O poder do sangue de Cristo (Das catequeses de São João Crisóstomo – Séc. IV)

 

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Queres conhecer o poder do sangue de Cristo? Voltemos às figuras que o profetizaram e recordemos a narrativa do Antigo Testamento: “Imolai – disse Moisés – um cordeiro de um ano e marcai as portas com o seu sangue” (cf. Ex 12,6-7). Que dizes, Moisés? O sangue de um cordeiro tem poder para libertar o homem dotado de razão? É claro que não – responde ele – não porque é sangue, mas por ser figura do sangue do Senhor. Se agora o inimigo, ao invés do sangue simbólico aspergido nas portas, vir brilhar nos lábios dos fiéis, portas do templo dedicado a Cristo, o sangue verdadeiro, fugirá para mais longe.

 

Queres compreender mais profundamente o poder deste sangue? Repara de onde começou a correr e de que fonte brotou. Começou a brotar da própria cruz, e a sua origem foi o lado do Senhor. Estando Jesus já morto e ainda pregado na cruz – diz o evangelista – um soldado aproximou-se, feriu-lhe o lado com uma lança e imediatamente saiu água e sangue: a água, como símbolo do batismo; o sangue, como símbolo da Eucaristia. O soldado, traspassando-lhe o lado, abriu uma brecha na parede do templo santo, e eu, encontrando um enorme tesouro, alegro-me por ter achado riquezas extraordinárias. Assim aconteceu com este cordeiro. Os judeus mataram um cordeiro e eu recebi o fruto do sacrifício.

 

“De seu lado saiu sangue e água” (Jo 19,34). Não quero, querido ouvinte, que trates com superficialidade o segredo de tão grande mistério. Falta-me ainda explicar-te outro significado místico e profundo. Disse que esta água e este sangue são símbolos do batismo e da eucaristia. Foi destes sacramentos que nasceu a santa Igreja, pelo banho da regeneração e pela renovação no Espírito Santo, isto é, pelo batismo e pela eucaristia que brotaram do lado de Cristo. Pois Cristo formou a Igreja de seu lado traspassado, assim como do lado de Adão foi formada Eva, sua Esposa.

 

Por esta razão, a Sagrada Escritura, falando do primeiro homem, usa a expressão “osso de meus ossos e carne da minha carne” (Gn 2,23), que São Paulo refere, aludindo ao lado de Cristo. Pois assim como Deus formou a mulher do lado do homem, também Cristo, de seu lado, nos deu a água e o sangue para que surgisse a Igreja. E assim como Deus abriu o lado de Adão enquanto ele dormia, também Cristo nos deu a água e o sangue durante o sono de sua morte.

 

Vede como Cristo se uniu à sua esposa, vede com que alimento nos sacia. Do mesmo alimento nos faz nascer e nos nutre. Assim como a mulher, impulsionada pelo amor natural, alimenta com o próprio leite e o próprio sangue o filho que deu à luz, também Cristo alimenta sempre com o seu sangue aqueles a quem deu o novo nascimento.

 

SÃO JOÃO CRISÓSTOMO (354-407) ( = boca de ouro) , doutor da Igreja, é o mais conhecido dos Padres da Igreja grega. Nasceu em Antioquia. Tornou-se patriarca de Constantinopla e foi grande pregador. Foi exilado na Armênia por causa da defesa da fé. Proclamado pelo papa S. Pio X, padroeiro dos pregadores. Em seu breviário de 1568, o papa Pio V concedeu-lhe o título honorífico de “Doutor da Igreja”, juntamente com Basílio, João Crisóstomo e Gregório de Nazianzo. É ainda um dos três hierarcas da Igreja grega.

 

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A paixão de Santo Estêvão nos Sermões de Santo Agostinho

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(Dos Sermões de Santo Agostinho)

Ouvistes durante a leitura o modo como o grande Santo Estêvão alcançou a coroa suprema. O primeiro mérito do Protomártir é justamente este: enquanto dos outros mártires temos dificuldade em encontrar atos que se possam recitar em suas festas, a paixão de Estêvão encontra-se num livro canônico. Efetivamente, os Atos dos Apóstolos pertencem às Escrituras canônicas. Na leitura, ouvistes como foram escolhidos e ordenados pelos apóstolos sete diáconos, entre os quais estava Santo Estêvão. Os apóstolos ocupam o primeiro lugar; em seguida, vêm os diáconos. Mas, o primeiro mártir foi um diácono e não um apóstolo: a primeira vítima foi um cordeirinho, não um carneiro.

Como é grande a semelhança de seus sofrimentos com os do seu Senhor e Salvador! Contra ambos se levantaram falsas testemunhas, e sobre o mesmo assunto. Vós bem sabeis o que as falsas testemunhas afirmaram contra Cristo Senhor: “Este homem declarou: “Posso destruir o Templo de Deus e edificá-lo depois de três dias” (Mt 26, 61). Todavia, o Senhor não dissera isso, mas quiseram fazer a mentira passar por verdade. Em que foram falsas as testemunhas? Elas o tinham ouvido dizer: “Destruí este templo, e em três dias eu o levantarei” (Jo 2,19). O evangelista, porém, explica: “Ele falava do templo do seu corpo” (Jo 2,21). Eram testemunhas falsas porque afirmavam que Jesus havia dito: “Posso destruir”, ao invés de: “Destruí”. Muito pouco alteraram as sílabas, mas foram tanto mais pérfidas em seu falso testemunho, quanto mais quiseram aparentar verdade em sua calúnia.

O que Estêvão fez em sua humildade, Cristo já o fizera em sua grandeza: o que ele padeceu inclinando-se para o chão, Cristo já o suportara suspenso no madeiro. Recordai o que ele disse: “Pai, perdoa-lhes: eles não sabem o que fazem” (Lc 23,34; cf. At 7, 60). Sentado na cátedra da cruz, o Senhor ensinava a Estêvão a regra da piedade.

Bom Mestre, falaste bem, ensinaste bem. Eis que teu discípulo ora por seus inimigos, ora pelos que o apedrejam. Mostra como deve o humilde imitar a ti, o Excelso; como deve a criatura imitar o Criador; a vítima, o Mediador; o homem, o Homem-Deus. Imitar o que é Deus, todavia homem sobre a cruz. Imitar a Cristo que é Deus, mas também homem sobre a cruz, quando clamava em alta voz: “Pai, perdoa-lhes: eles não sabem o que fazem”.

Sermo 315, 1-2.8
(Patrologia Latina 38, 1426-1427.1430

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Explicando o Diaconato

Diácono, em grego, significa «servidor».

Nos textos do NT e dos primeiros séculos já são mencionados os diáconos, entre os pastores da comunidade cristã, colaborando com os bispos e presbíteros. Estes diáconos eram tidos em grande consideração. O livro dos Actos (cf. Act 6) fala da eleição dos primeiros sete, entre eles Santo Estêvão.

O Diaconato é o primeiro grau do sacramento da ordem. Os outros dois são o presbiterado e o episcopado, portanto, diáconos, presbíteros e bispos compõem a hierarquia da Igreja. As mãos lhes são impostas para o ministério e não para o sacerdócio. Com a ordenação o diácono deixa sua condição de leigo e passa a fazer parte do clero. Esse sacramento imprime caráter, que o faz diácono por toda a eternidade. Não há como retroceder.

O diaconato foi instituído pelos apóstolos. Podemos ver em Atos 6, 1 – 6 a imposição de mãos sobre os primeiros sete diáconos: Filipe, Prócono, Nicanor, Tímon, Pármenas, Nicolau e Estevão que foi o primeiro mártir (At. 6,8-7,60). Podemos, ainda, ver outras referências como Fl. l,1 e 1 Tm. 3, 8 – ss. Permaneceu florescente na Igreja do ocidente até o século V, depois por várias razões desapareceu.

A sua veste própria é a túnica, com a estola cruzada do ombro esquerdo, e a dalmática, sobretudo em celebrações mais solenes.
A dalmática simboliza na Igreja a alegria de servir a Deus.

Os diáconos podem ser homens casados ou celibatários que, chamados para seguir Jesus Cristo Servidor, recebem o Sacramento da Ordem do Diaconato através da imposição das mão do Bispo para exercer o tríplice ministério:
– Da Caridade.
– Da Palavra.
– Da Liturgia.

Existem dois tipos de diáconos. O diácono transitório é aquele que recebe o sacramento da ordem no grau do diaconato para depois receber o segundo grau e tornar-se presbítero, ou padre conforme costumamos dizer. O diácono permanente sendo casado não pode ascender ao grau superior, ficando permanentemente como diácono.
Ficando viúvo o diácono permanente pode ser ordenado presbítero?
Na realidade pode. No entanto precisa de uma autorização especial e ainda de completar os estudos, da concordância do bispo e do conselho de presbíteros e de forma preponderante da certeza absoluta de sua vocação ao presbiterado. Contudo isto é importante: o diácono permanente que ficar viúvo não pode se casar novamente.
O que é necessário para se tornar diácono?
As normas da Igreja fazem algumas exigências: a formação deve durar pelo menos três anos (no mínimo mil horas) e deve conter obrigatoriamente teologia bíblica, dogmática, litúrgica e pastoral; o candidato deve estar casado há no mínimo cinco anos; tem que ter pelo menos 35 anos. Vida matrimonial e eclesial exemplares. Autorização verbal da esposa no momento da ordenação e por escrito, arquivada no processo.
Todas as dioceses têm normas específicas, exemplo: segundo grau completo, situação econômica estável, indicação do pároco, entrevistas com o bispo (inclusive esposas), idade superior a quarenta anos, retiros espirituais a cada seis meses para que se possa meditar sobre sua vocação; estar intimamente ligado a uma paróquia onde venha prestando valiosos serviços; complementar seus estudos com teologia moral, história da Igreja, direito canônico e mariologia. Ser homem de oração e assíduo na freqüência aos sacramentos.
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“Templo de Salomão”, mais uma farsa religiosa do nosso tempo

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Só para esclarecer aos católicos, a respeito desse “templo de Salomão” inaugurado em São Paulo, mais uma farsa religiosa do nosso tempo e mais uma punhalada no cristianismo, já tão deturpado pelas seitas…
1. Não existe nem poderá existir “Templo de Salomão” algum desde 587 aC, quando o Templo do Senhor, construído pelo Rei Salomão, foi incendiado pelos babilônios. Este era o chamado Primeiro Templo dos judeus.
2. Nem mesmo no tempo de Jesus havia um “Templo de Salomão”. Havia sim, o Segundo Templo, construído pelos judeus que voltaram do Exílio de Babilônia entre 537-515 aC. Foi nesse Templo, reformado, ampliado e embelezado por Herodes Magno, que Jesus nosso Senhor pregou. Foi sobre esse Templo que Ele afirmou tratar-se de uma imagem Dele próprio, morto e ressuscitado: “Destruí este Templo e em três dias Eu o edificarei!”.
3. O Templo de Salomão em si não tem significado algum para o cristianismo. Também não pode ser reconstruído, pois já não seria o Templo “de Salomão”, mas de outra qualquer pessoa! O que se construiu em São Paulo foi um “Edifício do Edir Macedo”, nem mais nem menos…
4. Quanto ao Templo dos judeus, somente pode ser construído sobre o Monte do Templo, chamado Monte Moriá, em Jerusalém. Os judeus nunca reconstruíram o seu Templo por isso: porque ali já estão erguidas duas mesquitas muçulmanas…
5. Os cristãos jamais poderão ou deverão reconstruir Templo judaico algum! Isto é negar Nosso Senhor Jesus Cristo, é voltar ao Antigo Testamento! O Segundo Templo era imagem do Corpo do Senhor. Ele mesmo o declarou. Aqui coloco de modo explicado o que Jesus quis dizer: “Vós estais destruindo este Templo! Podeis destruí-lo; ele já cumpriu sua função de figura, de lugar de encontro de Deus com os homens! O verdadeiro Templo é Meu corpo imolado e ressuscitado! Vós destruireis o Meu corpo como estais destruindo este Templo! Mas, dentro de três dias Eu o ressuscitarei, edificando o verdadeiro Templo, lugar de encontro entre Deus e o homem: o Meu corpo, que é a Igreja!”
6. Arca, sacrifícios antigos, utensílios do antigo Templo, já não têm sentido algum no cristianismo. Mais ainda: não passam de pura e vazia falsificação que ofendem a resta consciência cristã e desrespeitam os judeus, imitando de modo grosseiro e falseando de modo superficial o real significado dos seus símbolos religiosos.
Conclusão: É uma pena ver como o charlatanismo, a ignorância, o grotesco prosperam em certas expressões heterodoxas de cristianismo… E tudo por conta do tripudio sobre a ignorância e falta de bom senso de toda uma população insensata. Só isto.

Dom Henrique Soares da Costa

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Liturgia, entre o sagrado e o profano

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Geraldo Trindade

O que é o sagrado dentro do contexto pós-moderno que vivemos? Qual o espaço que ele ocupa dentro do profano da vida? Estas distinções são traiçoeiras e muitas vezes, corre-se o risco de pecar por serem rasas.

O sagrado é Deus em si; pois Ele é o criador. De Deus viemos e para Ele retornaremos. Isto é, tudo lhe pertence. “Cristo  ontem e hoje… Princípio e fim … Alfa e ômega… A Ele o tempo e a eternidade…A glória e o poder… Pelos séculos sem fim. Amém”. Nós, seres humanos, somos criaturas. Reconhecer esta condição é propiciar que sejamos capazes de crescer e estabelecer com Deus um relacionamento marcado pela intimidade.

Recorda-nos São Paulo, “não somos filhos de uma escrava, mas filhos de uma mulher livre. Cristo nos libertou para que fossemos realmente livres.” (Gl 4, 31 – 5,1). Resgatados para uma condição de filhos de Deus tornamo-nos Povo Régio e Sacerdotal.  “Vós, porém, constituís uma geração escolhida, um sacerdócio régio, uma gente santa, um poço conquistado, a fim de proclamar as grandezas daquele que das trevas vos chamou para a sua luz admirável. Outrora não éreis objeto de misericórdia. Agora sim, sois objeto de misericórdia” ( 1Pe 2, 9-10). Nas vicissitudes da história e da vida cada cristão é convidado a reconhecer a gratuidade do amor. Se assim caminha passa-se a elevar a Deus um “cântico novo” (Sl 33,3) que brota dos lábios como expressão de louvor ao Criador.

A liturgia que em grego leit (de ‘laós’, povo) e urgia (de érgon, ação, obra). Assim a liturgia é uma ação, obra que se realiza em favor do povo, da comunidade, da vida das pessoas. Para os cristãos, é atualização da entrega de Cristo para a salvação. A liturgia faz o memorial da entrega redentora de Cristo na cruz. Através da ação litúrgica se é inserido nas realidades da salvação. Dessa forma, percebe-se claramente a raiz cristológica da liturgia. Cristo rompe um simples ritualismo e faz a liturgia um “culto agradável e perfeito” ( Rm 12, 1-2). Porém, a liturgia não se restringe a uma realidade de espaço e tempo determinado, mas prolonga-se como experiência vital. E mesma a liturgia conduzida pelo ritual advém de uma experiência transcendental dos antepassados e dos contemporâneos. Ela é meio do qual Deus se utiliza para expressar plenificamente todo o realismo de Sua Palavra e de Sua carne. Por isso, é preciso educar-se para aprender dEle a bem viver e nos alimentar dEle.

A liturgia da criação é “quebra” e “extensão” de um silêncio criador. “A terra, porém, estava informe e vazia, e as trevas cobriam o abismo, mas o espírito de Deus paira por sobre as águas” (Gn 1, 2). A celebração litúrgica é acolhida, como filhos de Deus do supremo Mistério Pascal (vida, morte e ressurreição do Senhor). É realidade antiga e nova, capaz de atrair mentes e corações, invade e toca a nossa realidade, transforma e convida a lançar nossa vida. O memorial da Nova Aliança torna-nos participantes da vida de Cristo, homens e mulheres, renascidos a partir do novo Adão, que liberta das fragilidades do pecado.

A partir de Cristo a realidade e a humanidade não pode mais ser vista como profana. Elas trazem em si uma reserva de sacralidade. “No princípio existia o Verbo, o Verbo estava voltado para Deus, e o Verbo era Deus.  O Verbo estava, pois, voltado para Deus  no começo. Tudo foi feito por ele, e sem ele nada se fez de tudo o que foi criado” (Gn 1, 1-2). O universo é acolhida e morada do Altíssimo. Por isso, somos eminentemente espirituais e como criaturas, tendemos para estar com o Criador. O sagrado, Cristo, dignou-se assumir o profano, a humanidade (Fl 2, 5-11), a fim de que a humanidade encaminhasse para o que há de mais sagrado Jesus Cristo, ontem, hoje e sempre (Hb 13, 8).

 

Nosso coração humano volta-se naturalmente para o que é bom, belo e verdadeiro, Cristo, o Belo Pastor. A liturgia é a extensão mais digna da Palavra de Deus. Ela indica a Presença de Jesus e do Evangelho em ritos, orações e símbolos. Ela é convite para participar da vida divina vivendo ainda a vida humana, ela quer nos conduzir do visível ao Invisível, proporciona a união entre a Terra, nossa origem e o Céu, nossa origem primeira.

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FALSOS MILAGRES E FALSOS PROFETAS!

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Olá amigos não se deixem levar por falsos profetas e falsos milagres!

OBJEÇÃO PROTESTANTE: Alguns “PROTESTANTES” afirmam que em Mc 13,21-22 Jesus tinha predito falsos milagres, para seduzir os eleitos. Não é isso que acontece na Igreja Católica?

RESPOSTA: Não! Examinemos atenciosamente esta profecia de Jesus, quase igual em Mc 13,21-22 e em Mt 24,23-25: “Então, se vos disserem, “Vede! O Messias está aqui! ou, está ali”, não acrediteis nisso. Porque surgirão falsos messias e falsos profetas, que farão grandes prodígios e portentos, capazes de enganar os próprios eleitos, se for possível. Vede que eu já vos preveni.” São Paulo, predizendo os mesmos eventos, em II Ts 2,9-10 acrescenta que também os milagres serão falsos. “Aquele ímpio ( anticristo ) cuja vinda, graças à influência de satanás, será acompanhada de toda a espécie de portentos, de prodígios e de prestígios mentirosos, e de toda a espécie de seduções iníquas, para aqueles que hão de se perder, por não terem acolhido o amor da verdade, que os teria salvo.” Disso podemos tirar as seguintes conclusões lógicas:

1ª Aqui não se trata de verdadeiros milagres, com os quais Jesus prometeu acompanhar os Apóstolos e seus verdadeiros seguidores ( Mc 16,17-20), mas de milagres mentirosos, com os quais satanás ajudará os falsos profetas a seduzir aqueles que não acolheram o amor da verdade, para seguir os falsos messias, antes da destruição de Jerusalém, e antes do fim do mundo.

De fato, 40 anos depois da Ascensão de Jesus vieram estes falsos messias e profetas e seduziram os judeus a rebelar-se contra a dominação romana. As legiões romanas esmagaram o levante e destruíram Jerusalém, de modo que não sobrou “pedra sobre pedra”, como Jesus tinha predito. Porém, os judeus convertidos ao cristianismo, foram prevenidos pelos Apóstolos, e fugiram para as montanhas, escapando desta chacina.

2ª Ninguém desconhece, quantas vezes os “Testemunhas de Jehová” e outros sectários, tinham predito a volta de Jesus para o fim do mundo, e se desmascararam como falsos profetas dos falsos messias! E qual a seita ¾ entre as mais de 30.000 seitas cristãs, que tem garantia de ser a única “dos eleitos”, que não serão enganados? Não serão, antes, os humildes fiéis, obedientes aos Apóstolos e seus legítimos sucessores, na Igreja Católica, como foi no tempo da destruição de Jerusalém?

3ª Enquanto os “prodígios e portentos dos falsos messias e profetas” serão destinados para seduzir os eleitos de os seguir, ¾ as curas benfazejas e os outros milagres dos Apóstolos e dos Santos da Igreja Católica têm a aprovação de Jesus que disse: ( Mt 6,15-20) “Acautelai-vos dos falsos profetas… por seus frutos os reconhecereis… Não pode árvore boa dar frutos maus, nem árvore má dar frutos bons.” Por isso a Igreja Católica costuma promulgar os verdadeiros milagres somente depois de muitos anos, quando foram comprovados pelos bons frutos: de conversão dos ateus e pecadores de penitência, de vida pura, virtuosa, dedicada à caridade, etc.

Quem apesar disso teima em atribuir os verdadeiros milagres, rigorosamente comprovados e com bons frutos, ao poder de satanás, está imitando os doutores da Lei que atribuíram os milagres de Jesus ao poder de Belzebu  e aos quais Jesus respondeu que “Esta blasfêmia contra o Espírito Santo nunca terá perdão, mas será réu de um pecado eterno.”( Mc 3,28-30)

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Fizeram um trabalho de macumba pra mim, e agora?

O pior caminho é recorrer a centros ou terreiros para desfazer o “trabalho”. Primeiro porque demonstra pouca fé em Nosso Senhor, e segundo, porque corre o grande risco de tornar-se escravizado por tais coisas.

A solução é andar na graça de Deus: confissão e comunhão frequente, ojeriza radical contra o pecado e vivência diária das três virtudes cardeais: fé, esperança e Caridade. Santa Teresinha dizia que uma alma em estado de graça é temida pelo demônio como ao próprio Deus.

Todos os sacerdotes sérios que atuam no exercício da oração de libertação fazem questão de ressaltar que não se trata de prática mágica, supersticiosa ou coisa que o valha, como alguns e alguma seitas querem fazer. E ressaltam que mais importante que isso é buscar uma vida de contrição, acesso aos Sacramentos e fuga do pecado.

A oração produz um efeito extraordinário, podendo mesmo curar doenças, como já está provado.

Apesar do que diz a literatura em geral, especialmente a hinduísta, somente a oração cristã pode produzir os que assim seriam considerados efeitos extraordinários. A oração cristã é mais profunda, permite uma comunhão mais significativa com Deus. O próprio Jesus Cristo recomenda a perseverança e até mesmo a importunação na oração, ensinando inclusive que “Tudo o que pedirdes em meu nome eu o farei para que o Pai seja glorificado no Filho”.

Recentemente, o Papa Francisco aconselhou que “Todos nós devemos ser corajosos na oração, desafiando Jesus”…

Segundo o padre Fortea, exorcista, o primeiro prejudicado pelo malefício será quem invocou o demônio para fazer o mal. Nunca se invoca o demônio em vão. O único remédio é o seguinte:

1) Rezar um mistério do Rosário;

2) Ler o Evangelho durante cinco dias;

3) Falar com Deus sinceramente alguns instantes;

4) Ir à Missa ( Dominical ou com mais frequência);

5) Colocar um crucifixo Bento em casa;

6) Colocar uma Imagem Benta da Virgem Maria;

7) Abençoar-se com Água Benta, uma vez ao dia.

Se após isso tudo,não cessar, pode ser um sinal de que está sendo realmente provocado por um malefício. Procure um sacerdote de preferência um exorcista, e pede-se uma oração pra saber e outra para libertar.

 

A Igreja deixa claro que o estado de graça do fiel, a busca sincera pelos sacramentos e o alimento diário das três virtudes teologais são os meios mais seguros contra as ciladas do inimigo. O que São Paulo ensina? “Portanto, tomai toda a armadura de Deus,  para que possais resistir no dia mau e, depois de terdes vencido tudo, permanecer inabaláveis. Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos da couraça da justiça. Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz; embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno. Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus” (Efésios 6, 13-17).

Esse é o caminho segundo a Revelação. O dia a dia prático, além desses, podem mostrar outros. O referido sacerdote apenas partilhou a sua experiência pastoral.

 

Serve qualquer objeto bento. Porque? Porque eles se tornam um sacramental. Os demônios reconhecem objetos bentos e água benta e isso realmente protege contra muitas coisas. Não é superstição, é fé. Sabemos que os demônios agem onde eles atuam, por isso devemos ter cuidado com locais que possam estar “infestados”, objetos, roupas, comidas ( sim!), etc.

O falecido Pe. Rufus, sacerdote exorcista Indiano, que esteve na Canção Nova várias vezes, deu um testemunho certa vez, dizendo que uma mulher recebeu um demônio que estava hospedado em uma árvore no meio da rua. Ela simplesmente passou embaixo e havia alguma “brecha” espiritual nela. Ele entrou a ela ficou muito mal precisando de exorcismo. Nem todos conseguem entender ou aceitar isso, mas é assim.

 

Sempre houve nas famílias católicas um piedoso costume de manter água benta em casa, convidar o sacerdote para abençoar o lar, objetos, roupas, etc.etc. Isso demonstrava a fé das pessoas na intercessão da Igreja e na unção do sacerdote, tornando em nome de Cristo, simples objetos em sacramentais.

Isso se perdeu. Mas na verdade, isso se transferiu da fé em Cristo para a superstição, a idolatria, o medo, as “mandingas”, o espiritismo, etc. Chesterton já dizia: “Quem não acredita em Deus, na verdade não crê em nada, na verdade acredita em tudo!”

 

O demônio pode matar alguém diretamente, desde que Deus o permita. Um demônio matou os esposos de Sara (Tobias 3,8), e Satanás, os filhos de Jó. Santa Teresa de Ávila, no Livro da Vida, conta que ficou quase dois anos sem rezar porque nesses momentos ela era terrivelmente assediada pelo diabo, até que ela perdeu completamente o medo dele e retomou a sua vida de oração.

 

Que o demônio existe é fato, mas é preciso ter a convicção de que Deus é mais forte e nos livra do mal quando confiamos Nele.

 

Não podemos nos esquecer que a Verdade é uma pessoa, Nosso Senhor Jesus Cristo. E que a Verdade, que é Ele, é Verdade em toda a existência. No céu, na terra, nos infernos, nos confins do universo, etc. O falecido prof. Fedeli, da Montfort, sempre falava de modo radical sobre a verdade ( Cristo e sua Igreja) e a mentira ( após o advento de Cristo, todas as outras religiões).

 

 

 

Autor:
David A. Conceição – Tradição em Foco com Roma.

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