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Porque Maria estava em Pentecostes?

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Pentecostes acontece 50 dias após a celebração da Páscoa do Senhor e foi neste período que Jesus apareceu algumas vezes para os discípulos. Em uma dessas aparições pediu que eles ficassem em Jerusalém esperando que se realizasse a promessa do Pai: “pois João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo dentro de poucos dias” (Ato 1, 5). Eles então “unânimes, perseveraram na oração com algumas mulheres, entre as quais Maria, a mãe de Jesus…” (Ato 1, 14).

Acontece que os discípulos, nesse tempo em que ainda não haviam sido batizados com o Espírito Santo, pareciam estar perturbados, amedrontados e cheios de dúvidas. Como podemos ver no final do Evangelho de Lucas, não conseguiram acreditar no testemunho das mulheres que haviam visto Jesus Ressuscitado, se espantaram ao ver o corpo glorioso de Jesus (pensavam que se tratava de um espírito) e, pelo Evangelho de João, percebemos que estavam com medo dos judeus, que poderiam persegui-los por serem seguidores de Cristo.

Em meio a esse mar agitado de emoções e dúvidas, Maria surge como a Estrela Guia que conduz o barco da nascente Igreja refletindo a Luz do Sol que os discípulos ainda não conseguiam ver direito. De fato, Maria já tinha mostrado uma fortaleza incrível ao estar de pé junto a Cruz de seu Filho. Quando a fé de todos parece tremer, a de Maria permanece firme, sempre fundada na mesma Rocha firme. Se os discípulos estavam esperando o Espírito Santo, dela sabemos que está já “cheia de Graça” desde a sua Imaculada Conceição, fato que ficou ainda mais explícito no anúncio feito pelo Anjo Gabriel quando Maria, ainda jovem, aceita a sua missão de ser Mãe de Jesus.

Maria fazia o que sempre irá fazer: reunir os seus filhos para entregá-los a Jesus de uma maneira mais profunda.

Por isso, não é estranho que Maria esteja com os discípulos no cenáculo, rezando com eles. Jesus já tinha feito explícita a missão da maternidade espiritual de Maria dizendo a João: “Eis ai a tua mãe! “ (Ver Jo 19, 27). Não é difícil imaginar que ela estaria inclusive sustentando a fé dos discípulos que estava vacilante. Maria, nesse momento, está fazendo o que continuará a fazer para sempre: reunir os seus filhos para entregá-los a Jesus de uma maneira mais profunda.

Hoje podemos recorrer à sua ajuda maternal para crescer a nossa fé. Na verdade, esse deve ser um dos desejos mais intensos de Maria, que demos uma chance para que ela nos guie até Deus. Ela, que sempre teve uma relação tão especial com o Espírito Santo, como podemos ver no mistério da Anunciação/Encarnação de Jesus, com certeza pode interceder por nós para que também sejamos dóceis às moções do Espírito e para que possamos assim responder o nosso próprio sim ao Plano que Deus tem para nós.

Após o Tempo Pascal, iremos entrar no Tempo Ordinário, que é tempo de fazer vida todas as bênçãos que recebemos de Deus. É tempo para fazer com que a Reconciliação, que nos conseguiu Jesus, seja efetiva na nossa vida e na dos demais. Para isso, precisamos do Espírito Santo. Sem Ele ficaremos como os apóstolos, amedrontados, com as portas fechadas. Mas com Ele, somos capazes de coisas incríveis, que estão muito além do que podemos pensar e esperar. Maria é nossa mãe e quer que estejamos bem-dispostos para receber esse Espírito em Pentecostes, recorramos a Ela que é o melhor exemplo de como dispor nossos corações para essa Graça tão grande.

Fonte: http://www.a12.com/jovens-de-maria/noticias/detalhes/porque-maria-estava-em-pentecostes

 
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Publicado por em 23/05/2015 em Uncategorized

 

LITURGIA COMENTADA DE PENTECOSTES 2015

DOMINGO DE PENTECOSTES 2015

Celebramos no domingo a festa de PENTECOSTES.

Recordamos o “Dom” do Espírito Santo e

o final do tempo pascal.

PENTECOSTES era uma festa judaica muito antiga,

celebrada 50 dias após a Páscoa.

Inicialmente, era uma festa agrícola em agradecimento a Deus pelas colheitas.

Depois o povo começou a celebrar nela a ALIANÇA,

o dom da LEI no Sinai e a constituição do Povo de Deus,

fato acontecido 50 dias depois da saída do Egito…

acompanhado de trovões, relâmpagos, trombetas, vento forte…

A 1ª Leitura e o Evangelho descrevem o PENTECOSTES CRISTÃO.     

  

O Espírito presente no início da vinda pública de Jesus,

está presente também no início da atividade missionária da Igreja.

As narrativas são diferentes e até divergentes, mas se completam:

+ São Lucas faz coincidir o Pentecostes cristão com o Pentecostes judaico…

para mostrar que o ESPÍRITO é a LEI da NOVA ALIANÇA

e que, por ele, se constitui um NOVO POVO DE DEUS

Por isso, relata o FATO entre raios e trovões,

inspirando-se na narrativa da entrega da Lei no Sinai. (At 2,1-11)

– Os apóstolos estão reunidos… trancados numa casa…

O fogo do Espírito se reparte em forma de línguas sobre cada um deles.

Eles saem do cenáculo e, em praça pública começam a falar

do Cristo ressuscitado, com grande entusiasmo e sabedoria.

É a primeira e grande manifestação missionária da Igreja.

E seus missionários são os doze apóstolos.

– E o povo espantado se questiona: “Como os escutamos na nossa língua?”

O texto nos faz lembrar a Torre de Babel (Gn 11):

– Lá ninguém se entende mais… Aqui acontece o contrário:

Por obra do Espírito Santo, todos falam uma língua

que todos compreendem e que une a todos: a linguagem do amor.

– A intenção de Lucas é apresentar a Igreja como a Comunidade

que nasce de Jesus, que é animada pelo Espírito e que é chamada

a testemunhar aos homens o projeto libertador do Pai.

+ São João colocou o Dom do Espírito Santo no dia da Páscoa. (Jo 20,19-23)

Os Sinais (“anoitecer”, “portas fechadas”, “medo”) revelam a situação

de uma Comunidade desamparada, desorientada e insegura.

Jesus aparece “no meio deles” e lhes deseja a “PAZ”.

Confia a Missão: “Como o Pai me enviou, eu VOS ENVIO”.

Soprousobre eles e falou: “Recebei o ESPÍRITO SANTO”. 

– Nessa perspectiva, Páscoa e Pentecostes são partes do mesmo acontecimento.

* A preocupação dos evangelistas não foi escrever uma crônica histórica,

mas uma catequese sobre o Mistério Pascal e a Igreja

Afirmam a mesma coisa, expressando-se numa linguagem diferente.

Para LUCAS: A Igreja é uma Comunidade que nasce de Jesus,

é animada pelo Espírito e é chamada a testemunhar aos homens o projeto do Pai.

O Espírito é a LEI NOVA que orienta a caminhada dos crentes.

Ele criou uma nova comunidade, capaz de ultrapassar as diferenças e

unir todos os povos numa mesma comunidade de amor.

Para JOÃO, a Igreja é uma Comunidade construída ao redor de Jesus

e animada pelo Espírito, que a torna viva e “recriada”.

O Espírito é esse “sopro” de vida que a faz vencer o medo e as limitações

e dar testemunho no mundo desse amor,

que Jesus viveu até às ultimas conseqüências.

Para PAULO, a Igreja é o “Corpo Místico de Cristo”. (1Cor 12, 3b-712-13)

Apesar da diversidade dos membros e das funções, o Corpo é um só.

Mas é o mesmo ESPÍRITO que alimenta e dá vida a esse corpo.

O Salmista convida a bendizer o Deus Criador,

que dá força e vida às criaturas por seu Espírito. (Sl 104)

O Pentecostes continua: Diante desse fato grandioso,

talvez invejamos a sorte dos apóstolos e esquecemos

que o Pentecostes continua em nossa vida e na vida da Igreja…

– Em NOSSA VIDA houve um Pentecostes: A CRISMA,

quando recebemos a plenitude do Espírito Santo para cumprir nossa missão…

– Na VIDA DA IGREJA, que nasceu no Pentecostes e

continua a ser recriada pelo Espírito. O Espírito Santo é a alma da Igreja.

+ O cristão é um enviado:

“Como o Pai me enviou, eu também vos envio”.

Para promover a PAZ.

É um dom precioso e ausente muitas vezes no mundo.

Cristo e seu Espírito são fontes de paz para que o mundo creia.

Para experimentar o PERDÃO e a MISERICÓRDIA (dado e recebido).

O perdão e a misericórdia são as atitudes da Igreja diante do mundo.

Para construir a COMUNIDADE.

O Espírito de Deus foi derramado em cada um para conseguir

a unidade de todos no amor.

FAZER MEMÓRIA do Pentecostes na vida a Igreja em sua origem,

é tomar consciência que o mesmo Espírito que suscitou novas energias

quando tudo parecia acabado, manifesta-se agora com toda a sua força,

em meio aos desafios do nosso tempo, na fragilidade da própria Igreja.

O papa Francisco tem se tornado um sinal desta fecundidade do Espírito,

capaz de gerar vida, onde prevalecem sinais de desânimo e mediocridade.(FONTE: B N AGUAS)

 
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Publicado por em 23/05/2015 em Uncategorized

 

O ESPÍRITO SANTO NA BÍBLIA

O Espírito Santo, a terceira Pessoa da Trindade, é, nas Sagradas Escrituras, denominado “o Espírito”, “o Santo Espírito”, “o Espírito de Deus”, “o Espírito do Filho de Deus”, e o “Consolador”.

Na criação / Velho Testamento
O Espírito pairava por sobre as águas (Gn 1.2; Jó 26.13);  foi dado a certos homens para realizarem a sua obra:
Bezalel (Ex 31.2,3), Josué (Nm 27.18), Gideão (Jz 6.34), Jefté (Jz 11.29), Saul (1Sm 11.6), Davi (1Sm 16.13); foi especialmente manifesto nos profetas (Ez 11.5; Zc 7.12), foi dado para luz dos homens (Pv 1.23), prometido ao Messias (Is 11.2; 42.1), e a “toda a carne” (Jl 2.28).

No Novo Testamento
O Espírito Santo se manifesta no batismo de Jesus (Mt 3.16;Mc 1.10), e na tentação    (Mt 4.1; Mc 1.12; Lc 4.1); imediatamente depois da tentação (Lc 4.14); e na ocasião em que Jesus, falando em Nazaré, recorda a promessa messiânica de Is 61.1,2 (cp. com 42.1-4). Do mesmo modo fala o Santo Espírito ao velho Simeão dirigindo-o nos seus passos e pensamentos (Lc 2.25-27). O dom do ES é, de uma maneira determinada, prometido pelo nosso Salvador  (Lc 11.13).

No Evangelho de João
O ensino de Jesus quanto à obra do Espírito é mais preciso. “Deus é Espírito”, com respeito à Sua natureza. A não ser que o homem novamente nasça “da água e do Espírito”, ele não pode entrar no reino de Deus (Jo 3.5). O Espírito é dado sem medidas ao Messias (3.34). referindo-se Jesus às promessas messiânicas (Is 44.3; Jl 2.28) falou do Espírito que haviam de receber os que nele cressem” (7.39); porquanto, ainda não tinha sido dado (7.39); mas, na qualidade de consolador, Paracleto, Advogado (14.16,26; 15.26; 16.7; Jo 2.1); Espírito da verdade, por quem a verdade se expressa e é trazida ao homem (15.26; 16.13). Ele havia de ser dado aos crentes pelo Pai (14.16), habitando neles e glorificando o Filho (16.14), pelo conhecimento que Dele dava. Em 1Jo 3.24 a 4.13 esta presença íntima do Espírito é um dos dois sinais ou característicos da união com Cristo; e o Espírito, que é a verdade, dá testemunho do Filho (1Jo 5.6).

Nos Atos
A manifestação do Espírito é feita no dia de Pentecoste, e o fato acha-se identificado com o que foi anunciado pelo profeta (2,4,17,18); Ananias e Safira “tentam” o Espírito, pondo à prova a Sua presença na igreja (5.9); o Espírito expressamente  dirige a ação dos apóstolos e evangelistas (1.2; 8.29,39; 10.19; 11.12; 16.7; 21.4);  e inspira Ágabo (11.28).

Nas epistolas de Paulo
A presença do Espírito Santo está claramente determinada (Rm 8.11; 1Co 3.16; 6.17-19). É ele o autor da da fé (1Co 12.3; cp. com 2Co 4.13); no Espírito vivem os homens (Gl 5.25), por Ele são ajudados nas suas fraquezas (Rm 8.26,27), fortalecidos por Ele (Ef 3.16), recebendo Dele dons espirituais (1Co 12), e produzindo frutos como resultado da Sua presença (Gl 5.22). Por meio Dele há a ressurreição dos que crêem em Cristo (Rm 8.11).

Pedro
(1Pe 1.2) escreve acerca da santificação, como sendo obra do Espírito Santo.

No apocalipse
Se vê que João conscientemente é influenciado pelo Espírito (1.10; 4.2); e a mensagem dirigida à sete igrejas é a mensagem do Espírito (2.7,11,17,29).

O Espírito Santo é uma pessoa da Santíssima Trindade, e não simplesmente um método de ação divina ( vejam-se especialmente as palavras de Jesus: Jo 14.16,17; 15.26; 16.7,8; Mt 12.31,32; At 5.3,9; 7.51; Rm 8.14; 1Co 2.10; Hb 3.7).

O Espírito procede do Pai e do Filho   (Gl 4.6; 1Pe 1.11). É Ele tanto “o  Espírito de Deus” como “o Espírito de Cristo” (Rm 8.9).

E assim nos mistérios da redenção, e de uma nova vida, na regeneração, na santificação, e na união com Cristo, é uma Pessoa que, na Sua operação, como auxiliador do homem, é ainda Aquele que pode ser negado, entristecido e apagado (Ef 4.30; 1Ts 5.19).

 
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Publicado por em 14/05/2015 em Uncategorized

 

Pentecostes

50 dias após a ressurreição, Jesus cumpre sua promessa, enviando o Espírito Santo sobre os Apóstolos. O Espírito Santo é a ação de Deus em favor da vida. Cheios do Espírito, os discípulos saíram para anunciar a boa nova. No Sacramento do Batismo e no da Crisma recebemos, como os Apóstolos, o Paráclito e seus 7 dons para continuar a obra evangelizadora do Senhor.

Os sete dons do Espírito Santo

SABEDORIA

É o dom de perceber o certo e o errado, o que favorece e o que prejudica o projeto de Deus. Por este dom buscamos não as vantagens deste mundo, mas o Bem Supremo da vida, que nos enche o coração de paz e nos faz felizes. Diz o Senhor: “Feliz o homem que encontrou a sabedoria… Ela é mais valiosa do que as pérolas” (Cf. Pr 3,13-15).

ENTENDIMENTO

É o dom divino que nos ilumina para aceitar as verdades reveladas por Deus. Mesmo não compreendendo o mistério, entendemos que ali está a nossa salvação, porque procede de Deus, que é infalível. O Senhor disse: “Eu lhes darei um coração capaz de me conhecer e de entender que Eu sou o Senhor” (Jr 24,7).

CIÊNCIA

É o dom de saber interpretar e explicar a Palavra de Deus. Por este dom, o Espírito Santo nos revela interiormente o pensamento de Deus sobre nós, pois “os mistérios de Deus ninguém os conhece, a não ser o Espírito Santo” (1 Cor 2,10-15).

CONSELHO

É o dom de saber discernir caminhos e opções, de saber orientar e escutar, de animar a fé e a esperança da comunidade. Mas o Senhor disse-lhe: “Não te deixes impressionar pelo seu belo aspecto, porque eu o rejeitei. O que o homem vê não é o que importa: o homem vê a face, mas o Senhor vê o coração” (1 Sm 16,7).

FORTALEZA

É o dom de resistir às seduções, de ser coerente com o Evangelho, de enfrentar riscos na luta por justiça, de não temer o martírio. São Paulo confiava no dom da fortaleza. Ele disse: “Se Deus está conosco, quem será contra nós?” (Rm 8,31).

PIEDADE

É o dom de estar sempre aberto à vontade de Deus, procurando agir como Jesus agiria e identificando no próximo o rosto de Cristo. É o dom pelo qual o Espírito Santo nos dá o gosto de amar e servir a Deus com alegria. “O Reino de Deus não consiste em comida e bebida, mas é justiça, paz e alegria no Espírito Santo” (Rm 14,17).

TEMOR DE DEUS

Não quer dizer “medo de Deus”, mas medo de ofender a Deus. Sendo Ele o nosso melhor amigo, temos o receio de não lhe estarmos retribuindo o amor que lhe é devido. Mais do que temor, é respeito e estima por Deus. “Ouve, ó Israel! O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e com todas as tuas forças” (Dt 6,4-5).

Oração ao Espírito Santo

Ó Espírito Santo,

Amor do Pai e do Filho, inspirai-me sempre

o que devo pensar,

o que devo dizer, como devo dizer,

o que devo calar, o que devo escrever,

como devo agir, o que devo fazer,

para obter a vossa glória,

o bem das pessoas

e minha própria santificação.

Amém.

https://www.youtube.com/watch?v=icx__-IBkGQ#t=207

 
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Publicado por em 14/05/2015 em Uncategorized

 

O SIGNIFICADO DOS 7 DONS DO ESPÍRITO SANTO

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01- Sabedoria: É o dom de perceber o que favorece e o que prejudica o projeto de Deus. Ele nos fortalece nossa caridade e nos prepara para uma visão plena de Deus. O próprio Jesus nos disse: “Quando fordes presos, não vos preocupeis nem com a maneira com que haveis de falar, nem pelo que haveis de dizer. Porque não sereis vós quem falareis, mas é o Espírito do vosso Pai que falará em vós” (Mt 10,19-20) A verdadeira sabedoria traz o gosto de Deus e de sua Palavra.

02- Entendimento: É o Dom Divino que nos ilumina para aceitar as verdades reveladas por Deus. Mediante este dom, o Espírito Santo nos permite perscrutar as profundezas de Deus, comunicando ao nosso coração uma particular participação no conhecimento divino, nos segredos do mundo e na intimidade do próprio Deus. O Senhor disse: “Eu lhes darei um coração capaz de me conhecerem e de entenderem que Eu sou o Senhor” (Jr 24,7).

03- Conselho: É o dom de saber discernir caminhos e opções, de saber orientar e escutar. É a luz que o Espírito nos dá para distinguirmos o certo do errado, o verdadeiro do falso. Sobre Jesus repousou o Espírito Santo, e lhe deu em plenitude esse dom, como havia profetizado Isaías: “Ele não julgara pelas aparências, e não decidirá pelo que ouvir dizer, mas julgará os fracos co equidade e fará justiça aos pobres da terra (Is 11,3-4)

04- Ciência: É o dom da ciência de Deus e não da ciência do mundo. Por este Dom o Espírito Santo nos revela interiormente o pensamento de Deus sobre nós, pois “os mistérios de Deus ninguém os conhece, a não ser o Espírito Santo” (1 Cor 2,10-15).

05- Piedade: É o dom que o Espírito Santo nos dá de estar sempre aberto à vontade de Deus, procurando sempre agir como Jesus agiria. Se Deus vive a sua aliança com o homem de maneira tão envolvente, o homem, por sua vez, sente-se também convidado a ser piedoso com todos. Na Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios ele escreveu: “A respeito dos dons espirituais, irmãos, não quero que vocês permaneçam na ignorância. Vocês bem sabem que, quando vocês eram pagãos, eram facilmente atraídos para ídolos mudos. Por isso eu lhes declaro: todo aquele que é agora conduzido pelo Espírito de Deus não pode blasfemar contra Jesus. Bem como ninguém poderá dizer convictamente Jesus é o Senhor, a não ser movido pelo Espírito Santo” (1Cor 12,1-3).

06- Fortaleza: Este é o dom que nos torna corajosos para enfrentar as dificuldades do dia-a-dia da vida cristã. Torna forte e heróica a fé. Lembremos a coragem dos mártires. Dá-nos perseverança e firmeza nas decisões. Os que estiverem dotados desse dom não se amedrontam diante de ameaças e perseguições, pois confiam incondicionalmente no Pai. Em Apocalipse vimos “Nada temas ante o que hás de sofrer. Por estes dias o demônio vai lançar alguns de vós na prisão, para pôr-vos à prova. Tereis tribulações durante algum tempo. Sê fiel até a morte, e te darei a coroa da vida” (Ap 2,10).

07- Temor de Deus: Este dom nos mantém no devido respeito diante de Deus e na submissão à sua vontade, afastando-nos de tudo o que lhe possa desagradar. Por isso Jesus teve sempre o cuidado de fazer em tudo a vontade do Pai, como Isaías havia profetizado: “Sobre Ele repousará o Espírito do Senhor, Espírito de sabedoria e de entendimento. Espírito de prudência e de coragem, Espírito de ciência e de temor do Senhor” (Is 11,2).

 
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Quem é o Espírito Santo?

Há muitos conceitos errôneos sobre a identidade do Espírito Santo. Alguns vêem o Espírito Santo como uma força mística. Outros entendem o Espírito Santo como sendo um poder impessoal que Deus disponibiliza aos seguidores de Cristo. O que diz a Bíblia a respeito da identidade do Espírito Santo? Colocando de forma simples – a Bíblia diz que o Espírito Santo é Deus. A Bíblia também nos diz que o Espírito Santo é uma Pessoa, um Ser com mente, emoções e uma vontade.

O fato do Espírito Santo ser Deus é claramente visto em muitas Escrituras, incluindo Atos 5:3-4. Neste verso Pedro confronta Ananias em por que ele tinha mentido para o Espírito Santo, e a ele diz “não mentiste aos homens, mas a Deus”. É uma declaração clara de que mentir ao Espírito Santo é mentir a Deus. Podemos também saber que o Espírito Santo é Deus porque Ele possui os atributos ou características de Deus. Por exemplo, a onipresença do Espírito Santo é vista em Salmos 139:7-8: “Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face? Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também.” Em I Coríntios 2:10 vemos a característica de onisciência do Espírito Santo: “Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus. Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus.”

Podemos saber que o Espírito Santo é mesmo uma Pessoa porque Ele possui uma mente, emoções e vontade. O Espírito Santo pensa e sabe (I Coríntios 2:10). O Espírito Santo pode se entristecer (Efésios 4:30). O Espírito intercede por nós (Romanos 8:26-27). O Espírito Santo toma decisões de acordo com Sua vontade (I Coríntios 12:7-11). O Espírito Santo é Deus, a terceira “Pessoa” da Trindade. Como Deus, o Espírito Santo pode verdadeiramente agir como o Confortador e Consolador que Jesus prometeu que ele seria (João 14:16,26; 15:26).

 
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Por Que o Católico não pode ser Espírita?

Cada religião possui seus dogmas, seus artigos de fé. Se duas religiões possuíssem os mesmos pensamentos e dogmas não seriam duas, mas apenas uma. Por isso, uma pessoa não pode participar de duas religiões, pois não cumprirá honestamente nem uma, nem outra.
O católico não pode ser espírita porque:
1. O católico admite a possibilidade do Mistério e aceita Verdades sempre que tem certeza que foram reveladas por Deus.
2. O espírita proclama que não há mistérios e tudo o que a mente humana não pode compreender é falso e deve ser rejeitado.
3. O católico instruído crê que Deus pode e faz milagres.
4. O espírita rejeita a possibilidade de milagres e ensina que Deus também deve obedecer as leis da natureza.
5. O católico crê que a Bíblia foi inspirada por Deus e, portanto, não pode conter erros em questão de fé e moral.
6. O espírita declara que a Bíblia está cheia de erros e contradições e que esta nunca foi inspirada por Deus.
7. O católico crê que Jesus enviou o Espírito Santo aos apóstolos e seus sucessores para que pudessem transmitir fielmente a sua doutrina.
8. O espírita declara que os apóstolos e seus sucessores não entenderam os ensinamentos de Cristo e que tudo quanto transmitiram está errado ou foi falsificado.
9. O católico crê que o papa, sucessor de São Pedro, é infalível em questões de fé e moral. O espírita declara que os papas só espalharam o erro e a incredulidade.
10. O católico crê que Jesus instituiu a Igreja para continuar a sua obra. O espírita declara que até a vinda de Allan Kardec, a obra de Cristo estava inutilizada e perdida.
11. O católico crê que Jesus ensinou toda a Revelação e que não há mais nada para ser revelado. O espírita proclama que o Espiritismo é a terceira revelação, destinada a retificar e até mesmo substituir o Evangelho de Cristo.
12. O católico crê no mistério da Santíssima Trindade.
13. O espírita nega esse augusto mistério.
14. O católico crê que Deus é o Criador de tudo, Ser pessoal, distinto do mundo. O espírita afirma que os homens são partículas de Deus (verdadeiro panteísmo).
15. O católico crê que Deus criou a alma humana no momento de sua união com o corpo. O espírita afirma que nossa alma é resultado de lenta e longa evolução, tendo passado pelo reino mineral, vegetal e animal.
16. O católico que o homem é uma composição substancial entre corpo e alma. O espírita afirma que é composto entre perispírito e alma e que o corpo é apena um invólucro temporário, um “alambique para purificar o espírito”.
17. O católico obedece a Deus que, sob severas penas, proibiu a evocação dos mortos. O espírita faz desta evocação uma nova religião.
18. O católico crê na existência de anjos e demônios.
19. O espírita afirma que não há anjos, mas espíritos evoluídos e que eram homens; que não há demônios, mas apenas espíritos imperfeitos que alcançarão a perfeição.
20. O católico crê que Jesus Cristo é verdadeiramente o Filho Unigênito de Deus, Segunda Pessoa da Santíssima Trindade.
21. O espírita nega esta verdade fundamental da fé cristã e afirma que Cristo era apenas um grande médium e nada mais.
22. O católico crê também que Jesus é verdadeiro homem, com corpo real e alma humana. Grande parte dos espíritas afirma que Cristo tinha apenas um corpo aparente ou fluídico.
23. O católico crê que Maria é a Mãe de Deus, Imaculada e assumta ao céu. O espírita nega e ridiculariza todos os privilégios de Maria.
24. O católico crê que Jesus veio para nos salvar, por sua Paixão e Morte. O espírita afirma que Jesus não é nosso Redentor, mas apenas veio para ensinar algumas verdades e de modo obscuro; e que cada pessoa precisa remir-se a si mesma.
25. O católico crê que Deus pode perdoar o pecador arrependido. O espírita afirma que Deus não pode perdoar os pecados sem que se proceda rigorosa expiação e reparação feita pelo próprio pecador, sempre em novas reencarnações.
26. O católico crê nos Sete Sacramentos e na graça própria de cada Sacramento. O espírita não aceita nenhum Sacramento, nem mesmo o poder da graça santificante.
27. O católico crê que o homem vive uma só vez sobre a Terra e que desta única existência depende a vida eterna.
28. O espírita afirma que a gente nasce, vive, morre e renasce, e progride continuamente (reencarnação).
29. O católico crê que após esta vida exista o céu e o inferno.
30. O espírita nega, pois crê em novas reencarnações.

Por Frei Boaventura Kloppenburg, O.F.M. Bispo da Diocese de Novo Hamburgo (RS)

 
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Publicado por em 14/05/2015 em Uncategorized