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SEMANA SANTA

A Igreja propõe aos cristãos os sagrados mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição do Filho de Deus, tornado Homem, para no martírio da Cruz e na vitória sobre a morte, oferecer a todos os homens a graça da salvação.

Domingo de Ramos

O Domingo de Ramos dá início à Semana Santa e lembra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, aclamado pelos judeus.

A Igreja recorda os louvores da multidão cobrindo os caminhos para a passagem de Jesus, com ramos e matos proclamando: “Hosana ao Filho de David. Bendito o que vem em nome do Senhor”. (Lc 19, 38 – MT 21, 9).

Com esse gesto, portando ramos durante a procissão, os cristãos de hoje manifestam sua fé em Jesus como Rei e Senhor.


Quinta-feira Santa

Hoje celebramos a Instituição do Sacramento da Eucaristia. Jesus, desejoso de deixar aos homens um sinal da sua presença antes de morrer, instituiu a eucaristia. Na Quinta-feira Santa, destacamos dois grandes acontecimentos:


Bênção dos Santos Óleos

Não se sabe com precisão, como e quando teve início a bênção conjunta dos três óleos litúrgicos.

Fora de Roma, esta bênção acontecia em outros dias, como no Domingo de Ramos ou no Sábado de Aleluia.

O motivo de se fixar tal celebração na Quinta-feira Santa deve-se ao fato de ser este último dia em que se celebra a missa antes da Vigília Pascal. São abençoados os seguintes óleos:


Óleo do CrismaUma mistura de óleo e bálsamo, significando plenitude do Espírito Santo, revelando que o cristão deve irradiar “o bom perfume de Cristo”. É usado no sacramento da Confirmação (Crisma) quando o cristão é confirmado na graça e no dom do Espírito Santo, para viver como adulto na fé. Este óleo é usado também no sacramento do sacerdócio, para ungir os “escolhidos” que irão trabalhar no anúncio da Palavra de Deus, conduzindo o povo e santificando-o no ministério dos sacramentos. A cor que representa esse óleo é o branco ouro.

Óleo dos CatecúmenosCatecúmenos são os que se preparam para receber o Batismo, sejam adultos ou crianças, antes do rito da água. Este óleo significa a libertação do mal, a força de Deus que penetra no catecúmeno, o liberta e prepara para o nascimento pela água e pelo Espírito. Sua cor é vermelha.

Óleo dos Enfermos - É usado no sacramento dos enfermos, conhecido erroneamente como “extrema-unção”. Este óleo significa a força do Espírito de Deus para a provação da doença, para o fortalecimento da pessoa para enfrentar a dor e, inclusive a morte, se for vontade de Deus. Sua cor é roxa. Instituição da Eucaristia e Cerimônia do Lava-pés.

   Com a Missa da Ceia do Senhor, celebrada na tarde de quinta-feira, a Igreja dá início ao chamado Tríduo Pascal e comemora a Última Ceia, na qual Jesus Cristo, na noite em que vai ser entregue, ofereceu a Deus-Pai o seu Corpo e Sangue sob as espécies do Pão e do Vinho, e os entregou para os Apóstolos para que os tomassem, mandando-lhes também oferecer aos seus sucessores.

   Nesta missa faz-se, portanto, a memória da instituição da Eucaristia e do Sacerdócio. Durante a missa ocorre a cerimônia do Lava-Pés que lembra o gesto de Jesus na Última Ceia, quando lavou os pés dos seus apóstolos.

   O sermão desta missa é conhecido como sermão do Mandato ou do Novo Mandamento e fala sobre a caridade ensinada e recomendada por Jesus Cristo. No final da Missa, faz-se a chamada Procissão do Translado do Santíssimo Sacramento ao altar-mor da igreja para uma capela, onde se tem o costume de fazer a adoração do Santíssimo durante toda à noite.

Sexta-feira Santa

   Celebra-se a paixão e morte de Jesus Cristo. O silêncio, o jejum e a oração devem marcar este dia que, ao contrário do que muitos pensam, não deve ser vivido em clima de luto, mas de profundo respeito diante da morte do Senhor que, morrendo, foi vitorioso e trouxe a salvação para todos, ressurgindo para a vida eterna. Às 15 horas, horário em que Jesus foi morto, é celebrada a principal cerimônia do dia: a Paixão do Senhor. Ela consta de três partes: liturgia da Palavra, adoração da cruz e comunhão eucarística. Depois deste momento não há mais comunhão eucarística até que seja realizada a celebração da Páscoa, no Sábado Santo.

Ofício das Trevas

   Trata-se de um conjunto de leituras, lamentações, salmos e preces penitenciais. O nome surgiu por causa da forma que se utilizava antigamente para celebrar o ritual. A igreja fica às escuras tendo somente um candelabro triangular, com velas acesas que se apagam aos poucos durante a cerimônia.

Sermão das Sete Palavras

   Lembra as últimas palavras de Jesus, no Calvário, antes de sua morte. As sete palavras de Jesus são: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem…”, “Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso”, “Mulher, eis aí o teu filho… Eis aí a tua Mãe”, “Tenho Sede!”, “Eli, Eli, lema sabachtani? – Meus Deus, meus Deus, por que me abandonastes?”, “Tudo está consumado!”, “Pai, em tuas mãos entrego o meu Espírito!”. Neste dia, não se celebra a Santa Missa.

   Por volta das 15 horas celebra-se nas igrejas católicas a Solene Ação Litúrgica comemorativa da Paixão e Morte de Jesus Cristo. À noite as paróquias fazem encenações da Paixão de Jesus Cristo com o Sermão do Descendimento da Cruz e em seguida a Procissão do Enterro, levando o esquife com a imagem do Senhor morto.

Sábado Santo
No Sábado Santo ou Sábado de Aleluia, a principal celebração é a “Vigília Pascal”.

Vigília Pascal

Inicia-se na noite do Sábado Santo em memória da noite santa da ressurreição gloriosa de Nosso Senhor Jesus Cristo. É a chamada “A mãe de todas as santas vigílias”, porque a Igreja mantém-se de vigília à espera da vitória do Senhor sobre a morte. Cinco elementos compõem a liturgia da Vigília Pascal: a benção do fogo novo e do círio pascal; a proclamação da Páscoa, que é um canto de júbilo anunciando a Ressurreição do Senhor; a liturgia da Palavra, que é uma série de leituras sobre a história da Salvação; a renovação das promessas do Batismo e, por fim, a liturgia Eucarística.

Domingo de Páscoa

   A palavra páscoa vem do hebreu Peseach e significa “passagem”. Era vivamente comemorada pelos judeus do antigo testamento. A Páscoa que eles comemoram é a passagem do mar Vermelho, que ocorreu muitos anos antes de Cristo, quando Moisés conduziu o povo hebreu para fora do Egito, onde era escravo. Chegando às margens do Mar Vermelho, os judeus, perseguidos pelos exércitos do faraó teriam de atravessá-lo às pressas. Guiado por Deus, Moisés levantou seu bastão e as ondas se abriram, formando duas paredes de água, que ladeavam um corredor enxuto, por onde o povo passou. Jesus também festejava a Páscoa. Foi o que Ele fez ao cear com seus discípulos. Condenado à morte na cruz e sepultado, ressuscitou três dias após, num domingo, logo depois da Páscoa judaica. A ressurreição de Jesus Cristo é o ponto central e mais importante da fé cristã. Através da sua ressurreição, Jesus prova que a morte não é o fim e que Ele é, verdadeiramente, o Filho de Deus. O temor dos discípulos em razão da morte de Jesus na Sexta-Feira transforma-se em esperança e júbilo. É a partir deste momento que eles adquirem força para continuar anunciando a mensagem do Senhor. São celebradas missas festivas durante todo o domingo.

A data da Páscoa
   A fixação das festas móveis decorre do cálculo que estabelece o Domingo da Páscoa de cada ano, assim: A Páscoa deve ser celebrada no primeiro domingo após a primeira lua cheia que segue o Equinócio da Primavera, no Hemisfério Norte (21 de março). Se esse dia ocorrer depois do dia 21 de abril, a Páscoa será celebrada no domingo anterior. Se, porém, a lua cheia acontecer no dia 21 de março, sendo domingo, será celebrada de 25 de abril. A Páscoa não acontecerá nem antes de 22 de março, nem depois de 25 de abril. Conhecendo-se a data da Páscoa, conheceremos a das outras festas móveis.
Domingo de Carnaval – 49 dias antes da Páscoa
Quarta-feira de Cinzas – 46 dias antes da Páscoa
Domingo de Ramos – 7 dias antes da Páscoa
Domingo do Espírito Santo – 49 dias depois
Corpus Christi – 60 dias depois

Símbolos da Páscoa

Cordeiro

O cordeiro que os israelitas sacrificavam no templo no primeiro dia da páscoa como memorial da libertação do Egito, na qual o sangue do cordeiro foi o sinal que livrou os seus primogênitos. Este cordeiro era degolado no templo.

Os sacerdotes derramavam seu sangue junto ao altar e a carne era comida na ceia pascal. Aquele cordeiro prefigurava a Cristo, ao qual Paulo chama “nossa páscoa” (Cor 5, 7).

João Batista, quando está junto ao rio Jordão em companhia de alguns discípulos e vê Jesus passando, aponta-o em dois dias consecutivos dizendo: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jô 1, 29 e 36).Isaías o tinha visto também como cordeiro sacrificado por nossos pecados (Cf. Is 53, 7-12). Também o Apocalipse apresenta Cristo como cordeiro sacrificado, agora vivo e glorioso no céu. (Cf. AP 5,6.12; 13, 8).

Ovo

O costume e tradição dos ovos estão associados com a Páscoa há séculos. Símbolo da fertilidade e nova vida.

A existência da vida está intimamente ligada ao ovo, que simboliza o nascimento. O sepulcro de Jesus ocultava uma vida nova que irrompeu na noite pascal.

Ofertar ovos significa desejar que a vida se renove em nós.

Coelho
Por serem animais capazes de gerar grandes ninhadas e reproduzirem-se várias vezes ao ano, sua imagem simboliza a capacidade da Igreja de produzir novos discípulos de Jesus, Filho de Deus.

Pão e vinho

Na ceia do senhor, Jesus escolheu o pão e o vinho para dar vazão ao seu amor.

Representando o seu corpo e sangue, eles são dados aos seus discípulos para celebrar a vida eterna.

Cruz

A cruz mistifica todo o significado da Páscoa na ressurreição e também no sofrimento de Cristo.

No Conselho de Nicea em 325 d.c., Constantino decretou a cruz como símbolo oficial do cristianismo.

Então não somente um símbolo da Páscoa, mas símbolo primordial da fé católica.

Círio Pascal

     É uma grande vela que é acesa no fogo novo, no Sábado Santo, logo no início da celebração da Vigília Pascal. Assim como o fogo destrói as trevas, a luz que é Jesus Cristo afugenta toda a treva do erro, da morte, do pecado. É o símbolo de Jesus ressuscitado, a luz dos Povos. Após a bênção do fogo acende-se, nele, o Círio. Faz-se a inscrição dos algarismos do ano em curso; depois crava-se neste, cinco grãos de incenso que lembram as cinco chagas de Jesus e as letras “alfa” e “Omega”, primeira e última letra do alfabeto grego, que significa o princípio e o fim de todas as coisas.

 
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Publicado por em 28/03/2015 em Uncategorized

 

ALGUMAS NOTAS SOBRE A VIRGINDADE DE MARIA

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PROTESTANTES DESCARADAMENTE
insinua que a Virgem Maria teve outros filhos. Isso se chama analfabetismo bíblico e histórico:

REFUTAÇÕES DESSES FALSOS ARGUMENTOS:

Primeiro em nada na Escritura permite afirmar que Jesus tenha tido irmãos de pai e mãe. “Irmãos”, na cultura semita indica os mais variados graus de parentescos (cf. Gn 13,8, 29,12.15; 31,23; 1Cr 23,21-23). Eis ainda algumas observações:
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(1) Os evangelhos nunca dizem que os irmãos de Jesus são filhos de Maria. Se Maria tivesse outros filhos, por que Jesus a deixou com João, filho de Zebedeu, por ocasião da sua morte?
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(2) Quando o evangelho afirma que Jesus era o primogênito, é para enfatizar que ele herdou todos os direitos da primogenitura, sobretudo o título real de Davi e é consagrado a Deus (cf. 2,22-24).
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(3) Quando São Mateus afirma que José “não a conheceu até o dia em que ela deu à luz um filho” (1,25), não quer afirmar que depois de ter dado à luz, a conheceu. Em grego “até que” não indica que “depois que” a situação mudou.
_

Por exemplo: São Paulo, em 1 Cor 15,25 afirma sobre Cristo que “é preciso que ele reine até que tenha posto todos os inimigos debaixo de seus pés”. Ora, isso não significa que depois que tiver colocado os inimigos debaixo dos pés, deixará de reinar!
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FINALIZANDO: OS DOIS TIAGO QUE DIZEM SER OS IRMÃOS DE JESUS UM ERA , FILHOS DE (((((((((ALFEU )))))))))) E NÃO DE JOSÉ.

VEJA A PROVA BÍBLICA:

Dentre os apóstolos temos (DOIS TIAGO) , um filho de Zebedeu:

“Eis os nomes dos DOZE APÓSTOLOS: o primeiro, Simão, chamado Pedro; depois André, seu irmão.

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JÁ O OUTRO TIAGO QUE SE DIZ SER IRMÃO DE JESUS ´E FILHO DE ZEBEDEU.

A PROVA BÍBLICA:
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(((((((TIAGO)))))))), FILHO DE ZEBEDEU, E JOÃO, SEU IRMÃO. Filipe e Bartolomeu. Tomé e Mateus, o publicano. Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu.

Simão, o cananeu, e Judas Iscariotes, que foi o traidor” (Mt 10, 2-4).
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E o outro Filho de ALFEU:
“Eis os nomes dos DOZE APÓSTOLOS: o primeiro, Simão, chamado Pedro; depois André, seu irmão.
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TIAGO, Filho De Zebedeu, E João, Seu Irmão. Filipe e Bartolomeu. Tomé e Mateus, o publicano.
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(((( TIAGO)))), FILHO DE ALFEU, e Tadeu. Simão, o cananeu, e Judas Iscariotes, que foi o traidor” (Mt 10, 2-4).

Autor: Edmilson Silva

 
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Publicado por em 28/03/2015 em Uncategorized

 

RAZÕES PARA NÃO SER PROTESTANTE OU PARA NÃO SER CATÓLICO

É muito comum na Web encontrarmos textos de católicos e protestantes
justificando porque aderiram ou repudiaram ao catolicismo ou ao protestantismo.
Qualquer pessoa que esteja com dúvidas sobre sua fé por certo terá dificuldades
em entender todos os contextos.
E mesmo que esta pessoa possa compreender a maioria dos apontamentos, não
saberá definir para si próprio o caminho que deve abraçar.
Católicos escrevem razões porque alguém não deve ser protestante.
Protestantes dizem porque deixaram de ser católicos e vice-versa.
Basicamente, os protestantes acusam os católicos de práticas antibíblicas.
Os católicos por sua vez, comprovam que os protestantes não seguem a Bíblia
quando adotam ou eliminam dogmas e credos previstos nas sagradas escrituras.
Mas quem está com a razão ?
Provaremos que são os católicos que estão certos.
Mas como ?
Ora, o protestante parte de um critério de homens para contestar o
catolicismo.
Como assim ?
O critério “Só a Bíblia” ou Sola Scriptura é um critério meramente
humano.
O tal critério não está previsto na Bíblia.
Também sabemos que Jesus nunca disse: “Só a Bíblia”.
E tampouco os apóstolos que lhe sucederam o disseram.
Como surgiu o critério “Só a Bíblia” ?
Partiu de Lutero. Lutero homem e pecador.
Lutero fundador do protestantismo:
Martinho Lutero: “Cristo cometeu adultério pela primeira vez com a
mulher da fonte, de que nos fala São João. Não se murmurava em torno dele: “Que
fez, então, com ela?”, depois com Madalena, depois com a mulher adúltera, que
ele absolveu tão levianamente. Assim Cristo, tão piedoso, também teve de
fornicar antes de morrer.” (Tischreden, nº 1472, ed. Weimer, 11, 107)”.Quando
um protestante diz “Só a Bíblia”, deveria usar pare ele próprio o critério que
pretende estabelecer para os demais.
É no mínimo repugnante que alguém cobre de outro aquilo que ele próprio não
faz.
E como sabemos que os protestantes não seguem a Bíblia ?
Porque deixam de observar regras fundamentais estabelecidas pelo livro sagrado.
Podemos destacar duas destas regras:
1)A Bíblia diz que interpretação alguma é de caráter individual. O protestante
faz o contrário. Ele diz que todo e qualquer homem pode interpretar a Bíblia
com o auxílio do Espírito Santo.
Diz o protestante que a Bíblia é de fácil interpretação.
No entanto para justificar seus desvios e teorias usa aramaico, hebraico e
grego, o que por si só invalida a dita “facilidade” na interpretação da Bíblia
.
Perguntamos se todo e qualquer protestante conhece os idiomas aqui citados ?
Então como o protestante pode dizer que é fácil interpretar a Bíblia ?
E se todos são assistidos pelo Espírito Santo, por que cada um tem sua própria
doutrina, se sabemos que o Espírito Santo nunca se divide ?
2)A Bíblia diz que a Igreja é coluna e sustentáculo da verdade. O que isto
significa ? Significa que sem a igreja a verdade não se sustenta. O
protestante, fazendo o contrário, diz que igreja não serve para nada.
Por outro lado, além das regras não observadas pelos protestantes, outras
disposições bíblicas são totalmente ignoradas por eles em conseqüência da não
observância dos critérios iniciais.
Podemos citar a não observância da Bem Aventurança de Maria, a recitação do Pai
Nosso e a confissão dos pecados. Ora, os apóstolos receberam poder para reter e
perdoar pecados. Como alguém pode reter pecados ou perdoá-los se ninguém irá
confessá-los ? Teria Jesus Cristo dado uma ordem sem sentido aos seus apóstolos
?
Portanto, temos três principais erros que levam o protestante a cometer todos
os demais desvios.
Primeiro: A Bíblia não diz ser a única fonte de revelação. Nem Jesus o disse.
Nem os apóstolos. Pelo contrário, São Paulo nos ensinou que guardássemos as
tradições de tudo que nos foi ensinado. E a própria Bíblia ensina que muitas
outras coisas foram feitas e ditas por Jesus, as quais não foram escritas.
Segundo: O protestante ignora que a Bíblia não pode ser interpretada
privadamente. Ou seja, nem todos podem ser intérpretes. No protestantismo todos
se julgam intérpretes.
Terceiro: O protestante ignora que somente a Igreja é coluna e sustentáculo da
verdade. A Bíblia não fala de si mesma como sendo coluna e sustentáculo da
verdade.
A partir das deficiências protestantes em entender o papel da Igreja e da
Bíblia, todos os demais enganos são consequências de interpretações bíblicas à
margem do magistério da Igreja.
Além disto, existe o ranço contra o catolicismo, que parece ser prioridade
entre os protestantes, e que faz surgir uma animosidade, que elimina qualquer
gesto de boa vontade para compreensão dos dogmas de fé e doutrinas católicas.
Onde está a solução da questão ?
Ora, os católicos não estão obrigados ao “Só a Bíblia”. Este é um critério
meramente humano. Não foi criado por Jesus, nem pela Bíblia e nem pela Igreja,
mas somente por Lutero. E Lutero é ídolo dos protestantes e não dos católicos.
Quem escolheu Lutero e rejeitou a Igreja foi o protestante.
Os católicos não estão obrigados a provarem suas crenças e costumes pela
Bíblia.
Os católicos seguem corretamente o magistério da Igreja, coluna e sustentáculo
da verdade(Timóteo).
Os católicos corretamente ouvem a interpretação da Igreja, pois sabemos que
interpretação alguma é de caráter particular. O que escrevo aqui não ouvi de
mim mesmo.
Ora, uma vez que nem todas as coisas que foram feitas e ditas por Jesus estão
escritas, como poderiam estar todas estas mesmas coisas na Bíblia ?
Ora, se São Paulo nos ensina que devemos guardar a tradição, por que deveríamos
ignorar a transmissão oral que é a tradição viva ?
Ora, se os cristãos dos 350 primeiros anos não dispunham de Bíblia e por certo
eram melhores do que nós e seguramente foram mais provados, como é possível
tornar a Bíblia maior do que Cristo e sua Igreja ?
Ora, não é a Igreja anterior à Bíblia ?
Foi a Igreja que criou a Bíblia ou a Bíblia que criou a Igreja ?
Não é DEUS antes de todas as coisas ? Como é possível ao protestante criar um
DEUS que está restrito a tinta, ao papel e a interpretação de cada homem ?
Sem Bíblia, como foi possível transmitir o cristianismo nos 350 primeiros anos,
exceto pela tradição oral ?
Quem está obrigado ao critério “Só a Bíblia” é quem dele se utiliza para julgar
aos demais.
É o protestante e somente ele que precisa provar pela Bíblia suas teses,
teologias e doutrinas.
É pela Bíblia que devem provar Lutero, Calvino, o protestantismo, o Canon, a
Bíblia protestante, as traduções que usam e também o tradutor “insuspeito” dos
protestante João Ferreira de Almeida.
Não fosse tudo o que já dissemos acima, bastaria verificar que um protestante
não concorda com o outro em matéria de fé e doutrina.
Tão logo surge uma discordância já surge uma nova “igreja”.
Uns batizam e outros não. Uns acatam o divórcio e outros tantos o repudiam. Tem
quem case pessoas do mesmo sexo e tem quem se recuse a fazê-lo. Tem quem
condene e quem aprove o sacerdócio feminino.
As diferenças são tantas que já podemos contar somente no Brasil mais de 50.000
seitas. Tem até quem defenda o aborto ou o evangelho judaizante.
Como podem estar todos certos ao mesmo tempo ?
Como podem todos ter interpretado corretamente a Bíblia se a Bíblia de todos é
a mesma e se as doutrinas de cada um não correspondem às doutrinas de outro ?
Quem procurar na internet não terá dificuldades em encontrar protestantes
chamando outros protestantes de hereges. Uns condenando as doutrinas dos
outros.
Não há protestante que não tenha chamado outro protestante de herege. E quem
chamou outro de herege provavelmente também já foi chamado ou ainda será.
Quando um protestante lista suas razões para não ser católico, reparem sempre
meus amigos que as razões fazem referências a textos bíblicos soltos.
É sempre um tal de “biblicamente correto ou porque a palavra diz isso ou aquilo
ou ainda porque isto não está na Bíblia…”
Além de interpretações equivocadas, já que ao contrário do que diz a Bíblia,
cada protestante sente-se um intérprete e acaba interpretando do seu jeito, o
critério usado “Só a Bíblia” nunca é provado.
O protestante parte de uma premissa falsa para contestar o catolicismo e
esquece-se de provar para si mesmo que o critério que ele utiliza é o critério
adequado.
Tudo isto engana os mais inocentes, que chegam ingenuamente a acreditar que a
Igreja que compilou e traduziu a Bíblia não dispõe de homens que lêem a Bíblia
ou que já leram.
Imaginem se seria possível que nos últimos 2000 anos todos os católicos, vivos
e mortos, incluindo mais de 260 papas, jamais tivessem tido a idéia da
consultar as Sagradas Escrituras ?
Por outro lado, quando um católico lista suas razões para não ser protestante
ou para deixar o protestantismo, sempre são provados os enganos e erros
protestantes a partir da não observância dos critérios bíblicos que
evidenciamos acima.
Reparem que um protestante, contestando textos católicos, nunca esgota um tema.
Vencido em um argumento, ele parte imediatamente para outro tema sem esgotar o
primeiro.
Confrontado, um protestante nunca responde objetivamente o que lhe é
perguntado, mas antes faz outras duas perguntas para desviar seu oponente do
tema para o qual não tem resposta.
E isto acontece rapidamente, tão logo um católico pergunte a um protestante
onde está escrito que a Bíblia ensina “Só a Bíblia”.
Antes mesmo de um protestante listar suas razões para não ser católico, deveria
enumerar os motivos pelos quais ele integra uma determinada denominação
protestante e não as outras 49.999 denominações.
Desejando ser honesto, o protestante deveria mencionar uma a uma e as razões
porque não adere a cada uma das quase 50.000 outras seitas.
Afinal de contas, todo protestante parece conhecer todas as seitas e todos os
crentes do mundo inteiro em todos os tempos.
Como assim ?
Porque ele mesmo, sem conhecer todas as 50.000 seitas e todos os seus crentes,
entende que todos estão salvos a partir do “aceitar Jesus” e porque todos se
consideram “irmãos em Cristo”, ainda que cada um pregue um Cristo diferente ou
ainda que ele protestante não conheça o tipo de cristianismo que é praticado ou
apresentado em outras denominações.
O que “garante” salvação é o rótulo protestante adquirido a partir do momento
que alguém levantou o dedo em uma denominação protestante e fez o favor de
“aceitar” Jesus.
Para finalizar citamos uma outra contradição que prova a debilidade da doutrina
protestante:
O protestante que desconhece a diferença entre infalibilidade e impecabilidade,
contesta a igreja e o papado.
(Comentário: O papa é infalível quando se pronuncia em matéria de fé e
doutrina. Não se ensina no catolicismo que o papa não é pecador).
Diz o protestante que todos os homens são pecadores e portanto falhos em suas
interpretações.
O protestante que contesta a infalibilidade papal pretende impor aos seus pares
e aos católicos sua particular doutrina.
Onde está a contradição ?
O protestante, antes mesmo de convencer os demais que sua doutrina é a doutrina
correta, necessita convencer os demais que homem algum é confiável.
Ora, se o protestante antes mesmo de defender sua doutrina tem que convencer a
todos que o homem algum é digno de confiança em matéria de fé e doutrina, por
que acha que quem lhe ouve deveria com ele concordar ?
Como pretende o protestante impor seus conceitos ao católico, se antes de
qualquer outra coisa pretende negar-se a si próprio como intérprete infalível ?
São os próprios pregadores protestantes que negando a si mesmo dizem: “…não é o
que o pastor está falando, mas é ao que diz a palavra.”
Como pretendem unidade aqueles que contestam o dogma da infalibilidade ?
(Comentário: É de fato impossível ao protestante defender a infalibilidade de
um eventual protestante, seita ou conselho protestante se todos negam o dom da
infalibilidade. Como admitir a infalibilidade entre protestantes e negar a
infalibilidade da igreja peregrina que deu origem a tudo que está relacionado
ao cristianismo ?)
Como pretendem fazer discípulos aqueles que negam a si próprios ?
Como pretendem eliminar do meio protestantes todas as heresias, se todo e
qualquer homem pode ser um intérprete da Bíblia “infalível” para si mesmo ?
(Comentário: O processo que dá origem a uma denominação protestante séria é o
mesmo que dá origem a uma denominação protestante repleta de heresias. Se todos
podem fundar denominações e dizer-se inspirados pelo Espírito Santo, como deter
os maus e ignorantes ? Como saber previamente se aquele que diz ter tido uma
visão para fundar uma nova denominação é um homem temente a DEUS ou se é um abutre
?)
Ora meus amigos, o protestante crê apenas na sua própria “infalibilidade”.
Julgando-se sábios aos seus próprios olhos, ele acaba sendo infalível apenas
para si mesmo.
Concluímos que os filhos de Lutero, mesmo que não queiram, acabam fazendo
exatamente as obras de seu pai:
“Quem não crê como eu é destinado ao inferno. Minha doutrina e a doutrina de
Deus são a mesma. Meu juízo é o juízo de Deus(Martinho Lutero – Weimar, X, 2
Abt, 107)”
Católicos, provem como sempre seus credos pelo magistério da Igreja, pela
Bíblia e pela transmissão oral.
Desta forma, jamais serão vencidos.
Protestantes: Façam um teste. Tentem provar todos os seus credos e costumes
pela Bíblia.
Nem mesmo a rebeldia protestante pode ser provada pela Bíblia.
Agora pense meu amigo que me lê, seja católico ou protestante:
Em tudo na vida, quando temos dúvidas sobre a seriedade e luminosidade das
propostas que nos apresentam, devemos lembrar de algumas regras que podem fazer
cair por terra as doutrinas e ideologias que nos remetem aos erros.
Uma destas regras é a unidade.
Ora, a verdade não se divide. A verdade é una.
Quando te apresentam uma doutrina que mais divide do que agrega, pode acreditar
sem medo de errar que seus defensores estão longe da verdade.
Não existe meia verdade.
Meia verdade também é meia mentira.
No caso específico do debate entre protestantes e católicos, além da regra da
unidade, quando alguém estiver com dúvidas sobre os textos que descrevem as
razões para não ser católico e as razões para não ser protestante, lembre-se de
pedir a cada parte que prove suas teorias, teologias, doutrinas e costumes
pelos critérios que pretendem impor aos outros.
Você pode perguntar sem receio de se deparar com um protestante que
eventualmente viva exatamente de modo correto todo o contexto da Bíblia.
Se isto fosse possível, o tal seria católico e não protestante.
Os católicos vivem exatamente o que pregam para os protestantes. Ninguém pode
nos acusar do contrário.
Atendemos ao magistério da Igreja, coluna e sustentáculo da verdade e por isto
nos chamam de papistas.
Confiamos na transmissão oral e portanto para nós nem todas as coisas precisam
estar na Bíblia e por via de consequência nos acusam em alto e bom som:
“Católicos leiam a Bíblia”.
Pregamos a veneração a Virgem Maria e aos santos e nossos acusadores
protestantes nos dizem: “Mariólatras, idólatras !”.
Pregamos a Eucaristia e a vivemos intensamente. O que dizem os nossos
opositores ? “A hóstia católica é só uma bolachinha.”
Dizem ainda os protestantes sobre a Eucaristia Católica: “Os católicos
crucifixam a Cristo em cada Missa”.
Então Cristo está de fato vivo na Eucaristia Católica ?
Então Cristo está verdadeiramente presente na Santa Missa ?
Enfim,
Pregamos ainda o purgatório e a confissão e por isto somos repudiados.
Pregamos o batismo de crianças e disto nos acusam os protestantes aos gritos:
“As crianças não possuem capacidade de entendimento.”
Ora, no passado alguns perguntaram a Jesus: “Então, tu és o Filho de Deus?”
O que lhe respondeu o Senhor da Glória ?
Respondeu ele: “Vós o dizeis: eu o sou!”
São os protestantes com suas críticas e apontamentos que dão testemunho de nós
e da doutrina da Santa Igreja que pregamos e e vivemos.
Por outro lado, se vivemos tudo que pregamos aos protestantes, provamos também
que os defensores do “Só a Bíblia” não vivem o que a Bíblia ensina e portanto
não vivem pelo conceito que pretendem impor a nós católicos.
Se ainda você tiver dúvidas, pergunte ainda a cada católico e a cada
protestante quais são as suas fontes de revelação.
E uma vez que cada parte respondeu, peça provas de que tais fontes de
revelações são divinas e não apenas meras doutrinas de homens.
E sendo você católico, nunca se esqueça, que não estamos obrigados a provar
tudo pela Bíblia. Foram os protestantes que se obrigaram ao “Só a Bíblia”.
Não estamos dizendo que católicos são melhores do que protestantes.
Não duvidamos que existem protestantes que levam vidas mais saudáveis do que
católicos.
Reconhecemos o direito de todos homens e mulheres aderirem e professarem a fé
que lhes pareçam mais convenientes.
Limitamos nossas questões aos aspectos de fé e doutrina.
O que não aceitamos é o velho “pulo do gato” protestante de exigir de um
católico que prove tudo pela Bíblia antes mesmo do protestante provar para si
próprio e para os demais que o critério por ele escolhido vem de DEUS e não dos
homens.
E todos nós sabemos que o critério protestante “Só a Bíblia” veio da árvore má
que é Lutero.
Quem cobra de mim deve ser o primeiro a fazer o que me pede.
Quem diz “Só a Bíblia” deve de fato considerar a Bíblia e assim não pode
ignorar que interpretação alguma é de caráter pessoal e tampouco que a Igreja é
coluna e sustentáculo da verdade.
Quem diz “Só a Bíblia” deve provar todos os seus conceitos pela Bíblia que jura
defender, inclusive que todas as coisas estão na Bíblia e que a Bíblia é a
única fonte de revelação.
Autor: A.Silva/V.de Carvalho

 
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Publicado por em 28/03/2015 em Uncategorized

 

Desmascarando o Rev. Hernandes Dias Lopes

Por: Fernando Nascimento

O Rev. Hernandes Dias Lopes é o pastor titular da Primeira Igreja Presbiteriana de Vitória-IPB, fundada em 1928.

Este pastor, como outros que já desmascaramos, resolveu escrever um enganador e sutil artigo sobre a virgem Maria, onde mais uma vez, os ataques a mãe de Deus são disfarçados entre falsos elogios e fraudulentas adulterações das Escrituras onde até a mãe de João Batista é tida por ele como sendo “Ana”, quando na verdade foi Isabel.

Eis alguns dos endereços onde se encontra a vergonha deste pastor:

http://hernandesdiaslopes.com.br/2010/09/maria-a-bem-aventurada-entre-as-mulheres/

http://tempo-kairos.blogspot.com/2011/03/maria-bem-aventurada-entre-as-mulheres.html

http://estudos.gospelprime.com.br/maria-a-bem-aventurada-entre-as-mulheres/

Vamos às refutações ao que escreveu este pastor, em negrito:

Maria, a bem-aventurada entre as mulheres

A. Maria é uma das figuras mais importantes da história. Talvez a pessoa mais polêmica da história da igreja. Alguns colocam-na numa posição que Deus nunca a colocou. Outros, deixam de dar a ela a honra que Deus a deu.

Quem lança ódio sobre Maria e disfarça com a palavra “polêmica” são os protestantes modernos. Todos os cristãos primitivos desde os apóstolos até os reformadores fundadores do protestantismo veneravam e tinham Maria como “a virgem mãe de Deus”. A teóloga luterana Elizabeth Parmentier, catedrática da universidade de Estrasburgo, diz que: “muitos protestantes reconhecem que a ocultação total da mãe de Cristo não está conforme a Sagrada Escritura, nem com as confissões da antiga igreja, nem com a opinião dos reformadores”. (Comentário ao Magnificat, conforme escritora evangélica M. Basilea Schlink, revista “Jesus vive e é o Senhor”).

B. A única maneira de honrar Maria é examinar o que a Bíblia diz a seu respeito e destacar esses pontos para o nosso ensino e exemplo. Acrescentar o que não está na Bíblia além de ofender a Deus, desonra Maria, porque agride sua fé e suas convicções.

Ninguém agride mais Maria que os protestantes modernos. Fazem isso contraditoriamente, pois a Confissão protestante de Augsburgo reconheçe em Maria um papel especial dizendo: “Maria é digna de ser honrada e exaltada no mais alto grau” (Art. 21,27).

C. Precisamos entender em primeiro lugar o que a Bíblia não diz sobre Maria:

Exatamente! A Bíblia não diz que devemos denegrir à Maria, rejeitar Maria nas cerimônias e muito menos levantar falso testemunho contra Maria. Antes, ensina que devemos dar glória e honra aos que praticam o bem, como Maria praticou sem igual: “Glória, honra e paz para todo aquele que pratica o bem” (Rm 2,10)!

I. O QUE A BÍBLIA NÃO ENSINA SOBRE MARIA, A MÃE DE JESUS

Vejamos se há fundamento nas palavras do pastor.

1. Maria não é Mãe de Deus – Ela é mãe de Jesus e Jesus é Deus, mas ela não é mãe de Deus. Jesus tinha duas naturezas distintas: divino e humana. Como Deus ele não teve mãe e como homem não teve pai. Como Deus ele sempre existiu, é o Pai da eternidade, o criador de todas as coisas. Como Deus ele pré-existe a todas as coisas é a origem de todas as coisas.

Pura manobra! Maria é sim mãe de Deus, assim como a mãe deste pastor é mãe dele. A mãe do pastor não gerou seu espírito (Ecl 12,7), foi Deus, e nem por isso ela deixou de ser sua mãe. Todos temos um espírito criado por Deus e que retorna a Deus, assim como Jesus retornou, e nem por isso Jesus Deus, nós ou os protestantes, deixamos de ter mães que nos tornaram visíveis.

Jesus é eterno (Jo 1:1). Antes que Abraão existisse, ele já existia (Jo 8:58). O filho não pode vir primeiro que a mãe. Se Maria é mãe de Deus, José é padrasto de Deus e Ana tia de Deus, e João Batista primo de Deus, e Eli avô de Deus.

No princípio Jesus era um espírito e ganhou nome de “Jesus” e “mãe” pela intervenção de Maria. Aproveito para corrigir o pastor quanto aos “parentes de Deus”: Ana jamais foi “tia” de Deus, como ele afirma. Deveria soltar menos chistes e conhecer melhor as Escrituras.

2.Maria não é Imaculada – A tese de que Maria não herdou o pecado original nem tão pouco não cometeu nenhum pecado em toda a sua vida não tem nenhum amparo nas Escrituras. Esse dogma da imaculada conceição foi promulgado pelo papa Pio IX em 8/12/1854.

Puro engodo! A festa da Imaculada Conceição, que já se festejava muito antes, comemorada em 8 de dezembro, foi definida como uma festa universal em 1476 pelo Papa Sisto IV.

Ora, segundo a lógica do “pastor” seria correcto afirmar que a promulgação do Dogma da Santíssima Trindade foi, na verdade, uma “invenção” da Igreja, e não a confirmação de uma Verdade Bíblica que, após revelada pelas escrituras e devido a grandes heresias que a contrariavam, necessitou ser proclamada pela Igreja para o benefício não da Igreja, mas dos próprios cristãos e em favor da Verdade!! Sim, as Escrituras confirmam a Santa Trindade, mas em nenhum lugar a declara explicitamente. Foi preciso a Igreja declara-la como verdade… E mesmo após tê-la feita, ainda há aqueles que a rejeitam: entre outros, cito aqui os Testemunhas de Jeová!! ( Argumento adicionado pelo Blog) Sendo assim, segue que promulgar um dogma não é sinônimo de inventar uma doutrina, mas sim tornar oficial e irrevogável uma Verdade!!

O Papa Pio IX , em 1854 apenas CONFIRMOU, sancionou a Imaculada Conceição naquele ano, quando isto já era fato professado já desde os cristãos primitivos. Quer uma prova?

– O apóstolo S. Tiago Menor, o qual realizou o esquema da liturgia da Santa Missa, prescreve a seguinte leitura, após ler uns passos do antigo e do novo testamento, e de umas orações: “Fazemos memória de nossa Santíssima, Imaculada, e gloriosíssima Senhora Maria, Mãe de Deus e sempre Virgem”. (S. jacob in Liturgia sua, anos 42 a 62 d.C).

– O apóstolo Santo André escreveu: “Tendo sido o primeiro homem formado de uma terra imaculada, era necessário que o homem perfeito nascesse de uma Virgem igualmente imaculada, para que o Filho de Deus, que antes formara o homem, reparasse a vida eterna que os homens tinham perdido.” (Cartas dos Padres de Acaia, exposição ao procônsul Egeu, atas do martírio de Santo André)

Em (Lc 1,28), O Anjo Gabriel chega à Nossa Senhora e a saúda com as palavras “Ave, cheia de graça, o Senhor é convosco; bendita sois vós entre as mulheres”. Como alguém que fosse um escravo do demônio, alguém que peca e tornará a pecar, poderia ser chamada de “cheia de graça”? Obs: na saudação do anjo à Maria, nos originais consta “kecaritwmenh”, que significa “cheia de graça”, e não agraciada como iludem os protestantes em suas más traduções.

A Bíblia, porém, ensina que todos pecaram. Todos herdamos o pecado de nossos pais. Não foi diferente (sic) com Maria. Então, por que Jesus nasceu de Maria e nasceu sem o pecado original? Porque Jesus não nasceu de um intercurso entre Maria e José, mas o ente que nela foi gerado, o foi pelo Espírito Santo. Jesus é semente da mulher.

A prova cabal de que Maria é imaculada, é seu Filho, que se afirmava “filho do homem”, ou seja, humano. Mas humano sem pecado, uma exceção a Romanos 3,23, “com efeito, todos pecaram e todos estão privados da glória de Deus”. Ora, Jesus não está incluído nesse “todos”, mesmo sendo filho de uma mulher. ”Quem fará sair o puro do impuro? Ninguém!” (Jó, 14,4). Atribuir pecado a Maria é atribuí-lo também a Jesus, e contradizer-se quando diz como o pastor: “ Todos herdamos o pecado de nossos pais.” . Um melhor conhecimento das Escrituras iria poupar este pastor de tanto constrangimento.

Maria se reconhecia pecadora e chamou Deus de seu salvador (Lc 1:46-47). Ela ofereceu um sacrifício pelo pecado quando foi levar Jesus ao templo aos oito dias de vida (Lc 2:22-24 cf. Lv 12:6-8).

É um absurdo dizer que Maria se tornou pecadora por ter trazido o Salvador ao mundo. Maria ofereceu um sacrifício para submeter-se à Lei de Moisés, como Cristo o fez (Gl 4,4), apesar de não precisar (Mt 17,23-26): para não ser causa de escândalo (Mt 17,26) e dar exemplo de obediência, para que saibamos que devemos obedecer à Lei de Cristo como eles, Maria e Jesus, obedeceram à lei de Moisés.

A afirmação de Deus como Salvador na fala de Maria significa que Maria, como criatura, reconhece em sua humildade que foi pela Graça de Deus, e somente por vontade Dele, ela fora preservada do pecado. Sendo assim, como toda criatura carente de um salvador, Maria atribui à Deus e não a si mesma, a bem-aventurança de ter sido salva, antes mesmo que pudesse cometer um pecadi. O que, na verdade, jamais aconteceu por vontade de Deus e por Seu poder e Graça, nada mais! ( Argumento adicionado pelo Blog)

3.Maria não é Mediadora ou Intercessora – Somente Deus pode ouvir e atender as nossas orações. Somente ele é digno de receber culto. O culto a Maria e as orações que são feitas a ela estão em desacordo com o ensino da Bíblia. Ela precisaria ter os atributos exclusivos da Divindade, como onisciência, onipotência e onipresença para poder ouvir todas as orações e interceder. Somente Deus é digno de ser adorado. A veneração a Maria como Mãe de Deus, Rainha do céu, mãe da igreja está em total desacordo com o ensino da Palavra de Deus.

Infelizmente, muito protestante entende pouco de teologia e muito de ódio. Confundem o culto que os católicos tributam aos santos com o culto que se deve a Deus. Para introduzir o assunto da intercessão dos santos é necessário esclarecer a diferença que existe entre os cultos de “dulia”, “hiperdulia” e “latria”.

1. culto de latria (grego: “latreuo” ) quer dizer adorar – É o culto reservado a Deus.

2. culto de dulia (grego: “douleuo” ) quer dizer honrar. É o culto reservado aos santos. “Glória, honra e paz para todo aquele que pratica o bem.” (Rm 2,10)

3. culto de hiperdulia (grego: hyper, acima de; douleuo, honra) ou acima do culto de honra, sem atingir o culto de adoração. É o dedicado a Maria Santíssima. “Uma mulher revestida de sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas. Ela deu à luz um Filho, um varão, que há de reger todas as nações com vara de ferro” (Ap 12,1,5).

Maria é sim Intercessora, e provaremos pelas Escrituras: No evangelho de Mateus (22, 30), Jesus Cristo ensina que os ressuscitados “são como os anjos de Deus no céu”. Zacarias diz: que “o anjo intercedeu por Jerusalém ao Senhor dos exércitos” (1, 12 -13).

As Escrituras mostram que um santo “homem de Deus” (2 Reis 4,8-9), como era Eliseu em vida, mesmo depois de morto, suas relíquias, ou seja, seus ossos, pôde mediar os poderes de Deus, a ponto de ressuscitar um homem, que saiu caminhando sobre seus pés. (2 reis 13-20,21). Nas Bodas de Caná, onde Nosso Senhor não queria fazer o milagre (pela a falta de vinho), pois “ainda não havia chegado Sua hora”, bastou Nossa Senhora pedir para que seu Filho fizesse o milagre, que Ele adiantou sua hora para atender à intercessão de sua Mãe Santíssima.

Os pastores, desonestamente pegam as palavras “Onipresença” e “Onisciência”, atributos de Deus, e maliciosamente aplicam aos santos, quando os santos, não fazem uso disto, eles tem visão beatífica “face a face”(1Cor 13,12), e são “participantes da natureza divina” (2 Pd 1,4) “… tendo todos eles harpas e salvas de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos.” (Ap 5,8-9). “E a fumaça do incenso subiu com as orações dos santos desde a mão do anjo até diante de Deus ” (Ap 8,4) . Cai mais um sofisma.

A doutrina proclamada “Tudo por Jesus, nada sem Maria” está em desacordo com o ensino das Escrituras.

Por favor, capítulo e versículo onde se diz “nada por Jesus e tudo sem Maria”, contrariando o que os católicos dizem.

A Bíblia diz claramente que Jesus é o único Mediador (1 Tm 2:5; Jo 14:6; 1 Jo 2:1; Rm 8:34; Hb 7:25). (confira os textos mais não torsa (sic) a verdade)

Vejamos o que diz de fato estes versículos distorcidos pelo pastor:

(1 Tm 2:5) – “Só há um mediador entre Deus e os homens, Jesus cristo”

– Aqui mostramos como a interpretação do pastor é falsa, pois o original texto de São Paulo – inteiro, sem a tesoura do pastor – mostra em que sentido Cristo é único mediador – como Salvador de todos os homens. Veja: “Porque há um só Deus e só há um mediador entre Deus e os homens, que é Jesus Cristo homem, QUE SE DEU A SI MESMO PARA REDENÇÃO DE TODOS” (1Tim 2, 5-6). – São Paulo, nesta mesma carta, indica também intercessores secundários: “…Antes de tudo, que façam deprecações, orações, INTERCESSÕES e ações de graças por todos os homens (…) POR QUE ISTO É BOM E AGRADÁVEL DIANTE DE DEUS, NOSSO SALVADOR.” (1Tm 2, 1-3). (conforme bíblia protestante)

Jo 14:6 – “Jesus lhe respondeu: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”.

Só um protestante mesmo para pensar que os santos vão ao Pai sem Jesus. O próprio Jesu o calará: “Cuidado! Não desprezeis um só destes pequenos! Eu vos digo que os seus anjos, no céu, contemplam sem cessar a face do meu Pai que está nos céus.”(MT 18,10). Certamente também o pastor desconhece que Deus vive com os santos mortos no céu (Ap. 6, 9-11). E ignora que Maria foi a Jesus e propiciou Seu primeiro milagre na terra, transformando água em vinho.

1 Jo 2:1 – “Filhinhos meus, isto vos escrevo para que não pequeis. Mas, se alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo”.

– Aqui apenas diz que Jesus é UM intercessor que perdoa junto ao Pai, mas não nega outros intercessores, como já provado em (1Tm 2, 1-3), (Zc 1, 12 -13), (2 reis 13-20,21)

Rm 8:34 – “Quem os condenará? Cristo Jesus, que morreu, ou melhor, que ressuscitou, que está à mão direita de Deus, é quem intercede por nós!”.

– Este versículo isolado e fora do contexto não abrange o contexto ensinado por Jesus. Mesmo no tema salvação/condenação, os ensinamentos de Jesus pedem a intercessão dos mortais: “Se alguém vir seu irmão cometer pecado que não é para a morte, orará, e Deus dará a vida àqueles que não pecaram para a morte. Há pecado para a morte, e por esse não digo que ore. Toda iniqüidade é pecado, e há pecado que não é para a morte”. (1 João 5, 16-17).

Hb 7:25 – “É por isso que lhe é possível levar a termo a salvação daqueles que por ele vão a Deus, porque vive sempre para interceder em seu favor. “

– E quem disse que Maria foi salva por Deus sem ser através de Jesus Cristo??? Maria vai a seu Filho, como seu Filho veio por ela para a salvação do mundo. Como é gratificante ter uma mãe no céu que pode rogar por nós a Deus e seu Filho. Repetimos a omissão protestante: “…Antes de tudo, que façam deprecações, orações, INTERCESSÕES e ações de graças por todos os homens (…) POR QUE ISTO É BOM E AGRADÁVEL DIANTE DE DEUS, NOSSO SALVADOR.” (1Tm 2, 1-3) (conforme as bíblias protestantes de João Ferreira).

4.Maria não é Co-Redentora – A salvação é obra exclusiva de Deus. Ninguém pode acrescentar nada ao que Deus já fez através do seu Filho. O sacrifício de Cristo foi completo, total, cabal e suficiente.

Claro que a Salvação é obra exclusiva de Deus e o sacrifício de Cristo é suficiente. Mas, suficiente para salvar só os que cumprem os Mandamentos e se esmeram para isso. O absurdo que acabamos de ler acima, baseia na quimera protestante do pensar que já estão salvos. Dizia São Paulo: “… O que falta às tribulações de Cristo, completo na minha carne, por seu corpo que é a Igreja” (Colossenses 1,24), e “Ao contrário, castigo o meu corpo e o mantenho em servidão, de medo de vir eu mesmo a ser excluído depois de eu ter pregado aos outros”(1 Cor 9,27), – “Portanto, quem pensa estar de pé veja que não caia” (1 Cor 10,12). – Está provado, pastor, que a sua farsa protestante da “salvação certa” não harmoniza com o Novo Testamento.

Dizia ainda o despretensioso São Paulo: ” Porque de nada me sinto culpado; mas nem por isso me dou por justificado; o Senhor é quem me julga. Pelo que não julgueis antes do tempo, até que venha o Senhor, o qual não só porá às claras o que se acha escondido nas trevas, mas ainda descobrirá os desígnios dos corações; e então cada um receberá de Deus o louvor” (1 Cor 4, 4-5). Não diga quem sobe ao céu, e nem quem desce ao inferno, “pastor” (Rm 10,6-7). Não sabe para onde vai o protestante que se diz “salvo”. Isto é estelionato teológico e pecado grave contra o Espírito Santo.

Vejamos o que diz ainda a palavra de Deus: “Se alguém vir seu irmão cometer pecado que não é para a morte, orará, e Deus dará a vida àqueles que não pecaram para a morte. Há pecado para a morte, e por esse não digo que ore. Toda iniqüidade é pecado, e há pecado que não é para a morte”. (1 João 5, 16-17)

Qualquer um que cumpre este ensinamento da palavra de Deus é um co-redentor. Por que Maria não é??? Será que protestante sabe o que é um Redentor? Vejamos: “Redentor” – O que livra da escravidão ou das aflições. Já o “co-redentor” apenas ajuda o Redentor a absolver, como no caso do versículo citado acima, com as orações solicitadas pelo apóstolo João.

A Bíblia é clara em afirmar – At 4:12.

Este versículo diz: “Em nenhum outro há salvação, porque debaixo do céu nenhum outro nome foi dado aos homens, pelo qual devamos ser salvos.” – Estamos tratando de intercessão e não de salvação. Nunca conheci alguém que estivesse querendo ser salvo por um santo. Pura manobra desonesta, sistematicamente usada nos sofismas protestantes. Por favor, respeite as Escrituras e abdique da desonestidade.

5.Maria teve outros filhos – A Bíblia não ensina a virgindade perpétua de Maria. 1) Mt 1:25 – Contudo, não a conheceu enquanto ela não deu à luz um filho, a quem pôs o nome de Jesus. O relacionamento com José não era desonra para ela (Hb 13:4). Se ela tivesse casada com José sem ter relação com ele, isso sim, seria motivo de transgressão. (1 Co 7:5)

Pura manobra e uso desonestos destes versículos! O pastor acrescentou a palavra “ENQUANTO” em (Mt 1, 25), para vender sua farsa. Seu blefe se baseia na sua acrescentada palavra “enquanto”, QUE NÃO CONSTA no texto de Mateus, e que até a bíblia protestante de João Almeida traduz por “ATÉ QUE”. Lá, quer dizer apenas, que José não conheceu Maria “ATÉ QUE” nasceu Jesus, e não fala que José a conheceu depois. – Confirmava Lutero pai dos protestantes: “Destas palavras não se pode concluir que, após o parto, Maria tenha tido consórcio conjugal. Não se deve crer nem dizer isto.” (Obras de Lutero, edição Weimar, tomo 11, pg. 323)

A Bíblia registra que Maria deu à luz o seu filho primogênito (Lc 2:7). Jesus não era o filho unigênito, mas primogênito, o primeiro de outros.

Puro engano! O pastor desconhece completamente a semântica bíblica. O termo “primogênito” em hebraico, não significa o mesmo que em português. Jesus foi apresentado como “primogênito” no templo, sem que viessem outros depois (Lc 2,22-23).

– Deus ordena: contar todo o primogênito varão dos filhos de Israel, da idade de um mês para cima (Num 3, 40). Ora, se há primogênito de um mês de idade, como é que se pode exigir que, para haver primeiro, haja um segundo? Logo, há primogênito sem que haja, necessariamente, um segundo filho. Era “primogênito” quem nascesse menino ou animal macho, e não se nascesse outro depois daquele (Ex 13, 2). Curiosamente a tradução protestante confirma que primogênito é aquele que abrir toda madre (Ex 13, 2), sem precisar de outro. – A “teologia” protestante é um poço de ignorância.

A Bíblia é clara em informar que ela teve outros filhos: Mt 13:54-56; Mc 6:3; Sl 69:8; Lc 2:7; Mt 1:24,25; At 1:14

Puro embuste! Em nenhum dos versículos acima se diz que Maria “teve outros filhos”. E dou um doce para o protestante que mostrar um versículo que diga isso.

O termo “irmãos de Jesus” destes versículos, refere-se a primos ou discípulos, já que no hebraico qualquer parente ou discípulo era chamado de “irmão”. Confira nas escrituras:

(Lv 10,4) Misael e Elizafã são primos dos filhos de Arão. (diz-se irmãos).

(Gn 13,8) Abrão é tio de Ló. (diz-se irmão).

(Gn 29,10-12) Jacó é sobrinho do pai de Raquel. (diz-se irmão).

(Gn 29,15) Labão é tio de Jacó. (diz-se irmão).

(Mc 6,3) Tiago, José, Judas e Simão, são primos de Jesus. (diz-se irmãos).

(Jo 20,17-18). Os apóstolos eram discípulos de Jesus. (diz-se irmãos).

6.Maria não foi assunta ao céu – No dia 1/11/1950 o papa Pio XII promulgou o dogma de que o corpo de Maria ressuscitou da sepultura logo depois que morreu, que o corpo e alma se reuniram e que ela foi elavada (sic) e entronizada como Rainha do Céu, recebendo um trono à direita de Seu Filho.

A Coroa foi Deus que deu (Ap 12,1,5), já o “trono à direita de Jesus”, é presente do pastor.

A Assunção de Maria apenas foi confirmada em 1950. A cristandade sempre celebrou a Assunção de Maria. Vários livros históricos dos cristãos dos primeiros séculos documentam a Assunção de Maria, são eles: Acts of St. John by Prochurus, no século II; Joannis liber de Dormitione Mariae, e De transitu B.M. Virginis, ambos do século IV.

– São João Damasceno que morreu no ano 749 (MUITO ANTES DE 1950) já festejava a ASSUNÇÃO DE MARIA, escreveu: “… Não é Maria que precisa de elogios, nós é que precisamos de sua glória. Um ser glorificado, que glória pode receber ainda? a fonte da luz, como será iluminada ainda? Ela [Maria] cativou o meu espírito, ela reina sobre a minha palavra, dia e noite sua imagem me é presente. Mãe do Verbo, dá-me de que falar!… Eis aquela cuja festa celebramos hoje em sua santa e divina Assunção”. (São João Damasceno (675-749) – da homilia sobre a dormição da Mãe Santíssima de Deus na festa da Assunção – pág. 96, 753-761).

II. O QUE A BÍBLIA ENSINA SOBRE MARIA, A MÃE DE JESUS

Vejamos a do pastor:

1.Maria foi uma mulher agradeciada (sic) por Deus – Lc 1:28 – A primeira vez que Maria aparece na Bíblia está diante de um anjo. Ele trás para ela uma mensagem do céu e a chama muito favorecida (v. 28) e achaste graça diante de Deus (v. 30). Maria não foi escolhida para ser mãe do Salvador por suas virtudes. Essa escolha teve sua origem na graça de Deus e não em qualquer mérito dela. Deus não chama as pessoas porque elas são especiais, mas elas se tornam especiais porque Deus as chama. Maria tinha consciência disso.

Pura enganação. Maria foi escolhida pelas suas virtudes e antes de tudo pela confiança que Deus tinha nela. Mais adiante, este mesmo pastor, perdido nas próprias lisonjas enquanto ataca Maria, contraditoriamente dirá: “De todos os úteros da terra o seu foi escolhido para ser o ninho que ternamente acalentaria o Filho de Deus feito homem.”

– Ainda no Velho testamento, 750 anos de Maria nascer, o profeta Isaías relatava: “uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus conosco!” (Is 7,14). Será que o pastor arrisca dizer que Deus não sabia quem seria esta virgem?

Maria foi a semente do plano salvítico de Deus, que culminou no fruto de seu ventre Jesus Salvador. Maria não foi dita “agraciada” pelo anjo, como mentem as traduções protestantes. Na saudação do anjo à Maria, nos originais consta “kecaritwmenh”, que significa “cheia de graça”. Do que Maria tinha consciência era que todas as Gerações a proclamaria bem aventurada. (Lc 1,48)

A ênfase da mensagem do anjo estava na criança, e não em Maria. O Filho seria grande, não ela (v. 31-33). O nome da criança resumia o propósito do seu nascimento (v. 31; Mt 1:21).

Quem seria este pastor para querer diminuir tanto da semente do plano salvítico de Deus? O anjo assim saudou Maria: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo. ” (Lc 1,28). Isabel tomada pelo Espírito Santo dizia: “bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre…” (Lc 1,42); e a chamava de “mãe do meu Senhor”(Lc 1, 43). Até João Batista estremeceu de alegria no seio de Isabel, ao ouvir a voz de Maria (Lc 1,44). Lamentável é ver tal pastor que se diz cristão, ter reação inversa.

O anjo conclui com um princípio teológico, dizendo que para Deus não há impossíveis (v. 37). Dois nascimentos milagrosos: o primeiro de uma mulher idosa e estéril, o segundo de uma jovem, mas sem contato com homem.

O anjo não limita a condição da possibilidade de Deus só aos dois nascimentos. É bom o pastor aprender que para Deus, uma mulher dar a luz e permanecer virgem também é possível, e foi.

Deus Filho tornou-se humano por meio de uma concepção divina na pessoa de Maria. O Deus infinito, o criador do universo, tornou-se um pequeno embrião humano no ventre de Maria (v. 35).

Correção: o Filho de Deus, Servo de Deus (Mt 12,18-21), e segunda pessoa da Trindade habitou o ventre de Maria.

2.Maria foi uma mulher disponível para Deus – v. 38 – “Aqui está a serva do Senhor”. Uma frase que resume toda a sua filosofia de vida. Maria se coloca nas mãos de Deus para a realização dos propósitos de Deus. Ela é serva. Ela está pronta. Ela se entrega por completo, sem reservas ao Senhor.

Fato.

Maria foi serva, assim como é Jesus servo de Deus. (Mt 12,18-21) – Ela está pronta a obedecer e oferecer sua vida, seu ventre, sua alma, seus sonhos ao Senhor. Ela é de Deus. Ela está disponível para Deus.

Fato.

Ela está pronta a sofrer riscos, a mudar a sua agenda, a realinhar os seus sonhos e desistir dos seus em favor dos sonhos de Deus.

Fato. Logo vemos que Maria não é “uma como outra qualquer”, como bradam muitos protestantes.

Ela está pronta a ser não uma sócia de Deus, não uma igual com Deus, mas uma serva. Isso era tudo. Diz ela: “que se cumpra em mim conforme a tua palavra” – É rendição total, sem condições, sem perguntas, sem pedidos de prova. Estava pronta para uma mudança radical de vida. De todos os úteros da terra o seu foi escolhido para ser o ninho que ternamente acalentaria o Filho de Deus feito homem. A serva se apresenta, bate continência ao Senhor dos Exércitos e se coloca às ordens.

A humilde fidelidade e entrega de Maria a Deus já era conhecida pela Igreja Católica 1500 anos antes do protestantismo ser fundado, vindo depois alguns de suas crias colocar odiosamente Maria no lugar de Deus a pretexto de odiá-la. Os sofismas malandros, como este do trecho acima são construídos com este propósito. Antes que qualquer protestante existir os católicos já sabiam que Maria não é uma “igual” a Deus, mas que deve ser respeitada e venerada por todas as gerações.

3.Maria foi uma mulher disposta a pagar um alto preço e correr todos os riscos para fazer a vontade de Deus – v. 38

Fato.

a)O anjo falou só com ela e não com outras pessoas Imagine explicar isso para a sua família. Maria passou o resto da sua vida sob uma nuvem de suspeita por parte da família e dos vizinhos. Ao aparecer grávida na cidade de Nazaré estava exposta às mais severas censuras do povo.

Fato.

b)Maria não tinha nenhuma garantia de que seu noivo José entenderia ou acreditaria em sua concepção miraculosa – Ela teve que enfrentar o homem que amava e dizer-lhe que estava grávida e José sabia que ele não era o pai. Maria estava disposta a sofrer desprezo e solidão. Na verdade José não acreditou em Maria quando esta lhe falou acerca da gravidez. Ele sofreu. Ele resolveu deixá-la em secreto. O divórcio foi a única saída que conseguiu encontrar para a sua dor e decepção. José era um homem justo (Mt 1:19). O anjo, então apareceu para ele e revelou a verdade e ele creu na mensagem do anjo e nas palavras de Maria. José aprendeu que Deus é digno de confiança. A Bíblia não registra nenhuma palavra direta de José. A maioria das pessoas envolvidas na história do nascimento de Jesus falou ou cantou, ou gritou louvores, mas José não fez nada disso. Ele simplesmente obedeceu.

Fato.

c)Maria correu o risco não só de ser abandonada pelo noivo, mas até ser apedrejada em público – Esse era o castigo para uma mulher adúltera. Ela já estava comprometida com José. Ele poderia requerer o seu apedrejamento. Ela, contudo, dispôs-se a pagar um alto preço para se submeter ao chamado de Deus. Aplicação: A obediência a Deus sempre tem um preço.

É verdade, Maria não foi apedrejada naquele tempo. O verdadeiro apedrejamento de Maria começou após a morte dos reformadores protestantes. Seitas pipocaram e diariamente os modernos arautos destas põe-se a apedrejar Maria, seja por insultos verbais ou por artigos sutis como este que ora refuto. Tudo isso por observarem a devida glória e honra que os católicos lhe prestam. Protestante moderno por o nome de “Maria” numa filha? Nem pensar. Antes o do ladrão Zaqueu, ou qualquer outro errático num filho.

4.Maria é uma mulher bem-aventurada entre as mulheres e não acima das mulheres – Lc 1:39-44

Correção: está escrito “bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!” (Lc 1,42) – Maria e Jesus são “benditos” ENTRE as mulheres pecadoras.

Isabel cheia do Espírito declara duas verdades sublimes sobre Maria:

a)Maria é bem-aventurada entre as mulheres (v. 42) – Isabel não coloca Maria acima das outras mulheres. Mas ela é bem-aventurada entre e não bem-aventurada acima das outras mulheres. Bem-aventurada é feliz. Maria é feliz porque ela encontrou graça diante de Deus, a graça de ser a mãe do Salvador. Mãe bendita, Filho bendito.

Pura falácia. Repito: Isabel disse: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!” Ou seja, Maria e Jesus são “benditos” ENTRE as mulheres pecadoras.

b)Maria é mãe do Senhor (v. 43) – Novamente o destaque da fala de Ana é sobre o Filho de Maria e não sobre Maria. João Batista estremece-se no ventre de Ana não por causa de Maria, mas por causa de Jesus que está no ventre de Maria. O grande personagem daquele encontro entre Isabel e Maria era o Filho de Maria em seu ventre. Aquele bebê que estava sendo gerado era o Senhor de Isabel, a alegria de João Batista, o ente santo, o Filho do Altíssimo, o rei cujo reinado não tem fim.

Que bom que o pastor viu na Bíblia que Maria é “mãe do Senhor”. Só não sei de onde ele tirou que João Batista esteve no ventre de Ana.

Não adianta enrolar. A Bíblia mostra claramente que a saudação de Isabel é à Maria: “Como mereço que a mãe do meu Senhor venha me visitar?” (Lc 1,43). E João Batista estremeceu mesmo foi por ouvir a voz de Maria. “Logo que a tua saudação ressoou nos meus ouvidos, o menino pulou de alegria no meu ventre.” (Lc 1,44). Isso em nada tira os méritos de Jesus.

c)Maria é feliz porque creu (v. 45) – Maria não é chamada de feliz porque foi pedida em casamento por um milionário da região nem por ser considerada a moça mais bonita de Nazaré, nem por ser a garota mais simpática da região. Isabel diz que ela é feliz porque creu em Deus. Maria mesmo reconheceu que por ser mãe do Salvador, ela seria considerada uma mulher feliz por todas as gerações (v. 48).

Todos conhecemos a humildade de Maria. Não adianta encher lingüiça. Só as gerações dos protestantes modernos, ignoram o que diz as Escrituras e a excluem.

5.Maria é uma mulher que reconhece que Deus está no controle da história e engrandece a Deus pelos seus atributos e pelas suas obras – Lc 1:46-56

Fato.

a)Maria nos fala da soberania que Deus tem de agir e intervir no curso da história (v. 46-49) – Para Maria Deus é poderoso (v. 49), santo (v. 49), misericordioso (v. 50), justo e fiel (v. 51-55). Que Deus age por meios estranhos e não convencionais. Ele não vem num palácio. Ele não envia seu anjo aos nobres de Jerusalém. À classe sacerdotal, mas a uma jovem em Nazaré. A palavra que Maria usa para poderosa é déspota, aquele que não se relaciona de forma dependente com nada e com ninguém. Deus não precisa fazer acordo com ninguém. Ele é livre e soberano para agir como quer, onde quer, com quem quer.

Deus que é soberano, poderoso, santo, misericordioso justo e fiel mandou um anjo saudar Maria de “cheia de graça” e dizer que era com ela (Lc 1,28); e a corou no “sinal do céu” (Ap 12,1,5), “sinal” este, previsto aproximadamente 750 anos antes do seu nascimento pelo profeta Isaias (7,14). “Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus Conosco.”

Como vemos, Deus só não é arrogante, orgulhoso nem mesquinho como o pastor. “Deus é amor”, por isso fez oito alianças com os povos e contará sim com a ajuda dos santos no julgamento de todos (I Cor 6,2), e quis o “sim” de Maria para trazer Jesus, a salvação do mundo.

b)Maria nos fala do projeto de Deus de invadir a história e virar a mesa, invertendo completamente os valores do mundo – (v. 51-53) – Deus entra na história não pelos palácios, pelos senados, congressos. Ele não pede que o poder judiciário lhe dê cobertura. Ele simplesmente entra na história e faz as mais profundas inversões que se pode imaginar, deixando todo mundo com gosto de surpresa e espanto na boca. Ele traz uma verdadeira revolução política, econômica, social e espiritual.

Fato é que, em se tratando de Maria, Deus quis a sua opinião.

c)Maria demonstra a sua profunda necessidade de Deus – Ela reconhece sua necessidade de salvação e chama de Deus de Senhor e de “meu salvador” (v. 46-47). Ela reconhece que o sentido da vida é exaltar e glorificar a Deus e alegrar-se nele (v. 46). Ela reconhece que AGORA todas as gerações a considerarão bem-aventura por que o Poderoso fez grandes cousas em sua vida (v. 48-49). Antes ela era apenas uma jovem desconhecida, agora seu nome seria uma referência para o mundo inteiro, não por seus méritos, mas por causa dos grandes feitos de Deus.

Todas estas obviedades, é para dizer disfarçadamente que Maria é uma como outra qualquer e ignorar que ela é “bendita” entre as mulheres pecadoras.

Todos já sabemos que Maria é uma criatura de Deus, seu Salvador. O que o pastor omite e repetiremos á exaustão é que aproximadamente 750 anos antes de Maria nascer, ela já era projeto de Deus para a salvação do mundo. “uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará Deus conosco!” (Is 7,14); e teve sua assunção prefigurada no sinal do céu, no último livro da bíblia: “Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma Mulher revestida de sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas. Ela deu à luz um Filho, um varão, que há de reger todas as nações com vara de ferro” (Ap 12,1,5).

6.Maria é uma mulher que está sempre pronta a andar com Deus quando as coisas parecem complicadas.

Fato. Por isso rogamos a ela e temos recebido muitíssimas graças de Deus.

7.Maria, a mãe que tem o privilégio de ter nos braços o Filho de Deus, o seu próprio Salvador e Senhor.

Fato. Isso a distingue fantasticamente das outras mulheres.

a) O anjo disse para ela que o seu filho seria o Filho do Altíssimo (Lc 1:32) – Jesus como Filho de Deus, pré-existiu à sua mãe. Ele é o Pai da eternidade. Um com Pai. Criador do universo. Maria seria a mãe da natureza humana do verbo eterno e divino.

Engraçado é ver o pastor tropeçar em suas próprias manobras. Se ele mesmo afirma que: “o anjo disse para ela que o seu filho seria o Filho do Altíssimo (Lc 1:32)”, obviamente Maria é a Mãe do filho do Altíssimo que é Deus.

b) Isabel disse para ela que o seu filho era o seu Senhor (Lc 1:43) – Jesus mesmo na vida intra-uterina já era proclamado Senhor de Ana, mãe de João Batista.

Duas correções: 1- Isabel chamou Maria de “mãe do meu Senhor” (Lc 1,43). 2- Ana nunca foi mãe de João Batista.

c) Os anjos proclamaram em Belém que o filho de Maria era o Salvador, Messias e Senhor (Lc 2:11) – Essa notícia foi dada não no templo, mas nas campinas. Não aos sacerdotes, mas aos pastores.

Mais uma vez agradecemos, por reconhecer que: o filho de Maria era o “Salvador”, “Messias” e “Senhor”. – Só deixo claro que os “pastores” a quem foi dada a notícia do nascimento, não eram pastores evangélicos, mas de ovelhas. Os “sacerdotes” daquele tempo eram judeus. Jesus só fundaria sua Igreja sobre Pedro, com sacerdotes cristãos, três décadas depois. Só 16 séculos mais tarde apareciam na terra os autointitulados “pastores evangélicos” em igrejas particulares alheias a Igreja Católica fundada por Cristo. Malícia subliminar desfeita.

d) Simeão disse para ela que seu filho era a Salvação de Deus para os povos (Lc 2:29-32) – Maria e José estavam admirados do que dele se dizia.

Grato também por reconhecer que o Filho de Maria “era a Salvação de Deus para os povos”. Assim vemos que Maria não é mãe de um Jesus e Deus pai de outro, como o pastor tentava incutir no início de seu texto.

8. Maria a mãe que precisa reconhecer que seu Filho tem uma agenda estabelecida no céu e não na terra.

Correção: a agenda de Jesus Deus onipresente, se cumpriu na Terra e continuará na sua nova vinda.

a) Maria perde a Jesus na Casa do Pai (Lc 2:43-52) – Maria não se tornou uma supermulher por ser mãe de Jesus. Ela continuava sendo uma mulher limitada. Ela perdeu o seu filho. Ficou aflita. Voltou. Encontrou-o no templo. Mas o filho de 12 anos revelou a ela outra agenda. Jesus que não deveria seguir a agenda deles, mas eles que deviam seguir a sua agenda. “Por que me procuráveis? Não sabíeis que me cumpria estar na Casa de Meu Pai? Não compreenderam, porém, as palavras que lhe disseram” (Lc 2:49-50). Maria não conseguia alcançar quem era o seu Filho e o que estava fazendo. Nas quatro ocasiões futuras em que Maria estará envolvida (diretamente ou por referência ao seu nome), essa tensão estará presente.

Detalhe: Jesus era criança obediente, foi a Jerusalém porque seus pais o levaram, de fato se perdeu deles, mas voltou com os pais quando encontrado. Jesus apesar de sábio era inocente quando criança, como atesta as Escrituras: “Ele vai comer coalhada e mel até aprender a rejeitar o mal e escolher o bem.“ (Is 7,15), para isso tinha pais justos. Essa enganação do pastor acabará logo a seguir, quando ele mesmo, contraditoriamente, dirá que aos 33 anos Jesus diz que ainda não era chegada sua hora.

Maria não precisou ser nenhuma “supermulher” nem Jesus um “superJesus”. Foram humildes. Maria sofreu as piores dores de uma mãe e Jesus as piores dores de um homem.

b) Maria informa a Jesus sobre a falta de vinho na festa e ele mostra para ela que não é chegada a sua hora (Jo 2:1-11) – Jesus mostra que ele só agirá dentro do cronograma do céu. Aos doze anos Jesus disse a Maria: “Por que me procuráveis?”. Agora, aos 33 anos de idade, ele pergunta: “Mulher, que tenho eu contigo?” Jesus estava revelando à sua mãe que sua agenda era conduzida pelo céu e não pelos laços familiares. Em ambos os casos, Jesus demonstra que o seu compromisso é com o Pai: “Não sabíeis que convinha estar na Casa de Meu Pai?” e “ainda não é chegada a minha hora”. Por isso, Maria compreende e endossa a agenda de Jesus de tal forma que a última palavra direta de Maria nas Escrituras é esta: “Fazei tudo o que ele vos disser” (Jo 2:5). Seguir a orientação de Maria é de fato obedecer a Jesus.

Puro sofisma, esse argumento do pastor. Ele simplesmente omite que, Jesus fez o seu primeiro milagre transformando água em vinho porque Maria solicitou. (Jo 2,7-11); – e Jesus aos 12 anos, voltou pra casa porque Maria e José o foram buscar. “Jesus desceu, então, com seus pais para Nazaré e era obediente a eles. Sua mãe guardava todas estas coisas no coração.” (Lc 2,51). – Até as palavras de um Jesus criança, que ainda estava aprendendo a separar o mal do bem (Is 7,15), é usada sutilmente pelo pastor para atacar Maria. Haja maldade.

A mãe de Jesus nos ensina com um lindo mandamento: “Fazei tudo o que Ele vos disser.” (João 2,5); … e Jesus disse ao discípulo amado: “Eis aí tua Mãe!” E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa.” (Jo 19,26-27). Nós a levamos para casa, pastor. Quando vocês protestantes modernos a levarão??? Repito sua última frase acima: “Seguir a orientação de Maria é de fato obedecer a Jesus.” – Quando o senhor vai seguir a Jesus???

c) Maria vai com seus outros filhos para prender a Jesus, mas ele prioriza a agenda do Reino em vez de ceder às pressões da família (Mc 3:20,21,31-35) – Maria e seus outros filhos preocupados com intensa atividade de Jesus, vão com a finalidade de prender Jesus e levá-lo para casa. Mas eles precisavam entender que Jesus antes de ser filho de Maria, era o Filho de Deus. Antes de ser carpinteiro, era o Salvador dos homens. Antes de ser um cidadão de Nazaré, era o Rei dos reis. Jesus mostra que a relação espiritual é mais importante que a relação de sangue, ao afirmar: “Quem é minha mãe e meus irmãos? E, correndo o olhar pelos que estavam assentados em redor, disse: Eis minha mãe e meus irmãos. Portanto, qualquer que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, irmã e mãe” (Mc 3:33-35).

Corrigindo as mentiras subliminares do pastor: 1- Maria não foi com “seus outros filhos”. A Bíblia em nenhum versículo fala de “outros filhos” de Maria. 2- Maria e os parentes de Jesus apenas estavam preocupados com as aglomerações que levavam grande risco a Jesus. 3- Quando Jesus ao ser interrompido pelos que doutrinava diz: “qualquer que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, irmã e mãe”, simplesmente está exaltando a Maria e aos que faziam de fato a vontade de Deus. Impressionante é o contraditório pastor achar agora que a mãe de Jesus não fazia a vontade de Deus. Maria disse: “Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra”. (Lc 1,38)

d) Maria e a verdadeira bem-aventurança (Lc 11:27-28) – Para Jesus a grande bem-aventurança de ouvir a Palavra de Deus e guardá-la é maior do que a bem-aventurança de ter sido genitora. Jesus não sustentou a supervalorização que a mulher destacou da relação de sangue que Maria tinha com ele. Havia outro tipo de relação que qualquer pessoa poderia manter com ele, muitíssimo mais importante que a física. Pois era essa relação que Jesus queria exaltar, a relação espiritual: “… uma mulher que etava (sic) entre a multidão, exclamou e disse-lhe: Bem-aventurada aquela que te concebeu, e os seios que te amamentaram! Ele, porém, respondeu: Antes, bem-aventurados são os que ouvem a Palavra de Deus e a guardam!” (Lc 11:27-28). Assim vemos que esses três contatos de Jesus com Maria relatados pelos evangelhos, todos giram em torno do mesmo assunto: contraste entre o físico e o espiritual; parentesco de sangue contra afinidade espiritual.

Pronto! Trinta e três anos de vida de Jesus junto a Maria foram ridiculamente reduzidos a três “contatos” distorcidos pelo pastor que jamais morou na casa de Maria.

Vamos ao que de fato se passou em (Lc 11, 27-28) e foi desvirtuado pelo pastor: Jesus estava pregando e falava sobre espíritos impuros, quando uma mal educada mulher o interrompeu, não dando ouvidos ao que Jesus falava, inclusive mudando de assunto:

“Enquanto ele assim falava, uma mulher levantou a voz do meio do povo e lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe, e os peitos que te amamentaram! Mas Jesus replicou: Antes bem-aventurados aqueles que ouvem a palavra de Deus e a observam!”

Jesus disse isso repreendendo-a para que aprendesse a ouvir a palavra de Deus e a observar, apenas, sem em nenhum momento Ele ou a mulher se referirem a Maria.

Será que os protestantes, que tanto mal interpretam essa passagem esqueceram que antes de amamentar Jesus Maria disse: “Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra”??? (Lc 1,38). Será que eles esquecem que desde as Escrituras, Maria é “bem aventurada” por todas as gerações???

e) Maria uma mulher com a alma traspassada pela espada (Lc 2:35) – O dia era o mais triste da história da humanidade. O dia era o mais gloriosa da história da humanidade. Dia de contrastes. Jesus morria. Jesus vencia. Humilhado, mas glorificado. Cercado de ódio por todos os lados. Transbordando de amor por todos os poros. Ao pé da cruz está Maria sofrendo indescritivelmente ao ver seu filho morrendo exangue. Ali uma espada traspassou a sua alma. A espada era invisível, mas não o seu efeito. Na cruz Jesus confia sua mãe ao seu discípulo João. Ali Jesus revelou seu amor cheio de cuidado por sua mãe. Ali Jesus ensina que os filhos precisam cuidar dos pais. Jesus o fez porque José já havia morrido e seus irmãos não criam nele e além do mais João era sobrinho de Maria.

Pura distorção clássica protestante. João era filho de Zebedeu e Salomé e levou Maria para casa porque Jesus a o deu como mãe. Não faz qualquer sentido os supostos “irmãos carnais” abandonarem sua mãe só porque não criam em Jesus que estava morrendo. Isso é falsidade diabólica, pois Jesus não teve irmão carnal. O termo “irmão” conservado nas escrituras como é dito no hebraico, abrange desde qualquer grau de parentesco a discípulo.

Jesus Cristo, ao ressuscitar, pediu que Maria Madalena anunciasse isso a “seus irmãos”. Ela foi e anunciou aos “DISCÍPULOS”. (Jo 20,17-18). E os “irmãos”??? Se Maria Madalena fosse protestante, certamente ainda hoje estaria procurando os “irmãos carnais” de Jesus, que nunca existiram.

f) Em momento nenhum a Bíblia registra que Jesus tenha chamado Maria de Mãe – Sempre a chamou de mulher, um termo respeitoso. A Bíblia nunca enfatizou a questão do teotokós (mãe de Deus). E por que? 1) Para ensinar que seus parentes não tinham uma posição privilegiada em relação a ele pelo fato de serem parentes. A relação que devia ser enfatizada é a espiritual. Mais tarde seus dois irmãos Tiago e Judas escrevem cartas e se apresentam não como irmãos de Jesus, mas servos do Senhor. 2) Para afastar o perigo das pessoas confundirem a posição de Maria como mãe de Deus. Ele tornou-se homem ao nascer do ventre de Maria, mas como Deus pré-existiu a criação e foi o criador de todas as coisas.

Ao contrário do que pensa o pastor, a palavra “mulher” implica, além disso, certa solenidade e ênfase: a maioria dos autores inclinam-se à ver neste título uma clara alusão ao (Gen 3,15), onde se fala do triunfo da “mulher” e da sua linhagem sobre a serpente. Tal alusão, além de estar avalizada pelo próprio texto (o uso do termo “Mulher”), é confirmada pelas interpretações dos Santos Padres, que falam do paralelismo entre Eva e Maria, semelhante ao que se dá, entre Adão e Cristo ( Rm 5,12-14). Do mesmo modo, o Novo Testamento se refere a Jesus como “Filho do homem” 88 vezes, em referência à profecia messiânica de Daniel 7,13-14. O “Filho do homem sabe porque chama sua mãe de “mulher”. A Bíblia não precisa enfatizar o Theotokos (mãe de Deus), o que precisa mesmo é o pastor parar de omitir isso.

Esse argumento tosco do pastor desmorona quando descobrimos que Tiago que era “irmão” (primo) de nosso Senhor, era o Líder da igreja de Jerusalém (At 15,13; 21,18; Gl 1,19; 2,12).

9.Maria, a discípula de Jesus – At 1:14 – A última vez que Maria aparece na Bíblia, ela é aparece como os demais crentes depois da ressurreição. Maria tomou o seu lugar com os outros cristãos – nem separada, nem acima deles. Ela estava lá também como discípula. Lá ela também aguarda o derramamento do Espírito. Seus outros filhos são convertidos. Eles se unem aos demais crentes e oram.

Novamente o pastor sorrateiramente tenta fazer de Maria o que ela nunca foi. Maria sempre foi humilde e continuou a ser. Continuou a ser a humilde e “mãe de Deus” porque seu filho Deus ressuscitou. E quando ela nos deixou passou a ser mais venerada ainda pelos apóstolos:

– S. Tiago Menor, o qual realizou o esquema da liturgia da Santa Missa, num escrito primitivo prescreve a seguinte leitura, após ler uns passos do antigo e do novo testamento, e de umas orações: “Fazemos memória de nossa Santíssima, Imaculada, e gloriosíssima Senhora Maria, Mãe de Deus e sempre Virgem”. (S. jacob in Liturgia sua).

No Pentecoste todos são cheios do Espírito Santo. Não diz a Bíblia que Maria é mais cheia que os demais nem que ocupa um lugar de destaque sobre os demais. Na verdade, seu lugar doravametne (sic) é discreto. Seus filhos Tiago e Judas são mencioandos (sic) e escrevem livros da Bíblia, mas Maria não é citada mais nem pelos apóstolos, nem pelos seus próprios filhos. O propósito dela não era estar no centro do palco, mas trazer ao mundo aquele que é a luz do mundo, o único digno de ser adorado e obedecido.

Puro ranço sutil. Com que propósito Judas e Tiago, que jamais foram filhos de Maria iriam escrever sobre Maria, se jamais escreveram até mesmo sobre seus pais?

O pastor omitiu, mas vamos mais uma vez mostrar-lhe que a assunção de Maria é prefigurada no sinal do céu, no último livro da bíblia: ” Apareceu em seguida um grande sinal no céu: uma mulher revestida de sol, a lua debaixo dos seus pés e na cabeça uma coroa de doze estrelas. Ela deu à luz um Filho, um varão, que há de reger todas as nações com vara de ferro.” (Ap 12,1,5)

Esse “sinal” no céu é professado por Isaias, aproximadamente 750 anos antes de Maria nascer: “Pois bem, o próprio SENHOR vos dará um sinal. Eis que a jovem conceberá e dará à luz um filho e lhe porá o nome de Emanuel.” (Is 7,14)

Será que o pastor arriscaria dizer que Deus não sabia que essa jovem seria Maria? Será que o pastor acha que Deus deixaria essa jovem nascer pecadora para contaminar seu Filho?

Responde as Escrituras: ” Cristo, porém, veio como sumo sacerdote dos bens futuros. Ele entrou no Santuário através de uma tenda maior e mais perfeita, não feita por mãos humanas, nem pertencendo a esta criação.” (Hb 9,11)

CONCLUSÃO – 1.Maria é uma mulher digna de ser imitada não só pelas mães, mas por todos os cristãos: por sua humildade, coragem, abnegação, fervor e fidelidade a Deus. Uma mulher que esteve pronta a correr todos os riscos para realizar a vontade de Deus em sua vida.

Fato. Só falta agora o pastor cumprir a Confissão protestante de Augsburgo que reconhece em Maria um papel especial dizendo: “Maria é digna de ser honrada e exaltada no mais alto grau” (Art. 21,27).

2.Que Deus nos ajude a imitar a essa bem-aventurada mulher, e lutar para que as pessoas a honrem não colocando-a num pedestal que jamais Deus a colocou nem ela jamais aceitaria, mas imitando seu exemplo como humilde serva de Deus.

As gerações dos que honram a palavra de Deus já proclamam Maria “bem aventurada” há mais de dois milênios, como Maria previu. Quando os modernos protestantes farão isso?

Não, Maria não precisa de “pedestal” protestante, muito menos de título de “deusa” que estes lhe tentam impor, apenas do respeito. Pois no sinal do céu está brilhando a sua glória, onde ela já foi coroada (Ap 12,1,5), sendo pessoa humilde.

No livro Cântico dos cânticos ou Cantares 6, lemos:

9. “uma, porém, é a minha pomba, uma só a minha perfeita; ela é a única de sua mãe, a predileta daquela que a deu à luz. Ao vê-la, as donzelas proclamam-na bem-aventurada, rainhas e concubinas a louvam”.

10. “Quem é esta que surge como a aurora, bela como a lua, brilhante como o sol, temível como um exército em ordem de batalha?”

Conclusão:

Existem duas observações nestes textos acima, primeiro que a mulher “bela como a lua e brilhante como o sol”, era a perfeita escolhida, todos nós sabemos quem foi a escolhida: a Virgem Maria. A segunda particularidade nestes textos recai sobre a forma com que Deus proclama essa mulher: “Ao vê-la, as donzelas proclamam-na bem-aventurada”. Nessa frase Deus está afirmando que a mulher “bela, como a lua e brilhante como o sol”, segundo o livro dos cânticos, e “revestida do sol com a lua debaixo dos pés”, condiz com a descrição do “sinal” do céu, no livro do Apocalipse (Ap 12,1,5), e com o “sinal” que Isaias diz que Deus daria (7,14), mostrando a grandiosidade de Maria no plano salvítico de Deus.

Não é nenhum pastor capaz de se equivocar dizendo que João Batista esteve no ventre de Ana, que vai mudar a vontade de Deus em relação à Maria Santíssima, mãe de Deus.

Pela honra e glória devida à Maria, santa mãe de Deus, aqui encerro essa refutação, e aviso ao pastor, que seu rio vomitado foi engolido.

“A terra, porém, veio em socorro da Mulher: abriu a boca e engoliu o rio que o Dragão tinha vomitado. Cheio de raiva por causa da Mulher, o Dragão começou a combater o resto dos filhos dela, os que observam os mandamentos de Deus e guardam o testemunho de Jesus. “ (Ap 12,16-17)

Deus tenha piedade do que levado pelo ódio, não sabe o que diz.

 
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Publicado por em 28/03/2015 em Uncategorized

 

ALGUNS EVANGÉLICOS E INRI CRISTO CONTRA A IGREJA CATÓLICA

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É público e notório que não há consenso entre evangélicos.

Cada denominação se apresenta como a “verdadeira” Igreja de Cristo e cada qual tem sua própria doutrina.

O próprio pai dos evangélicos Martinho Lutero afirmou que chegaria o dia em cada crente seria uma Igreja, pois cada qual lê e interpreta a Bíblia do seu próprio jeito.

Alguns pontos da fé podem até parecer comuns a todos, mas logo a seguir em outro pontos centrais nota-se que uma denominação nunca é igual a outra.

Nem mesmo nas críticas dirigidas contra a igreja Católica existe consenso. Enquanto uns dizem que a Igreja Católica é dogmática e arcaica, outros dizem que ela modernizou-se e por este motivo teria produzido alterações na doutrina.

O único consenso que existe entre evangélicos e que não pode ser contestado é a aversão que sentem pela Igreja Católica, muito embora em graus diferentes. Alguns divergem respeitosamente e outros nem tanto.

Certeza mesmo é que indiferente à Igreja Católica nenhum evangélico consegue ser.

E neste contexto, até os discursos se assemelham.

Alguns destes pregadores chegam a produzir textos e mais textos contra a doutrina católica. Estes textos podem ser vistos por toda a Internet em larga escala.

Querem um exemplo de apontamento comum ?

São habituais e repetitivos os ataques às doutrinas católicas que defendem:

1)A perpétua virgindade de Maria;
2)Sua condição de Mãe de Deus;
3)Seus privilégios como serva do Altíssimo Deus, especialmente sua atuação como intercessora.

A fala comum que aproveita a todos pode ser observada no seguinte texto extraído da Internet:

Texto: “Maria, genitora de Cristo há dois mil anos, foi uma mulher pecadora igual às demais, sujeita às fraquezas e falhas inerentes aos seres humanos. Se ela fosse verdadeiramente mãe de DEUS como ensina a proscrita igreja romana em suas espúrias orações (Ave Maria – “santa Maria mãe de DEUS”), ela teria intimidade com o ALTÍSSIMO…”

Nosso comentário:
O texto afirma que Maria foi pecadora;
O texto afirma que Maria não é mãe de Deus;
O texto afirma que Maria não tem intimidade(prerrogativas) com Deus.

O texto foi produzido por INRI CRISTO e se parece com a fala de um pastor evangélico.

O texto pode ser visto no endereço eletrônico:

http://www.inricristo.org.br/index.php/pt/curiosidades/humanidade-precisa-saber/229-verdade-virgem-maria-cristo – Disponível na Internet em 20/03/2015

Alguns evangélicos e Inri Cristo são mais próximos do que imaginam.

Outro exemplo:

Inri Cristo: “O Natal para mim é uma data comercial. Não existe. É uma coisa inventada pelos homens, aliás é uma data pagã…” Disponível em 20/03/2015: http://noticias.gospelmais.com.br/brasil-evanjegue-afirma-inri-cristo-28103.html

Inri Cristo se posiciona contra o Natal da mesma forma como fazem muitos evangélicos. É comum ouvirmos de evangélicos e também encontramos na Internet:

“A de 25 de dezembro é uma criação da católica.”
“A Bíblia não manda celebrar o nascimento.”
“Quem a inventou foi a igreja católica romana, que celebra o Natal diante dos ídolos (estátuas).”

Querem mais um exemplo ?

Fala de Inri Cristo: “…Eu é que não reconheço nenhum papa, padre etc, uma vez que sou coerente com o que disse há dois mil anos: “A ninguém chameis Pai sobre a terra, porque um só é o vosso Pai, o que está nos céus” (Mateus c.23 v.9), e papa, além de que em espanhol é sinônimo de batata, outrossim quer dizer pai.”

Disponível na Internet em 20/03/2015: http://causasperdidas.literatortura.com/2013/07/28/inri-cristo-a-sensatez-de-um-louco-reflexoes-sobre-a-vinda-do-papa/

E tem mais:

Fala de Inri Cristo idêntica às falas dos pastores evangélicos: “A ‘infalibilidade papal’ trata-se de mais uma invencionice, um absurdo de Roma, a fim de exercer o domínio sobre as massas e manter alienadas as mentes.”

Disponível na Internet em 20/03/2015: http://orkut.google.com/c886147-t1c161dc421bf01ab.html

Fala de Inri Cristo muito comum também entre pastores e algumas denominações evangélicas: “…A besta do Apocalipse é aquele que ocupa o trono de Roma. Ele traz disfarçado na mitra (chapéu usado pelo Sumo Pontífice)…”

Disponível na Internet em 20/03/2015: http://www.inricristo.org.br/index.php/pt/entrevistas/inri-cristo-300-perguntas

Fala de Inri Cristo também endossada pelos pastores evangélicos:

“Essa história de que, por ocasião da mudança do sumo pontífice da igreja romana, os cristãos que forem à missa se confessar terão perdoados os seus pecados, é mais uma invencionice, mais uma chantagem, mais uma mentira pregada pelos falsos religiosos, no intuito de apertar o cabresto das ovelhas desgarradas.”

Disponível na Internet em 20/03/2015: http://www.inricristo.org.br/index.php/pt/entrevistas/inri-cristo-300-perguntas

Muitos outros textos e falas de Inri Cristo assemelham-se aos ensinos de certos pastores evangélicos por aí.

Não estamos nos referindo propriamente aos seus ensinos em matéria de fé ou a doutrina de cada denominação.

Estamos apontando semelhanças nos discursos que objetivam atacar a fé católica.

E neste caso, tirando o fato de que Inri Cristo diz de si próprio tratar-se do próprio Senhor Jesus, os discursos de alguns “ungidos” são semelhantes aos discursos e textos produzidos pelo primeiro.

Entretanto, Cristo também significa ungido. E como sabemos, alguns em tom de ameaça e não são poucos, dizem:

“Não se deve tocar no ungido do Senhor.”

Ou: “Quem não respeita seu líder ganha lepra de presente.”

E quem se apresenta com tais discursos, de certa maneira está se assumindo como um tipo de “Cristo” que assim como INRI CRISTO, também em nada se assemelha ao Cristo verdadeiro.

Enquanto estes dissertam sobre maldições e castigos para aqueles que vierem a “tocar” nos “ungidos” do Senhor, o verdadeiro Cristo diz em favor dos QUE LHE MATARAM:

“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.” Lucas 23:34

Pelos frutos conhecemos a árvore.

Afinal, estes que se fazem ungidos estão mais próximos do INRI CRISTO ou do Cristo verdadeiro ?

Não admitimos ataques à honra de quem quer que seja.

Nossos apontamentos limitam-se às questões de fé e doutrina.

Repudiamos toda forma de perseguição religiosa.

Acreditamos que todo e qualquer homem ou mulher possuem o direito de assumirem a fé que lhes pareça mais adequada, livres de quaisquer embaraços.

Autor: A.Silva com a colaboração de Val Melkis

 
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Publicado por em 28/03/2015 em Uncategorized

 

Domingo de Ramos

O Domingo de Ramos abre solenemente a Semana Santa, com a lembrança das Palmas e da paixão, da entrada de Jesus em Jerusalém e a liturgia da palavra que evoca a Paixão do Senhor no Evangelho de São Lucas.

Neste dia, se entrecruzam as duas tradições litúrgicas que deram origem a esta celebração: a alegre, grandiosa , festiva litrugia da Igreja mãe da cidade santa, que se converte em mímesis, imitação dos que Jesus fez em Jerusalém, e a austera memória – anamnese – da paixão que marcava a liturgia de Roma. Liturgia de Jerusalém e de Roma, juntas em nossa celebração. Com uma evocação que não pode deixar de ser atualizada.

Vamos com o pensamento a Jesuralém, subimos ao Monte das Oliveiras para recalar na capela de Betfagé, que nos lembra o gesto de Jesus, gesto profético, que entra como Rei pacífico, Messías aclamado primeiro e depois condenado, para cumprir em tudo as profecias.Por um momento as pessoas reviveram a esperança de ter já consigo, de forma aberta e sem subterfúgios aquele que vinha em nome do Senhor.

Ao menos assim o entenderam os mais simples, os discípulos e as pessoas que acompanharam ao Senhor Jesus, como um Rei. São Lucas não falava de oliveiras nem de palmas, mas de pessoas que iam acarpetando o caminho com suas roupas, como se recebe a um Rei, gente que gritava: “Bendito o que vem como Rei em nome do Senhor. Paz no céu e glória nas alturas”.Palavras com uma estranha evocação das mesmas que anunciaram o nascimento do Senhor em Belém aos mais humildes. Jerusalém, desde o século IV, no esplendor de sua vida litúrgica celebrada neste momento com uma numerosa procissão.

E isto agradou tanto aos peregrinos que o oriente deixou marcada nesta procissão de ramos como umas das mais belas celebrações da Semana Santa.Com a litúrgia de Roma, ao contrário, entramos na Paixão e antecipamos a proclamação do mistério, com um grande contraste entre o caminho triunfante do Cristo do Domingo de Ramos e o “via crucis” dos dias santos.Entretanto, são as últimas palavras de Jesus no madeiro a nova semente que deve empurrar o remo evangelizador da Igreja no mundo.”Pai, em tuas mão eu entrego o meu espírito”. Este é o evangelho, esta a nova notícia, o conteúdo da nova evangelização. Desde um paradoxo este mundo que parece tão autônomo, necessita que lhe seja anunciado o mistério da debilidade de nosso Deus en que se demonstra o cume de seu amor.

Como o anunciaram os primeiros cristãos com estas narrações longas e detalhistas da paixão de Jesus. Era o anúncio do amor de um Deus que desce conosco até o abismo do que não tem sentido, do pecado e da morte, do absurdo grito de Jesus em seu abandono e em sua confiança extrema. Era um anúncio ao mundo pagão tanto mais realista quanto mais com ele se poderia medir a força de sua Ressurreição.

A liturgia das palmas antecipa neste domingo, chamado de páscoa florida, o triunfo da ressurreição, enquanto que a leitura da Paixão nos convida a entrar conscientemente na Semana Santa da Paixão gloriosa e amorosa de Cristo o Senhor.

 
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Publicado por em 22/03/2015 em Uncategorized

 

O que é Cardeal, Bispo, Arcebispo, Cônego, Monsenhor?

 
 
 
PAPA – Bispo de Roma e sucessor de Pedro (Mt 16, 18-19). É o chefe de toda a Igreja. Está acima de todos os bispos (Apóstolos). Ele legisla para toda a Igreja através de Bulas, Encíclicas e Decretais. Jesus fez de Pedro o fundamento visível da Igreja, entregou as chaves. O bispo de Roma, sucessor de Pedro é a cabeça do colégio dos bispos, Vigário de Cristo na Terra, é o Pastor da Igreja Universal. Assim, ele possui três funções: é chefe de Estado (Vaticano), é bispo de Roma e Chefe da Igreja.
Cardeais, Bispos e Arcebispos…
Todos são ordenados, no grau máximo do sacramento da Ordem. Todos são bispos, palavra que deriva do grego epíscopos, que significa supervisor. Para chamá-los usa-se o título de Dom, abreviatura do latim dominus, senhor. Com o Papa à frente, os bispos do mundo inteiro formam o Colégio Apostólico, que sucede ao grupo dos apóstolos, os quais tinham a Pedro como seu líder. Assim, a Igreja é guiada pela história afora pelos mesmos pastores escolhidos por Jesus Cristo.
Cardeais – São geralmente bispos de importantes dioceses do mundo. Mas também padres ou diáconos podem ser cardeais. São escolhidos pessoalmente pelo Papa, como representantes da Igreja em todo o mundo, para formarem o Colégio dos Cardeais. São responsáveis pela assessoria direta ao Papa na solução das questões organizativas e econômicas da Santa Sé, na coordenação dos diversos Dicastérios (uma espécie de ministério do Vaticano) que compõem o serviço da Santa Sé em favor da comunhão em toda a Igreja e da justiça para com os pobres do mundo todo. São também os responsáveis pela eleição do novo Papa enquanto não completarem 80 anos. A reunião dos Cardeais se chama Consistório e acontece quando o Papa a convoca.
Arcebispo – É o bispo de uma Arquidiocese, o titular da sede metropolitana, que é a diocese mais antiga de uma Província Eclesiástica, que é formada pelo conjunto de diversas dioceses. Ele é responsável pelo zelo da fé e da disciplina eclesiástica e pela presidência das reuniões dos bispos da Província. Mas não intervém diretamente na organização e na ação pastoral das demais dioceses (sufragâneas) da arquidiocese. O arcebispo usa, nos limites de sua Província, durante as funções litúrgicas, como sinal de unidade de sua Província com a Igreja em todo o mundo, o pálio, que lhe é entregue pelo Papa, no dia da festa de S. Pedro e S. Paulo, 29 de junho: uma faixa branca decorada de cruzes pretas que cobre os ombros, confeccionada com a lã de um cordeiro.
Bispo – É o pastor da Igreja particular, responsável pelo ensinamento da Palavra de Deus, pela celebração da Eucaristia e demais sacramentos e pela animação e organização dos carismas e ministérios do Povo de Deus. Ele é obrigado a fazer a visita “ad limina apostolorum” a Roma, e ao Papa, de quatro em quatro anos, quando então apresenta à Santa Sé um relatório de sua diocese e é recebido pelo Papa. Os bispos são, em suas dioceses, o princípio visível e o fundamento da unidade com as outras dioceses e com a Igreja universal. É obrigado pelo Código de Direito Canônico da Igreja a pedir renúncia ao completar 75 anos.
Abade – Superior de um Mosteiro, que é visto como o pai da comunidade. Se o mosteiro for feminino, a responsável se chama Abadesa.
Frade – É a designação dada a um católico consagrado que pertence a uma ordem religiosa mendicante e que vive normalmente num convento. Ele tanto pode ser um clérigo como um leigo.
O termo frade é proveniente da palavra latina frater, irmão, pelo qual se dirigiam uns aos outros. O título dado aos frades é frei, que deve ser usado somente anteposto ao prenome do frade e nunca como um substantivo independente (o correto é “o frade foi ordenado” e não “o frei foi ordenado”).
Padre – (do latim páter ou pátris, que significa “pai” ou “chefe da família”) refere-se a um presbítero, clérigo católico do sexo masculino que recebeu o sacramento da Ordem.Hierarquicamente, está acima dos diáconos e abaixo dos bispos. O padre na Igreja Católica é responsável por uma paróquia, onde preside a Sagrada Eucaristia, bem como atende à confissão, aconselhamentos e outros. É um homem que doou sua vida à serviço do Evangelho e vive para servir a Deus e aos leigos por meio da evangelização.
Na  Igreja latina atual os requisitos mínimos para que um fiel se torne padre são os seguintes: 1) que tenha a idade de pelo menos 25 anos; 2) que seja do sexo masculino; 3) que tenha cursado teologia em alguma faculdade autorizada pelo bispo e, na maioria dos casos, também filosofia; 4) que tenha sido ordenado diácono; 5) que seja solteiro e assim deseje permanecer por toda a vida.
Todo padre pode ser, a partir da idade de 35 anos e pelo menos cinco anos de ordenação presbiteral, nomeado bispo. Isso, porém, ocorre com uma minoria, escolhida, na atual disciplina da Igreja, pelo bispo de Roma, o papa.
Presbítero – Padre.
Diácono (permanente) – O diaconato é ordem sagrada, conferida pela imposição das mãos e pela oração consecratória prescrita (c. 1009 § 1 e § 2). Pela ordenação, o diácono se torna clérigo, ministro sagrado , e é incardinado numa Igreja particular, para cujo serviço (diaconia) foi ordenado.
Exige-se um período mínimo de três anos para a formação inicial (c. 236), com a participação nas seis etapas da Escola Diaconal, durante a qual o candidato estará assumindo encargos pastorais. Terminada esta fase preparatória, o candidato aprovado para seguir sua preparação para a ordem sagrada, será mantido em estágio pastoral, num período de seis meses (três meses no mínimo), em preparação à recepção do ministério de leitor e, outros seis meses (três meses no mínimo), preparatórios ao ministério de acólito (LC-CNBB de 27/2/1986). Nesta fase, tendo sido julgado apto, dar-se-á o início da preparação próxima à ordenação diaconal. Para o diaconato permanente, são idades mínimas exigidas: 30 anos completos, para aqueles que pretendem assumir o estado celibatário (91c-CNBB n. 60) e 35 anos completos, para os casados. Para estes últimos, requer-se, ainda, o indispensável consentimento da esposa (c. 1031), com um termo assinado por ela e pelos filhos respectivos.
Consistório – Reunião de Cardeais.

Sínodo - Assembléia de Bispos de uma Província.

Província Eclesiástica - Conjunto de Dioceses. Quem a governa, a preside é o bispo mais importante: o Metropolita, que, a partir de 1301, passa a se chamar Arcebispo. Arquidiocese à Diocese à Vicariatos à Regiões ou Foranias à Paróquias à Capelas.

Freira –  É a designação dada a uma mulher que renunciou a vida comum em sociedade e optou recolher-se em um convento ou mosteiro, passando a ter uma vida inteiramente dedicada aos serviços religiosos.
As freiras são mulheres consagradas a Deus, que assumem os compromissos da castidade, da obediência e da pobreza por meio de votos. Geralmente as freiras desenvolvem obras de caridade, de educação a crianças e jovens, entre outros tipos de apostolado. As freiras, por norma, fazem parte de ordens ou congregações religiosas de características mendicantes.
Madre Superiora - Superior de um Convento.
Padres Foâneos – Título dado pelo bispo a um grupo de padres dentro de um Vicariato. As foranias são regiões dentro dos Vicariatos.

Vigário Episcopal - É um presbítero colaborador do Bispo.

Cônego - São Presbíteros que fazem parte de um “colegiado”, os quais tinham a função de eleger o novo bispo e assessorá-lo e caso acontecesse um impasse, quem escolhia era o Papa. Essa função perdura do século XII ao XVI. Atualmente eles são um conselho do Bispo na Catedral.

Cabildo - Conjunto de Cônegos em uma Catedral.

Monsenhor – É um título eclesiástico honorifico conferido aos sacerdotes pelo Papa. Apesar de somente o Papa conferir o título de Monsenhor, ele o faz a pedido do bispodiocesano por meio da Nunciatura Apostólica. O número máximo de monsenhores de umadiocese não pode, normalmente, ultrapassar 10% do total de sacerdotes. O Monsenhor não tem uma autoridade canônica maior que a de qualquer padre, uma vez que a nomeação não implica num sacramento da ordem. Assim o monsenhor só se distingue de um padre comum pelo título. Os padres que serão sagrados bispos recebem automaticamente o título de monsenhor.

Católico - Adjetivo grego que significa “Universal”. Esse termo é usado a partir do Concílio de Trento (1545 – 1563) para designar a Igreja Romana em oposição às Igrejas da Reforma. Antes, o termo utilizado era Cristandade.

Leigos - São todos os cristãos, exceto os membros da Sagrada Ordem ou estado religioso reconhecido pela Igreja Católica, isto é, os fiéis que, incorporados a Cristo pelo Batismo, constituídos no povo de Deus e a seu modo feitos participantes da função sacerdotal, profética e régia de Cristo, exercem, no seu âmbito a missão de todo o povo cristão na Igreja e no mundo. O papa, os bispos, padres e leigos… São todos Igreja.

Padres, Cônegos e Monsenhores 

Pelo sacramento da Ordem, não há nenhuma diferença entre padre, cônego ou monsenhor. Todos são ordenados, no segundo grau desse sacramento. Todos são presbíteros do Povo de Deus.

Hoje, os títulos de cônego e monsenhor são honorários e não indicam a posse de nenhum cargo ou posição na Igreja. Antes das reformas conciliares, eles formavam o cabido diocesano, para a função de conselheiros do bispo, o governo da diocese durante a vacância e o esplendor das funções litúrgicas na catedral. Hoje, o bispo conta com diversos Conselhos, que são formados por representantes de todo o clero e do laicato. Não contam os títulos, mas a disposição para o serviço comum e comunitário da evangelização. Hoje, cônego e monsenhor são títulos de homenagem e reconhecimento por serviços prestados à Igreja. Além disso, o título de monsenhor é também usado para o padre que foi eleito bispo. Enquanto ele não é ordenado bispo, é chamado de monsenhor
Fonte: Felipe Aquino
 
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Publicado por em 22/03/2015 em Uncategorized