanciona com uma pena canônica de excomunhãoeste delito contra a vida humana. “Quem provoca aborto, seguindo-se o efeito, incorre em excomunhão latae sententiae” “pelo próprio fato de cometer o delito” e nas condições previstas pelo Direito. Com isso, a Igreja não quer restringir o campo da misericórdia. Manifesta, sim, a gravidade do crime cometido, o prejuízo irreparável causado ao ‘inocente morto, a seus pais e a toda a sociedade.
§2273– “No momento em que uma lei positiva priva uma categoria de seres humanos da proteção que a legislação civil lhes deve dar, o estado nega a igualdade de todos perante a lei. Quando o Estado não coloca sua força a serviço dos direitos de todos os cidadãos, particularmente dos mais fracos, os próprios fundamentos de um estado de direito estão ameaçados… Como conseqüência do respeito e da proteção que devem ser garantidos à criança desde o momento de sua concepção, a lei deverá prever sanções penais apropriadas para toda violação deliberada dos direitos dela.”
Visto que deve ser tratado como uma pessoa desde a concepção, o embrião deverá ser defendido em sua integridade, cuidado e curado, na medida do possível, como qualquer outro ser humano.
§2274 – O diagnóstico pré-natal é moralmente licito “se respeitar a vida e a integridade do embrião e do feto humano, e se está orientado para sua salvaguarda ou sua cura individual… Está gravemente em oposição com a lei moral quando prevê, em função dos resultados, a eventualidade de provocar um aborto. Um diagnóstico não deve ser o equivalente de uma sentença de morte”.
“Devem ser consideradas lícitas as intervenções sobre o embrião humano quando respeitam a vida e a integridade do embrião e não acarretam para ele riscos desproporcionados, mas visam à sua cura, à melhora de suas condições de saúde ou à sua sobrevivência individual.”
“É imoral produzir embriões humanos destinados a serem ex plorados como material biológico disponível.”
§2275– “Certas tentativas de intervenção sobre o patrimônio cromossômico ou genético não são terapêuticas, mas tendem à produção de seres humanos selecionados segundo o sexo ou outras qualidades preestabelecidas. Essas manipulações são contrárias à dignidade pessoal do ser humano, à sua integridade e à sua identidade” única, não reiterável.
CONSTITUIÇÃO PASTORAL “GAUDIUM ET SPES” – GS (O Respeito para com a Pessoa Humana)
GS 51 – Existem os que ousam trazer soluções desonestas a esses problemas e não recuam até mesmo diante da destruição da vida. (…) Deus, com efeito, que é o Senhor da vida, confiou aos homens o nobre encargo de preservar a vida para ser exercido de
maneira condigna do homem. Por isso a vida deve ser protegida com o máximo cuidado desde a concepção.
CARTA ENCÍCLICA “SOBRE O VALOR E A INVIOLABILIDADE DA VIDA HUMANA”
A vida humana é sagrada porque, desde a sua origem, supõe “a ação criadora de Deus” e mantém-se para sempre numa relação especial com o criador, seu único fim.
VALORES BÁSICOS DA VIDA E DA FAMÍLIA – DOCUMENTOS DA CNBB (Nº 18)
Em uma sociedade onde a violência cresce todos os dias e a vida é sempre mais desvalorizada, o aborto emerge como uma das formas mais cruéis de violência contra a vida humana, crime que brada aos céus.
Assim amados, nossa amada Igreja visa apenas a proteção da vida, a vivência da misericórdia e estimulação da sacralidade da vida. Vamos dar um grande basta ao aborto, essa grande arma do maligno contra o que Deus nos deu.
 
Deixe um comentário

Publicado por em 03/12/2016 em Uncategorized

 

O que a Igreja diz sobre homossexualismo?

Resultado de imagem para a hosexualidade e a igreja

Existem muitas pessoas lutando para viver a vontade de Deus na sua afetividade e na sua sexualidade. Trouxemos hoje uma matéria sobre o homossexualismo, à luz da nossa igreja católica, para ajudar as pessoas que têm dúvidas sobre esse assunto e também para orientar e direcionar nossos irmãos que lutam contra a tendência homossexual.

O que nos diz o catecismo da igreja católica?

§2357 – “A homossexualidade designa as relações entre homens e mulheres que sentem atração sexual, exclusiva ou predominante, por pessoas do mesmo sexo. A homossexualidade se reveste de formas muito variáveis ao longo dos séculos e das culturas. A sua gênese psíquica continua amplamente inexplicada. Apoiando-se na Sagrada Escritura, que os apresenta como depravações graves (Gn 19,1-29; Rm 1,24-27; 1Cor 6,9-10; 1Tm 1,10), a tradição sempre declarou que “os atos de homossexualidade são intrinsecamente desordenados” (CDF, decl. Persona humana, 8). São contrários à lei natural. Fecham o ato sexual ao dom da vida. Não procedem de uma complementaridade afetiva e sexual verdadeira. Em caso algum podem ser aprovados”.

A prática do homossexualismo e do lesbianismo são desordens no plano de Deus. A tendência de procurar a pessoa do mesmo sexo tem raízes que a própria ciência ainda não compreende bem as causas, além das razões de ordem educacional.

Precisamos entender que a tendência homossexual não é pecado, mas que as práticas dos atos sexuais é pecado grave. Duas pessoas do mesmo sexo se relacionando gera um conflito com a lei natural; pois, um homem com um homem não podem gerar um filho. Deus criou dois sexos diferentes para se completarem mutuamente e gerarem vida!

O que fazer se trago essa tendência dentro de mim?

§2359 – “As pessoas homossexuais são chamadas à castidade. Pelas virtudes de autodomínio, educadores da liberdade interior, às vezes pelo apoio de uma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem se aproximar, gradual e resolutamente, da perfeição cristã”.

Você é chamado a viver a castidade, a buscar com todas as forças a viver a santidade. Não será fácil, mas Deus te dará as graças necessárias para que você não saia da sua santa vontade. Assim como Cirineu ajudou Cristo a carregar a sua cruz, Cristo também lhe ajudará a carregar a sua.

Não se deixe contagiar pela cultura gay, mas busque em tudo viver a santidade. A palavra de Deus, a eucaristia, a confissão, a oração e o santo terço serão teu alimento e teu escudo nessa luta.

Conheço pessoas homossexuais, o que posso fazer?

§2358 – “Um número não negligenciável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente enraizadas. Esta inclinação objetivamente desordenada constitui, para a maioria, uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza.  Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus em sua vida, e se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa de sua condição”.

 

Assim como o coração da igreja está aberto para acolher os homossexuais o nosso coração também está! Amá-los e respeitá-los é uma atitude natural de todos nós cristãos. Não podemos alimentar nenhuma forma de preconceito com essas pessoas, pois eles são seres humanos, filhos de Deus e nossos irmãos.

 

 
Deixe um comentário

Publicado por em 03/12/2016 em Uncategorized

 

O que acontecerá após a Morte ?

Resultado de imagem para ceu inferno purgatorio

 

Jesus Cristo honra e engrandece Sua Igreja com três importantes ministérios: de Redentor, de Protetor, e de Juiz. Ele remiu o gênero humano pela Sua Paixão e morte, e que pela Ascensão Se tornou o perpétuo advogado e defensor de nossa causa. No Juízo, naquele dia supremo, Cristo Nosso Senhor, há de julgar todo o gênero humano.

As Sagradas Escrituras atestam que são duas as vindas do Filho de Deus. A primeira foi quando assumiu carne, para nos salvar, e Se fez Homem no seio da Virgem; a segunda será, quando vier para julgar todos os homens, na consumação dos séculos.

Nas Escrituras, esta segunda vinda se chama “Dia do Senhor” (1Pd 3,10), do qual diz o Apóstolo: “ O Dia do Senhor há de vir como um ladrão de noite” (1 Ts 5,2). “Aquele dia, porém, e aquela hora, ninguém os conhece” – declara o próprio Salvador (Mt 24,36).

Em prova do Juízo Final, basta citar esta passagem do Apóstolo: “ Todos nós  teremos de comparecer perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba em retribuição do bem ou mal, que tiver praticado em sua vida terrena” (2 Cor 2,5; Rm 14,10).

Juízo Particular. Antes de falar no Juízo Particular, negado pelos hereges, precisamos entender a constituição do ser humano.
A biologia mostra que o início da vida humana se da no momento em que o espermatozoide masculino fecunda o óvulo feminino (concepção). Neste momento, nos ensina a Igreja , que Deus infunde no homem a alma racional, que na verdade é a própria vida, por isso o ser humano é um ser animado ( dotado de ânima (latim) = alma (hebraico) = vida (português)).

Agora que sabemos que a vida não é própria do corpo material – se fosse, uma cadeira seria um ser animado também – e sim da alma, esta que sustenta o corpo, devemos lembrar que realidades opostas não ocorrem simultaneamente (subir e descer, seguir a direita e esquerda ao mesmo tempo), logo, sendo a alma a própria vida, esta é imortal, na saída da alma o corpo vem a óbito, pois é só matéria animada.

OBS: A alma humana por ser espiritual é imortal ao contrario dos animais e vegetais, que também tem alma, porém, estas são irracionais não tem potência intelectiva por isso se encerram junto com a vida dos mesmos.

Diante do exposto, fica claro que, com o falecimento do corpo físico, a alma imortal que o dava vida terá que viver eternamente em algum lugar, daí vem  das Escrituras a revelação do Juízo Particular: Como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo (Hb 9,27), se o corpo já está sem vida, é lógico que esse juízo pós morte é da alma.

A primeira ocasião é o momento em que cada um de nós deixa este mundo; a alma é levada incontinente ao tribunal de Deus, onde se examina com a máxima justeza, tudo o que o homem jamais fez, disse, e pensou em sua vida. Este é o Juízo Particular.

O Juízo Universal. A segunda ocasião, porém, há de ser quando todos os homens terão que comparecer juntos no mesmo dia e no mesmo lugar, perante o tribunal do juiz, para que, na presença de todos os homens de todos os séculos, cada um venha saber a sentença, que a seu respeito foi lavrada.

Para os ímpios e malvados, esta declaração de sentença não constituirá a menor parte de suas penas e castigos; ao passo que os virtuosos e justos nela terão uma boa parte de sua alegria e galardão. Naquele instante, será pois revelado o que foi cada indivíduo, durante a sua vida mortal. Este Juízo chama universal.

A necessidade do Juízo universal se deve pois, os mortos deixam às vezes filhos que  imitam os pais; parentes e discípulos que seguem e propagam seus exemplos em palavras e obras. Esta circunstância deve aumentar os prêmios ou castigos dos próprios mortos, para que cada qual veja o alcance de suas responsabilidades sociais.

Tais influências, de caráter benéficos ou maléficos, não acabará senão quando romper o último dia do mundo. Convinha, pois,  uma perfeita averiguação. O que, porém, não seria possível sem um julgamento geral de todos os homens.

Outro motivo ainda. Muitas vezes, os justos são lesados em sua reputação, porquanto os ímpios passam por grandes virtuosos. Pede a divina justiça que, numa convocação para público julgamento de todos os homens, possam os justos recuperarem a boa fama, que lhes foram iniquamente roubada aos olhos do mundo.

Além disso, em tudo o que façam durante a vida, os bons e os maus não prescindem da cooperação de seus corpos. Daí decorre, necessariamente, que as boas ou más ações devem atribuir-se também aos corpos, que delas foram instrumentos.

Era, pois, de suma conveniência que os corpos partilhassem, com as almas, dos prêmios da eterna glória ou dos suplícios. Isto so pode acontecer com a ressurreição de todos os homens num julgamento universal.

Como a fortuna e a desgraça, não fazem escolha entre bons e maus, era necessário provar que tudo é dirigido e governado pela infinita sabedoria e justiça de Deus. Convinha, pois, só reservar prêmios aos bons e castigos aos maus, na vida futura, mas também decretá-los num juízo público e universal, que os tornasse mais claros e evidentes a todos os homens.

Desta forma, todos renderão louvor a Deus pela sua justiça e providência, em desagravo daquela injustiça ou queixa com que as vezes os próprios Santos, por fraqueza humana, ao verem os maus na posse de grandes cabedais e dignidades.

O profeta dizia: “Meus pés estiveram a ponto de vacilar. Por pouco se não se transviaram os meus passos, porque me enchi de zelo contra os maus quando observava a vida bonançosa dos pecadores” (Sl 72,12-14).

Por conseguinte, era preciso haver um Juízo Universal, a fim de que os homens se não pusessem a comentar que Deus passeia pelos quadrantes do céu, e que pouco Lhe dar a sorte das coisas terrenas (Jó 22,14).

Sobretudo, era mister que a lembrança do juízo alentasse os bons, e aterrasse os maus. Conhecendo a justiça de Deus, aqueles não viriam a desfalecer; estes seriam arredados do mal, graças ao temor e à expectação dos eternos castigos.

O Juiz. A Cristo Nosso Senhor foi entregue o julgamento, não só enquanto Deus, mas também enquanto homem. Ainda que o poder de julgar é comum a todas as Pessoas da Santíssima Trindade, contudo o atribuímos ao Filho de modo particular, por dizermos que Lhe compete também a sabedoria. Uma declaração do Senhor confirma que Ele, enquanto Homem, há de julgar o mundo: “ Assim como o Pai tem a vida em Si mesmo, assim concedeu também ao Filho ter a vida em Si mesmo; conferiu-Lhe o poder de julgar, por que é o Filho do Homem”(Jo 5,26).

Fica muito bem que esse Juízo seja efetuado por Cristo Nosso Senhor. Já que os julgados são homens, ser-lhes-á possível ver o juiz com os olhos corporais e com os próprios ouvidos escutar a sentença que lhes for lavrada.

De mais a mais, era de suma justiça que aquele Homem, que fora condenado pela mais iníquas das sentenças humanas, crucificado e morto pelos Judeus, tomasse assento à vista de todos, para julgar todos os homens.

Como sinais que precedem o Juízo, as Sagradas Escrituras enumeram três principais: a pregação do evangelho pelo mundo inteiro, a apostasia e o anticristo.

Com efeito, assim falou Nosso Senhor: “ Será pregado este Evangelho do Reino por todo o mundo, para servir de testemunho a todos os povos, e depois a de vir a consumação” (Mt 24,14). E o Apóstolo nos adverte que ninguém se iluda, “como se o Dia do Senhor” (1Ts 2,2); porquanto não se fará o Juízo, “ sem que venha antes a apostasia, e tenha aparecido o homem do pecado” (2Ts 2,3).

Sentença dos bons. Cristo Nosso senhor lançará um olhar de jubilosa complacência para os justos colocados à direita, e com extremos de bondade lhes dirá a seguinte sentença: “Vinde, benditos de Meu Pai, tomai posse do Reino, que vos está preparado desde o princípio do mundo” (Mt 25,34). Esta sentença chamam os bons e justos, da labuta ao descanso, deste vale de lágrimas aos cimos da alegria, das tribulações à eterna bem-aventurança, que eles merecem por suas obras de caridade.
Sentença dos maus. Àqueles que estarão à esquerda, lançará sobre eles o rigor de Sua Justiça: “ Apartai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno que foi preparado ao demônio e seus anjos” (Mt 25,41).As palavras – “apartai-vos de mim” – exprimem a maior das penas que atingirá os maus, quando forem lançados o mais longe possível da presença de Deus.

A pena do dano. É a pena que os teólogos assim chamam porque os réprobos no inferno ficarão para sempre privados da luminosa visão de Deus.

O acréscimo “malditos” agrava-lhes a miséria e desgraça de uma maneira pavorosa. Como não lhes é dado esperar consolo semelhante para mitigar sua desgraça, de pleno direito a justiça divina os perseguirá, com todas as maldições, a partir do momento em que são repudiados.

A pena dos sentidos. Seguem-se as palavras: “ para o fogo eterno”. É a segunda pena, porque empolga os sentidos do corpo, como acontece nos açoites e flagelações, e outros gêneros mais pesados.

A tortura do fogo causa a intensa sensação de dor. Como tal suplício deve durar para todo o sempre, temos uma prova de que o castigos dos réprobos concentra em si todos os suplícios possíveis.

As últimas palavras: “ que foi preparado para o demônio e seus anjos”. Por índole nossa, não sentimos tanto sofrimentos, quando temos algum parceiro a repartir conosco o infortúnio, e que até certo ponto nos assiste e conforta, com sua prudência e bondade. Qual não será, porém, a miséria dos condenados uma vez que, uma vez que em tantas aflições não poderão jamais apartar-se da companhia dos mais perversos  demônios?
Catecismo Romano. I Parte: Do Símbolo dos Apóstolos; Artigo 7.

 
Deixe um comentário

Publicado por em 29/11/2016 em Uncategorized

 

AS PRIMEIRAS LITURGIAS

Resultado de imagem para AS PRIMEIRAS LITURGIAS.

“Eles mostravam-se assíduos ao

ensinamento dos apóstolos à comunhão

fraterna, à fração do pão e às orações”. (At 2,42).

Nossa liturgia tem sua origem (fato): A nossa liturgia tem a sua origem na última ceia de Jesus Cristo com o grupo dos 12 apóstolos. Dela falam os evangelistas Mateus (26,26-28) Durante a refeição  , Jesus tomou o pão e, depois de ter pronunciado a bênção, ele o partiu; depois, dando-o aos discípulos, disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo A seguir, tomou uma taça e, depois de ter dado graças, deu-a a eles, dizendo: Bebei dela todos, pois isto é o meu sangue, o sangue da Aliança, derramado em prol da multidão, para o perdão dos pecados Marcos (14,22-25)  e Lucas (22,19-20) e o apóstolo Paulo (1Cor 11,23-25). Eles ainda apresentam o pedido de Jesus “Fazei isto em memória de mim”.

Liturgia será sempre memória: De Jesus Cristo. Ou melhor, da sua Paixão e morte, ressurreição e ascensão. Para nós a celebração eucarística é um “memorial” – nela recordamos a ceia de Jesus na véspera de sua morte, na qual se entregou ao Pai por nós.

As Primeiras Liturgias nas primeiras comunidades: As primeiras liturgias das comunidades primitivas eram bem celebradas e participativas; conservavam um sabor especial que era a presença viva de Jesus. Celebravam nas casas, entre as famílias.

Os alimentos, os cantos, a música, tudo era parte das pessoas e não algo estranho a elas. A Eucaristia era, acima de tudo, a recordação viva do mestre Jesus. E essa recordação era para ser confrontada com a vida pessoal de cada um e com a vida da comunidade. O mais importante em tudo isto era a viva participação de todos: “Quando estais reunido, cada um de vós, pode cantar um canto, proferir um ensinamento ou uma revelação… mas que tudo se faça para a edificação” (1Cor 14,26).

Entre os primeiros Cristão já havia uma rito da palavra: Os primeiros Cristãos reunidos para a liturgia tinham a consciência de que a pregação dos apóstolos era a Palavra de Deus. Após ouvir com atenção, a pregação dos apóstolos, eles celebravam a ceia do Senhor. Assim, desde o inicio, a palavra anunciada antecede à celebração Eucarística.

Porque os cristãos das comunidades primitivas tinham o costume de reunir-se no domingo? Porque foi no domingo – “o primeiro dia da semana” – que o Senhor Jesus Cristo Ressuscitou.

“Devido à tradição apostólica que tem sua origem no dia mesmo da Ressurreição de Cristo, a Igreja celebra cada oitavo dia o Mistério Pascal. Esse dia Chamava-se justamente  dia do Senhor ou domingo. Neste dia, pois, os cristãos devem reunir-se para, ouvindo a Palavra de Deus e participando da Eucaristia, lembrarem-se da Paixão, Ressurreição e Glória do Senhor

Jesus e darem graças a Deus que os  regenerou para a viva esperança, pela Ressurreição de Jesus Cristo de entre os mortos.” (1Pd 1,3).Por isso, o domingo é um dia de festa primordial que deve ser lembrado e inculcado à piedade dos fieis, de modo que seja também uma dia de alegria e de descanso do trabalho”.  ( cf. SC, 106).

 

O modo como as primeiras comunidades celebravam a eucaristia? (Atos 2,42-47) Eles eram assíduos ao ensinamento dos apóstolos e à comunhão fraterna, à fração do pão e às orações • O temor se apoderava de todo mundo: muitos prodígios e sinais se realizavam pelos apóstolos. Todos os que abraçaram a fé • estavam unidos •  e tudo partilhavam. Vendiam as suas propriedades e os seus bens para repartir o dinheiro apurado entre todos, segundo as necessidades de cada um. De comum acordo, iam diariamente ao Templo •  com assiduidade: partiam o pão em casa, tomando o alimento com alegria e simplicidade de coração. Louvavam a Deus e eram favoravelmente aceitos por todo o povo •  . E o Senhor ajuntava cada dia à comunidade os que encontravam a salvação.

O que aprendemos da Liturgia dos primeiros Cristãos: Os primeiros cristãos não apenas celebravam a liturgia, mas vivia a liturgia. Do se comportamento podemos retirar algumas lições para nós, hoje:

Ä  Constata-se, em primeiro lugar, uma estreita ligação entre a celebração e a vida deles. A celebração da entrega do Corpo e Sangue do Senhor Jesus era a expressão da doação de suas vidas pelos outros. Todos se preocupavam pelos problemas de todos “Um por todos e todos por um”.

Ä  Descobre-se também a presença de uma comunidade ativa por ocasião das celebrações, de onde se tirava força para viver a mensagem libertadora de Jesus Cristo.

Ä  Denuncia-se ainda a barreira que impede a celebração autêntica: o egoísmo de alguns ricos que se uniam em grupos fechados e marginalizavam os pobres. Aparece a exigência da mudança de vida, para que a Eucaristia seja, de fato, sinal e instrumento de transformação social, para criar verdadeira comunhão e não apenas reunião.  (cf  1Cor 11,17-34).

(1Cor 11, 17-26).  Isto posto, eu não tenho de que vos felicitar: as vossas reuniões, muito ao invés de vos fazer progredir, vos prejudicam. Primeiramente, quando vos reunis em assembléia, há entre vós divisões, dizem-me, e creio que em parte seja verdade:  é mesmo necessário que haja cisões entre vós, a fim de que se veja quem dentre vós resiste a essa provação •  . Mas quando vos reunis em comum, não é a ceia do Senhor que tomais.  Pois na hora de comer, cada um se apressa a tomar a própria refeição •  , de maneira que um tem fome, enquanto o outro está embriagado •  . Então, não tendes casas para comer e beber? Ou desprezais a Igreja de Deus, e quereis afrontar os que não têm nada? Que vos dizer? É preciso louvar-vos? Não, neste ponto eu não vos louvo.

 

De fato, eis o que eu recebi do Senhor•, e o que vos transmiti•: o Senhor Jesus, na noite em que foi entregue, tomou pão, e após ter dado graças, partiu-o e disse: Isto é o meu corpo, em prol de vós•,fazei isto em memória de mim• . Ele fez o mesmo quanto ao cálice, após a refeição, dizendo: Este cálice é a nova Aliança no meu sangue; fazei isto todas as vezes que dele beberdes, em memória de mim. Pois todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha.

Ä  Sente-se a ligação entre a missa e Igreja: pela Eucaristia a Igreja se constrói anunciando, denunciando e vivendo Jesus.

 
Deixe um comentário

Publicado por em 29/11/2016 em Uncategorized

 

O que é Escatologia?

A Escatologia pode ser definida como um termo moderno que indica a parte da Teologia que considera as fases ‘finais’ ou ‘extremas’ da vida humana ou do mundo: morte, juízo universal, pena ou castigo extraterrenos e fim do mundo. Os filósofos usam, às vezes, esse termo para indicar a consideração dos estágios finais do mundo ou do gênero humano (Abbagnano, 1999). Ela está inserida na Antropologia Teológica que trata do homem a partir da visão de Deus. Diante disso, é óbvio que ocupa uma segunda posição em relação à Teologia, que deve ser primeiramente Teocêntrica e Cristocêntrica.

Todavia, a escatologia se reveste de importância quando pretende responder ao questionamento básico de todos os seres humanos: “o que há depois da morte?”. Porém, toda e qualquer reflexão filosófica é insuficiente para explicar ou mesmo entender tudo o que Deus tem para o homem.

Mas, como está escrito, o que os olhos não viram, os ouvidos não ouviram e o coração do homem não percebeu, isso Deus preparou para aqueles que o amam (I Cor 2, 9).

Qual é, então, o desejo de Deus para o homem?

Segundo o Catecismo da Igreja Católica, em seu número 01: “Deus, infinitamente Perfeito e Bem-aventurado em si mesmo, em um desígnio de pura bondade, criou livremente o homem para fazê-lo participar de sua vida bem-aventurada”. Ou seja, o ser humano tem uma finalidade que supera a sua natureza, assim, todos os homens são chamados por Deus para participar de Sua natureza divina.

Desta forma, a Escatologia estuda a natureza humana e o seu destino divino, dado por Deus gratuitamente. É por isso que somente por meio da Revelação divina é que se pode estudar a escatologia vez que o assunto supera o entendimento e a capacidade humana de compreensão. A esperança humana do novo céu e da nova terra será a realização definitiva do projeto de Deus de reunir, sob um só chefe, Cristo, todas as coisas, as que estão no céu e as que estão na terra. Neste universo novo, a Jerusalém celeste, Deus terá uma morada entre os homens (…). Para o homem, esta consumação “será a realização última da unidade do gênero humano, querida por Deus desde a criação e da qual a Igreja peregrinante era como o sacramento (…). A visão beatífica, na qual Deus se revelará de maneira inesgotável aos eleitos, será fonte inexaurível de felicidade, de paz e de comunhão mútua” (CIC 1043, 1044, 1045).

 
Deixe um comentário

Publicado por em 29/11/2016 em Uncategorized