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O canto do SANCTUS na Santa Missa é Bíblico ?

Artigo Sanctus

Eis o texto, totalmente bíblico – espécie de poesia lírica – usado na liturgia da Missa, constituindo, portanto, um canto ritual, em que se canta A liturgia:

Santo, Santo, Santo! (Ex 3,1-6 – Moisés diante da glória do Senhor, pisando o solo sagrado, santo) Senhor, Deus do Universo! (Is 6,3 – visão de Isaías no Templo; Ap 4,8 – a liturgia celeste) O céu e a terra proclamam a vossa glória. (Is 6,3 – o canto dos serafins, unindo céu e terra) Hosana nas alturas! (Mt 21,9; Mc 11,10 – entrada de Jesus em Jerusalém) Bendito O que vem em nome do Senhor! (Sl 118,26; Mt 21,9; Mc 11,9; Lc 19,28) Bênção pronunciada sobre o peregrino; título messiânico, no Novo Testamento) Hosana nas alturas! (Mt 21,9; Mc 11,10 . Hosana = “Dá a salvação!” Aclamação de alegria)

Por isso, não condiz com o clima festivo do momento ritual cantar sem entusiasmo, com vozes fracas, uma melodia que não convença nem traduza a riqueza bíblica do texto, que é aclamação jubilosa, alegria incontida, o cântico do céu, por isso deve revestir-se de uma música forte, vibrante, plena… O texto de Isaías diz que o canto do Santo, na voz dos arcanjos e serafins, fazia estremecer até os gonzos do Templo. (A Missa da Comunidade Cristã”, de Lucien Deiss, Editorial Perpétuo Socorro, Porto – Portugal, 1998, p. 84). Aliás, diz o mesmo autor que, “se a comunidade não cantasse senão um cântico, este deveria ser o Sanctus. Também não condiz com o momento grandioso do Santo que seja cantado por apenas uma voz ou pequeno grupo de cantores, e sim, deve ter a participação cantada de toda a assembleia.

O livro do Apocalipse nos apresenta o Sanctus como aclamação da liturgia celeste: “Dia e noite os anjos não cessam de repetir: Santo, Santo, Santo! Senhor Deus do universo. Aquele que era, que é e que há de vir”. (Ap 4,8). Assim, o clima deste hino-aclamação deve ser festivo, grandioso e pleno de júbilo, como que antecipando o canto do céu.

Muito importante saber que, por ser um texto bíblico, doxológico e de conteúdo denso, não deve ser alterado ou substituído por outras versões, ou paráfrases, às vezes tão livres e distantes, que já não correspondem à aclamação bíblica original. Quanto mais fiéis os compositores forem ao texto original, tanto mais litúrgico e adequado para ser cantado na celebração. “É necessário que as próprias crianças aprendam a cantar ou a dizer o ‘Santo'”. (Mauro Serrano Díaz – “Manual de Liturgia II” – sobre a celebração do Mistério Pascal – Paulus 2005, à pág. 285).

Há uma versão muito cantada nas nossas igrejas: “Santo, santo é, Santo, santo é Deus do universo, o Senhor Javé…”, que deve ser evitada, por dois motivos: além de acentuar duas vezes o verbo “É”, que não faz parte do texto do Santo, dando-lhe outro significado; contém a palavra “Javé”, expressão “da infinita grandeza e majestade de Deus”, que no Antigo Testamento se manteve impronunciável e por isso foi substituída na leitura das Sagradas Escrituras com o uso da palavra alternativa “Adonai”, que significa “Senhor”. O pedido a que não se use o termo “Javé” nas liturgias, orações e cantos, é da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. Que ao cantar o Santo, os nossos corações exultem de alegria, unidos numa só voz, formando um festivo coro, proclamando a glória de Deus, que merece todo o nosso louvor!

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Como devem ser os cantos na Santa Missa ?

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O Canto de Entrada

O canto de entrada ou abertura tem por objetivo introduzir na assembleia o espírito da celebração.

Deve ser um canto no estilo de marcha. Ao ser escolhido deve levar em conta o tempo litúrgico ou o espírito da celebração (mariano, missionário, vocacional etc.).

É cantado até o momento que o padre beija o altar. No caso das missas que se usa o incenso, ele prossegue até o final do rito.

 

O Ato Penitencial

O canto penitencial na celebração Eucarística tem por objetivo propiciar no fiel o recolhimento. Não é um canto de perdão, nem substitui a confissão. Ele é o próprio rito e faz parte do que se denomina “parte fixa da missa”.

Por isso, sua letra não deve ser alterada.

A Igreja orienta que seja cantado de acordo com a oração “Confesso a Deus” ou leve em conta as três invocações: “Senhor tende de piedade, Cristotende de piedade, Senhor, tem de piedade”… 

 

O Glória

Ao contrário do que se pensa, não é um canto trinitário. É um canto originalmente Doxiológico e Cristológico. Isto é, tem por objetivo louvar a Deus na pessoa de Jesus Cristo sob a ação do Espírito Santo.

Integra as partes fixas da missa. A sua letra só deve ser adaptada e nunca substituída. Não é cantado no Advento nem na Quaresma.

 

NB. Sabemos da dificuldade de se encontrar cantos de glória no Brasil. Nesse sentido, deixo essas sugestões: Glória a Deus nos Altos Céus (Irmã Miria T. Kolling) Glória, Glória Anjos no céu (Irmã Miria T. Kolling), Glória (Eliana Ribeiro)…

 

Aclamação

O Canto de Aclamação nos prepara para a escuta do Santo Evangelho onde o próprio Jesus nos fala aos ouvidos. Por isso, a Aclamação deve ser precedido com o “aleluia” isto é, a aclamação que indica sinal de vitória, Ressurreição.

O Aleluia deve ser cantado no tempo do Advento, Natal, Comum e Pascal. No tempo quaresma visto que estamos celebrando os mistérios que nos encaminha para a paixão do Senhor canta-se “Louvor e gloria a ti, Senhor, Cristo Palavra de Deus! Ou Honra, glória, poder e louvor”.

 

Preparação das ofertas.

O canto de preparação das oferendas necessariamente não precisa falar de pão e vinho. Ele tem por objetivo encaminhar a assembleia a apresentar os seus dons no altar. Deve seguir o ritmo de marcha, pois, se trata de um canto processional. Pode ser substituído pela execução de um Salmo cantado em versão popular.

O canto de preparação das oferendas nas missas solenes deve perdurar até o termino da incensação dos fiéis.

 

O Santo

O Santo está imerso na Oração Eucarística. É um canto ritual e segue as partes fixas da missa. Ele não segue o rito como o canto de entrada e preparação das ofertas. Ele é o próprio rito.

O canto do Santo, assim como o Cordeiro, não deve ser substituído por outras letras. 

Deve levar em conta o texto “Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo. O Céu e a terra proclamam a vossa glória, Hosana nas alturas. Bendito Aquele que vem em nome do Senhor. Hosana nas alturas”. Independente da quantidade de vezes que são cantadas.

 

Canto da Paz.

O canto da Paz não existe na liturgia. Usado em algumas regiões do Brasil, o canto da paz motiva a assembleia a saudar o irmão que está ao seu lado. Não deve ser um canto prolongado. Onde se executa este canto faz-se necessário que seja canto de forma moderada abstendo-se apenas a seu refrão.

 

Cordeiro

O Cordeiro é o canto de fração do pão. Deve ser cantado integralmente: “Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.

NB: Não tenhamos pressa no canto do Cordeiro. Ele deve ser cantado por completo.

 

Comunhão

O canto de Comunhão acompanha o rito. É um canto processional e motiva a assembleia a participar da Mesa Eucarística. Deve ser executado até o momento que o último comungante participa da Ceia Eucarística, mas não terminar o canto de modo repentino.

 

Pós-comunhão

Este canto não existe liturgicamente. Após a comunhão os fiéis são chamados ao silêncio interior. Caso seja executado por implicação pastoral, deve ser um canto de interiorização, não muito longo.

 

Canto Mariano.

O canto Mariano é um canto devocional e tem por finalidade levar a assembleia a louvar a Deus pelos benefícios feitos por meio da Virgem Maria.

 

Canto Final

É o canto de despedida. Evoca a assembleia para a missão. Pode ser substituído pelo hino do padroeiro ou por um canto Mariano nas comunidades onde Nossa Senhora é a patrona.

Ir. Tiago Costa

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O Canto na Igreja primitiva

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Se Jesus nasceu e cresceu num ambiente musical, se a música esteve sempre presente em sua vida, desde o nascimento: “De repente juntou-se ao anjo uma grande multidão de anjos. Cantavam louvores a Deus, dizendo: Glória a Deus no mais alto dos céus…” (Lc 2,13-14), até sua morte na cruz: “Meu Deus, Meu Deus, por que me abandonaste?…” ( Salmo 21, 2), e se a liturgia celebra as intervenções de Deus na história, que atinge seu ápice na encarnação, vida, morte e ressurreição de Jesus,  é certo que a Igreja dos primeiros séculos continuou a prática de entoar salmos e cânticos em suas liturgias, celebrando  Jesus Cristo e  seu mistério redentor.

São Paulo exorta os cristãos a que busquem a plenitude do Espírito… e juntos recitem salmos, hinos e cânticos inspirados, cantando e louvando ao Senhor de todo o coração. (Ef 5, 18-19). Que cantos e salmos seriam estes? Certamente os mesmos entoados nas sinagogas e no Templo de Jerusalém. O Livro dos Atos dos Apóstolos nos fala da Igreja de Jerusalém, daquela primeira comunidade, que após a Ascensão de Jesus, continuou a se reunir para fazer memória do Senhor: Diariamente frequentavam o Templo e nas casas partiam o pão, tomando alimento com alegria e simplicidade de coração. Louvavam a Deus e eram estimados pelo povo. (At 2, 46-47).

Com a perseguição, nos primeiros séculos do cristianismo, os cristãos foram obrigados a se reunir e celebrar suas liturgias à noite, em lugares subterrâneos chamados catacumbas, e é muito provável que seus cantos fossem escolhidos entre as mais simples e austeras melodias gregas, romanas e hebraicas, sem acompanhamento de instrumentos, segundo Miguel Izzo, em seu livro Noções elementares de música.

A chamada Época Patrística, dos Santos Padres da Igreja, a partir do século II, continuou tendo os Salmos como o centro da oração litúrgica, costume herdado da sinagoga judaica, permitindo sempre a participação dos fiéis no culto. É admirável e tocante o modo como o livro O Canto cristão na tradição primitiva, de Xabier Basurko – Editora Paulus, trata do assunto. Leitura quase obrigatória a quem se dedica ao canto litúrgico. Todos eles, adeptos entusiastas do canto na liturgia, defendem a expressão vocal e melódica  nas celebrações, porém sempre a serviço da Palavra.

Entre os que se ocuparam do canto litúrgico e enalteceram o seu valor, devemos citar Eusébio de Cesaréia, João Crisóstomo, Clemente de Alexandria, Gregório de Nazianzeno, Basílio,  Jerônimo, Ambrósio, Gregório Magno, Agostinho e Orígenes, além de outros. Para eles, o canto gera prazer e alegria de espírito, dá saúde física, é remédio e cura divina, favorece a comunhão, ajuda a penetrar os mistérios de Deus, encanta os ouvidos do coração, facilita a memorização da Palavra, cria comunidade. Santo Agostinho, falando sobre a importância do canto da assembleia, afirma: “Sempre é tempo bom para cantar coisas santas, quando os irmãos se reúnem na Igreja; a não ser quando se lê, quando se prega, quando o bispo reza em alta voz ou quando a voz do diácono dirige a oração comum. Nas demais ocasiões, não vejo que os cristãos possam fazer coisa melhor, mais útil e mais santa.” (Citado por Xabier Basurko, à pág. 37).

Santo Ambrósio, na Milão do século IV, compôs e introduziu em sua basílica muitos hinos e cânticos, com textos bem feitos e melodias simples, cantados por toda a comunidade, o que, aliás,   encantou e comoveu Agostinho, quando já estava em processo de conversão. Muitos desses “hinos ambrosianos” são usados até hoje em nossas liturgias, como o Te Deum.

O Papa Gregório Magno, dois séculos mais tarde, compilou, organizou e legislou o canto litúrgico, recolhendo melodias antigas e determinando os cantos para todo o ano litúrgico. Fundou uma escola de canto, a célebre “Schola Cantorum”, e fez surgir também o chamado “canto gregoriano”, que se tornou próprio da liturgia latina, se expandiu e perdurou na igreja por vários séculos. De grande valor, como arte e música espiritual, merece um aprofundamento maior, impossível de ser tratado aqui. O Dicionário de Liturgia pode iluminar este estudo.

Os Pais e Mães da Igreja são unânimes em alguns pontos: 1) Os que louvam vivam bem! Que o canto da vida se junte ao canto da boca e do coração! 2) A comunidade cristã que se reúne para celebrar a liturgia, é um povo em festa,  verdadeira lira tocada pelas cordas do Divino Músico, sobretudo quando se canta o Salmo! 3) O “canto uníssono”  é expressão da unidade espiritual da assembleia, por isso a voz em coro é mais importante que os instrumentos. 4) Finalmente, a primazia das palavras divinas, do texto sagrado,  no canto litúrgico!

É preciso voltar às fontes!…

Ir. Miria T. Kolling

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Quem celebra a liturgia ?

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Normalmente, uma celebração litúrgica tem início com um animador que vai dar o sentido daquela celebração e convidar todos nós para que possamos participar.

Às vezes ouvimos esta expressão: “Fiquemos em pé para recebermos o celebrante”. É uma expressão TOTALMENTE ERRADA no nível litúrgico.

Não é o padre quem celebra a liturgia!

Se não é o padre, então quem é?

É a COMUNIDADE, que celebra!

“É a COMUNIDADE, o corpo de Cristo unido à sua cabeça que celebra. Assembléia que celebra é a comunidade dos batizados, os quais, pela regeneração e unção do Espírito Santo, são consagrados como casa espiritual e sacerdócio santo para oferecer sacrifícios espirituais. Este ‘sacerdócio comum’ é o Cristo, único sacerdote, participado por todos os seus membros” (Catecismo da Igreja católica, 1 140 – 1. 141).

“As ações litúrgicas não são ações privadas, mas celebrações da Igreja, que é ‘sacramento de unidade’, povo santo reunido e ordenado sob a direção dos bispos. Por isso, estas celebrações pertencem a TODO CORPO da Igreja, manifestam-no e implicam-no; mas atingem a cada um dos membros de modo diferente, conforme a diversidade de ordens, dos ofícios e da atual participação” (Sacrosanctum Concilium, 26).

A assembléia litúrgica é uma reunião dos convocados:EKKLESIA (Catecismo da Igreja Católica, 715), um povo sacerdotal (Sacrosanctum Concilium 14; Catecismo da Igreja Católica, 784; 1.141), ou seja, que celebra a liturgia. A expresão grega “ekklesia” significa Igreja, que são todos os batizados, que formam o Corpo de Cristo. Aparece no Concílio Vaticano II na Constituição Dogmática LUMEM GENTIUM – sobre a Igreja, 9 e na Constituição Pastoral GAUDIUM ET SPES – sobre a Igreja no mundo de hoje, 32.

A assembléia litúrgica é a EPIFANIA da Igreja, é a manifestação, a apresentação da Igreja (Missal Romano – Introdução da Missa do Crisma, p. 235). É a demonstração do que é a Igreja para toda a comunidade. A celebração litúrgica é “um momento epifânico” de Deus. Existe o “antes” e o “depois” da celebração, mas é durante a celebração litúrgica que Ele se manifesta em sua totalidade.

É toda a assembléia que celebra porque é o sujeito (protagonista) da celebração. Iso acontece em dois níveis:

1. sua participação no Mistério Pascal de Cristo,

2. sua participação ativa.

Sendo assim, a assembléia é a “presença do Cristo Ressuscitado” (Sacrosanctum Concilium, 7). É o Corpo Místico de Cristo (Catecismo da Igreja Católica, 782; 1. 363). E pela força do seu batismo tem “direitos e obrigações na celebração litúrgica” (Sacrosanctum Concilium, 14).

Desta forma o padre celebra, junto com toda a comunidade. Sua função litúrgica é de presidir a celebração, aliás, quem preside a celebração é o próprio Cristo. O padre preside “na pessoa de Cristo”.

O padre é, antes de tudo, o sacramento da “presença de Cristo” no meio da comunidade. Atua “in persona Christis capitis” (na pessoa de Cristo-Cabeça – Catecismo da Igreja Católica, 1. 548), exerce o ministério de visibilizar essa presença misteriosa e oculta de Cristo, que continua a atuar, a ensinar, a perdoar e a orar, por meio do seu ministério.

Representado o Cristo-Cabeça completa a comunidade e torna-a sinal vivo e realização concentrada da Igreja. A comunidade, povo sacerdotal, só alcança a plenitude de Povo de Deus com o presidente, que faz as vezes de Cristo e, assim, pode celebrar os sinais sacramentais centrais da sua salvação.

Expressa de modo explícito a comunhão dessa assembléia concreta com o próprio bispo e com os outros bispos da Igreja universal, unidos ao Papa.

A atuação do presidente é um dos fatores que mais influenciam no clima de uma celebração litúrgica. Atua diante de toda a comunidade, empenhando-se em seguir, como todo aquele que dirige e anima uma assembléia, as leis de comunicação e em sintonia com ela.

Oramos com nosso corpo. Desta forma, o padre também preside com gestos e posturas. A expressão corporal pode constituir todo um discurso. Com alguns gestos singelos e serenos, com uma postura digna, podemos expressar nosso apreço pelo que celebramos. O corpo tem a sua linguagem. E a pedagogia dos sinais continua sendo válida.

Aquele que preside deve cuidar de sua atitude interior, mas também de sua expressão corporal:

— com posturas dignas: não arrogantes, mas que também não sejam tímidas ou sem colorido;

— com gestos estéticos e serenos, que expressam que está “orando” e não “dizendo orações”.

É todo um conjunto de sensibilidade presidencial, do qual fazem parte seu corpo, seus braços, seu olhar e sua mãos. Não porque “representa um papel”, mas porque constitui norma da celebração a condição de que os sinais e posturas, principalmente do presidente, sejam a encarnação natural das atitudes profundas da comunidade cristã.

“Assim, na celebração dos sacramentos, a assembléis inteira é o ‘liturgo’ (aquele que celebra), cada um segundo a sua função, mas na ‘unidade do Espírito’ que age em todos” (Catecismo da Igreja Católica, 1. 144).

“Nas celebrações litúrgicas, cada qual, ministro ou fiel, ao desempenhar a sua fução, faça tudo e só aquilo que pela natreza da coisa ou pelas normas litúrgicas lhe compete” (Sacrosanctum Concilium, 28).

 

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As inclinações durante a celebração da eucaristia

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Antes de mais nada é bom lembrar que nossa Igreja segue um RITO, que é o RITO ROMANO, e que tem uma norma para celebrar este rito, que vem de muitos séculos, e já passou por diversas maneiras de celebrar o Mistério Pascal de Cristo, sem perder a sua essência. Esta norma está expressa no MISSAL ROMANO, e que tem no seu início a chamada “INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO” (IGMR), que fala da importância do rito e a sua maneira de celebrá-lo para exprimir o seu sentido teológico e litúrgico.

 

A IGMR diz que na celebração Eucarística temos dois tipos de inclinações.

1. Inclinamos SÓ a cabeça:

— nomeiam juntas as três Pessoas Divinas;

— ao nome de Jesus;

— ao nome da Virgem Maria;

— ao Santo em cuja honra se celebra a Missa (IGMR, 275).

2. Inclinação de CORPO, ou inclinação profunda:

— ao altar (IGMR, 49, 12, 211…);

— à oração diante do Evangeliário que está no altar: “Ó Deus todo-poderoso, purificai-me o coração e os lábios, para que eu anuncie dignamente o vosso santo Evangelho” (IGMR 132);

— à oração depois de colocar o cálice sobre o altar, na apresentação dos dons; “De coração contrito e humilde, sejamos, Senhor, acolhidos por vós; e seja o nosso sacrifício de tal modo oferecido que vos agrade, Senhor, nosso Deus” (IGMR 143);

— no símbolo (Credo) às palavras: “E se encarnou…” (IGMR, 137);

— no Cânon Romano (Oração Eucarística I) às palavras: “Nós vos suplicamos…” (IGMR, 276).

A inclinação profunda que todos que fazem na procissão de entrada chama-se VÊNIA. Esta inclinação é feita para o altar e não para a cruz: “Chegando ao presbitério, o sacerdote, o diácono e os ministros saúdam o ALTAR com uma inclinação profunda” (IGMR, 49).

Quem traz o Evangeliário e também a cruz processional, NÃO fazem a vênia porque já trazem o sinal do Cristo, na palavra e na imagem. Já que o sinal é feito para o altar, que é o sinal do Cristo, aqueles que já trazem este sinal em suas mãos não precisam fazer a reverência.

Qual o sentido destas inclinações?

Indica o respeito e o reconhecimento a superioridade do outro. É um gesto claramente expressivo do humilde respeito que sentimos diante de uma pessoa ou no momento em que pronunciamos uma oração de humildade diante de Deus.

O orgulhoso não inclina a cabeça, nem o corpo. Permanece de pé, rígido, ereto, auto-suficente. É o nosso ser íntimo que compete mostrar o respeito a Deus, e fazer-se pequeno diante Dele, reconhecendo-o superior.

A linguagem de nosso corpo nos ajuda a expressar essa fé interior. O gesto exterior é a realização global – espírito e corpo – de nossos sentimentos. Expressa-os e os alimenta continuamente.

Não deveríamos descuidar dessa linguagem corporal, nem utilizá-la excessivamente, a tal ponto que já não expresse nada.

No momento de fazer o gesto não haveríamos de ter medo de fazê-lo com clareza. Nessa relação misteriosa de fé com o Mistério de Cristo, que celebramos em nossa liturgia, entra todo o nosso ser, e não apenas nossa mente ou nosso coração.

Cada vez que aprofundamos a liturgia mais nos apaixonamos por ela!

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O Sentido de cada parte da Santa Missa

Resultado de imagem para santa missaExplicação da missa e o sentido de cada parte

Texto de autoria de Roberto, Brasília/DF, publicado no site Emaús Nacional 

Para que a Santa Eucaristia não se constitua em um mero rito mecânico, onde as pessoas só “copiam” o que as outras fazem (gestos, sinal da cruz, genuflexão, etc.) sem entender exatamente o que está acontecendo, é bom que cada fiel católico entenda melhor a Santa Missa, pois só amamos aquilo que conhecemos. A missa é igual para toda a Assembléia mas a maneira de cada um participar pode ser diferente pois depende da fé que as pessoas têm e também do grau de formação na religião. As vezes vamos fazendo muitas coisas sem saber por quê. Para participar da missa com fé e alegria, além da sua formação catequética básica, o fiel deve conhecer todas as etapas da liturgia da missa pois ninguém ama o que não conhece.

A palavra MISSA vem do latim missio, que significa despedida ou envio. E, quando os catecúmenos saíam antes do início da Liturgia Eucarística o celebrante os despedia. Desta forma, toda a Celebração Eucarística acabou por ser denominada missa.

A missa é dividida em quatro partes principais: Ritos Iniciais, Liturgia da Palavra, Liturgia Eucarística e Ritos Finais.

I RITOS INICIAIS
1. Monição Ambiental

Ao entrar e sair de uma igreja com um sacrário, procedemos à genuflexão um gesto de adoração a Jesus Eucarístico.
Feita pelo comentarista, ao lado do altar. Um convite à Assembléia para participar da Celebração, criando um clima de oração e fé. Solicita que todos, de pé, recebam o celebrante.

2. Canto de Entrada e Sinal da Cruz

Durante o canto, o padre, os ministros e/ou acólitos dirigem-se ao altar. O padre faz uma inclinação profunda e deposita o beijo no altar, endereçado a Cristo.
Em seguida, o padre faz o sinal da cruz e o povo faz com ele (não precisa beijar a mão após o sinal), mas sem dizer nada. Ao final, todos respondem o “Amém”.
A expressão “em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” quer dizer a pessoa, não apenas o “nome”. Iniciamos a Missa colocando nossa vida e toda a nossa ação invocando a Santíssima Trindade.

3. Acolhida e Saudação

É o “bom dia” de inspiração divina dado pelo Presidente à Assembléia. Em uma das formas litúrgicas, o padre saúda o povo com as palavras de São Paulo aos Coríntios (2Cor 13,11-13):
– A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco!
Independente da forma utilizada, todos respondem:
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!

4. Ato Penitencial

“Se estás diante do altar para apresentar a tua oferta e ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa tua oferta lá diante do altar. Vai primeiro reconciliar-te com teu irmão, depois volta para apresentares tua oferta.” (Mt 5,23-24)

Convite para cada um olhar para si (reconhecer os próprios pecados e não os dos outros), buscando um arrependimento sincero.
Precisamos pedir que Jesus purifique nosso coração para termos parte com ele.
A absolvição geral que o padre dá no Ato Penitencial é uma purificação das faltas leves, e realmente nos purificam para participarmos da Ceia do Senhor. Os pecados graves necessitam de uma confissão sacramental.

5. Hino de Louvor (Glória)

É um cântico solene, uma das mais perfeitas formas de louvor à Santíssima Trindade, porque se dirige ao Pai e a Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo. Vem logo após o Ato Penitencial, porque o perdão de Deus nos faz felizes e agradecidos.
Inspirado no canto dos anjos que louvaram a Deus no nascimento de Jesus: “Glória a Deus no mais alto dos céus e paz na terra aos homens de boa vontade.” (Lc 2,14)
O Glória não é cantado (nem recitado) na Quaresma e no Advento, tempos que não são próprios para se expressar alegria.

6. Coleta

Do latim “collígere”, que quer dizer reunir, recolher, coletar. Tem o sentido de reunir, numa só oração, todas as orações da Assembléia.
Por isso, começa com o “Oremos um convite aos presentes para que se ponham em oração seguida de uma pausa, para que cada um faça mentalmente a sua oração pessoal. A seguir, o padre eleva as mãos assumindo as intenções dos fiéis e elevando-as a Deus e profere a oração em nome de toda a Igreja.
Por fim, todos dizem “Amém” para dizer que a oração do padre também é sua.
É uma oração presidencial, feita apenas pelo padre, como representante de Cristo. Todas as orações presidenciais são compostas por: invocação, pedido e conclusão. As orações são dirigidas ao Pai, em nome de Jesus nosso mediador , na unidade do Espírito Santo.

II LITURGIA DA PALAVRA
Após o “Amém” da Coleta, a comunidade senta-se, aguardando, antes, o Presidente dirigir-se à sua cadeira.
A Eucaristia é o “mistério de nossa fé” e a fé vem pela Palavra de Deus (cf. Rm 10,14). Daí a importância da pregação, abrangida pela Liturgia da Palavra. “Não só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.” (Mt 4,4)
A Palavra de Deus não é para ser apenas “lida”, mas “proclamada” solenemente. “A fé entra pelo ouvido.”

As leituras das missas dominicais variam a cada ano, repetindo-se a cada três anos. São os chamados ANOS A, B e C. Em cada ano meditamos o Evangelho segundo Mateus, Marcos e Lucas respectivamente. O Evangelho segundo João intercala-se durante o ano em momentos fortes.
Os 3 primeiros Evangelhos fazem como que uma sinopse dos fatos acerca da vida de Jesus são, por isso, chamados de “sinóticos”. O Evangelho escrito por São João focaliza outros fatos e palavras de Jesus, destacando Sua divindade e penetrando mais o Mistério do Filho de Deus.
A Liturgia da Palavra é tão importante quanto a Liturgia Eucarística e deve ter um lugar reservado para a proclamação a MESA DA PALAVRA.

1. Primeira Leitura

A Primeira Leitura, em geral, é tirada no Antigo Testamento, onde se encontra o passado remoto da História da Salvação. Em alguns tempos litúrgicos também são tiradas de outros livros do Novo Testamento que não sejam os Evangelhos.

2. Salmo Responsorial

É uma resposta cantada ou recitada à mensagem proclamada. Ou ainda, uma “oração” da Leitura, ajudando o povo a rezar e a meditar na Palavra de Deus que acabou de ser proclamada. Não pode ser substituída por outros cânticos que não sejam inspirados no salmo previsto.

3. Segunda Leitura

Em geral, é uma carta, retirada do Novo Testamento. Só é proclamada em missas dominicais ou de dias festivos, não nas missas feriais (no meio da semana).

Assim, a Liturgia da Palavra, no decorrer das missas do ano, nos dá uma visão de toda a História da Salvação, recordando quase toda a Bíblia.

4. Canto de Aclamação ao Evangelho

Jesus Cristo é a Palavra de Deus. Ele se torna presente na proclamação do Evangelho. Aclamar é aplaudir com alegria, então o canto de Aclamação ao Evangelho é uma espécie de “aplausos” para o Senhor que vai nos falar. Para expressar essa alegria podemos bater palmas, expressando a fé e a alegria em ouvi-lo.

Pode ser antecedido por um breve comentário (não é uma homilia, que não deve antecipar o que vai ser dito no Evangelho), convidando e motivando a Assembléia para ouvir o Evangelho. Na Quaresma e no Advento, o canto não tem “Aleluia”.

5. Proclamação do Evangelho

Antes da proclamação do Evangelho, pode-se fazer uma procissão com a Bíblia ou Lecionário e as velas. Para se dar mais destaque ao anúncio da Palavra de Jesus, dois ministros ou acólitos podem segurar uma vela em cada lado do ambão.
O diácono, e na falta deste o padre, proclama em um lugar mais elevado, para ser visto e ouvido por toda a Assembléia, que deve estar em pé, numa atitude de expectativa para ouvir a Mensagem. É como se o próprio Jesus se colocasse diante de nós para nos falar do que mais nos interessa.
O diácono/padre saúda a Assembléia:
– O Senhor esteja convosco!
– Todos: Ele está no meio de nós!
– Diácono/Padre: Evangelho de Jesus Cristo, escrito por …
– Todos: Glória a vós, Senhor!
E, ao final do Evangelho:
– Diácono/Padre: Palavra da Salvação! (E beija a Bíblia)
– Todos: Glória a vós, Senhor!

“Bem-aventurado os que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática.” (Lc 11,28)

6. Homilia (Pregação)

É a interpretação de uma profecia ou a explicação dos textos bíblicos das leituras proclamadas.

Os próprios Apóstolos, depois de ouvirem as parábolas, pediam a Jesus que lhes explicasse o que elas queriam dizer. Assim também é o Povo de Deus, que precisa de alguém que lhes explique as Escrituras, do mesmo modo que Filipe explicou ao ministro da Rainha Candace, da Etiópia, uma passagem do AT:
“Ouvindo que lia o profeta Isaías, disse-lhe: “Porventura entendes o que lês?” Ele respondeu: “Como é que vou entender se ninguém me explicar?”.” (At 8,30b-31a)

As Escrituras não são de simples compreensão e não estão sujeitas a interpretações particulares, mas tão somente da Igreja que Cristo fundou, sob o Primado de Pedro:
“Pois, antes de tudo, deveis saber que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação pessoal, porque jamais uma profecia se proferiu por vontade humana, mas foi pelo impulso do Espírito Santo que homens falaram da parte de Deus.” (2Pd 1,20-21)

“É o que ele faz em todas as epístolas em que vem a tratar do assunto. Nelas há alguns pontos de difícil inteligência, que homens ignorantes e sem firmeza deturpam, não menos que as demais Escrituras, para sua própria perdição.” (2Pd 3,16)

Além do que, a Bíblia não é a única fonte de doutrina para o cristão, mas, inclusive, a Tradição (Oral e Escrita) e o Magistério da Igreja fundada por Jesus:
“Jesus fez ainda muitas outras coisas. Se fossem escritas uma por uma, penso que nem o mundo inteiro poderia conter os livros que se deveriam escrever.” (Jo 21,25)

“Assim, pois, irmãos, ficai firmes e conservai os ensinamentos que de nós aprendestes, seja por palavras seja por carta.” (2Ts 2,15)

7. Creio (Profissão de Fé)

Crer em Deus é confiar nele! Com o Creio, a comunidade afirma que crê na Palavra de Deus que foi proclamada e está pronta para pô-la em prática. É como um juramento público.
Há dois textos diferentes para a Profissão de Fé: o Símbolo Apostólico e o Símbolo Niceno- Constantinopolitano.
O primeiro vem do tempo dos Apóstolos. É um resumo das verdades de fé professada pelos primeiros cristãos. É também mais curto e mais recitado nas missas no Brasil.
O Símbolo Niceno-Constantinopolitano surgiu no séc. IV, a partir da heresia de Ário, que, em sua heresia (negação de verdades de fé), disse que Jesus era apenas homem, não Deus (como hoje o fazem os espíritas e os “Testemunhas de Jeová”). Então a Igreja, no Concílio de Nicéia (ano 325), colocou no “Creio” algumas palavras a mais, acentuando a divindade de Jesus:
“Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro…”
Alguns anos depois, Macedônio, outro herege, negou a divindade do Espírito Santo. A Igreja reafirmou essa divindade, a partir do Concílio de Constantinopla (ano 381):
“Senhor que dá a vida e procede do Pai e do Filho, e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado; ele que falou pelos profetas.”
Assim se formou esse Símbolo, surgido após os Concílios de Nicéia e Constantinopla. É uma síntese das verdades fundamentais da fé, para manter os cristãos unidos, à medida que iam se espalhando pelo mundo.
No Brasil, o Símbolo Niceno-Constantinopolitano é recitado apenas em alguns domingos, geralmente quando se fala de Jesus como Messias, o Filho de Deus. Eis o símbolo completo:
“Creio em um só Deus, Pai Todo-Poderoso, criador do céu e da terra; de todas as coisas visíveis e invisíveis. Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos: Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro; gerado, não criado, consubstancial ao Pai. Por ele todas as coisas foram feitas. E por nós, homens, e para nossa salvação desceu dos céus: e se encarnou pelo Espírito Santo no seio da Virgem Maria, e se fez homem. Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras, e subiu aos céus, onde está sentado à direita do Pai. E de novo há de vir, em sua glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim. Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: Ele que falou pelos profetas. Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica. Professo um só batismo para remissão dos pecados. E espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir. Amém!”.

8. Oração dos Fiéis (Oração Universal)

No início da missa existe a Oração Coleta uma oração presidencial breve, a fim de colocar a Assembléia em clima de fé para ouvir a Palavra de Deus. A Oração dos Fiéis é um espaço mais abrangente para que os fiéis coloquem publicamente suas intenções.
Após ouvirmos a Palavra de Deus e de professarmos nossa fé nessa Palavra, nós colocamos em Suas mãos as nossas preces de modo oficial e coletivo.
Nessa oração, o povo exerce sua função sacerdotal, suplicando por todos os homens, incluindo as seguintes intenções:
– pelas necessidades da Igreja e do papa;
– pelos governantes, legisladores e magistrados; (pois eles têm um poder temporal, e devem servir ao povo)
– pelos que sofrem qualquer necessidade, especialmente pelos doentes; e
– pelas necessidades da comunidade local.
A Equipe de Liturgia deve tomar a iniciativa de ver as intenções da comunidade incluídas na oração, possibilitando que a fé expresse algo mais concreto e vivencial.
O que não se pode fazer na missa são as orações particulares, como leitura de livros piedosos, novenas e o terço.
Na Oração dos Fiéis, a introdução e a conclusão são feitas pelo Presidente. As outras preces são feitas pelos fiéis, em voz alta, expressando a fé viva e alegria de toda a comunidade, unidade num só coração e numa só alma.
Durante a Oração dos Fiéis, todos ficam de pé a posição própria do orante e como rezavam os primeiros cristãos.

III LITURGIA EUCARÍSTICA
Onde o mesmo pão é repartido entre muitos… O Sacrifício redentor de Cristo é universal. Destina-se a toda a humanidade. Seu valor é espiritual, infinito para todos.

A Eucaristia, como Sacramento, renova a Ceia Pascal; como Sacrifício, renova a ato redentor de Cristo na Cruz.
Todos os gestos, palavras, preces e cantos da Liturgia da Palavra devem levar a Assembléia a participar da Ceia que o Senhor desejou “ardentemente” celebrar com seus discípulos.

1. Preparação das Oferendas (Ofertório)

i) Canto e Procissão das Oferendas

Durante e preparação das oferendas, canta-se o Canto do Ofertório. As principais ofertas são o pão e o vinho. Podem-se trazer outras coisas, como ramos de trigo, cachos de uva, água, flores.
O ato de levar ao altar as ofertas significa que o pão e o vinho estão saindo das mãos do homem que trabalha. As outras oferendas representam também a vida do povo: a flor, símbolo de amor e gratidão; a coleta em dinheiro, fruto do trabalho e da generosidade dos fiéis.
O dinheiro para o ofertório é a nossa oferta para a conservação e manutenção da casa de Deus. Não é uma “esmola”, pois Deus não é mendigo, mas o Senhor de nossa vida. Outra condição para Deus aceitar a nossa oferta é que estejamos em paz como nossos irmãos. A fé pede nossa comunhão com Deus e com os irmãos (cf. Mt 5,23-24).
A procissão é opcional. Quando houver, deve haver alguma colocação do comentarista, explicando o sentido das ofertas, sobretudo quando se leva algo que não seja o pão e o vinho. As ofertas devem ter um significado e ajudar a participação da comunidade na Liturgia.
As pessoas que trazem as oferendas em procissão não as trazem apenas em seu nome, mas representando toda a comunidade.
No início da Missa, o Presidente e seus Ministros ficam nas cadeiras em frente ao altar. Eles não vão para o altar, porque este representa a mesa da Ceia, que começa na Liturgia Eucarística.
Ao fim da Oração dos Fiéis, o Presidente e os Ministros vão para o altar para preparar as oferendas: corporal estendido no centro (como uma toalha), missal aberto, o cálice e a patena com a hóstia grande do sacerdote (que pode vir junto com as hóstias dos fiéis, na âmbula sentido de unidade do Presidente com a Assembléia).

ii) Apresentação do Pão e do Vinho

Na Missa, oferecemos a Deus o pão e vinho que, pelo poder do mesmo Deus, mudam-se no Corpo e no Sangue do Senhor. Deus aceita nossa oferta e a transforma numa dádiva de valor infinito a própria Divindade!
O Presidente recebe as ofertas da comunidade e, por sua vez, oferece o pão a Deus, dizendo:
“Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo pão que recebemos de vossa bondade, fruto da terra e do trabalho do homem, que agora vos apresentamos e para nós se vai tornar pão da vida!”
E a Assembléia responde:
“Bendito seja Deus para sempre!”
Então o padre coloca a hóstia (de trigo puro, não fermentado) sobre o corporal e prepara o vinho para oferecê-lo do mesmo modo. Antes, ele põe um pouco de água no vinho e diz: “Pelo mistério desta água e deste vinho, possamos participar da divindade de vosso Filho, que se dignou assumir a nossa humanidade.”
A mistura da água no vinho (puro, de uva) simboliza a união da natureza humana com a divina. Nós (água), na Missa, nos unimos a Cristo (vinho) para formar um só Corpo com Ele. Em seguida, o Presidente eleva o cálice e diz:
“Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo vinho que recebemos de vossa bondade, fruto da videira e do trabalho do homem, que agora vos apresentamos e para nós se vai tornar vinho da salvação!”
E a Assembléia bendiz a Deus:
“Bendito seja Deus para sempre!”
Abençoar é bendizer! Bendizemos a Deus nessa hora porque o pão comum que oferecemos vai se tornar para nós o “Pão da Vida” e o vinho, o “Vinho da Salvação”. E porque recebemos muito mais do que oferecemos.
O cálice com o vinho e a âmbula com as hóstias para a comunidade ficam sobre o corporal, no centro do altar, junto da hóstia grande do Presidente, que é colocada sobre a patena.

iii) Presidente lava as mãos

A oração seguinte fala que nosso sacrifício é aceito por Deus quando temos um coração purificado e humilde.
Após colocar o cálice sobre o corporal, o padre inclina-se diante do altar e reza em voz baixa:
“De coração contrito e humilde, sejamos, Senhor, acolhidos por vós; e seja o nosso sacrifício de tal modo oferecido que vos agrade, Senhor, nosso Deus!”
Essa oração é tirada do Livro de Daniel. Deportado para a Babilônia, o Povo de Israel estava longe do Templo e não podia oferecer a Deus os sacrifícios de cordeiros e bois. Então Azarias fez essa bela oração, oferecendo a Deus o seu sacrifício espiritual.

Quando a missa é festiva, costuma-se incensar o altar, o Presidente da Celebração e a Assembléia. O incenso significa que aquele sacrifício deve subir até Deus, como a fumaça.
Antigamente a comunidade levava para o altar ofertas como alimentos e outros objetos que poderiam sujar as mãos do padre, que, por isso, lavava as mãos. Hoje, além da purificação das mãos, há também o sentido da purificação espiritual. Ao lavar as mãos, o padre reza em voz baixa:
“Lavai-me, Senhor, das minhas faltas e purificai-me do meu pecado.” (Sl 50,4)
Essa oração lembra Davi pedindo perdão de seu pecado.

iv) Orai, irmãos!

O sacerdote intercede por toda a Assembléia, que deve responder ativamente.
Assim, o padre se volta ao povo e pede:
“Orai, irmãos, para que o nosso sacrifício seja aceito por Deus Pai Todo-Poderoso!”
Ao que a Assembléia responde:
“Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória de seu nome, para nosso bem e de toda a santa Igreja.”
Em primeiro lugar, a glória de Deus!

v) Oração sobre as Oferendas

Tem por fim colocar nas mãos de Deus os dons que trouxemos para o sacrifício.
É um modo de insistir a mesma coisa diante de Deus, como nas parábola que Jesus contou (cf. Lc 11,5-8 e 18,1-8).

2. Oração Eucarística ou Anáfora

Inicia o centro, o “coração” da Celebração o Mistério da presença real de Jesus no pão e vinho consagrados. Não é “mais uma oração” da missa é a própria Missa.
Para os judeus, santo era todo o lugar onde Deus se manifestava. De modo especial, o Templo era santo. Dentro do Templo, havia uma parte santíssima o “santo dos santos”, uma sala que continha a Arca da Aliança ou Tabernáculo. Lá só o sumo sacerdote entrava, e uma vez por ano apenas, para o sacrifício expiatório. Só depois de se purificar é que o sacerdote podia entrar ali.
Hoje, em termos de presença de Deus, o mais simples templo católico é mais importante que o Templo de Jerusalém, porque tem dentro de si mais que a Arca da Aliança: o próprio Cristo, Deus Vivo, no sacrário, com a luz acesa ao lado. Ele é o verdadeiro “Santo dos Santos”.
Antes do Concílio Vaticano II, havia uma só forma de Oração Eucarística. Atualmente, para que cada povo possa participar mais e utilizarem sua própria cultura existem várias fórmulas que são aprovadas pela Igreja. No Brasil existem 14 formas.

i) Prefácio e “Santo”

O Prefácio é um hino de “abertura”, que nos introduz no Mistério Eucarístico. Nele, o padre convida o povo a elevar seus corações a Deus e proclamar a santidade de Deus, dando-lhe graças.
No Prefácio, o Presidente sempre reza de braços abertos. Ele inicia com o diálogo:
Padre: O Senhor esteja convosco!
Povo: Ele está no meio de nós.
Padre: Corações ao alto!
Povo: O nosso coração está em Deus.
Padre: Demos graças ao Senhor nosso Deus!
Povo: É nosso dever e nossa salvação.
O trecho seguinte do Prefácio compreende algumas palavras próprias, dependendo do Tempo Litúrgico ou da festa que se celebra.
O final do Prefácio é sempre igual. Termina com o cântico:
“Santo, Santo, Santo, Senhor, Deus do universo! O céu e a terra proclamam a vossa glória. Hosana nas alturas! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!”
O “Santo” é tirado de Is 6,3. A repetição, dizendo 3 vezes “Santo” significa o máximo de santidade, “Santíssimo”.
Às vezes, quando o “Santo” é cantado, mudam-se algumas palavras, mas o sentido deve ser o mesmo. O Santo deveria ser sempre cantado.

ii) Invocação do Espírito Santo

Momentos antes da Consagração, o padre estende as mãos sobre o pão e o vinho e pede ao Pai que os santifique, enviando sobre eles o Espírito Santo. Toda invocação do Espírito Santo é feita de pé.

iii) Narrativa da Ceia e Consagração do Pão e do Vinho

Neste momento a Assembléia se ajoelha, ou mesmo de pé (normalmente aqueles que por algum problema não podem ajoelhar-se) porém em posição de adoração (cabeça baixa, em posição de reverência). A Ceia Eucarística celebrada por Jesus com os Apóstolos teve origem na Ceia Pascal Hebraica, que também não é celebrada como uma simples recordação, mas como um acontecimento que se faz presente.
Dentro da missa, esta é a hora da transformação do pão e do vinho, que se tornam o Corpo e o Sangue do Senhor.
Por ordem de Cristo, o Presidente recorda o que Jesus fez na Última Ceia. Ele pega o pão, o apresenta ao povo e pronuncia as palavras de Consagração:
“Tomai, todos, e comei, isto é o meu corpo que será entregue por vós.” (Lc 22,17ss)
Após a consagração do pão, o padre levanta a hóstia à vista da Assembléia. A seguir, genuflecte para adorar Jesus presente no Santíssimo Sacramento.
A mesma coisa faz o padre com o cálice de vinho. Ele recorda que Jesus tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente e o deu a seus discípulos, dizendo:
“Tomai, todos, e bebei: este é o cálice do meu Sangue, o Sangue da nova e eterna aliança, que será derramado por vós e por todos, para remissão dos pecados. Fazei isto em memória de mim.”
Novamente, o padre genuflecte para adorar o Cristo presente após a consagração do vinho.
Na Consagração do pão e do vinho o povo deve ajoelhar-se ou ainda fazer uma profunda inclinação de cabeça no momento em que o padre eleva a hóstia e o cálice.
Durante as palavras de Consagração é que há a transubstanciação a transformação das espécies no Corpo Eucarístico. Nessa hora, o silêncio deve ser total não deve haver nem mesmo fundo musical.
Lembremos que na missa o padre age “in persona Christi”, ou seja, em lugar da pessoa de Cristo. É como se Jesus estivesse pessoalmente presidindo a Celebração.
A Igreja celebra a Missa para cumprir a vontade de Jesus, que mandou celebrar a Ceia:
“Fazei isto em memória de mim!”
No início das comunidades cristãs, eles não falavam “missa”, mas “fração do pão” (cf. At 2,42). São Paulo também fala de missas celebradas em algumas comunidades (cf 1Cor 11,17-34), inclusive celebradas por ele (cf. At 20,7-11).
A Eucaristia não é simplesmente uma das coisas que Jesus fez por nós: é a grande surpresa que Ele nos preparou durante toda a sua vida. Ele já havia prometido nos dar “pão vivo descido do céu” e que esse pão seria a sua carne “para a nossa salvação” (cf. Jo 6,35-69).

iv) “Eis o Mistério da Fé!”

Terminada a Consagração, o Presidente proclama solenemente, mostrando o Sacramento:
“Eis o Mistério de nossa fé!”

v) Lembrança da Morte e Ressurreição de Jesus

A Assembléia, levanta-se no mesmo momento em que o padre (logo depois da consagração do vinho ele genuflectiu e se levantou) e responde:
“Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!”
Há outras formas de resposta. O que é importante é que todos respondam com fé! O Mistério só é aceito por quem crê! Assim, as palavras do celebrante soam como que um “desafio à fé”: “Eis o Mistério da fé!” No Emaús temos o costume de cantar o Maranatha que é perfeitamente litúrgico para o momento, é um clamor ao Jesus que vem!

vi) Orações pela Igreja

A Igreja é o “Corpo Místico de Cristo”. Nela circula a vida da Graça. É o que chamamos de Comunhão dos Santos, dita no “Creio”. Entre todos os membros da Igreja, no céu ou na terra, existe a intercomunicação da Graça. Uns oram pelos outros, pois somos todos irmãos, membros da grande Família de Deus.
Assim, na Missa, dentre as orações pela Igreja, a primeira é pelo Papa e pelo Bispo Diocesano, pelas suas grandes responsabilidades. Pedimos também pelos evangelizadores e evangelizados, pela conversão dos pagãos e pela perseverança dos cristãos.
Oramos também pelos falecidos um ato de caridade. Na Bíblia há um elogio a Judas Macabeu pela sua intercessão e oferecimento de um “sacrifício expiatório pelos que haviam morrido, a fim de que fossem absolvidos do seu pecado” (2Mac 12,45-46).
Finalmente pedimos por nós como “povo santo e pecador”, para que estejamos um dia reunidos com a Virgem Maria, os Apóstolos e todos os bem- aventurados no céu, para louvarmos e bendizermos a Deus. A oração termina “por Jesus Cristo nosso Senhor”, que nos disse:
“Em verdade, em verdade, vos digo: se pedirdes alguma coisa ao Pai em meu nome, ele vos dará. Até agora não pedistes nada em meu nome. Pedi e recebereis.” (Jo 16,23-24)

vii) Louvor Final (“Por Cristo…”)

É dito pelo sacerdote e somente por ele. Esse é o verdadeiro ofertório, pois é o próprio Cristo que oferece e é oferecido. É por meio de Jesus que damos graças e louvores ao Pai. Ele é o nosso Pontífice, isto é, a nossa “ponte” entre o céu e a terra, como Ele disse:
“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por mim.” (Jo 14,6)
Por isso, encerra-se a Oração Eucarística proclamando:
Padre: “Por Cristo, com Cristo e em Cristo, a vós, Deus Pai Todo-Poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda honra e toda a glória, agora e para sempre!”
Depois disso a Assembléia responde o chamado GRANDE AMÉM, que é o principal de toda a missa! Devia ser festivamente dito ou cantado com uma profunda devoção pois é o Amém Síntese da Missa.
Esse até de louvor é dito de pé, sendo que o Presidente levanta a hóstia e o cálice.

3. Rito da Comunhão

i) Pai-Nosso e Oração Seguinte

Começa a preparação para a Comunhão Eucarística. É a síntese do Evangelho. Para bem rezá-lo, precisamos entrar no pensamento de Jesus e na vontade do Pai. É uma oração de sentido comunitário que, mesmo rezada só, deve-se proferi-la em intenção de todos.
Para comungar o Corpo do Senhor na Eucaristia, preciso estar em comunhão com meus irmãos membros do Corpo Místico de Cristo.
A oração do Pai Nosso é rezada da seguinte forma:
“Pai nosso que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido, e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.”
O primeiro céus aparece no plural na versão em português do Pai-Nosso por significar TODO LUGAR e um estado de espírito, de alegria de VIDA. O segundo céu aparece no singular em oposição a terra, significando realmente o céu no sentido da Vida Eterna. Dizemos perdoai-NOS com a partícula NOS pois pedimos que Deus perdoe a NÓS e não as nossas ofensas, assim como perdoamos AQUELES que nos ofenderam e não os pecados deles.

Dentro da missa, o Pai Nosso não tem o AMÉM final. A oração do Pai Nosso se estende até o final da oração que o sacerdote reza a seguir, pedindo a Deus que nos livre de todos os males. Porque só quando estamos libertos do mal é que podemos experimentar a paz e dar a paz. Assim como só Deus pode dar a verdadeira paz, também só quem está em comunhão com Deus é que pode comunicar a seus irmãos a paz.
Sac.: Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajudados pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegidos de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperança, aguardamos a vinda do Cristo salvador.
O “Amém” do Pai Nosso, dentro da missa é substituído pela oração: “Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!”, que é dito logo após a oração anterior.

ii) Saudação da Paz

A paz é um dom de Deus, que só ele pode dar:
“Deixo-vos a paz. Dou-vos a minha paz. Não a dou como o mundo a dá.” (Jo 14,27)
Antes de o Presidente convidar a Assembléia para que se saúdem mutuamente no amor de Cristo, ele recorda as palavras de Jesus, fazendo este diálogo com o povo:
Padre: Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos: Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima a vossa Igreja; dai-lhe segundo o vosso desejo, a paz e a unidade. Vós, que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo.
Povo: Amém!
Padre: A paz do Senhor esteja sempre convosco!
Povo: O amor de Cristo nos uniu.

iii) Fração do Pão

Ao fim da saudação entre os fiéis, o celebrante parte a hóstia grande e coloca um pedacinho dela dentro do cálice com vinho consagrado. Esse ato tem o sinal da fraternidade, da repartição do pão, como Jesus o fez para seus discípulos na Ceia, além do reconhecimento de Cristo, por parte dos discípulos de Emaús, ao partir o pão em sua casa.

iv) Cordeiro de Deus

Logo após, o Presidente põe um pedaço da Hóstia no cálice e reza em voz baixa:
“Esta união do Corpo e do Sangue de Jesus, o Cristo e Senhor, que vamos receber, nos sirva para a vida eterna!”
Ao mesmo tempo, a Assembléia canta o “Cordeiro de Deus”.
Embora no Ato Penitencial todos já se tenham purificado, ao aproximar-se do momento da Comunhão os fiéis sentem-se indignos de receber o Corpo do Senhor e pedem perdão mais uma vez, dizendo:
“Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós! Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós! Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz!”
Enquanto isso, o padre se inclina diante do Santíssimo Sacramento e pede a Jesus que aquela comunhão seja para a sua salvação. Ninguém se atreva a receber o Corpo do Senhor indignamente!
No AT e no NT Jesus é apresentado como o “Cordeiro de Deus”. Sete séculos antes de Cristo, o profeta Isaías predisse que o Messias seria levado à morte, “sem abrir a boca, como um cordeiro conduzido ao matadouro” (cf. Is 53,7). João Batista, ao ver Jesus passando, disse: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29). São Paulo disse: “Cristo, nossa Páscoa, foi imolado” (1Cor 5,7b).
E, de fato, na hora em que Jesus morria na cruz, era imolado no Templo o cordeiro pascal para os judeus comemorarem a Páscoa. São Pedro também disse que não fomos resgatados pelo preço vil de ouro ou de prata, mas “pelo sangue precioso de Cristo, o Cordeiro sem mancha” (cf. 1Pd 1,18-19).

v) Felizes os Convidados!

Terminado o “Cordeiro de Deus”, o Presidente levanta a Hóstia consagrada e a apresenta à Assembléia, dizendo:
“Felizes os convidados para a Ceia do Senhor! Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! ”
Pelo sangue de Cristo fomos salvos. Jesus é o nosso Libertador. Dele nos aproximamos com alegria. Daí o Presidente nos convidar à comunhão, dizendo “Felizes os convidados”.
Ao que o povo responde:
“Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.”
Essa resposta é tirada da resposta do oficial romano, o centurião, dada a Jesus (cf. Mt 8,8). Na verdade, ninguém é digno de comungar. É por bondade de Jesus que Ele vem a nós. Por isso, nos aproximamos da Comunhão com fé e humildade.
A comunhão eucarística não é um “prêmio” para os justos que já se libertaram de todos os pecados, mas um Alimento que fortalece os pecadores na sua caminhada em busca da libertação de todo o mal.

vi) Distribuição da Comunhão

Comungar é receber Jesus Cristo, Rei dos reis, para alimento de vida eterna. Quem comunga deve meditar um pouco nesse Mistério da presença real do Senhor em sua vida. E não comungar e já ir saindo da Igreja, ou ficar conversando e se distraindo. Não convém nem mesmo ir rezar diante de alguma imagem, pois Jesus deve ser o centro da atenção e piedade nessa hora. Ele é o Hóspede divino que acaba de ser recebido.
Após dizer “Felizes os convidados…”, com a resposta da comunidade, o padre reza em voz baixa:
“Que o Corpo de Cristo me guarde para a vida eterna.”
Em seguida, comunga o Corpo e o Sangue do Senhor. Depois o padre e os ministros dão a comunhão para os fiéis. Mostrando a Hóstia a cada um, diz:
“O Corpo de Cristo!”
E quem comunga responde: “Amém!”
Quanto ao modo de receber a comunhão, na boca ou na mão, é de competência do Bispo. Quem comunga, recebendo a Hóstia na mão, deve elevar a mão esquerda aberta, para o padre colocar a comunhão na palma da mão. O comungante, imediatamente, pega a Hóstia com a mão direita e comunga ali mesmo, na frente do padre. Não pode sair com a Hóstia na mão e comungar andando.
Para comungar é preciso estar na Graça de Deus (sem pecado grave) e em jejum (uma hora antes da comunhão).
Por uma questão prática, normalmente se dá apenas a Hóstia e não o Vinho Consagrado. Porém, na Hóstia está o Cristo inteiro e vivo, com seu corpo, sangue, alma e divindade.

vii) Canto de Ação de Graças

Após a Comunhão do povo, convém haver alguns momentos de silêncio para interiorização da Palavra de Deus e ação de graças. Pode-se também recitar algum salmo ou cantar algum canto de ação de graças. Não é o momento de dar avisos ou prestar homenagens a alguém. A Ação de Graças é de toda a Assembléia e não apenas dos cantores ou de algum solista. Ação de graças não é o nome mais apropriado, pois toda a missa é Ação de graças.

viii) Oração após a Comunhão

Apenas após terminada esta oração, que é presidencial, podem-se dar avisos e fazer convites. Se for algo breve, a Assembléia pode ouvir de pé, caso contrário, pode sentar-se.

IV RITOS FINAIS
1. Comunicados e Convites

2. Bênção Final

Solene, dada pelo Presidente. Antes da bênção, o Presidente da Celebração saúda a Assembléia, dizendo: “O Senhor esteja convosco!” E todos respondem: “Ele está no meio de nós.”
Nesta hora, se a comunidade estiver sentada, deve levantar-se. Aí vem a bênção, que pode ser com uma fórmula simples ou solene. Por exemplo, uma fórmula é: “Abençoe-vos Deus Todo-Poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo!” E todos respondem “Amém!”
Ao dar a bênção, o padre traça uma cruz sobre a Assembléia e todos devem inclinar a cabeça.
É muito importante a bênção de Deus dada solenemente na Missa! Essa bênção é para cada pessoa presente! É preciso valorizar mais e receber com fé a bênção solene dada no final da Missa.
A Missa termina com a bênção! Em seguida, vem o canto final, que deve ser alegre, pois foi uma felicidade ter participado da Missa.

3. Despedida

Todos devem esperar o sacerdote sair do altar para depois se retirarem.

Bibliografia:
A Missa Parte por Parte -Pe. Luiz Cechinato, 18ª ed., Ed. Vozes, 1992
Celebrar a Vida Cristã – Ed. Vozes
Catecismo da Igreja Católica
Riquezas da Mensagem Cristã – Ed. Lumen Christi

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Os Livros Proféticos do Antigo Testamento | Estudo Bíblico Católico com Pe. Guido
Os Evangelhos na História da Igreja
Evangelho de Mateus | Estudo Bíblico Católico com Frei Diones Rafael Paganotto
Evangelho de Marcos | Estudo Bíblico Católico com Frei Diones Rafael Paganotto
Evangelho de Lucas | Estudo Bíblico Católico com Frei Diones Rafael Paganotto

 

 

Evangelho de João | Estudo Bíblico Católico com Frei Diones Rafael Paganotto

 

Atos dos Apóstolos | Estudo Bíblico Católico com Pe. Guido
Cartas de São Pedro | Estudos Bíblicos com Pe. Guido
Cartas de São Paulo | Estudos Bíblicos com Pe. Guido 1/3
Cartas de São Paulo | Estudos Bíblicos com Pe. Guido 2/3
Cartas de São Paulo | Estudos Bíblicos com Pe. Guido 3/3
Cartas de São Paulo | Introdução | Estudo Bíblico com Frei Diones Rafael Paganotto
Cartas de São Paulo | Corpus Paulinum | Estudo Bíblico com Frei Diones Rafael Paganotto
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Cartas de São Paulo | 1 Coríntios | Estudo Bíblico com Frei Diones Rafael Paganotto
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Cartas de São Paulo | Gálatas | Estudo Bíblico com Frei Diones Rafael Paganotto
Cartas de São Paulo | Cartas Pastorais 1 | Estudo Bíblico com Frei Diones Rafael Paganotto
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Apocalipse: o Livro Profético do Novo Testamento | Estudo Bíblico Católico com Pe. Guido
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Sagrada Tradição da Igreja – Professor Felipe Aquino
Sagrado Magistério da Igreja – Professor Felipe Aquino
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O Santo Terço Explicado – Professor Carlos Ramalhete

 

Doutrina Social da Igreja (introdução) – Padre Douglas Pinheiro Lima

 

Curso de liturgia da Santa Missa // Padre Paulo Ricardo // Parte 1
Curso de liturgia da Santa Missa // Padre Paulo Ricardo // Parte 2
Curso de liturgia da Santa Missa // Padre Paulo Ricardo // Parte 3
Curso de liturgia da Santa Missa // Padre Paulo Ricardo // Parte 4
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Catecismo de Adultos – Aula 01 – A Revelação Divina – Padre Daniel Pinheiro
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Catecismo de Adultos – Aula 03 – Deus Uno e Trino – Padre Daniel Pinheiro
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Catecismo de Adultos – Aula 06 – A Teoria da Evolução contra a Ciência e a Filosofia – Padre Daniel Pinheiro
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Catecismo de Adultos – Aula 08 – Aula 08 – O modo de vida de Jesus Cristo – Padre Daniel Pinheiro
Catecismo de Adultos – Aula 09 – As perfeições de Cristo e a Paixão – Padre Daniel Pinheiro
Catecismo de Adultos – Aula 10 – A Cruz, os infernos e a Ressurreição de Cristo – Padre Daniel Pinheiro
Catecismo de Adultos – Aula 11 – A Ascensão, os juízos particular e final, e o Espírito Santo – Padre Daniel Pinheiro
Catecismo de Adultos – Aula 12 – Como saber qual a verdadeira Igreja de Cristo? – Padre Daniel Pinheiro
Catecismo de Adultos – Aula 13 – A Igreja Católica e a Salvação – Padre Daniel Pinheiro
Catecismo de Adultos – Aula 14 – A Infalibilidade da Igreja e a união da Igreja e do Estado – Padre Daniel Pinheiro
Catecismo de Adultos – Aula 15 – Da comunhão dos santos à vida eterna – Padre Daniel Pinheiro
Catecismo de Adultos – Aula 16 – Os princípios da oração – Padre Daniel Pinheiro
Catecismo de Adultos – Aula 17 – Como rezar bem? – Padre Daniel Pinheiro
Catecismo de Adultos – Aula 18 – Os tipos de oração – Padre Daniel Pinheiro
Catecismo de Adultos – Aula 19 – – Padre Daniel Pinheiro

 

Lutero e o Protestantismo: A História da Reforma – Profa. Dra. Laura Palma
Lutero e o Protestantismo: Vida de Lutero – Prof. André Melo
Lutero e o Protestantismo: Sola Scriptura – Profa. Dra. Ivone Fedeli
Lutero e o Protestantismo: Sola Fide – Prof. Marcelo Andrade
Lutero e o Protestantismo: Sola Gratia – Pe. Edivaldo Oliveira
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