Inclinação profunda durante a Profissão de Fé

Vamos discutir sobre uma rubrica do Missal Romano que não é muito praticada em alguns lugares, a maioria das pessoas não devem saber e algumas dioceses não encorajam os fiéis a fazer. Estou falando da inclinação profunda durante a Profissão de Fé.

Primeiro, vamos entender o significado da inclinação:

  • Inclinação de cabeça: deve ser feita, entre alguns outros momentos, quando é dito o nome da Virgem Maria nas Orações Eucarísticas.
  • Inclinação de corpo ou Inclinação profunda: deve ser feita para o altar, durante o Credo às palavras “E se encarnou…”.

Pela inclinação se manifesta a reverência e a honra que se atribuem às próprias pessoas ou aos seus símbolos. (IGMR 275)


Então vamos ao significado da Profissão de Fé (ou Credo ou Símbolo):

O Símbolo ou Profissão de Fé tem por objetivo levar todo o povo reunido a responder à palavra de Deus anunciada da Sagrada Escritura e explicada pela homilia, bem como, proclamando a regra da Fé através de fórmula aprovada para o uso litúrgico, recordar e professar os grandes mistérios da Fé, antes de iniciar sua celebração na Eucaristia.
IGMR 67Segundo a IGMR o Credo :
Deve ser usado em todos os domingos, solenidades e celebrações de caráter mais especial;
Pode ser cantado (pelo sacerdote junto com o povo, em uma só voz ou em dois coros alternados) ou apenas recitado.

Então, qual o momento em que devemos fazer a reverência?

No Símbolo Niceno-Constantinopolitano:
“E por nós homens e para nossa salvação, desceu dos céus: E SE ENCARNOU PELO ESPÍRITO SANTO, NO SEIO DA VIRGEM MARIA, E SE FEZ HOMEM”.

No Símbolo dos Apóstolos:
“E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, QUE FOI CONCEBIDO PELO PODER DO ESPÍRITO SANTO, NASCEU DA VIRGEM MARIA”.

É durante as partes sublinhadas que devemos fazer a inclinação.

Deus quis assemelhar-se a nós inclusive em sua natureza (que é divina) e mandou seu Filho para se encarnar pelo Espírito Santo entre os homens, no seio da Virgem Maria. Diante de tão grande mistério realizado para dar-se início à nossa salvação, devemos uma reverência durante a Missa.

Solenidades da Anunciação do Senhor e Natal do Senhor

Nas Solenidades da Anunciação do Senhor (25 de março) e do Natal do Senhor (nas missas da Vigília, da Noite, da aurora e do Dia), recita-se o Símbolo Niceno-Constantinopolitano e, no mesmo momento citado acima, às palavras “E SE ENCARNOU” todos ajoelham-se e ficam por um instante em silêncio, reverente ao mistério da Encarnação. Em seguida, ainda de joelhos, prosseguem até as palavras “E SE FEZ HOMEM”, então se levantam e prosseguem.

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Sinal da Cruz

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

A liturgia usa muito a linguagem dos sinais, dos gestos e das posições. Geralmente utiliza-se dos cinco sentidos para melhor celebrá-la (Visão, Audição, Tato, Olfato e Paladar). O primeiro sinal, o mais importante e o mais conhecido é o Sinal da Cruz. Já no catecismo da Primeira Comunhão aprendemos que o Sinal da Cruz é o sinal do Cristão.

O Sinal da Cruz é riquíssimo em significado. Por Ele expressamos, anunciamos três verdades ou dogmas fundamentais da nossa religião: o Dogma da Santíssima Trindade, da Encarnação e da Morte de Jesus Cristo. Quando você diz: “em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, você está proclamando o Mistério da Santíssima Trindade. Quando você leva a testa as pontas do dedo da mão direita aberta, dizendo”: “Em nome do Pai”… você desse com a mão na vertical e toca na altura do estômago continuando: “…e do Filho”, você está indicando o mistério da Encarnação: o Filho de Deus desceu ao seio da virgem Maria. Depois, levando a mão direita para o ombro esquerdo (e do Espírito…”) você completa a cruz tocando o ombro direito (“…Santo…”), você está indicando a morte de Jesus na Cruz.

Mas, veja bem: Jesus morreu numa cruz e a cruz é formada por uma haste vertical e uma haste horizontal, não é? O sinal da cruz de muita gente parece mais um espanador ou coisa que o valha . o indivíduo dá uma “espanada”, umas “voltinhas” com a mão direita na frente do peito, depois de ter dado uma apontada com o indicador para cima… mas do que um sinal é um trejeito da Cruz. E depois termina dando um beijinho nos dedos; ou, se quiser, um tapinha na boca. Olhe Cristo não morreu pregado num espanador, mas numa Cruz.

Façamos o sinal da cruz com a mão direita aberta, toque a testa com a ponta dos dedos, dizendo: “Em nome do Pai …” desça em linha vertical até a altura do estômago: “…e do Filho…” leve a mão ao ombro esquerdo: “…e do Espírito…”, leve a mão ao ombro direito e conclua: “Santo. Amém”. E não precisa dar o “tapinha na boca” nem beijar os dedos. Devemos sempre através de nosso exemplo de Cristãos autênticos buscar corrigir nossos irmãos que ainda não conhecem e ensiná-los o significado importantíssimo do sinal da cruz, usando-o é claro, o bom senso para não ferir nem magoar ninguém. Sinal este que hoje, muitas vezes, passa despercebido seu verdadeiro significado.

Existe uma grande probabilidade de que o sinal da cruz seja de origem apostólica. São Basílio de Cesareia diz no seu tratado sobre o Espírito Santo que existem várias tradições que foram recebidas dos apóstolos que não estão escritas nas Sagradas Escrituras. E diz mais: “para relembrar o que vem primeiro e é mais comum, quem ensinou por escrito a assinalar com o sinal da cruz aqueles que esperam em Nosso Senhor Jesus Cristo?” ou seja, o sinal da cruz, no século IV, já era tido como de origem apostólica.

“Em cada caminhada e movimento, em cada entrada e saída, no vestir, no calçar, no banho, no estar à mesa, no acender as luzes, no deitar, no sentar, no lidar com qualquer ocupação, marcamos a testa com o sinal [da cruz].” 

Persignação

Nós cristãos temos este belo costume de persignar-se, ato ou efeito de benzer-se, fazendo três cruzes com o dedo polegar da mão direita, uma na testa outra na boca e outra no peito. Existe uma piedosa explicação que nos diz que a cruz na testa é para Deus nos livrar dos maus pensamentos; na boca, para nos livrar das más palavras; e, no peito, para nos livrar das más ações. Mas existe um sentindo Litúrgicomais abrangente e expressivo para o verdadeiro cristão autêntico na fé e na boa nova do Evangelho: A cruz na testa, lembra que o Evangelho deve ser entendido, estudado, conhecido; a cruz nos lábios lembra que o evangelho deve ser proclamado, anunciado (missão de todo cristão); e a cruz no peito, à altura do coração, nos indica que o evangelho, acima de tudo, deve ser vivido, pregado e testemunhado por todos os que acreditam que Cristo ressuscitou. Também o Cristão que for fazer a proclamação e leitura da Boa Nova, deve fazer a cruz na leitura do Evangelho a ser lido, indicando com isso que cada palavra pronunciada seja um despertar para cada cristão ser luz e sal para o mundo.

O momento em que geralmente fazemos o persignar-se é na liturgia da palavra, quando nos preparamos para ouvir a Palavra de Deus. Devemos com isso também estarmos de Pé, indicando com essa posição, que estamos prontos para seguir, dispostos a marchar com Jesus para onde Ele nos levar.

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Como a Liturgia das Horas é composta?

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Individualmente ou em comunidade, inicia-se a oração com o invitatório: “Abri, Senhor, os meus lábios: E a minha boca anunciará o vosso louvor”.

Após a reforma de Concílio Vaticano II, as horas canônicas são:

– Ofício das Leituras, para ser recitado de madrugada; contudo, reconhecendo as necessidades de adaptação do homem moderno, a Igreja diz que pode ser recitado ao longo do dia, desde que se mantenha o caráter de vigília.

– Laudes ou Oração da Manhã, que é uma oração de louvor dado a Deus pela vida recebida. Atualmente composta de um Salmo, um hino do Antigo Testamento e um Salmo de louvor, de onde provém o nome. Existem alguns outros elementos nessa oração, mas o coração é este mencionado. É nesta hora canônica que se recita o Benedictus ou o Cântico de Zacarias.

– Hora média, que pode se desdobrar em mais três: tércia, próxima das 9h, sexta, próxima do meio dia, e noa, próxima das 15h. Elas podem ser recitadas como sendo uma só, para não multiplicar excessivamente os horários canônicos.

– Vésperas ou Oração da Tarde, composta por dois Salmos e um hino do Novo Testamento. Recita-se nessa hora o Magnificat, que é o Cântico de Nossa Senhora.

– Completas ou Oração da Noite, composta por um Salmo e o hino de Simeão.

Segundo a própria Instrução Geral sobre a Liturgia das Horas, as Laudes e as Vésperas são as duas principais das orações para serem rezadas em Comunidade e seguem basicamente a mesma estrutura:

HINO – As orações começam com os hinos, que dão uma tonalidade própria a cada hora canônica.
SALMODIA – Em seguida, se recitam salmos, de acordo com a liturgia daquele dia ou hora.
LEITURA – Após, segue-se uma leitura da Sagrada Escritura, que pode ser breve ou longa. Se a oração estiver sendo rezada com o povo, pode haver uma breve homilia.
RESPONSÓRIO – Agora segue-se o canto responsorial ou responsório breve.
CÂNTICO EVANGÉLICO – Se é Laudes ou outra hora, reza-se o Benedictus, o cântico de Zacarias. Se é nas Vésperas, é o cântico de Nossa Senhora, o Magnificat. As antífonas de Benedictus e de Magnificatvariam conforme o dia, o tempo litúrgico ou a festa.
Após, seguem as Preces, a Oração do Pai Nosso e a Oração Conclusiva.

Uma particularidade para o Ofício de Leituras

O Ofício das Leituras quer dar ao povo, e muito especialmente aos que estão consagrados ao Senhor, uma meditação mais rica da Sagrada Escritura e das mais belas páginas dos autores espirituais (cf. Instrução, n°55). Existem aqui duas leituras, intercalando-se com salmos responsoriais. A primeira, tirada da Bíblia; a segunda, das obras dos Padres ou dos Escritores eclesiásticos, ou então uma leitura hagiográfica (dos textos sagrados). Nos domingos fora da Quaresma, nos dias dentro das oitavas da Páscoa e do Natal, nas solenidades e festas, após a segunda leitura com seu responsório, diz-se o hino Te Deum.

Uma particularidade para as Vésperas

Após a oração inicial, pode ser feito um tempo de exame de consciência e logo após se passa ao Hino. Depois da salmodia, há uma leitura breve e a seguir, diz-se o cântico evangélico Nunc dimíttis (Cântico de Simeão), com a respectiva antífona. Este cântico é, de certo modo, o ponto culminante de toda esta Hora litúrgica. E termina-se com uma das antífonas de Nossa Senhora. No tempo pascal, diz-se sempre Regina Caeli (Salve Rainha do Céu).

Gestos e posições na celebração comunitária

– Todos os participantes estão de pé:
a) durante a introdução ao Ofício e versículo introdutório de cada Hora;
b) durante o hino;
c) durante o cântico evangélico;
d) durante as preces, oração dominical e oração conclusiva.

– Todos escutam sentados as leituras, menos o Evangelho.

– Durante os salmos e cânticos, com suas antífonas, a assembleia pode estar sentada ou de pé, conforme o costume.

– Todos fazem o sinal da cruz, da fronte ao peito e do ombro esquerdo ao direito:
a) no princípio das Horas, quando se diz: Vinde, ó Deus, em meu auxílio;
b) ao começar os cânticos evangélicos, Benedictus, Magnificat, Nunc dimíttis.

– Faz-se o sinal da cruz sobre os lábios, no princípio do Invitatório, às palavras Abri, Senhor, os meus lábios.


Como vimos, a oração da Liturgia das Horas tem como único objetivo nos levar à santidade. Através dela podemos permanecer unidos a Cristo ao longo do dia, junto com toda a Santa Igreja. É um meio muito útil para santificar nosso dia e nossas ações.

Pode parecer longa e cansativa, mas faça o seguinte: quando for rezar a Liturgia das Horas, ofereça por alguma intenção, ou pense que está rezando por toda a Igreja que precisa, por aqueles que queriam poder rezá-la e não podem.

No próximo post, continuaremos a falar sobre a vida de oração. Vamos falar um pouco sobre os tipos de oração e o que a Igreja e os santos nos ensinam sobre eles. Até a próxima!

Fontes:
Instrução Geral sobre a Liturgia das Horas. Encontre aqui em pdf.
⦁ Site do Padre Paulo Ricardo.


Por Thiago Silva

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Rock católico, Cristoteca, Balada Santa – Coisas de Deus ou armadilhas de satanás?

É missão dos bispos, padres, comunidades e grupos católicos conduzir todo o povo ao conhecimento e vivência da verdade, para que perseverando na comunhão com Cristo neste mundo mereçam a felicidade eterna. Entretanto é muito triste constatar que a apostasia atingiu a maior parte da Igreja. Muitos padres e bispos perderam a pureza da fé, e por isso a maior parte do povo tem vivido uma farsa e não a verdade do Evangelho como é ensinado pela Santa Igreja. Eventos como “balada santa”, “cristoteca”, “barzinho de Jesus”, são frutos podres dessa grande apostasia. Aliás, é preciso alertar a todos que este nome “cristoteca” é um nome blasfemo, pois pretende ajuntar o Santíssimo nome de Jesus Cristo a este outro nome que designa um evento digno do inferno. Se quisessem ser verdadeiros chamariam estes eventos de “diaboteca”, “capetoteca” ou “infernoteca”, pois conduzem ao pecado.

“O rock é uma expressão básica das paixões, que em grandes platéias pode assumir características de um culto anti-cristão. Portanto, não se pode pretender tornar pessoas cristãs com um som que é anti-cristão”.

Papa Bento XVI

Os jovens que ali estão não se importam nem um pouco se as letras das músicas falam de Jesus ou Maria, o que importa é o ritmo, o clima de baderna e loucura e a sensação de se poder fazer o que der na “telha”… A juventude tem sido enganada! Aqueles que deveriam pastoreá-la e conduzí-la ao Céu a tem entregue aos lobos. Os padres, bispos, comunidades e grupos católicos que promovem tais eventos, os apoiam ou os permitem estão na contramão do Evangelho e portanto em contradição com Cristo. Por isso já dizia Nossa Senhora em Garabandal: ”Muitos padres, bispos e cardeais estão ao caminho do inferno e a arrastar muitos consigo”.

Que Deus tenha misericórdia de nós e que a verdade prevaleça.

Evidentemente que muitas pessoas que promovem tais eventos ou deles participam fazem com boa vontade, pensando ser um meio eficiente para evangelizar os jovens, mas é preciso dizer-lhes que é um erro, pois mesmo que se atraem alguns, em geral, estes saíram com a mesma facilidade com que entraram, porém com o agravante de que terão recebido uma imagem muito distorcida do que é a Igreja, sem contar a contribuição enorme que tais eventos darão para tornarem aceitáveis as discotecas, boates e demais eventos mundanos que arrastam tantos jovens para o pecado e para a auto-destruição. São João Maria Vianney, o declarado pela Igreja modelo e padroeiro de todos os padres dizia que: “quando uma pessoa entra em um baile, o seu anjo da guarda fica do lado de fora e quem assume o seu lugar é uma espécie de “demônio da guarda”. Assim, em pouco tempo, naquele ambiente, os demônios serão tão numerosos quanto são os bailarinos”.

Ao invés de introduzir nossa juventude no espírito do mundo e do pecado, esforcemo-nos por ensiná-las o valor da graça de Deus, a beleza da amizade com Cristo, a alegria empolgante do desafio de ser um autêntico cristão renunciando o pecado e a si mesmo para ter a liberdade necessária para amar de verdade.

Pe. Rodrigo Maria

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A Missa Explicada

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A Missa, ou Celebração Eucarística, é um ato solene com que os católicos celebram o sacrifício de Jesus Cristo na cruz, recordando a Última Ceia.

A nossa refeição reúne em torno da mesa pessoas os que se querem bem – é um momento de partilha, de confraternização, de amizade.

Há dois mil anos também era assim. E foi uma ceia que Jesus escolheu para reunir os Seus apóstolos durante a Páscoa do ano da Sua morte. Com certeza Jesus queria um ambiente de confraternização e cordialidade para este encontro que, só Ele sabia, seria o último  a reunir o grupo todo.

Normalmente, aquela ceia seguiria o ritual das ceias cultuais judaicas. No início o hospedeiro tomava um pedaço de pão, erguia um palmo acima da mesa e dizia uma breve oração antes de dividir o pão com todos. E na Páscoa, para assegurar as graças divinas, a ceia incluía o sacrifício de um cordeiro.

Mas, desta vez, no início, Jesus tomou o pão, partiu-o e, em vez da oração convencional, disse: “Tomai e comei. Isto é o Meu Corpo que será entregue por vós”.

Pronunciando aquelas palavras, Jesus punha-Se no lugar do cordeiro sacrificado habitualmente, e os pedaços do pão que distribuía eram o Seu corpo – que brevemente, pelo sacrifício na cruz, seria entregue para a salvação de toda a  humanidade.

No fim da ceia Jesus tomou o cálice com vinho e abençoou-o, dizendo: “Bebei dele todos; isto é o meu sangue, o sangue da Nova e eterna Aliança, que será derramado por vós e por todos, para remissão de pecados”.

Ao dizer Nova Aliança (o mesmo que Novo Testamento), Jesus quis demonstrar que não valia mais a Antiga Aliança (ou Antigo Testamento) pela qual Deus havia escolhido apenas Israel para ser o Seu povo. A Nova Aliança estabelecia uma nova relação entre Deus e os homens. Com ela, não apenas Israel mas todos os povos seriam chamados a ser filhos de Deus.

E, para deixar esta mudança marcada no coração dos homens de uma forma especial, Jesus terminou dizendo: “Fazei isto em memória de mim”.

Assim foi instituído o sacramento da Eucaristia, que é o ritual central da Missa e a memória da paixão de Cristo. Neste ritual, através da comunhão mostramos a nossa gratidão por poder partilhar a presença do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

O ritual da Missa justamente revive todos os momentos daquela memorável refeição com o mesmo sentido de fraternidade. São quatro partes ou momentos bem distintos.
A primeira parte da Missa, os Ritos Iniciais, marca a chegada e a reunião de todos os convidados em volta da mesa.
Segue-se uma animada conversa entre amigos que se encontram: é a segunda parte, a Liturgia da Palavra, o alimento espiritual, a palavra de Deus – a Boa Nova que Jesus sempre pregava.
A terceira parte é o momento central de toda a ceia – todos vão alimentar-se.                    
É a Liturgia Eucarística, o coração da Missa. Ela revive o mistério pascal de Cristo, isto é, a Sua morte e ressurreição.
Com a consagração feita sobre o altar, a hóstia adquire as propriedades do corpo de Jesus.
E como fizeram os apóstolos naquela ceia, os fiéis também tomam o seu alimento sólido (o pão, agora em forma de hóstia), e podem tomar o vinho, o seu alimento líquido (em muitas ocasiões o celebrante imerge a hóstia no cálice de vinho antes de a oferecer ao fiel).
A Eucaristia recorda este momento de comunhão. Na Eucaristia os fiéis ressurgem com Cristo para uma nova existência.
Encerrando a Ceia, a bênção e a despedida dos Ritos Finais têm o mesmo sentido  da bênção dada por Jesus a seus discípulos após Sua ressurreição: neste momento Jesus enviava-os a apregoar pelo mundo a palavra de Deus.
A primeira parte da Missa também é chamada “Missa dos Catecúmenos” (ou seja, Missa das pessoas que estão a ser preparadas para receber o batismo).
Os Ritos Iniciais são uma introdução para a Missa que vai ser celebrada. O objetivo é fazer com que os fiéis se preparem para comungar ideias e sentimentos.
Aqui inicia-se uma dupla comunhão: uma comunhão com Deus e uma comunhão com os outros membros da comunidade.
Os Ritos  Iniciais são:

» Antífona da Entrada
» Saudação

» Ato Penitencial
» Senhor
» Glória
» Oração do Dia
A Missa começa com a assembleia, de pé, saudando a chegada do celebrante e dos ministros com o Canto de Entrada, o primeiro dos três cânticos tradicionais na liturgia (os outros dois cânticos tradicionais são o Senhor e o Glória).
Chegando ao presbitério, o celebrante e os ministros saúdam o altar e todos fazem o sinal da cruz. É importante notar que a assembleia não se reúne em seu próprio nome, mas em nome da Santíssima Trindade. Fazer o sinal da cruz significa dizer: “Nós nos reunimos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.
Depois da saudação, é usual o celebrante dizer algumas palavras sobre a Missa do dia.
Em seguida, o celebrante convida os fiéis a uma confissão geral e conclui com a absolvição.
Aqui não se trata de uma confissão regular, mas apenas de uma forma de os fiéis tomarem consciência da sua condição de pecadores. Na medida em que a pessoa reconhece a sua pequenez, a sua condição de pecador, Deus pode vir-lhe ao encontro com a Sua graça.
Este reconhecimento pode ser feito por uma oração (“eu pecador, me confesso…”) pela leitura de versículos bíblicos (“Tende compaixão de nós, Senhor”) ou por uma ladainha.
“Senhor”, a ladainha que vem em seguida, é o segundo cântico tradicional na liturgia.
A designação “Senhor” é uma redução de “Senhor, tende piedade”, que em grego se diz Kyrie eleison. Por isso esta parte da Missa também é chamada de Kyrie.
Nesta ladainha “Senhor, tende piedade de nós”, os fiéis aclamam o Senhor e imploram a Sua misericórdia.
Nos domingos fora do Advento e da Quaresma, em solenidades, em festas e celebrações mais solenes os ritos iniciais incluem o Glória, hino cantado ou recitado por todos.
O Glória é uma espécie de salmo composto pela Igreja e representa um solene ato de louvor ao Pai e ao Filho.

O celebrante diz “Oremos” e faz um minuto de silêncio para que todos sintam bem a presença de Deus e formulem interiormente os seus pedidos.

O rito de entrada encerra com a Oração do Dia, ou Colecta, que consiste numa súplica colectiva (daí o nome Colecta) a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo.
A Oração do Dia tem sempre três elementos: a invocação dirigida a Deus, um pedido que se faz e a finalidade do pedido
Durante as refeições as pessoas conversam, relatam acontecimentos. Toda a conversa é sempre um enriquecimento espiritual, e na Missa também é assim.
A Liturgia da Palavra é o alimento espiritual nesta ceia que a Missa reproduz. É a catequese, o ensinamento dos mistérios que são o fundamento da fé.
Na Missa, os fiéis vão participar da Eucaristia, instituída por Jesus há mais de 2.000 anos.
Por isso, se as pessoas entenderem o que Jesus e os apóstolos pensavam naquele momento fica mais fácil entender os motivos que levaram Jesus ao sacrifício na cruz. É isso que as leituras procuram fazer.

Os atos da Liturgia da Palavra são:


» Primeira Leitura
» Salmo Responsorial
» Segunda Leitura
» Aclamação ao Evangelho
» Evangelho
» Homilia
» Profissão de Fé
» Oração Universal
Os fiéis sentam-se para ouvir primeiro a Palavra de Deus revelada pela Primeira Leitura, que é a leitura de um trecho do Antigo Testamento e que, nos dias de semana, pode ser também um trecho das Epístolas dos apóstolos ou do Apocalipse (No tempo Pascal a leitura é dos Atos dos Apóstolos). Estes escritos ajudam a compreender melhor a missão e os ensinamentos de Jesus, que o Novo Testamento nos apresenta.
Os fiéis declaram aceitar a Palavra que acabaram de ouvir dizendo em seguida o Salmo Responsorial.
A Segunda Leitura é reservada para os domingos e dias festivos da Igreja. Esta leitura é feita das Epístolas ou dos Actos dos Apóstolos, ou do Apocalipse.
A Segunda Leitura procura ter sempre alguma relação com o texto da Primeira, tornando mais fácil compreender a mensagem apresentada.
Terminada a Segunda Leitura, os fiéis levantam-se para aclamar “Aleluia!” Chegou um momento muito importante e de grande alegria: eles irão ouvir a Palavra de Deus transmitida por Jesus Cristo. É a leitura do Evangelho.
O Evangelho é, de fato, o ponto alto da Liturgia da Palavra. Jesus está presente através da Sua Palavra, como vai estar presente também depois, no pão e no vinho consagrados.
Completou-se a leitura dos textos bíblicos (as Leituras e o Evangelho). O celebrante explica, então, com as suas próprias palavras os fatos narrados nos textos.

Esta interpretação é a homilia, uma pregação pela qual ele traduz e aplica a Palavra de Deus aos nossos dias.
A homilia é obrigatória aos domingos e nas festas de preceito, e recomendável nos demais dias.
Depois de ouvir a Palavra de Deus, de novo de pé, os fiéis fazem uma declaração pública de que acreditam nas verdades ensinadas por Jesus. Isto é, reafirmam que estão, todos, unidos pela mesma crença num só Deus, o Deus que lhes foi revelando por Jesus.
Esta declaração é o Credo: “Creio em Deus Pai…”
Os fiéis reafirmaram a sua crença. Então dirigem-se em conjunto a Deus dizendo os seus anseios, necessidades e esperanças através da oração dos Fiéis ou oração Universal que alguém recita e onde, a cada pedido, os fiéis suplicam: “Senhor, escutai a nossa prece!”, ou outra.
É quando se pede pela Igreja, pelos que sofrem, pelas necessidades do país, pelas necessidades da comunidade onde se realiza a Missa, etc.
A celebração eucarística é o supremo e mais belo ritual da Missa, reproduzindo com delicadeza o acontecimento central da Última Ceia, quando Jesus instituiu a Eucaristia.
A Missa recorda este momento com o Ofertório, a Oração Eucarística e a Comunhão.
 Os atos da Liturgia Eucarística são:
» Preparação das Oferendas
» Oração sobre as Oferendas
» Oração Eucarística
    Prefácio
Santo
Oração Eucarística

» Ritos da Comunhão
    Pai Nosso
Abraço da Paz
Fracção do Pão
Cordeiro de Deus
Comunhão
Jesus é a Vítima do Sacrifício que se vai realizar sobre o altar. Ali são preparados para o Sacrifício o pão e o vinho, que depois de consagrados se transformam no Corpo e no Sangue de Jesus. Durante a preparação os fiéis permanecem sentados.
O celebrante vai para a frente do altar e recebe as ofertas trazidas em procissão. Pão e vinho e outras ofertas, frutos do trabalho do homem, são apresentados ao altar simbolizando o oferecimento que os fiéis fazem a Deus das suas vidas, cheios de gratidão por todas as graças recebidas. (Por isso esta parte da Missa também é conhecida como Ofertório.)
Entregues as oferendas, de novo de pé, os fiéis atendem à convocação do celebrante (“Orai, irmãos e irmãs…”) e pedem a Deus que aceite o sacrifício que elas representam: “Receba o Senhor por tuas mãos (as mãos do celebrante) este sacrifício, para glória do Seu nome…”
O acólito derrama um pouco de água sobre os dedos do celebrante enquanto este diz em voz baixa a oração do Lavabo: “Lavai-me, Senhor, da minha iniquidade e purificai-me do meu pecado”.
Em seguida, o celebrante toma as oferendas – pão e vinho – e oferece-as a Deus (“Acolhei, ó Deus, as preces dos vossos fiéis…”).
Os fiéis ajoelham-se, o celebrante estende as mãos sobre o pão e o vinho e pede ao Espírito Santo que os transforme no Corpo e no Sangue de Jesus (“Santificai, pois, estas oferendas…”).
O momento da Consagração é descritivo da Última Ceia. O celebrante relembra e repete os mesmos gestos de Jesus, obedecendo à Sua ordem (“Fazei isto em memória de mim”).
Ergue a hóstia oferecendo-a à consagração. Em seguida ergue o cálice oferecendo o vinho igualmente à consagração.
Acontece a transubstanciação. Pão e vinho adquirem as propriedades do Corpo e do Sangue de Jesus.
A Eucaristia é o Sacramento da presença de Jesus ressuscitado.  A assembleia, de pé, reconhece isso, dizendo: “Toda a vez que comemos deste pão e bebemos deste cálice anunciamos, Senhor, a Vossa morte e proclamamos a Vossa ressurreição”.
O celebrante ainda ora pela Igreja Católica e pelas necessidades dela e termina esta parte, elevando o pão e o vinho num gesto de oferenda, com uma oração que resume todo o louvor da Oração Eucarística: “Por Cristo, com Cristo, em Cristo, toda a honra e toda a glória…”.
Os fiéis preparam-se para receber a comunhão, ou seja, preparam-se para receber o Corpo de Cristo e, com este gesto, comungar, partilhar dos mesmos sentimentos de amor e entrega a Deus que Jesus teve quando Se sacrificou por nós. E não pode haver comunhão com Cristo sem haver antes a comunhão entre irmãos.
Todos rezam, então, o Pai Nosso. E rezam com Jesus, falando com Deus pela boca de Seu Filho. Através desta oração, os membros da grande família presente à celebração reconhecem novamente a Deus como Pai e pedem a graça de poderem viver como verdadeiros filhos e de se amarem como verdadeiros irmãos em Cristo.
Paz é fruto da justiça. Paz é fruto da igualdade. Paz é tão necessária como o ar que respiramos. Quando quis dar aos Apóstolos o melhor de Si, Jesus disse-lhes: “Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz”.
O celebrante recorda esse momento e ora pedindo a Jesus que nos dê a mesma paz que Ele ofereceu aos Apóstolos. Os fiéis respondem: “Amém”, e com isto fazem suas as palavras do celebrante.
Os fiéis, que disseram a Jesus que querem viver na Paz de Deus, demonstram esta disposição com o abraço da paz.
Cumprimentam-se com um abraço ou um aperto de mão e um sorriso de cumplicidade e amizade. Afinal, estão todos à mesma mesa e vão tomar, juntos, a mesma Refeição. E só podem entrar em comunhão com Cristo e com Deus se estiverem em paz e em comunhão uns com os outros.
Agora o celebrante prepara-se para distribuir os alimentos consagrados. Parte a grande hóstia sobre a patena e coloca uma parte no cálice com vinho consagrado.
A fracção do pão significa que todos os fiéis vão participar no mesmo Alimento e o gesto de colocar parte da hóstia no cálice simboliza a união do pão e do vinho consagrados: uma vez consagrados, o pão e o vinho formam uma unidade, o Corpo vivo de Cristo, e recordam o mistério da ressurreição.
Antes de receber a comunhão, entretanto, os fiéis fazem ainda uma última confissão de humildade na oração do “Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo…”.
O celebrante comunga o Corpo de Cristo. Depois comunga o Sangue de Cristo. Em seguida distribui aos fiéis as hóstias consagradas.
Em ocasiões especiais, ou em pequenas comunidades, a Comunhão pode ser feita sob as duas formas, isto é, o sacerdote mergulha a hóstia no vinho antes de a oferecer ao comungante.
Este é o momento da grande comunhão dos fiéis com Deus, dos fiéis com Cristo, dos fiéis entre si. Os que comem do mesmo Pão passam a formar um só corpo com Cristo e devem ter a mesma disposição que Ele teve em fazer a vontade do Pai: fazer do mundo um reino de justiça e de paz como preparação para a vida eterna.
Ao receber a comunhão o fiel responde “Amém”, confirmando a sua fé em Cristo presente na Eucaristia e confirmando que, em Cristo, recebe a todos na sua vida e compromete-se a doar-se aos seus irmãos.
Finda a comunhão, enquanto se faz a purificação do cálice e da patena, os fiéis permanecem sentados e o celebrante reza em silêncio. Após um momento de profundo recolhimento, pede a Deus em nome de todos que faça frutificar a eucaristia que os uniu, renovando humildemente o pedido de poder participar plenamente da vida cristã.
A Missa encerra com a Bênção Final e  a exortação da Despedida.
Todos de pé, o celebrante ergue a mão e marca os fiéis com o sinal da cruz pedindo para
eles a bênção do Pai, do Filho e do Espírito Santo – e a comunidade expressa a sua alegria cantando uma vez mais.
Por fim, a assembleia é despedida.
O celebrante conclui dizendo: “Ide em paz, e o Senhor vos acompanhe”, com o mesmo sentido de libertar a assembleia para cumprir a missão que recebeu de levar aos povos a palavra de Deus.
Os convidados para a casa do Senhor saem de coração leve. Não vêem a sua presença na Missa como o cumprimento de um dever – sentem-se felizes e distinguidos porque Deus lhes
permitiu participar da Sua refeição.
A Missa oferece um enriquecimento do espírito cristão que os fiéis devem continuar a viver em casa, no trabalho, no lazer.
Os fiéis levam para o seio das suas famílias a vivência da Missa e contribuem para a Missa celebrando a família, que é o alicerce da sua Igreja
Fonte: Jam

 

 

 

 

 

 

 

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Bento XVI e a Liturgia

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Missa é outra coisa……

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