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Mentes manipuladas pela teologia da prosperidade

Atualmente vivemos submersos em uma sociedade em que há incontáveis quantidades de senhores. Falamos dos soberanos de empresas religiosas aqui e dos dominadores das consciências acolá. E assim, determinadas realidades vão sendo construídas nas quais as pessoas valem mais por aquilo que produzem e fazem do que pelo que são de fato. Na civilização do mercado, evidencia-se o detrimento constante em relação à verdade mais profunda do ser humano: sua dignidade, seus valores, sua história. No entanto, a tradição ultramoderna faz com que a pessoa seja deixada de lado, para que a primazia do poder possa se elevar sobre toda e qualquer realidade existencial importante. Quantas mentes são manipuladas pela chamada teologia da prosperidade, e, deste modo, vamos construindo uma cultura de títulos, em que até mesmo o título passa a denominar quem é a pessoa humana em sua totalidade? Conseqüentemente, para estes últimos, perder um título é perder uma identidade. Não possuir mais o título adquirido é permitir o esmaecimento da própria história. Sem título não há pessoa, é o que prega o atual sistema sociocultural e também neopentecostal, que somos convidados a transformar mediante a escola evangélica do serviço livre e desinteressado de Jesus de Nazaré.

Neste sentido, podemos falar do título primordial de Jesus como contestação a um conjunto de verdades inventadas pela lei do mercado neoliberal. Para tal, é a comunidade primitiva dos cristãos que nos orienta na proclamação de que Jesus é o único Senhor! Destarte, proclamar o senhorio de Jesus é, ao mesmo tempo, reconhecer sua condição divina emanada das trilhas históricas de Nazaré e, por conseguinte, entremostrar sua dimensão de serviço testemunhada no lava-pés. A partir de então, o Senhorio de Jesus torna-se uma verdade de fé, testemunhada até mesmo com o sangue dos mártires. Estes últimos entregavam a vida por não aceitarem o senhorio de outras divindades pagãs e muito menos do Imperador Romano. É nesta comunidade de fé que o Senhor se faz presente de modo místico e corpóreo em cada um dos fiéis.

No Senhorio de Jesus, a Igreja se faz povo novo e resgatado. A verdade de fé que imprime a marca indelével da comunidade cristã é a que todos os batizados são povo de Deus. O laicato, os religiosos, as religiosas, os bispos, os metropolitas, o colégio cardinalício e o Sumo Pontífice são povo de Deus, com ministérios diferentes, pois todos pertencem ao mesmo Senhor. Pela consagração batismal todos ensinam, todos governam, todos santificam, todos têm a responsabilidade de organizar a comunidade eclesial e, por fim, todos são separados e reservados para a missão específica da Igreja. Toda a vida cristã está fundamentada no Batismo. Por meio dele, somos incorporados à vida do Senhor. Pelo batismo formamos a comunidade de fé capaz de comungar de uma mesma carne e de um mesmo sangue para formar um só corpo. Justamente por isso que a Igreja pode ser chamada de escola de irmãos em que o poder ou o senhorio se transforma em serviço livre e desinteressado, tendo Jesus como o modelo Daquele que tirou o manto, “símbolo do poder”, cingiu a cintura para lavar e beijar com o próprio ser a história salvífica de seus discípulos e discípulas. Falaríamos hoje de beijar os pés de toda a humanidade sofrida e dilacerada pelo pecado social.

De fato, perde-se muito quando o Senhorio deixa de ser atribuído a Jesus de Nazaré e passa a ser associado a determinadas empresas religiosas, intituladas “igrejas” ou, então, a alguns membros destas instituições. Vale ainda ressaltar que, ao utilizar o Senhorio de Cristo como forma de alienação, estamos usurpando sua história. Evangelho que prega vida fácil, que fala de prosperidade o tempo todo não é Evangelho de Jesus Cristo. O Senhorio redentor nos faz assumir uma nova visão de Deus, na categoria de quem desce dos céus para nos encontrar, que vem do atemporal para o temporal, que surge do infinito para redimir o finito humano. Também nos faz descobrir um novo rosto de Igreja Católica, na qual os cristãos vão se apresentando como servos e não na condição de senhores. Por fim, o Senhorio nos faz compreender as novas e futuras relações na comunidade de fé e na sociedade em vista da implantação cotidiana do Reino de Deus.

 
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Publicado por em 29/08/2015 em Uncategorized

 

Quando surgiram as primeiras Basilicas ?

De acordo com a história, as basílicas surgiram na Pérsia (atual Irã). Eram salas enormes, utilizadas para as audiências proferidas pelo rei, justamente por isso o nome de basileus (casa do rei). Devido à praticidade para reuniões e, por conseguinte, a capacidade em abarcar grande número de pessoas, estas salas foram copiadas pelos gregos. Contrariamente, na Grécia, as basílicas tornaram-se o lugar do encontro oficial de comerciantes mercantis e de autoridades políticas.

Mais adiante, foram os romanos que utilizaram da arquitetura basilical para construir os seus grandes fóruns, onde se administrava a justiça. Nas cidades importantes da Antiga Roma havia as Basílicas do Fórum Romano. Dentre elas se destacaram a Basílica de Júlia, dedicada a Júlio César em 46 a.C.; a Basílica de Emília, considerada um dos mais belos templos antigos, hoje só restam algumas partes e a Basílica de Constantino, reconhecida entre as últimas basílicas civis do fórum romano, erigida por Constantino I após obter a vitória sobre Magêncio, em 312 d.C. Essas basílicas compreendiam os tribunais civis e o local em que se organizava a administração burocrática do Império.

Com a assinatura do Edito de Milão, em 313 d.C., os cristãos deixam de ser perseguidos pelos romanos e ganham o título de religião lícita. Podiam, então, se reunir publicamente, o que antes faziam às escondidas. Em 380 d.C. o Cristianismo torna-se a religião oficial do Império e são muitos os que agora o procuram no intuito de se converter ao Evangelho e uma minoria com o interesse de assumir cargos públicos. Com o aumento do número de convertidos resta à Igreja adotar o estilo das antigas basílicas greco-romanas como arquitetura das novas Igrejas Cristãs. É o caminho paulatino das catacumbas às basílicas.

Etimologicamente a palavra “basílica” tem um caráter universal, mas é proveniente do antigo grego Βασιλική (basiliké) e significa casa do rei ou palácio dos imperadores orientais. No sentido teológico toda a arquitetura basilical deseja ser um resplendor simbólico de Deus no mundo. A Basílica almeja proclamar o Absoluto de Deus na primazia do humano. Ao mesmo tempo, ela não pode ser compreendida como um resquício dos tempos imperiais ou medievais da Igreja, mas, sobretudo como a manifestação da imagem sacral do mundo, das pessoas e da sociedade inteira sob a ótica de Deus.

 
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Publicado por em 29/08/2015 em Uncategorized

 

Qual o papel do leigo na Igreja Católica?

Um grande assunto que é abordado hoje em dia na Igreja é o da maneira como os cristãos leigos estão chamados a participar da vida da eclesial. O estudo nº 107 da CNBB, “Cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade”, sai ao encontro desse tema e busca esclarecer um pouco melhor qual é esse papel. Qual é, então, a vocação do leigo na Igreja? O que ele está chamado a fazer?

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Entender por que se faz essa pergunta atualmente já é um bom caminho andado na direção da resposta que buscamos. Parece existir na Igreja uma noção errada de que os clérigos (Bispos, padres e diáconos, em oposição aos leigos, que são todos os demais fiéis) são os “mais importantes e os protagonistas” da Igreja, enquanto os leigos são “os que escutam”, que passivamente se alimentam daquilo que os clérigos possuem para dar. A esse clericalismo o Concílio Vaticano II respondeu voltando a afirmar a dignidade e a missão fundamental dos leigos na Igreja.

Por sua realidade de batizados, todos os leigos não apenas estão na Igreja, mas eles são Igreja. São parte do corpo que tem Cristo por cabeça, assim como os clérigos. Como tais, estão também chamados a ser discípulos missionários, participantes da missão da Igreja de anunciar o Evangelho a todas as nações. E para isso eles precisam experimentar renovadamente que o seu encontro com Jesus é verdadeiro, a fim de anunciá-lo em primeira pessoa. Isso acontece por meio de uma vida de oração intensa, onde se saboreia a mensagem de Jesus e se experimenta a sua graça sempre presente.

A partir desse encontro renovado, deve-se superar alguns antagonismos que hoje vemos muito presentes. Um primeiro antagonismo é o que se dá entre a fé e a vida, que faz referência a uma espécie de separação da vida de fé e da vida prática, como se as duas realidades não se relacionassem. Muitos vivem uma espécie de agnosticismo funcional, no qual a fé não interpela mais a vida cotidiana. São os cristãos de Domingo e dias de festa, quando o verdadeiro chamado é a ter uma vida (completamente) cristã.

Outro antagonismo que precisa ser superado acontece entre a Igreja e o Mundo. Muitos podem pensar que a Igreja é uma espécie de refúgio, no qual se pode fugir do mundo hostil. Se bem é verdade que na Igreja encontramos esse espaço de paz verdadeira, precisamos reconhecer que é essencial que essa paz chegue aos quatro cantos do mundo. Cristo, com sua encarnação, valorizou o mundo e os homens, e é por isso que não nos desentendemos do mundo, mas buscamos transformá-lo, de acordo com o máximo das nossas capacidades e possibilidades, fazendo com que seja cada vez mais conformado com Cristo e o Reino de Deus que Ele veio anunciar.

Superado esses (e outros) antagonismos, o leigo percebe que está chamado a ser o que se dá o nome de Sujeito Eclesial, que significa reconciliar toda a realidade humana e divina em uma mesma pessoa, o cristão, à imagem daquele que é Deus e homem, Jesus. Esse sujeito atua no mundo como cidadão, mas seu atuar é fruto de seu ser, e o seu ser é católico. Em outras palavras, o sujeito eclesial está chamado a fazer parte ativa da missão da Igreja de restaurar tudo em Cristo, sob a proteção e guia de Maria.

 
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Publicado por em 29/08/2015 em Uncategorized

 

Especialistas reveem previsões e números que apontavam para a queda acentuada da hegemonia católica no país já em 2030

Evangélicos em declínio? Queda no avanço evangélico sinaliza crise da igreja

Há coisa de cinco anos, evangélicos de todo o Brasil entraram em festa. Pela primeira vez, desde que o país foi achado pelos portugueses, a fé católica perderia sua hegemonia. Esta, pelo menos, era a previsão de pastores, líderes e pesquisadores diante dos números promissores sobre o avanço da Igreja Evangélica no país. “O Brasil é do Senhor”, frase bradada dos púlpitos e nos programas evangélicos na TV, sintetizava a virada de mesa que aconteceria em breve. Quem cresse e vivesse, veria – e a base para tanto ufanismo eram as estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, que a cada década realiza o Censo da população nacional. No levantamento do ano 2010, chegou-se à cifra de 42,3 milhões de crentes, ou 22,2% do povo brasileiro. O processo fora mais avassalador ainda nas comparações anteriores, que mostravam um avanço de seis vezes do segmento em duas décadas. Em seu estudo A dinâmica das filiações religiosas no Brasil entre 2000 e 2010, o pesquisador José Eustáquio Diniz, da Escola Nacional de Ciências Estatísticas, chegou a dizer que o Brasil poderia ser um país de maioria evangélica já por volta de 2030: “Apenas pelo efeito da inércia demográfica, haverá crescimento da população evangélica.”

Na mesma onda foram muitos pastores e institutos de pesquisa evangélicos. O Departamento de Pesquisas do ministério Servindo Pastores e Líderes (Sepal) divulgou uma estimativa, em 2011, segundo a qual os evangélicos representariam mais da metade da população brasileira já em 2020. “Eles serão aproximadamente 109,3 milhões, para uma população de 209,3 milhões,” previu o teólogo e pesquisador Luis André Bruneto. O entusiasmo era corroborado por grandes manifestações, como a Marcha para Jesus (que, em 2009, levou às ruas de São Paulo quase 2 milhões de pessoas), pela maciça presença midiática dos pastores e pela crescente influência evangélica em setores como a política partidária, entre outros. “O Instituto Superior de Estudos da Religião fez, na década de 90, uma extensa pesquisa sobre a abertura de templos. Eram cinco por semana, só no Rio de Janeiro”, observa o pastor presbiteriano André Mello, na época integrante da equipe do Iser.

Acontece que, se a matemática é uma ciência exata, a dinâmica demográfica, muitas vezes, caminha na direção oposta, e aí não há fé capaz de fechar a equação. Os números relativos à religiosidade do povo brasileiro do Censo 2010 só foram fechados e divulgados mais de dois anos depois, e o festejado crescimento dos evangélicos, que se acelerou de maneira sem paralelo no mundo contemporâneo entre os anos 1980 e 2000, caiu bastante. Os números ainda são ascendentes, mas tendem à estabilização – e até ao encolhimento, como especulam alguns pesquisadores –, o que contraria frontalmente as previsões mais ufanistas. “Entre 1991 e 2000, o aumento médio foi de 120%”, lembra o bispo emérito da Igreja Metodista Paulo Ayres Mattos. Dali em diante, o avanço caiu pela metade. “Isso não pode ser ignorado de forma alguma para quem trabalha com rigor e seriedade as mutações no campo religioso brasileiro”. Doutor em Teologia e professor da Universidade Metodista de São Paulo, Ayres é estudioso do movimento pentecostal brasileiro e avalia que o fato mais importante dos dados religiosos do último Censo é a diminuição comparativa do crescimento evangélico.

DESCONCENTRAÇÃO

Há diversas razões para essa perda do ímpeto de crescimento, que pôde ser sentida no dia 4 de junho, quando apenas cerca de 200 mil pessoas, na avaliação da Polícia Militar, prestigiaram a mesma Marcha para Jesus nas ruas da capital paulista. “As pesquisas atuais falam em fechamento de templos e dissolução de associações evangélicas por divergências ou luta por poder”, acrescenta André Mello. Tal fragmentação das igrejas, e seu consequente enfraquecimento, é apenas um dos motivos do quadro atual. Ela se verifica tanto na igrejinha da esquina, da qual o pastor assistente saiu para abrir seu próprio empreendimento religioso, até grandes grupos, como a Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd). Nadando de braçada na explosão evangélica dos anos oitenta e noventa (ver quadro), a denominação de Edir Macedo começou a sofrer a concorrência – é, o termo usado pelos estudiosos é este mesmo, que remete à ideia de disputa por mercado – de grupos saídos de suas entranhas, como a Igreja Mundial do Poder de Deus, fundada e liderada por Valdemiro Santiago, ex-pastor da Universal e atual desafeto do antigo chefe. O estrago é um dos motivos do encolhimento da Iurd, de 2,1 milhões de fiéis, há quinze anos, para os cerca de 1,8 milhão encontrados em 2010. De maneira análoga, diversas denominações têm sofrido fraturas e cizânias que, no médio prazo, acabam dificultando as coisas tanto para a igreja que fica como para aquela que se forma.

“As pessoas, hoje, têm mais liberdade para escolher e combinar diversas opções em seu próprio cardápio religioso, como num balcão de comida a quilo”, continua Paulo Ayres. Para ele, o quadro sinaliza as transformações sociais que melhoraram a situação econômica de boa parte da população nos últimos anos, como as classes C e D. “Isso possibilitou às pessoas resolverem seus problemas mediante meios mais racionais, sem buscar o recurso de soluções milagrosas”. Além disso, o bispo metodista aponta outros fatores, como o aparecimento mais visível dos evangélicos sem igreja e o aumento percentual de pessoas sem religião, ateus e agnósticos no cenário nacional. De fato, o IBGE encontrou 9.218.000 brasileiros que se enquadram na difusa categoria “evangélica não determinada”, que inclui os chamados desigrejados – gente que, apesar da origem evangélica, em determinado momento da vida assumiram uma fé “não institucional”, para usar o termo moderninho. “Tudo isso confirma um dado já identificado anteriormente, trabalhado com bastante competência por sociólogos da religião como Paul Freston”, cita.

Autor de um artigo polêmico, publicado na revista Ultimato em 2011 e no qual questionava as previsões entusiasmadas que anunciavam a quebra da antiga hegemonia religiosa do catolicismo, Freston cunha uma expressão para se referir ao esvaziamento da ideia de pertencimento religioso, antes tão cara aos evangélicos que era comum se ver, nos bancos das igrejas, sucessivas gerações de crentes. “Vários fatores podem estar por trás dessa ‘desdenominacionalização’. São aspectos negativos – como o individualismo e a falta de compromisso – e outros positivos, como a melhora econômica e a consequente diminuição da necessidade de uma relação clientelista numa igreja com liderança forte”. Inglês naturalizado brasileiro e colaborador nos programas de pós-graduação da Universidade Federal de São Carlos, Freston, que atualmente leciona no Canadá, chama a atenção para os subgrupos do universo evangélico brasileiro, lembrando que o fenômeno os atinge em diferentes graus. “As análises se complicam com as mudanças internas do segmento. Segundo o Censo, 60% dos evangélicos são pentecostais; 18% são de missão (ou seja, integrantes de igrejas históricas ou tradicionais); e 22% estão entre os ‘evangélicos não determinados’.”

Ele considera que o espantoso o aumento desta última categoria atrapalha as comparações com os Censos anteriores. Quem seriam eles? “Será que são neopentecostais decepcionados com as suas igrejas, mas que ainda se consideram evangélicos? Ou pentecostais clássicos, de terceira ou quarta geração, em processo de ‘despentecostalização’? Ou crentes de igrejas históricas que perderam a sua identidade denominacional? Ou uma soma de tudo isso e muito mais? De qualquer forma, diminui a porcentagem do mundo evangélico que se diz pentecostal ou que declara adesão a uma denominação categorizada como tal”, descreve o professor. Por outro lado, o Censo anuncia mudanças demográficas no Brasil que não favorecem o movimento, como o acelerado envelhecimento da população e a redução da taxa de fecundidade. Numa coisa, porém, Freston é categórico: “Os dados desmentem claramente as previsões absurdas que circularam de que haveria uma maioria evangélica até 2020. Estas previsões fazem um grande desserviço à comunidade evangélica.”

O avanço da Igreja Evangélica brasileira, alavancado pela explosão pentecostal e neopentecostal de vinte anos atrás, estará perto de bater no teto? “No momento, parecem precoces e arriscadas quaisquer conjecturas desse tipo”, comenta Ricardo Mariano, doutor em Sociologia e professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Em seu trabalho Mudanças no campo religioso brasileiro no Censo 2010, ele menciona que os sem religião, demograficamente insignificantes até 1970, já chegam a 15,3 milhões de brasileiros. “Eles quintuplicaram de tamanho entre 1980 e 2010, formando o terceiro maior ‘grupo religioso’ do país”, diz no estudo. Ao mesmo tempo, a expansão dos pentecostais na última década pesquisada, de 44%, não chega nem à metade das médias de crescimento obtidas nos dois decênios anteriores, como em 1991 (aumento de 111%) e em 2000, da ordem de 115,4%. O que parece certo, ainda conforme Mariano, é a perda de musculatura de grandes igrejas. “Em 2000, cinco denominações concentravam 85% dos pentecostais. Uma década depois, essa cifra declinou para 75,4%. Tal desconcentração denominacional é decorrente tanto da queda numérica de igrejas como Congregação Cristã no Brasil e Universal quanto do aumento da diversificação institucional do pentecostalismo.”

“QUANTO MAIS CRESCE, MENOS CRESCE”

No caso da Assembleia de Deus, a desaceleração é evidente. Embora fragmentada em diversas convenções e usada até como nome de fantasia para empreendimentos religiosos individuais, as Assembleias de Deus constituem a maior confissão religiosa do país depois do catolicismo – nada menos que 12,3 milhões de brasileiros disseram aos pesquisadores do IBGE que pertencem a uma igreja com essa placa na entrada. “Elas cresceram 245% na década de 1990 a 2000, mas avançaram ‘apenas’ 46% depois disso”, frisa Gedeon Freire de Alencar, membro da Rede Latinoamericana de Estudos do Pentecostalismo (Relep). Em sua tese de doutorado em Ciências da Religião, ele usou como objeto de estudo a denominação fundada há pouco mais de cem anos por missionários suecos. “Uma constatação óbvia se apresenta aos estudiosos: a de que, quanto mais cresce, menos cresce”, prossegue Alencar (ver artigo na continuação desta reportagem).

Luis Bruneto, diretor de Pesquisas do Projeto Brasil 21 da Sepal, admite que a previsão de alguns anos, feita ainda com base nos dados do período entre 1991 e 2000, continha erros e precisa de uma releitura. “O crescimento anual dos evangélicos mostrou-se aquém do previsto. O aumento perdeu força”. Segundo ele, o avanço do secularismo na sociedade brasileira, o utilitarismo do discurso evangélico, os escândalos envolvendo pastores e líderes e a falta de higidez teológica e doutrinária ajudam a explicar o atual momento histórico. “Durante anos, a liderança evangélica nacional tem afirmado, categoricamente, que o país experimenta umImagem redimensionadaavivamento espiritual, dados os números tão expressivos. Mas, será mesmo?”, indaga. Bruneto invoca a falta de influência bíblica e profética da Igreja em diversas áreas da vida brasileira, como a política, a segurança pública, o desenvolvimento social e a ética, para exemplificar o paradoxo.

De menos de um por cento da população no início do século passado (ver quadro), o grupo religioso que mais cresceu na história do Brasil está representado em todas as mais de 5,6 mil cidades do país e ainda apresenta índices de expansão bem maiores do que os da população em geral. Mas as oscilações em seu crescimento precisam, ao menos, ser interpretadas como sinal de alerta. “Resta saber o que isso tem representado, na prática, em termos de transformação pessoal e coletiva”, insiste Bruneto. Para Paul Freston, em um futuro próximo, esse enfoque será cada vez mais necessário. “Se não recuperarmos a capacidade de interagir com o texto bíblico, de deixá-lo falar a nós e, a partir disso, tirar as implicações individuais, eclesiásticas e nacionais necessárias, nos mostraremos irrelevantes”, alerta. “A Igreja Evangélica brasileira de 2030 ou 2040 precisará de líderes mais diversos nos seus dons, profundos no seu conhecimento e sabedoria e transparentes nas suas vidas”. Quanto aos fiéis, a recomendação é simples, mas não necessariamente fácil de cumprir: “Precisamos redescobrir o verdadeiro sentido de ser evangélico, que é a vontade de sermos profundamente bíblicos em toda a nossa existência.”

Leia a matéria completa na edição de julho da revista Cristianismo Hoje

Fonte: http://folhagospel.com/modules/news/article.php?storyid=30741

 
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Publicado por em 23/08/2015 em Uncategorized

 

O Protestantismo e os Livros Deuterocanônicos

Convém fazer algumas distinções primeiras quanto aos nomes

1) Cânon, do Grego Kanón = Regra, medida e catalogado

2) Canônico = Livro catalogado – o que significa que também é inspirado por Deus

3) Protacanônico = Livro catalogado próton, isto é, em primeiro lugar ou sempre catalogado

4) Deuterocanônico = Livro catalogado, deuteron ou em segunda instância, posteriormente (após sido Controvertido)

5) Apócrifo = Do grego apókryphon = Livro oculto, isto é, não lido nas Assembléias públicas de culto. Reservado a leitura particular.

Os livros Deuterocanônicos (Judite, Tobias, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc, 1 Macabeus e 2Macabeus, os capítulos 13 e 14 e os versículos 24 a 90 do capítulo 3 de Daniel, os capítulos 11 a 16 de Éster, estão na Tradição chamada Septuaginta, que foi traduzida do Hebraico por setenta sábios em setenta dias, cada um trabalhando isoladamente e chegando todos ao mesmo texto.

No ano 100 d.C, aproximadamente, os sábios Fariseus se reuniram em Yavné (Jâmnia) na Galiléia, e começaram a trabalhar em uma re-centralização da religião, que era antes centrada no templo.

Os Fariseus procuraram estabelecer regras mais rígidas de vida, ampliando ainda mais a “cerca em torno da lei”. Nesse período, é bom lembrar que, Saduceus e Essênios já tinham desaparecidos ou assimilados a outras crenças, sobrando os Fariseus.

Entre as decisões tomadas pelos Fariseus, que não aceitaram a Cristo, fixaram um Cânon Bíblico que propositadamente impediria o Novo Testamento como palavra de Deus. Evidentemente esses critérios não eram seguidos pelos Cristãos, que não tinham mais nada a ver com os Fariseus que não aceitaram a Jesus Cristo.

Os Critérios dos Fariseus eram os Seguintes:

1) O Cânon deveria estar disponível em Hebraico, não em Aramaico ou Grego

2) Não poderia ser escrito fora da terra de Israel

3) Não depois de Esdras (458 – 428 a.C)

Comentário

1) Se a palavra de Deus fosse para ser escrita somente no Hebraico, isso já colocaria de fora todo o Novo Testamento.

2) Acontece, porém, que em Alexandria, no Egito, havia Judeus, que traduziram os livros Sagrados, do Hebraico para o Grego entre 250 e 100 a.C

3) Ao escrever o Novo Testamento, os Apóstolos e Evangelistas usaram a tradução Grega feita entre 250 e 100 a.C, pelos próprios Judeus de Alexandria.

Quando a tradução foi feita por São. Jerônimo, ela continha a íntegra dos textos confiados por Deus à sua Igreja, incluindo no AT, os sete livros que Lutero depois arrancou.

Todas as Bíblias desde então continham estes livros; uma prova disso é a Bíblia de Gutemberg e outras Bíblias mais antigas. Lutero, porém, ao fazer a sua revolta,resolveu traduzir a Bíblia para o Alemão. Ora, ao contrário de S. Jerônimo , que usou manuscritos muitos antigos, Lutero tinha à sua disposição apenas manuscritos recentes dos Judeus de Jâmnia ou Yavné, que evidentemente não continham os livros que os Fariseus arrancaram do Cânon Bíblico muito depois de Cristo.

Basta ver qualquer Edição ou exemplar manuscrito da Bíblia antes de Lutero a importância da Tradição e do Magistério, a verdadeira doutrina sobre a Graça, enfim, vários pontos da Doutrina ensinada por Cristo e pelos Apóstolos que estavam sendo negados pelos Protestantes.

Não é razoável a interpretação Protestante, visto que esta acaba dizendo que a Bíblia se prova pela Bíblia. Ora, isso é uma temeridade. A Bíblia se prova pela Igreja que a compôs !

A Igreja Católica adotou o cânon Grego.

Os Protestantes adotaram o cânon dos Fariseus

Texto elaborado por Jaime Francisco
Fonte: Prof. Carlos Ramalhete

 
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Publicado por em 21/08/2015 em Uncategorized

 

A Bíblia e as outras bíblias

 

Qual a diferença entre a Bíblia católica e as diversas bíblias protestantes?

A diferença está no Antigo Testamento (AT). O Novo Testamento (NT), que constitui o eixo e o cumprimento de toda a fé cristã, é exatamente igual, tanto para católicos quanto para protestantes, contendo os mesmos 27 livros, que vão do Evangelho de Mateus até o Livro do Apocalipse. – A diferença está no cânon dos livros do AT. Em outras palavras, a diferença está na lista dos livros que compõem o AT: para os católicos, são 46 livros; na Bíblia protestante, são 39, sendo que faltam os livros deTobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruc, Carta de Jeremias e os livros dos Macabeus, além de partes de Daniel e Ester. Estes livros são os chamados “deuterocanônicos”, e veremos o que isso significa mais adiante. Veja a lista completa dos livros da Bíblia católica neste link.
A diferença vem de longe e tem uma longa história. Como foi acontecer, quando e por quê? É o que veremos a seguir.

Qual a origem da diferença? O começo da história…

O povo católico, ao longo do tempo, sempre observou a orientação do Magistério da Igreja, isto é, a orientação dos Apóstolos escolhidos diretamente por Jesus e seus sucessores, que dão testemunho de que o Evangelho transmitido e a fé confessada são os mesmos ensinados pelo Cristo. Somente no século XVI é que surgiu o grupo denominado protestante, que renegou a autoridade do Magistério da Igreja. Esse grupo acreditava, entre outras coisas, que a Igreja Católica havia se corrompido e que eles deveriam retomar os costumes da “igreja primitiva”; – evidentemente, conforme eles imaginavam que seriam esses costumes.

Nesse processo, os protestantes acabaram descobrindo que os judeus tinham uma lista diferente de livros sagrados. Depois de Lutero, o pai do protestantismo, sobreveio um período de intensas disputas, de uma rivalidade que crescia, e tudo servia como pretexto para aprofundar ainda mais o abismo da separação entre os que confessavam a fé em Jesus Cristo. Era uma questão de tempo até que os protestantes deduzissem que a “terrível” Igreja Católica tinha acrescentado livros à Bíblia.

Muitos pensam que foi Lutero quem retirou os sete livros da Bíblia cristã, o que é um engano bem primário. Na realidade, a mudança foi um processo lento, e foi somente no século XIX que os protestantes decidiram abolir de vez os sete livros chamados deuterocanônicos de sua lista.

O AT foi escrito originalmente em hebraico e aramaico: seus livros compõem a Bíblia judaica, chamada Mikrá ou, mais popularmente, Tanakh. Esta é constituída dos livros da Lei (Torá ou Chumash, os cinco primeiros livros da Bíblia cristã, o Pentateuco), os livros dos Profetas (Neviim) e os livros chamados Escritos (Ketuvim). Interessante notar que o processo de canonização desses livros, pelos judeus, também foi muito lento. Primeiro foram canonizados os livros da Torá, depois os dos Profetas e, somente muito tempo depois os dos Escritos. Para que se tenha uma ideia, na época de Jesus o cânon (a lista ‘oficial’) da Bíblia judaica ainda não estava fechado: os judeus contemporâneos de Jesus ainda debatiam sobre quais seriam os verdadeiros livros sagrados(!). Os saduceus, por exemplo, só aceitavam os livros da Torá; os fariseus aceitavam também os Profetas e os Escritos, mas não totalmente, entendendo que a inspiração dos Escritos ainda não estava concluída.

Nosso Senhor Jesus Cristo deu a ordem que todo cristão conhece bem: os Apóstolos deveriam ir pelo mundo a evangelizar todos os povos. Ocorre que a língua mais falada no mundo daquela época era o grego. Logo, os Apóstolos começaram a pregar o Evangelho em grego e passaram a utilizar a tradução das Escrituras denominada Septuaginta ou Tradução dos Setenta, que havia sido elaborada em Alexandria antes do tempo de Cristo (no séc. III aC).

A Septuaginta contém os sete livros que permanecem até hoje na Bíblia Sagrada católica. Todo biblista competente (inclusive muitos conhecidos doutores protestantes) é capaz de perceber que, em diversas citações que o NT faz do AT, a tradução utilizada é a da Septuaginta. Esse era, portanto, o conjunto dos livros sagrados utilizado pelos Apóstolos. A Igreja Católica, como única Igreja que procede diretamente de Jesus Cristo e dos Apóstolos, adotou essa mesma versão da Bíblia, e não haveria como ser diferente.

Ocorre que nos primeiros tempos da Igreja, quando os judeus perceberam que os Apóstolos pregavam o Evangelho, expulsaram-nos das sinagogas. Esse fato contribuiu para que os judeus fechassem de uma vez o cânon dos seus livros sagrados, rejeitando tudo o que era cristão. Assim, no final do século I, decidiram pela exclusão definitiva dos sete livros que constavam da Septuaginta.

Resumindo a história, portanto, vemos que o AT da Bíblia católica, com a lista completa, da Septuaginta, foi adotado e canonizado pelos Apóstolos de Cristo e seus sucessores, desde o início da Igreja; o AT da Bíblia protestante foi canonizado pelos rabinos judeus, cerca de um século depois de Cristo.

Antes e além de qualquer debate, a mais simples realidade dos fatos é esta: os protestantes, ao aceitarem o cânon da Bíblia judaica, estão aceitando a autoridade dos rabinos judeus depois de Cristo e negando a autoridade dos Apóstolos, a quem o próprio Cristo deu autoridade sobre a Igreja.

Lembramos, por fim, que os 27 livros do NT, que os protestantes aceitam e adotam normalmente, foram definidos e canonizados pela mesma Igreja Católica que definiu e canonizou os livros do AT. Aceitam, portanto, a autoridade da Igreja para definir os livros do NT, mas não a aceitam quanto à definição dos 46 livros do AT.

Informações muito importantes

Até o terceiro século de nossa era, o cânon do NT não estava ainda definido. Haviam muitas listas de livros, entre canônicos e apócrifos (não autênticos/não inspirados). E havia muita discussão sobre quais livros deveriam integrar as Sagradas Escrituras. Assim, vemos facilmente que não há fundamento algum na  “espinha dorsal” da doutrina protestante dasola Scriptura, que afirma que “a Bíblia é a única regra de fé e prática do cristão”, simplesmente porque a Igreja, nos seus primeiros quatrocentos anos (no mínimo), simplesmente não tinha a Bíblia que nós temos hoje para observar, sendo sua principal regra de fé e prática a condução do Magistério da Igreja e a observância da Tradição dos Apóstolos.

Dentro dessa realidade histórica, devemos compreender bem: a Bíblia é a Tradição dos Apóstolos por escrito, e é nesse sentido que se constitui num dos fundamentos da fé cristã, ao mesmo tempo em que depende da Igreja para ser corretamente compreendida. Como diz sempre meu colega e irmão em Cristo Lucas Henrique (Firmat Fides): “Ler as Escrituras sim, em sintonia com o pensamento do sujeito que a confeccionou: a Igreja Católica”, inspirada pelo Espírito Santo.
O primeiro documento da Igreja que fez referência ao cânon da Bíblia Católica atual (46 livros do AT e 27 livros do NT) foi o do Concílio de Hipona, da época de Santo Agostinho (354-430). O Decretum Damasi, publicado no ano 382, diz: “Agora tratemos das Escrituras divinas, do que a Igreja Católica universal deve acolher e o que deve evitar”. E o Catecismo da Igreja Católica (§120) atesta:

“Foi a Tradição apostólica que fez a Igreja discernir quais escritos deveriam ser enumerados na lista dos Livros Sagrados. Esta lista completa é denominada ‘cânon’ das Escrituras”. Como disse Santo Agostinho: “Ego vero Evangelio nos crederem, nisi me catholicae Ecclesiae commoveret auctoritas” – “Eu não creria no Evangelho, se a isto não me levasse a autoridade da Igreja Católica.”

Por que “Deuterocanônicos”?

Em cerca de 300 ou 400 anos antes do nascimento de Jesus, muita gente imigrou da Palestina para o Egito. A primeira geração desses imigrantes falava o hebraico e o aramaico, que são línguas semelhantes. Seus filhos, porém, começaram a falar o idioma usado na terra em que viviam, e os seus netos já não entendiam mais a língua dos seus antepassados. – Algo muito parecido como o que vemos acontecer hoje com os netos de imigrantes italianos, por exemplo, que chegaram à cidade de São Paulo em inícios do séc. 20, que hoje já não falam mais a língua de seus avós.

Então sentiram a necessidade de uma tradução das Escrituras. Essa tradução foi feita aos poucos, e foi muito demorada: começou em torno do ano 250 antes de Cristo e levou quase 100 anos até ficar pronta. Foi assim que se formaram duas versões da Bíblia: uma em língua hebraica, para os judeus da Palestina, e outra em língua grega, para os judeus que viviam no Egito. Durante esse tempo, os judeus do Egito escreveram mais alguns livros em grego, e por isso a Bíblia deles ficou maior. – Num certo momento, os judeus da Palestina confrontaram as duas Bíblias e fizeram uma lista dos livros que para eles eram sagrados. Deixaram fora da lista os livros que os judeus do Egito haviam escrito, em grego. Os do Egito souberam disso, mas continuaram usando sua lista maior.
Também os cristãos adotaram a Bíblia (AT) que segue a lista dos judeus do Egito, que se espalhou por todo o mundo desde aquele tempo, pois a língua mais falada era o grego. – Por volta do ano 400 dC, o Papa Dâmaso pediu a S. Jerônimo que traduzisse a Bíblia para o latim, pois naquele tempo era a língua mais usada, e era preciso uma nova tradução que todos pudessem entender. S. Jerônimo concordou, mas não conhecia hebraico. Procurou um velho rabino judeu de Belém para ter aulas, e os dois acabaram se tornando muito amigos. Trocaram ideias sobre a Bíblia, e Jerônimo parece ter sido influenciado pelo rabino quanto às ideias dos judeus ortodoxos.

Jerônimo então denominou os 7 livros que não constavam da Bíblia hebraica como “deuterocanônicos”:deutero significa segundo; cânon significa lista. Até hoje a Igreja define com esse termo esses livros, porque foram escritos numa segunda fase da história sagrada do AT.

Durante o Concílio Ecumênico de Florença, no ano de 1439, os bispos se pronunciaram oficialmente e atestaram por documento oficial que a Igreja Católica reconhece como Escritura Sagrada todos os livros da lista usada pelos Apóstolos e adotados pela Igreja primitiva: a versão completa que temos hoje, com 46 livros do AT e 27 do NT.

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Fontes e referência:

• Pe. Paulo Ricardo de Azevedo Jr., em
http://padrepauloricardo.org/episodios/qual-e-a-diferenca-entre-a-biblia-catolica-e-a-biblia-protestante

• Pe. Lucas de Paul Almeida, CM (Diocese de Bauru), em

http://bispadobauru.org.br/noticias24.htm?PHPSESSID=1df4839476a0d1515d6fc9f7ef678531

LIMA, Alessandro Ricardo. O Cânon Bíblico, Brasília: DeGarcia, 2007.

  • LIMA, Alessandro Ricardo. O Cânon Bíblico, Brasília: DeGarcia, 2007.
 
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Publicado por em 21/08/2015 em Uncategorized

 

PROVAS QUE OS VERDADEIROS IDOLATRAS SÃO OS PROTESTANTES

É comum vermos protestantes acusando católicos de idolatria, devido ao culto aos Santos. Isso ocorre por uma razão muito simples: os protestantes não adoram a Deus, mas O veneram. Os católicos adoram a Deus e veneram Seus Santos. Assim, ao ver um católico venerando um Santo, o protestante – que venera a Deus – acha que o católico está prestando a um Santo uma homenagem que só compete a Deus. A veneração é aquilo que os filhos têm para com seus pais: eles pedem ao pai e à mãe, eles agradecem e eles louvam seus pais. A adoração é aquilo que um macumbeiro faz com seus orixás (oferecendo-lhes sacrifícios de bichos) e um católico faz de maneira incruenta e infinitamente superior para Deus (no Sacrifício único e perfeito de Cristo, tornado novamente presente em cada Missa).

O protestante presta a Deus um culto de veneração, reunindo-se com outros protestantes para cantar louvores a Deus, pedir-Lhe graças e agradecer as graças concedidas por Sua Misericórdia. Ao ver assim um católico prestando culto de veneração a um Santo, reunindo-se com outros católicos para cantar louvores ao que um Santo fez pela graça de Deus, para pedir ao Santo que peça a Deus graças e para agradecer as graças concedidas por Deus em resposta ao pedido feito pelo Santo, o protestante acha imediatamente que o católico estaria dando a um Santo – uma criatura, que não é Deus – o que é devido a Deus. É um lamentável engano. O mais engraçado, porém, neste engano é ver que os protestantes fazem exatamente a mesma coisa que os católicos, mas em referência a pessoas que ainda estão aqui na terra, pessoas que ainda podem cair em pecado e afastar-se de Deus. O protestante pede aos amigos que orem por ele a Deus, como um católico pede a um Santo; o protestante agradece aos amigos que intercederam por ele junto a Deus quando suas orações são atendidas; o protestante louva o que é feito por outro protestante e que ele acha ser devido à graça de Deus.

Apesar de acusar injustamente os católicos de idolatria, porém, o protestante parece não perceber que quem aponta um dedo para alguém está apontando três para si mesmo: os protestantes vivem e pregam a idolatria.

Como assim?

Ora, Nosso Senhor Jesus Cristo disse e fez muitíssimas coisas que não estão na Bíblia. São João afirma isto com todas as letras no fim de seu Evangelho (Jo 20,30; Jo 21,35). Do mesmo modo, vemos por exemplo Nosso Senhor explicando no caminho de Emaús (Lc 24,27) as profecias do Antigo Testamento referentes à Sua Paixão e Ressurreição; a explicação dada por Ele, porém, não está escrita na Bíblia, do mesmo modo como muitíssimas pregações e explicações que fez aos Apóstolos. Ora, Ele disse para os Apóstolos ensinarem *tudo* o que Ele ensinou a eles (Mt 28,20).

O protestante, porém, afirma que o que não está na Bíblia não interessa, esquecendo-se de que não só não está escrito na Bíblia que só vale o que lá está, quanto que não está escrito na Bíblia que Nosso Senhor mandou escrever Bíblia alguma.

A Bíblia, esquece ele, é porém uma mera criatura de Deus. Criatura santa, inspirada e boa, mas criatura. Ao dar maior importância à criatura (a Bíblia) que ao Criador (os atos e palavras de Cristo que não estão contidos na Bíblia e que Ele mandou que fossem ensinados), o protestante está caindo em idolatria. Ele coloca a criatura (a Bíblia) como sendo mais importante que o Criador.

Esta idolatria torna-se ainda mais negra quando percebemos que os protestantes na verdade colocam acima da própria Bíblia a sua idéia particular do significado da Bíblia. Assim, por exemplo, apesar das claríssimas palavras do próprio Senhor (Jo 6,32-59) – corroboradas por São Paulo, aliás (1Cor 11,23-29) -, os protestantes negam que Seu Corpo e Seu Sangue sejam verdadeira comida e bebida, sem a qual ninguém terá a vida eterna, assim como negam, contra as palavras de Cristo (Jo 20,23) que o pecado que não for perdoado por um homem que recebeu de Cristo este poder não será perdoado.

Temos, portanto, que:

Idolatria é colocar criaturas acima do Criador.

Ora, os protestantes colocam criaturas (a Bíblia e suas interpretações pessoais da Bíblia) acima do Criador.

Logo, os protestantes são idólatras.

Autor: Carlos Wylker

 
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Publicado por em 21/08/2015 em Uncategorized