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Seitas

A seguinte lista é uma síntese das principais seitas que funcionam na América Latina. É importante que os pais com os filhos adolescentes conheçam a origem e as características de alguns grupos totalitários. Não são os únicos. Lembremos que na região funcionam grupos sectários sumamente destrutivos e outros simplesmente que margeiam o mundo do sectário, o que chamamos grupos de risco.


Ananda Marga

Ananda Marga (Caminho da Felicidade Perfeita) é um grupo de origem hindu fundado em 1955 por Prabhat Ranjan Sarkar, conhecido por seus seguidores como Baba (deus). A doutrina está baseada no tantrismo e o yoga. Seu doutrinamento se realiza em sessões de meditação e lições de filosofia hindu.

O grupo se apresenta no Ocidente como espiritual e pacifico, mas sua história na Índia é controversa. Na década de sessenta organiza motins e atentados políticos e em 1970 o governo decide proibi-los e deter a Baba, responsabilizado por vários assassinatos. Em junho de 1975, Indira Gandhi decreta a total expulsão da organização.

Ananda Marga e mas de mil e quinhentos membros são encarcerados. Um ano depois um grupo de seguidores como protesto porque seu líder está preso se suicidam ao bonzo em praças públicas.

Bhagwan Rajneesh (Osho)

Rajneesh Chandra Mohan nasceu na Índia em 1931. Fundou seu primeiro ashram em 1969 teve seu momento de auge até o fim da década de setenta e princípios dos oitenta quando instalou a sede principal nos Estados Unidos. Sua doutrina se baseia no yoga tântrico e foi conhecido como o ‘guru do sexo’.

Os adeptos são captados através de cursos terapêuticos ou de meditação e hoje tiveram um ressurgimento através de terapias vinculadas à Nova Era. Nas terapias de grupo são utilizadas técnicas de hipervintilação, música e gritos que levam à ruptura emocional do adepto.

Em 1983, o governo dos Estados Unidos começou a investigar as denúncias de padres e ex-adeptos, detendo-o e expulsando do país. Os fiscais norte-americanos encontraram no ashram, que tinha estabelecido no estado de Oregon, que o guru, apóstolo da paz e do amor, possuía seu próprio exército particular.
Rajneesh faleceu na Índia em 1990.
Igreja da Cienciologia

A Igreja da Cienciologia, também conhecida como Dianética, está considerada pelos investigadores como um dos grupos mais destrutivos do mundo sectário. Seu fundador foi o norte-americano Ronald Hubbard um ex-oficial da marinha e escritor de ficção científica.

Dianética se apresenta como “uma ciência exata do pensamento que funciona sempre, invariavelmente, e não às vezes como as curas pela fé ou as terapias tradicionais. Dianética é a única Rota de Saúde para a humanidade”.

Os adeptos são captados quando lhes é oferecido cursos e testes gratuitos. Nas sessões, chamadas ‘audições’ são ajudados a superar suas falhas espirituais que os levaram ao sofrimento. A maioria dos adeptos termina dependendo psicologicamente do grupo e entregando seu dinheiro.

Este grupo foi denunciado por vários governos europeus e nos Estados Unidos o FBI desmascarou suas atividades.
Escolas do quarto caminho

As escolas do Quarto Caminho, ou agrupamentos de denominação similar, se baseiam nos ensinamentos de um mestre esotérico de origem russa chamado George Gurdjieff e seu discípulo Ouspensky.

Gurdjieff expressa a idéia de que os seres humanos, com raras exceções, vivem em um estado análogo ao do sonho.

Para superar este estado sonolento deve-se despertar acordando-se de si mesmo. Para isso utiliza diversos exercícios (superesforço, training psicológico, movimentos rítmicos, danças rituais, tarefas que o mestre ordena).

Por sua parte Ouspensky expressava que a única saída que o homem tinha era através das Escolas e os ensinamentos do mestre e nessa evolução o discípulo podia se elevar e tomar consciência até chagar a N7 , a escala mais alta para um homem.
Grupos espiritas

A origem deste movimento remonta-se ao lar das irmãs Fox, que em 1848 expressaram que se comunicavam com os espíritos dos mortos. Mas a grande figura que dará transcendência a esta corrente foi Allan Kardec, que publicou importantes livros como O livro dos Espíritos e o Evangelho segundo o Espiritismo.

A doutrina expressa que a pessoa consta de três elementos: o corpo material, a alma ou se imaterial e um cordão que une aos dois e que pode ser visto nas sessões espiritas através dos médiuns.
Grupos gnósticos

Os gnósticos perseguem a libertação da consciência, como o instrumento que nos permite investigar a realidade dos mundos superiores.

Este movimento nasceu no século II de nossa era e produziu o primeiro confronto importante dentro da doutrina cristã. Os gnósticos afirmam que Jesus Cristo ensinou duas doutrinas: uma para o mundo comum e outra para os discípulos. Foram expulsos da Igreja, logo após um encarniçado debate.

O gnosticismo contemporâneo nasce na Colômbia quando Samuel Aun Weor, funda o Movimento Cristão Gnóstico Universal em 1950. Este líder expressava em um de seus livros que: “A Igreja gnóstica é a Igreja invisível de Jesus Cristo. Para ver esta Igreja há que se viajar em corpo astral e somente nosso movimento pode ensinar esse segredo”.

O estudo dentro do gnosticismo dura aproximadamente quatro anos e neles é ensinado filosofia, arte, religião e ciência, tudo deste uma óptica esotérica.
Hare Krishna

O hindu Abhay Charan De, mais conhecido como Bhaktivedanta Swami Prabhupada fundou a Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna em 1965. A Doutrina está baseada na filosofia advaita e os preceitos do guru. Sua norma central baseia-se em cantar um mantra: hare krishna, hare krishna, krishna, krishna, hare, hare, hare rama, hare rama, rama, rama, hare, hare, um mínimo de 1728 vezes por dia, e praticar os quatro princípios regulativos (não comer carne, peixe ou ovos; não praticar sexo ilícito; não tomar intoxicantes; e não praticar jogos de azar nem especulação mental, isso é, não raciocinar).

Os adeptos vivem em estruturas fechadas e devem obedecer cegamente ao guru. Após a morte de Prabhupada em 1978 a seita começou a declinar e se caracterizou por rupturas e escândalos produzidos por seus novos líderes. Tanto nos Estados Unidos como na Europa foram denunciados por suas técnicas de reforma de pensamentos e por tráfico de jóias e drogas.
Maçonaria

Sugere que Deus, o Grande Arquiteto, fundou a Franco-maçonaria, e que esta teve por patrões a Adão, os Patriarcas, os reis e filósofos de outrora. Inclusive Jesus Cristo é incluído na lista como Grande Mestre da Igreja Cristã.

Os maçons estão obrigados unicamente à observância da “lei moral” resumida praticamente nos princípios de “honra e honestidade” nos que ” todos os homens estão de acordo”. Esta “religião universal da Humanidade” que gradualmente elimina as acidentais divisões da humanidade devida a opiniões particulares “ou religiosas” , e aos “preconceitos” nacionais e sociais, deve ser o vínculo de união entre os homens na sociedade Maçônica, concebida como o modelo de associação humana em geral.
Meditação transcendental

O guru Maharishi fundou o grupo em 1958 e segundo seus próprios escritos não é uma religião mas que é uma técnica que serve para melhorar o estilo de vida através de recitar um mantra durante 20 minutos na manhã e posteriormente na tarde.

O momento de maior auge da MT deu-se em meados dos anos sessenta quando o popular grupo britânico “The Beatles” foram fotografados com o guru. Em pouco tempo, eles foram desiludidos de suas charlatanices e mentiras.
Missão da luz divina

O guru Maharaj Ji começou sua fama desde muito pequeno. Aos 13 anos e com apoio de sua família viajou ao Ocidente. Sua doutrina ensina a reencarnação e a prática de três exercícios para aproximar-se ao conhecimento do divino: a visão da luz divina, a escuta da música celestial, e a degustação do néctar divino.

O grupo que teve seu auge nos anos setenta começa a declinar em meados dos oitenta quando seu líder se casa com uma loura aeromoça e frente a oposição de sua mãe, este a expulsa do grupo. É famoso por viver na opulência e a grande quantidade e Rolls Royce que possui.
Igreja Universal do Reino de Deus

A Igreja Universal do Reino de Deus foi fundada por Edir Macedo no Brasil em 1977.

Antes de autoproclamar-se “bispo” Macedo trabalhou como caixeiro da loteria do estado do Rio de Janeiro. A igreja universal é similar a outros evangélicos pentecostais. Por exemplo acreditam na deidade de Jesus Cristo, a Trindade, a ressurreição corporal de Jesus Cristo e a salvação pela graça através da fé.

A doutrina central do “bispo” Macedo é a luta contra os demônios e a teologia da prosperidade. A Igreja Universal pratica a libertação de demônios nos fiéis. Em todos os seus templos se ora pela libertação de espíritos.
Mormons

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos do Últimos Dias, mais conhecidos como mormons, foi criada em 1823 por Joseph Smith nos Estados Unidos. Segundo Smith, um dia lhe apareceu um anjo chamado Moroni que lhe revelou a verdadeira história de Deus. O livro do Mormon resume sua principal doutrina, a qual é bastante confusa.
Desde um princípio os mormons tiveram problemas com a sociedade por aceita a poligamia e considerar a raça negra como inferior.

Para evitar as perseguições trasladaram-se a um deserto na zona oeste dos Estados Unidos, o que hoje se conhece como o estado de Utah.

Durante os anos setenta foram acusados de trabalhar para a CIA em todo o mundo e de ter participado na derrocada de Salvador Allende no Chile e do general Torrijas no Panamá.
Meninos de Deus

Os Meninos de Deus nascem em 1969 nos Estado Unidos. Seu fundador foi um pastor evangélico chamado David Berg. A doutrina do grupo baseia-se na Bíblia e a particular interpretação de seu líder, também conhecido como Moisés David ou Padre Mo. Odeiam o sistema, são apocalípticos e dão grande importância ao sexo, como presente de Deus.

Em 1972 começaram a ter problemas com a justiça norte-americana e posteriormente tiveram que passar à clandestinidade na maioria dos países ocidentais pelas denúncias de corrupção de menores e de prostituição.
Nova Era

As idéias e os objetivos da Nova Era recolhem elementos das religiões orientais, o espiritismo, as terapias alternativas, a psicologia trans-pessoal, a ecologia profunda, a astrologia, o gnosticismo e outras correntes. Os mistura e os comercializa de mil formas, proclamando o início de uma nova época para a humanidade.

Mas, no fundo, não parece ser mais que outra tentativa inútil do homem de se salvar fazendo promessas que não pode cumprir e atribuindo-se poderes que não possui.
Sai Baba

Sai Baba nasceu em Puttaparthi, um pequeno povoado da Índia, em 1920.
A história oficial relata que aos 13 anos anunciou que “não era humano, era a reencarnação de um santo maometano, chamado Sai Baba de Shirdi”.

O crescimento deste grupo deve-se em parte à linguagem light, não agressiva como outros grupos hindus. Sai Baba diz: “Todas as religiões são minhas. Vocês não têm necessidade de mudar de uma religião à outra, sigam adiante com seus próprios modos e suas práticas de adoração e quando assim o fizerem se aproximarão mais e mais a mim. A religião de Sai Baba é a essência de toda fé e toda religião, incluindo aquelas como o islamismo , o cristianismo e o judaísmo”.
Seitas satânicas

São poucos autores que dão uma definição de seita satânica, principalmente porque tais grupos apresentam uma diversidade de estilos.
Quiçá a definição mais exata seja que a seita satânica é um grupo minoritário de pessoas reunidas premeditadamente com o objetivos de adorar o demônio, como um ser com poderes sobrenaturais capazes de intervir no mundo.

Seus integrantes costumam ser principalmente pessoas com transtornos psicológicos e uma profunda rejeição à todas as instituições sociais estabelecidas: família, igreja, estado, etc.
Seitas ufonistas

Nos últimos anos um fato novo ronda o mundo sectário. A aparição de dezenas de grupos, alguns muito pequenos e outros claramente organizados, que a partir do fenômeno ufológico se estruturaram como seitas. Estes grupos em maior ou menor medida, afirmam que Jesus é um extraterrestre que vive confortavelmente em uma nave espacial, orbitando pela terra.

Entre outros grupos de maior atividade encontramos a Fundação Cosmobiofísica de Investigadores (FICI) de Pedro Romaniuk; o grupo alfa de Francisco Checchi, a Fundação para o Encontro Cósmico (FUPEC) que é presidida por Dante Franch; o comando Ashtar, fraternidade Cósmica que seguem ao italiano Eugênio Siragusa e Missão Rama do peruano Sixto Paz Wells.

Siloismo

Seu fundador é o argentino Mário Rodrigues Cobo, mais conhecido como Silo. O grupo começa a funcionar nos anos sessenta e através de sua história foi mudando de nome: Poder Jovem, A Comunidade, Partido Humanista, Partido Verde e desde 1988 como O Movimento.

A base teórica do siloismo consiste em praticar várias técnicas de autolibertação que levam a ‘reconciliar o passado, presente e futuro’ de cada pessoa. O adepto deverá realizar ‘experiências guiadas’ com um instrutor que consiste em exercícios de meditação que lhe permite reconciliar-se com o passado. Outra das experiências de meditação é encontrar-se com o ‘guia interno’ que deve ser construído e encontrado pelo próprio adepto.

O ‘guia’ deve ter três requisitos: “sabedoria, bondade e força”; não é um ser ‘físico’ e sua presença ‘só é sentida’ e para ser invocado deve ser chamado com uma ‘grande força emotiva’.

O siloismo expandiu-se por vários países latino americanos e europeus.
Testemunhas de Jeová

Charles Russell funda o grupo em 1872, ao romper com a Igreja Adventista. No princípio chamavam-se A Torre de Vigia e posteriormente Aurora do Milênio, adotando em 1931 o nome de Testemunhas de Jeová.

A doutrina dos Testemunhas é apocalíptica; anunciaram o fim d mundo em 1914, 1925, 1976 e 1984. Não acreditam na divindade de Jesus e rejeitam a imortalidade da alma. Desde seu nascimento tiveram problemas em diversos países por negarem-se a aceitar deveres cívicos e sociais, assim como em não aceitarem as transfusões de sangue.

Mantêm-se isolados da sociedade e para isso possuem uma extensa lista de proibições para os adeptos.

 
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Publicado por em 15/08/2016 em Uncategorized

 

O QUE É A SAGRADA TRADIÇÃO APOSTÓLICA?

A Santa Doutrina da Igreja Católica, Esposa do Cordeiro, onde Cristo está presente e que é um prolongamento do Mistério de sua Encarnação é o que o vamos procurar entender aqui. Igreja na qual estamos inseridos cuja cabeça é Cristo e que a torna sempre viva e ativa ao longo da História. Como nos ensina (LG, 4)  no Concilium Vaticano II, a Igreja é “Sacramento Universal da Salvação da Humanidade.”
Para entendermos melhor como está firmada a fé da Igreja Católica que professamos, temos três pontos fundamentais ou pilares que a sustentam:
1. A SAGRADA ESCRITURA… A Revelação Divina Escrita.
2. A SAGRADA TRADIÇÃO… A Revelação Divina transmitida Oralmente.
3. O SAGRADO MAGISTÉRIO… O Ensinamento da Igreja.
Hoje, vamos entender mesmo que rapidamente o que significa a Tradição Apostólica.
Em síntese, a Tradição Apostólica é tudo aquilo que veio dos Apóstolos, ou seja, tudo aquilo que ela recebeu dos Apóstolos e que a eles foi confiado diretamente pelo próprio Jesus Cristo. Não se trata de tradição dos homens, mas somente daquilo que se refere à nossa salvação, e que nos foi deixado pelo Senhor, e que não foi escrito na Bíblia. A Igreja, no Concílio Vaticano II, através de um documento chamado “Dei Verbum” reconhece que a Sagrada Tradição tem o mesmo peso de Revelação do que a Sagrada Escritura, pois vem de Cristo através dos Apóstolos e chegou até nós. Sendo assim, chamamos também a isso de Tradição Oral.
Portanto, a Igreja Católica não se guia apenas pela Bíblia (a Revelação escrita), mas também pela Revelação oral que chegou até nós sem esta última, onde nem mesmo a Bíblia existiria como a temos hoje se não fosse esta Tradição oral, ou seja, ela foi berçada e redigida pela Igreja sob a inspiração do Espírito Santo.
A transmissão do Evangelho, feita pelos Apóstolos em um primeiro momento foi por via oral e depois de forma escrita. Os Evangelhos começaram a serem escritos aproximadamente 20 anos após a morte de Jesus. No ensino oral os Apóstolos transmitiram aquelas coisas que ou receberam das palavras, da convivência e das obras de Cristo ou foram entendendo das sugestões do Espírito Santo, como nos ensina o Catecismo da Igreja Católica no número 76.
Para que você compreenda ainda melhor sobre isso, leia em São João o Capítulo 21,25. E ainda:
2Ts 2,5
2Ts 2,15
2Tm 2,2
Jo20,30s
Nestes fragmentos da Sagrada Escritura fica claro para nós que os Apóstolos só escreveram o essencial da Mensagem de Cristo. E que de alguma forma a Sagrada Escritura nos encaminha para as fontes orais da Palavra de Deus.
 
A isso então a Igreja Chama de o DEPÓSITO DA FÉ. O que é isso?
O Patrimônio Sagrado da nossa Fé, ou seja, tudo aquilo que está contido na Sagrada Escritura e na Sagrada Tradição Apostólica, e que foi confiado pelos Apóstolos à totalidade da Igreja do que aprenderam diretamente de Jesus Cristo.
O Santo Papa João Paulo II emitiu um documento oficial chamado “Fidei Depositum” (Depósito da fé), que explica sobre a missão da guarda da verdadeira doutrina, confiada à Igreja Católica pelo próprio Cristo e que a Igreja vêm cumprindo em todos os tempos.
Como está escrito em 1Tm 3,15, “A Igreja é a coluna e o fundamento da Verdade.” Ainda em 1Tm 2,4, “Deus quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade.” Portanto, sem ouvir a Igreja não se pode chegar ao conhecimento da verdade que salva, pois a ela o Senhor confiou esta mesma verdade.
Ainda sobre este tema há muito sobre o que os primeiros Padres da Igreja (aqueles homens da Igreja que viveram entre os séculos II e VII depois de Cristo) disseram sobre a Santa Tradição da Igreja. Mas isso é assunto para outro tema relacionando à Patrística.
 
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Publicado por em 15/08/2016 em Uncategorized

 

Catequese Litúrgica

 

“Quando se comete um abuso na Celebração da Sagrada Liturgia, verdadeiramente se realiza uma falsificação da Liturgia.” (Redemptionis Sacramentum)

 

As normas litúrgicas infelizmente não são ensinadas aos fieis na formação da catequese, principalmente aos crismandos. Se foca mais na parte doutrinal e se esquece da parte litúrgica: gestos corporais, momentos de ficar calado, momentos de falar, de se ajoelhar, de se inclinar a cabeça…etc. O católico não deve esperar que tenha curso de liturgia na paróquia, deve procurar saber o que deve ou não fazer na Missa.

ENTRADA (Sinal da Cruz e Saudação)

Chegando ao presbitério (local onde fica o altar), o Sacerdote, o Diácono e os Ministros saúdam o altar com inclinação profunda. Em seguida, o Sacerdote e o Diácono beijam o Altar e o Sacerdote, se oportuno, incensa a Cruz e o Altar (cf. IGMR 49).

Como foi dito, primeiro se incensa a cruz, depois ao redor do altar (muitos fazem o contrário).

Após beijar o altar e ter finalizado o canto de entrada, ele já faz o sinal da cruz e só depois faz a saudação aos fieis (cf. IGMR, 50).

ERRO: muitos padres após o beijo no altar fazem a saudação para depois fazerem o sinal da cruz. Entoam algum canto fazendo menção ao sinal da cruz, como por exemplo: Em nome do Pai, em nome do Filh em nome do Espírito Santo, estamos aqui…Para louvar e agradecer… Éum erro de liturgia.

O Sacerdote deve fazer o sinal da cruz junto com os fieis e só ele é quem diz:” Em Nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo”. E todos respondem: Amém.

ATO PENITENCIAL 

O Sacerdote convida para o ato penitencial, que, após breve pausa de silêncio, é rezado uma fórmula de confissão geral e concluída pela absolvição do sacerdote (que não possui a eficácia do sacramento da confissão).

Se no canto ou ato penitencial não conter o “Senhor, tende piedade de nós, Cristo, tende piedade de nós.” Deverá ser cantado ou recitado após a fórmula final penitencial (Deus todo poderoso tenha compaixão de nós, perdoe nossos pecados… Amém) cf. IGMR 51).

Pois Ato penitencial é uma coisa e “Senhor, tende piedade” é outra. Porém podem ser recitados juntos, não fazendo se faz depois do Ato Penitencial. Como afirma o Missal (cf. IGMR 52).

Domingos, principalmente no tempo pascal, em lugar do ato penitencial o sacerdote pode fazer a aspersão da água benta. (cf. IGMR 51). Lembrando que deverá ser feita com o padre paramentando com casula, sem a pluvial. 

ERRO: se canta um canto penitencial que não tenha o “Senhor tende piedade, Cristo …” e ao final o padre reza a formula final e não se recita nem canta o “Senhor, Tende piedade” em seguida.

CANTO DE GLÓRIA (HINO DE LOUVOR)

Na nova edição do Missal (2002) que já esta valendo desde sua promulgação, mesmo sem ter ainda a tradução portuguesa. Se determina que “O texto deste hino não pode ser substituído por outro.”(IGMR 53).

ERRO: É cantado um Hino de Louvor comum, sem usar o texto oficial do Missal.

Pode-se cantar um Hino de Louvor comum, porém em seguida deve-se convidar aos fieis a recitarem o Glória do Missal. (que também vem nos folhetos que são usados no Brasil “O Domingo” ou outro). Pode-se cantar usando a letra oficial do Missal.

PROCLAMAÇÃO DO EVANGELHO

O Evangelho seja Proclamado pelo Diácono ou, na sua ausência, por outro sacerdote, ou de quem estiver presidindo a celebração. (cf. IGMR 59)

ERRO: Alguns padres convidam seminaristas ou leigos em geral (o prefeito, deputado, advogado, Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão) para Proclamar o Evangelho.

A HOMILIA 

É obrigatória aos Domingos e festas de preceito. (IGMR 66)

E só quem pode fazer a homilia é um sacerdote, ocasionalmente um diácono. Nunca porém um leigo. (IGMR 66)

PROFISSÃO DE FÉ (CREDO)

Existe a fórmula longa, conhecida como Credo Niceno-Constantinopolitano e o “Símbolo dos Apóstolos” (cf. IGMR 67-68).

O primeiro é mais longo e difícil de ser decorado, porém o mais usado em Missas solenes, principalmente nas Basílicas e Catedrais. E o Símbolo dos Apóstolos é o mais conhecido, principalmente no Brasil, por ser mais breve e fácil de se decorar.

Nos dois credos existe um momento em que se deve fazer inclinação, recomenda-se que se faça com sinalização sonora utilizando a sineta (campainha) feito por algum acólito. Indicando o início e fim da inclinação.

Tal ato praticamente não se faz no Brasil. É uma sugestão do missal.

ERRO: Muitos padres inventam credos diferentes como, por exemplo: “Credes na Igreja una, santa, católica e apostólica?” Resposta cantada: “Creio Senhor, mais aumentai minha fé”. O missal não da essa liberdade, apesar de ser uma expressão bonita.

RECOMENDAÇÃO: Que os padres iniciem a prática da inclinação na parte indicada do credo, por devoção e tradição.

ORAÇÃO UNIVERSAL 

“Na oração universal ou oração dos fiéis, o povo responde de certo modo à Palavra de Deus acolhida na fé e, exercendo a sua função sacerdotal…” (IGMR, 69)

Além do Lecionário pode-se recorrer a livros litúrgicos aprovados pela Santa Sé, tendo orações especificas, como edições de Portugal.

OFERTÓRIO

São levadas as oferendas (pão e vinho) ao Altar Eucarístico. Colocando-se nele o Corporal, o Purificatório, o Missal e o Cálice, a não ser que se prepare na credência.

As oferendas podem ser preparadas na credência e dela levar diretamente ao altar entregando ao Diácono ou o Sacerdote. O Missal ainda da outra opção que é entrar em procissão com elas até o altar e entregar para o Sacerdote ou Diácono. Lembrando de modo respeitoso sempre (Cf. IGMR 73,75).

Também nesse momento são recebidos os dinheiros ou donativos oferecidos pelos fiéis (cf. IGMR 73b).

ERRO: Algumas paróquias no momento em que o padre recita a fórmula de agradecimentos dos dons “abençoai Senhor essas oferendas…”, as pessoas que ajudaram a recolher o dinheiro (ofertas) eleva a cestinha em direção do altar. Muita gente ainda pensa que oferenda é o dinheiro. Oferendas são apenas o pão e vinho que serão consagrados pelo Presidente da Santa Missa.

ORAÇÃO EUCARÍSTICA

ERRO: Durante a elevação do Cálice e do Pão (hóstia) não se deve ter intervenções musicais, deve-se manter o silêncio, sendo quebrado pelo som da sineta com as 2 elevações e a genuflexão do Sacerdote.

DOXOLOGIA FINAL

“A Doxologia final da Oração Eucarística é proferida somente pelo Sacerdote Celebrante principal e, se preferir, junto com os demais concelebrantes, não porém, pelos fiéis.” (IGMR,236).

ERRO: Alguns padres convidam a comunidade a recitar junto com ele o “Por Cristo, Com Cristo, e em Cristo”. Tal fórmula é restrita apenas ao presidente da celebração. O Missal indica onde o Celebrante pode falar junto com os fieis e partes onde só ele que pode, porque é função de quem preside.

ORAÇÃO DO SENHOR (PAI-NOSSO)

Pode ser cantado ou recitado. Devendo ser usado o texto oficial que contém no Missal.

“O celebrante principal, de mãos unidas, diz a exortação que precede a oração do Senhor e, com as mãos estendidas, reza a oração do Senhor com os demais concelebrantes, também de mãos estendidas e com todo o povo.” (IGMR 237).

ERRO: Em algumas paróquias se canta letras diferentes do texto oficial da Oração do Senhor, mesclando cânticos com a oração correta. Uma que se acostumou muito no Brasil foi: “Pai, ó Pai, meu pai do céu… ” ou “E o pão da unidade…” ; entre outras. Onde todos ficam de mãos dadas, fazendo uma coreografia de “vai e vem” finalizando elevando os braços. Está prática não é o que orienta a Igreja e o Missal.

E ao final da oração do Pai Nosso na Missa, não se diz Amém. 

RITO DA PAZ 

Momento em que o celebrante diz: “Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos, eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos pecados, mas a fé que anima a vossa Igreja, dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade. Vós, que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo.”(Missal Romano; Ordinário da Missa; Oração da Paz) .

E logo em seguida o celebrante convida a todos a e cumprimentarem (podendo reservar para o fim da Missa).

ERRO 1: muitos recitam junto com o padre, o que é errado. Pois é reservado exclusivamente ao Sacerdote.

ERRO 2: muitos saem de seus lugares e vão cumprimentar amigos, parentes fora do local em que se encontra. Criando um alvoroço, dando a atender que é permitido. O padre pode antes orientar a todos indicando um comprimento singelo e a quem esteja próximo. Não se canta neste momento, para que possamos recitar com fé o Cordeiro de Deus.

COMUNHÃO

ERRO: muitos não se inclinam antes de comungar e pegam erroneamente a hóstia das mãos do padre ou do Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão. Se for comungar na mão que espere que se coloque sobre ela, ou que comungue diretamente na boca, como orienta a tradição da Igreja.

ORAÇÃO PÓS COMUNHÃO

AVISOS DA COMUNIDADE

BÊNÇÃO FINAL 

“Se for usada a oração sobre o povo ou a fórmula da Bênção Solene, o Diácono diz: “Inclinai-vos para  receber a bênção. “(IGMR 185)

RECOMENDAÇÃO: O sacerdote pode fazer tal menção para que todos se inclinem. (poucos fazem infelizmente). Porém sem mesmo o Diácono ou o Sacerdote orientarem, todos podem por si só se inclinarem durante a benção final.

RECOMENDAÇÃO AOS PADRES:

A limpeza dos vasos sagrados podem ser feitas na credência. O importante é limpa-las sem deixar nenhuma partícula consagrada nos mesmos.

Além disso, observar o momento do silêncio pós-comunhão. Onde após a limpeza dos vasos sagrados se recolhe até cadeira e de modo contrito se faz silêncio junto com os fieis e logo após segue-se a oração pós-comunhão com o “Oremus”. No Brasil é comum fazermos um pequeno canto de adoração neste momento.

 
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Erros Litúrgicos Frequentes

Por DOM BENTO ALBERTIN, OSB. (Prior do Mosteiro de S. Bento em Pouso Alegre):

Um erro frequente: rezar orações próprias do sacerdote

Os fervorosos fiéis da figura à esquerda estão cometendo um dos equívocos mais comuns em termos de liturgia. Há orações que são próprias e exclusivas do sacerdote. No caso específico, rezam o “Por Cristo, com Cristo, em Cristo…”, a doxologia com que o sacerdote encerra a anáfora (a parte central da missa). Só o padre pode pronunciá-la. Mesmo que o celebrante convide (“todos juntos!”, etc.) os fiéis deverão ficar em silêncio, imóveis, e responder, ao final, o solene “amém” (cf. IGMR 151).
Os leigos também não devem rezar a oração da paz (“Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos apóstolos: Eu vos deixo a paz, Eu vos dou a minha paz…”). Só o sacerdote pronuncia essa oração.

Há que se distinguir os papéis do sacerdote e do leigo na missa: “Deve-se evitar o perigo de obscurecer a complementaridade
entre a ação dos clérigos e dos leigos, para que as tarefas dos leigos não sofram uma espécie de «clericalização», como se fala,
enquanto os ministros sagrados assumem indevidamente o que é próprio da vida e das ações dos fiéis leigos” (Redemptionis Sacramentum).

Comportamento inconveniente dos fiéis

Conversas, barulho, alvoroço, danças… nada disso combina com a missa. Certamente haverá locais e circunstâncias propícias para extravasar a alegria de ser cristão. Na missa, vale a “regra de ouro”: o que não caberia fazer no Calvário, não cabe fazer na missa.

Estamos diante do sacrifício do Filho de Deus! No altar, Jesus oferece-se ao Pai como vítima, por nossos pecados. Portanto, conversar com o vizinho, atender chamadas de celulares, bater palmas ou fazer coreografias, danças, etc., nada disso é próprio na missa.

Abusos cometidos pelo celebrante

A imagem ao lado, colhida na Internet, teria sido flagrada na Jornada Mundial da Juventude, em Toronto/2002. Se a cena é verdadeira, tudo está errado: o sacerdote não veste os paramentos como estabelecido (a casula, pelo menos, não está presente); o chapéu; os óculos escuros; o altar improvisado (um caixote!); nada, enfim, que lembre — nem de longe — a dignidade e a santidade do mistério que se celebra!

“Grande é o ministério «que na celebração eucarística têm principalmente os sacerdotes, a quem compete presidir in persona Christi (na pessoa do Cristo), dando um testemunho e um serviço de Comunhão, não só à comunidade que participa diretamente na celebração, mas sim também à Igreja universal, à qual a Eucaristia fez sempre referência. Infelizmente, ou lamentavelmente, sobretudo a partir dos anos da reforma litúrgica depois do Concílio Vaticano II, por um mal-entendido no sentido de criatividade e de adaptação, não se têm faltado os abusos, dos quais muitos têm sido causa de mal-estar» (R.S., 30).

Com efeito, ao lado dos benefícios advindos da reforma litúrgica, convivemos com um certo “protagonismo” no papel do ministro.
O próprio sacerdote se sente de certo modo pressionado a corresponder a essa expectativa dos fiéis, de terem “algo sempre novo”
nas missas dominicais. Daí surgem as experimentações, os abusos, as improvisações, uma verdadeira babel litúrgica. Mais uma vez
lembrando: a missa não é lugar para tais experimentos. São abusos litúrgicos, por exemplo:

modificar os textos litúrgicos
– “Cesse a prática reprovável de que sacerdotes, ou diáconos, ou mesmo os fiéis leigos, modificam e variam,
a seu próprio arbítrio, aqui ou ali, os textos da sagrada Liturgia que eles pronunciam. Quando fazem isto, trazem instabilidade à celebração
da sagrada Liturgia e não raramente adulteram o sentido autêntico da Liturgia” (R.S., 59);

pedir que os fiéis acompanhem o sacerdote na Oração Eucarística
 – “A proclamação da Oração Eucarística, que por sua natureza, é pois o
cume de toda a celebração, é própria e exclusiva do sacerdote, em virtude de sua mesma ordenação. Portanto, é um abuso fazer que
algumas partes da Oração Eucarística sejam pronunciadas pelo diácono, por um ministro leigo, ou ainda por um só ou por todos
os fiéis juntos. A Oração Eucarística, portanto, deve ser pronunciada em sua totalidade, tão somente pelo Sacerdote” (R.S., 52);

interromper o rito da missa para intercalar orações não previstas
– agregar orações de cura ou de libertação àquelas previstas no missal,
súplicas livres depois da consagração etc.;

confiar a homilia a leigos
– a homilia poderá ser suprimida nas missas durante a semana, mas é de rigor nas dominicais e “será feita,
normalmente, pelo mesmo sacerdote celebrante, ou este a delegará a um outro, concelebrante, ou às vezes, de acordo com as circunstâncias,
também ao diácono, mas nunca a um leigo” (R.S., 64). Também são práticas abusivas trocar a homilia por apresentações teatrais, testemunhos de particulares, etc.;

aproveitar a homilia para falar de temas que não guardam relação com as leituras
– “Ao fazer a homilia, procure-se iluminar, em Cristo, os acontecimentos da vida.
Faça-se isto, sem dúvida, de tal modo que não se esvazie o sentido autêntico e genuíno da palavra de Deus, por exemplo, tratando só de política ou de temas profanos,
ou tomando como fonte idéias que provêm de movimentos pseudo-religiosos de nossa época” (R.S., 67);
A relação acima é apenas exemplificativa, não exaustiva. Há que se ter em mente que “a ordenação da sagrada Liturgia é da competência exclusiva da autoridade
eclesiástica; essa reside na Sé apostólica e, na medida que determine a lei, no Bispo” (R.S., 14). Ninguém tem o direito de “mexer” na liturgia, mesmo que movido
pelas melhores intenções. Mais uma vez recomendamos uma leitura da InstruçãoRedemptionis Sacramentum , de onde retiramos os excertos indicados acima.

“Ministros da Eucaristia”

O ministro da Eucaristia é o sacerdote. A Igreja recomenda não mais chamar os leigos que auxiliam o sacerdote na distribuição da comunhão de “ministros da Eucaristia”, “ministros extraordinários da Eucaristia”, “ministros especiais da Eucaristia” ou “ministros especiais da sagrada comunhão”. O nome recomendado é“ministros extraordinários da sagrada comunhão”.

As imagens ao lado (colhidas na Internet) são um exemplo cabal do que não deve ser feito.

O templo é pequeno, ou seja, a quantidade de fiéis deve ser também pequena. Logo, os ministros extraordinários seriam desnecessários. Na verdade, só se admite sua presença quando o número de comungantes for tão grande que a distribuição da comunhão retardaria a missa além do que seria razoável. Sem essa condição, basta o acólito, para auxiliar o sacerdote na distribuição da comunhão.

Nas imagens também vemos o sacerdote entregar frações do pão eucarístico a leigos, o que é expressamente vedado pelas normas litúrgicas (vide R.S., 73). A fração do pão, iniciada depois de dar a paz e enquanto se reza o “Cordeiro de Deus” é realizada somente pelo sacerdote, ajudado, se for o caso, pelo diácono ou outro sacerdote concelebrante.
Tenha-se sempre em mente, portanto, que os leigos só podem participar da distribuição da comunhão aos fiéis extraordinariamente,
nas condições acima indicadas. Não há, por conseguinte, um “cargo” de ministro extraordinário, em que pese exigir-se dos leigos
que prestem esse serviço uma conduta que não venha a causar escândalos.

Os ministros extraordinários da sagrada comunhão, devem se apresentar ao sacerdote após ele ter comungado, recebem a comunhão
do sacerdote e a âmbula, para distribuir a comunhão aos fiéis nos locais indicados pelo celebrante. Que se utilizem patenas, para evitar
a perda de partículas ou partes delas. É abusiva a prática de improvisar frases na distribuição da comunhão. Diz-se “O Corpo de Cristo”
e o fiel responde “Amém”, comungando na presença do ministro (ordinário ou extraordinário).
Terminada a distribuição, as âmbulas são devolvidas ao sacerdote.

Obviamente, que os leigos encarregados desse serviço devem vestir-se com o máximo decoro.
O padrão de conduta deve ser a discrição; nada de gestual exagerado ou qualquer outro protagonismo.

A distribuição da comunhão

Pode-se comungar de joelhos ou de pé. Quando se comunga de pé, recomenda-se fazer, antes de receber o Sacramento, a devida reverência (R.S., 90). Além disso, o fiel tem sempre o direito a escolher se deseja receber a sagrada Comunhão na boca ou se quer receber na mão o Sacramento. A forma tradicional de se comungar é diretamente na boca. Se prefere receber na mão, deve apresentar-se com as mãos abertas, sobrepostas, receptivas a receber a sagrada comunhão. Não é correto “pegar” a partícula como se fosse um objeto comum. Recebida a comunhão, o comungante deve consumi-la imediatamente, diante do ministro.

Mais ainda: “Não está permitido que os fiéis tomem a hóstia consagrada nem o cálice sagrado por si mesmos, nem muito menos que se passem entre si de mão em mão” (R.S., 94). A imagem acima mostra justamente um flagrante de desrespeito a essa norma.
Não se deve permitir que a distribuição da comunhão seja do tipo self service, de modo que cada um tome a hóstia com as próprias mãos na âmbula e ministre a si mesmo a comunhão. Em se distribuindo a comunhão sob as duas espécies, a comunhão será obrigatoriamente dada diretamente na boca do comungante.

 
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Publicado por em 15/08/2016 em Uncategorized

 

Refutando algumas objeções protestantes

Jo 6, 54-55: (Eucaristia, presença real x paozinho simbólico e doutrinas variadas)

(50) Este é o pão que desceu do céu, para que não morra todo aquele que dele comer.
(51) Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo.
(52) A essas palavras, os judeus começaram a discutir, dizendo: Como pode este homem dar-nos de comer a sua carne?
(53) Então Jesus lhes disse: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos.
(54) Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia.
(55) Pois a minha carne é * verdadeiramente * uma comida e o meu sangue, * verdadeiramente * uma bebida.

E tem mais…1Cor 11,27 e 28:

(28) “Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpável do corpo e do sangue do Senhor.”
Ora, como alguém pode ser culpável do corpo do Senhor e comer sua própria condenação, se fosse apenas pão?

E como que para refutar de antemão as ímpias asserções futuras, S. Paulo é taxativo:
(29) “Aquele que o come e o bebe sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação.”

Irrefutável Lc 22,19-20:
(19) Tomou em seguida o pão e depois de ter dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto É o meu corpo, que é dado por vós, fazei isto em memória de mim.
(20) Do mesmo modo tomou também o cálice, depois de cear, dizendo: Este cálice é a Nova Aliança em meu sangue, que é derramado por vós…

Cl 1,24: (Comunhão dos santos, valor do sofrimento e coredenção x é só pagar o dízimo que você será próspero…)

(23) Para isto, é necessário que permaneçais fundados e firmes na fé, inabaláveis na esperança do Evangelho que ouvistes, que foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, fui constituído ministro.
(24) Agora me alegro nos sofrimentos suportados por vós. O que falta às tribulações de Cristo, completo na minha carne, por seu corpo que é a Igreja.

Lc 1,48: (A bem-aventurada Maria Santíssima x desprezo e ofensas que recebe)

(46) E Maria disse: Minha alma glorifica ao Senhor,
(47) meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador,
(48) porque olhou para sua pobre serva. Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações,
(49) porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo.

Jo 3,5: (Batismo no Espírito Santo x bagunça geral nas igrejas protestantes)

(4) Nicodemos perguntou-lhe: Como pode um homem renascer, sendo velho? Porventura pode tornar a entrar no seio de sua mãe e nascer pela segunda vez?
(5) Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: quem não renascer da água e do Espírito não poderá entrar no Reino de Deus.
(6)  O que nasceu da carne é carne, e o que nasceu do Espírito é espírito.

Mt 16,15-19: (O primado de Pedro e as PROMESSAS de Cristo x cada ‘igreja’ faz o que quer entre os protestantes)

(15) Disse-lhes Jesus: E vós quem dizeis que eu sou?
(16) Simão Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!
(17) Jesus então lhe disse: Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus.
(18) E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, * as portas do inferno não prevalecerão contra ela *.
(19) Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.

Jesus fala a Pedro e afirma que lhe daria as chaves dos céus como responsável pela Igreja. Mais claro impossível.

Jo 20,20-23: (Confissão dos pecados e perdão por meio dos apóstolos e sucessores x é só crer em Jesus que tá salvo…)

(20) Dito isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos alegraram-se ao ver o Senhor.
(21) Disse-lhes outra vez: A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós.
(22) Depois dessas palavras, soprou sobre eles dizendo-lhes: Recebei o Espírito Santo.
(23) Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados, àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos.

2Tm 2,2-4: (Palavra oral, sucessão apostólica, tradição e dedicação exclusiva x pastores donos de ‘igrejas’ que se auto intitulam ‘bispos’ e ‘apóstolos’!)

(2) O que de mim ouviste em presença de muitas testemunhas, confia-o a homens fiéis que, por sua vez, sejam capazes de instruir a outros.
(3) Suporta comigo os trabalhos, como bom soldado de Jesus Cristo.
(4) Nenhum soldado pode implicar-se em negócios da vida civil, se quer agradar ao que o alistou.

2Tm 3,12 e Mc 8,34: (A cruz de Cristo x Pentecostalismo e Teologia da prosperidade…)

(12) Pois todos os que quiserem viver piedosamente, em Jesus Cristo, terão de sofrer a perseguição.

(34) Em seguida, convocando a multidão juntamente com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém me quer seguir, renuncie-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.

2Pe 3,15-17: (A autoridade da Igreja x Livre-exame da Bíblia com seus falsos doutores da lei que dispensam a Igreja para explicar as escrituras)

(15) Reconhecei que a longa paciência de nosso Senhor vos é salutar, como também vosso caríssimo irmão Paulo vos escreveu, segundo o dom de sabedoria que lhe foi dado.
(16) É o que ele faz em todas as suas cartas, nas quais fala nestes assuntos. Nelas há algumas passagens difíceis de entender, cujo sentido os espíritos ignorantes ou pouco fortalecidos deturpam, para a sua própria ruína, como o fazem também com as demais Escrituras.
(17) Vós, pois, caríssimos, advertidos de antemão, tomai cuidado para que não caiais da vossa firmeza, levados pelo erro destes homens ímpios.

Lc 22,31-32: (Responsabilidade maior de Pedro sobre demais apóstolos e cristãos x o deus-umbigo de cada protestante )

(31) Simão, Simão, eis que Satanás vos reclamou para vos peneirar como o trigo,
(32) mas eu roguei por ti, para que a tua confiança não desfaleça, e tu, por tua vez, confirma os teus irmãos.

Ef 4,3-6: (Unidade x cada igreja tem seu ‘jesus’, sua ‘verdade’ e ensina coisas diferentes, todas anti-católicas porém…)

(3) Sede solícitos em conservar a unidade do Espírito no vínculo da paz.
(4) Sede um só corpo e um só espírito, assim como fostes chamados pela vossa vocação a uma só esperança.
(5) Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo.
(6) Há um só Deus e Pai de todos, que atua acima de todos, por todos e em todos.

 

Jo 17,20ss: (Oração de Jesus pela unidade necessária para a evangelização x divisão, cisma, conflitos e apostasia)

Pai, que eles sejam um. Como Tu estás em mim e eu em Ti, sejam eles também um, a fim de que o mundo creia que Tu me enviaste.

 
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Publicado por em 10/08/2016 em Uncategorized

 

As crianças continuaram sendo Batizadas na Reforma Protestante

Lutero condenou o rebatismo duramente. Para ele, quem rebatiza um adulto batizado como criança “blasfema e profana o sacramento em sumo grau” (Catecismo Maior IV, 55).
Esta propagação do batismo de crianças na Igreja Antiga, certamente deu-se pela convicção de que no batismo é Deus que age na vida do batizando, enquanto que este apenas recebe o batismo. A fé, neste caso, é fruto do batismo, ou seja, do agir de Deus. Outro motivo que permitiu a difusão do Batismo de crianças na Igreja Antiga, certamente, foi a convicção de que a Igreja precede o cristão individual como o espaço do senhorio de Cristo onde o Espírito Santo atua e como comunhão dos que crêem e mutuamente sustentam e fortalecem sua fé. Neste sentido, a fé da Igreja sempre precede à do batizando, seja ele adulto ou criança.
Portanto, os Pais da Igreja consideravam o Batismo de crianças uma tradição apostólica, e, por esta razão, foi uma prática comum desde os tempos da Igreja Primitiva. Somente no século XVI, com o surgimento do movimento anabatista é que se começou a questionar 1.500 anos de história da prática do batismo infantil. Lutero, no entanto, condenou o rebatismo duramente. Para ele, quem rebatiza um adulto batizado como criança “blasfema e profana o sacramento em sumo grau” (Catecismo Maior IV, 55).
Para Lutero, porém, a obra do Batismo e sua validade para o ser humano dependem exclusivamente da obra que Deus realiza neste sacramento. A fé, ainda que imprescindível, apenas recebe o batismo, confiando na sua obra. Por isso, o Batismo de crianças é válido mesmo que a fé e a confiança no sacramento cheguem mais tarde. Aliás, nem é possível dizer que o batismo de crianças aconteça sem fé. Os pais, os padrinhos, as madrinhas e toda a igreja agem em fé e em esperança: “Levamos a criança ao batismo com o ânimo e na esperança que ela creia; e rogamos que Deus lhe dê a fé” (Catecismo Maior IV, 57). Este, porém, ainda não é o argumento maior que permite Lutero batizar – sejam crianças ou adultos. O batismo acontece porque a Igreja age em obediência ao mandato divino: “Não é, porém, à vista disso que a batizamos, mas unicamente porque Deus o ordenou” (Catecismo Maior IV, 57).
Para Calvino, “Se as crianças cristãs não puderem ser batizadas, elas ficarão em desvantagem em relação às crianças judias, as quais eram pública e externamente seladas e introduzidas na comunidade da aliança através da circuncisão (Institutas da Religião Cristã, IV.xvi.6). Portanto, Calvino argumenta que as crianças deveriam ser batizadas, não lhes sendo negados os benefícios daí decorrentes.
E, no Catecismo de Heidelberg, cap. XXVII, temos a pergunta de número 74, que diz: “As crianças devem ser baptizadas?” A resposta é a seguinte: “Sim. Elas pertencem tanto como os adultos à aliança de Deus e à sua Igreja (Gén.17:7). Visto que a remissão dos pecados (Mt.19: 14) e o Espírito Santo, que produz a fé, lhes são prometidos não menos que aos adultos (Luc. 1: 14, Sal. 22: 11, Is. 44: 1-3, Act. 2: 39), devem ser incorporadas pelo baptismo, que é o sinal da aliança, à Igreja cristã e serem distinguidas dos filhos dos incrédulos (Act. 10: 47), como se fazia no Antigo Testamento pela circuncisão (Gén. 17: 14), em cujo lugar no Novo Testamento foi o Batismo instituído (Col.2:11-13).”
Zwínglio afirmou: “Visto que as crianças cristãs pertencem tão obviamente a Deus, como podemos negar-lhes o sinal dessa posse?”
João Wesley, em “Um Tratado Sobre o Batismo Infantil”, afirma: “A circuncisão era, então, o selo da aliança; o que é,em si mesma, portanto, figurativamente denominada de a aliança. (Atos 7:8). Por isto, as crianças daqueles que professaram a verdadeira religião foram, então, admitidas nela, e obrigadas às condições dela; e, quando a lei foi acrescentada, à observância dela também. E quando o antigo selo da circuncisão foi tirado, este do batismo foi acrescentado em seu lugar; nosso Senhor indicou uma instituição inegável para suceder outra. Um novo selo foi colocado para a aliança deAbraão; os selos diferiam, mas o contrato era o mesmo; apenas aquela parte foi cortada, a que era política ou cerimonial. Que aquele batismo veio em lugar da circuncisão, aparece da clara razão da coisa, como do argumento do Apóstolo, onde, depois da circuncisão, ele menciona o batismo, como aquele em queDeus ‘perdoou nossas transgressões’; ao qual ele acrescenta o ‘apagar dos manuscritos das ordenanças’, plenamente referindo-se à circuncisão e outros ritos judaicos; que tão fielmente implica que o batismo veio no lugar da circuncisão,como nosso Salvador denominar o outro sacramento de páscoa dos judeus, (Colossenses 2:11-13; Lucas 22:15) mostra que ele foi instituído no lugar dele.”
Wesley conclui assim o seu Tratado sobre o Batismo Infantil: “No conjunto, portanto, não é apenas lícito e inocente,mas adequado, correto, e nosso dever sagrado, em conformidade com a prática ininterrupta de toda a Igreja de Cristo, desde as primeiras eras, consagrar nossas crianças a Deus, através do batismo, como a Igreja judaica foi ordenada fazer, através da circuncisão.”

 
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Publicado por em 10/08/2016 em Uncategorized

 

A Igreja Católica mudou os mandamentos?

A Igreja Católica e os 10 Mandamentos

Pergunta Protestante Com que autoridade os mandamentos de Deus foram mudados?

Resposta Católica por Marcelo Matos

Primeiramente quero deixar claro aqui que a Igreja Católica não mudou os mandamentos do Decálogo exatamente por isso em êxodo 20 e deuteronômio 5 os mandamentos da Bíblia católica são iguais aos dos protestantes. Vejamos o que diz o catecismo da Igreja católica sobre os 10 mandamentos Catecismo 2072 Os 10 mandamentos exprimem os deveres fundamentais do homem para com Deus e para com o próximo….são basicamente imutáveis… Os Dez Mandamentos foram gravados por Deus no coração do ser humano.  O protestante que fez a pergunta usa Mateus 5,17-18 para afirmar que Jesus não veio para abolir a lei e os profetas, fazendo ele ligação desta palavra com as leis do antigo testamento, mas será isso que a Bíblia ensina? Vejamos

Em Mateus 7,12 Jesus diz que a lei e os profetas é fazer tudo o que quereis que os homens vos façam,

Mas segundo a Bíblia em que se resume a Lei e os Profetas? vejamos Mateus 22,37-40 “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Nestes dois mandamentos se resumem toda a lei e os profetas.

Resumindo: A lei e os profetas é fazer aos outros tudo o que quereis que os outros vos façam (Mateus 7,12) e isto se resume em Amar a Deus sobre todas as coisas e amar o próximo como a ti mesmo (Mateus 22,37-40)

Agora falando sobre o Decálogo que são os 10 mandamentos de Deus escrito nas tabuas da lei de Moisés.

A passagem dos mandamentos no Êxodo contém mais que dez afirmações, totalizando 14 ou 15 no total. Enquanto a própria Bíblia ensina a contagem de “10” Várias religiões dividem os mandamentos de modo diferente, vale lembrar agora que o que conhecemos por capítulos e versículos não existia antes de 1220dc que foi quando um arcebispo da Igreja católica teve a ideia de dividir a bíblia em capítulos, mas tarde em 1528dc é que foi atribuído versículos na Bíblia. Assim sendo não podemos afirmar que um versículo é um mandamento ou outro porque isso não existia antes de 1528dc

Nós católicos dividimos os mandamentos do decálogo da seguinte forma:

Êxodo 20,3-6 Como o Primeiro mandamento (Não terás outro Deus alem de mim e não farás Imagem esculpida deles…)

Êxodo 20,7-8 Como o Segundo mandamento (Não pronunciar o nome de Deus em vão)

Êxodo 20,8-11 Como o Terceiro mandamento (Guardar o Sábado)

Êxodo 20,12 Como o Quarto mandamento (Honrar pai e mãe)

Êxodo 20,13 Como o Quinto mandamento (Não matarás)

Êxodo 20,14 Como o Sexto mandamento (Não adulterarás)

Êxodo 20,15 Como o Sétimo mandamento (Não furtarás)

Êxodo 20,16 Como o Oitavo mandamento (Não levantarás falso testemunho = Não mentir)

Êxodo 20,17 Como o Nono mandamento (Não cobiçarás a casa do teu próximo)

Êxodo 20,17 Como o Décimo mandamento (não cobiçarás a mulher do teu próximo)

Sobre o primeiro mandamento as imagens esculpidas ali proibidas somente se refere a falsos deuses (Ídolos), pois na Passagem de Êxodo 25,18 Deus manda fazer duas imagens esculpidas em cima da arca da Aliança. Deus também manda fazer uma imagem esculpida em Números 21,8 também no templo de Salomão havia imagens esculpidas de leões e bois etc… 1 Reis 7,29

A fórmula catequética é que se amares a Deus sobre todas as coisas jamais terás outro deus alem dele e também jamais fará uma imagem de esculturas destes deuses e muito menos lhes prestaras culto.

Jesus Cristo em Marcos 12,30 afirmou esta mudança “Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento”.

 Sobre o Terceiro mandamento, Não guardamos o Sábado porque Jesus não guardava o sábado, em Colossenses 2,16-17

A bíblia diz “Não permitam que ninguém os julgue pelo que vocês comem ou bebem, ou com relação a alguma festividade religiosa ou à celebração das luas novas ou dos dias de SÁBADO. Estas coisas são sombras do que haveria de vir; a realidade, porém, encontra-se em Cristo. ” Em João 5,16 ” por esta causa os judeus perseguiram a Jesus, e procuravam matá-lo, porque fazia estas coisas no sábado. “

Também porque o vocábulo sábado, na Bíblia, vem da palavra shabbath e significa repouso, descanso, etc. Na nossa língua, o sétimo dia da semana chama-se sábado, mas isto não ocorre em todas as línguas. Em alemão, por exemplo, o sétimo dia da semana chama-se sonnabend (véspera do sol) ou samstag (dia de Saturno). Em francês chama-se samedi (dia de Saturno). Em inglês, saturday (dia de Saturno). Logo, o sétimo dia e sábado não são a mesma coisa. O que a Lei ordena é a guarda de um dia de descanso por semana. E isto nós guardamos. Quando guardamos o domingo, estamos cumprindo o 3 Mandamento. O calendário dos judeus lhes foi dado na saída do Egito (Ex 12.2). Os crentes em Cristo não estão obrigados a guardar o mesmo dia da semana, que os judeus guardavam e muitos ainda guardam. Guardando o domingo, não estamos quebrando o 3º Mandamento.

Por que guardamos o domingo e não o sábado?

Guardamos o domingo porque Jesus ressuscitou no domingo fazendo-nos novas criaturas (2 Coríntios 5,17)

Também porque o espírito santo desceu sobre os apóstolos em um domingo (At 2.1-4)

Guardamos o domingo por amor a Jesus Cristo que ressuscitou neste dia.

Então a formula catequética do terceiro mandamento ficou como sendo para guardar o Domingo por amor a Jesus Cristo, a igreja jamais quis com isso alterar o Decálogo, a igreja Católica nunca disse Não guardem o sábado, apenas não guardamos porque a realidade agora é Cristo. Colossenses 2,17

 
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