O Advento são as quatro semanas antes do Natal

 

Tempo do Advento: Tempo de espera, de preparação para a chegada de Jesus no Natal. Ele vem, essa é a nossa certeza.

Advento é um tempo em que devemos nos preparar para compreendermos a simplicidade desse grandioso acontecimento, a chegada de Jesus Menino. Devemos recebê-Lo com o coração limpo e repleto de amor, é o tempo de preparação do nosso coração e da nossa vida para recebermos Jesus que vai chegar no Presépio, na Noite de Natal e também deve chegar ao nosso coração, se não for assim, o Advento, a preparação não aconteceu de verdade.

O Advento está relacionado à espera pela chegada de Jesus Menino ao mundo.

O Tempo do Advento é tempo de esperança porque Cristo é a nossa esperança. Esperança na renovação de todas as coisas interiores.

Tempo determinado para a preparação da festa do nascimento de Jesus, que chega simples, pobre, sem ao menos um lugar humano, chega numa estrebaria, entre animais. O Grande Salvador da Humanidade, tão esperado e anunciado, nasce em um lugar escuro e rejeitado, não havia lugar para Ele nascer, para Ele ser acolhido.

O  Advento é tempo propício à conversão, tempo de lembrar que Jesus veio nos ensinar a Humildade, o despojamento de nossas vaidades, o esvaziamento do nosso ”eu”, precisamos olhar para a nossa pobreza, principalmente aquela que leva a confiar e depender inteiramente de Deus, que tem nEle a única riqueza, a única esperança de conversão de vida.

O Advento é tempo de libertação dos nossos pecados, libertação das nossas misérias, nossas fraquezas, um tempo de preparação do nosso coração para recebermos Jesus Menino, tempo de perdão e discreta alegria, onde os fiéis católicos esperam o nascimento de Jesus Cristo. É um momento de profunda reflexão e arrependimento, tempo de fazermos um verdadeiro exame de consciência, tempo de nos confessarmos, tempo de pedirmos perdão e nos perdoarmos, tempo que deve promover a reconciliação sincera, a Fraternidade e a Paz.

O Advento também é tempo propício à conversão

Na vida de todo cristão sempre é Natal, tempo de nos prepararmos para receber Jesus e caminharmos com Ele.

Advento, início do Ano Litúrgico: Para a Igreja Católica, no Advento inicia-se o Novo Ano Litúrgico.

O calendário da Igreja não coincide com o Ano Civil. Na Liturgia da Igreja estamos terminando um ano e em 03/12/2017 será celebrado o primeiro Domingo do Novo Ano Litúrgico, também chamado de “Primeiro Domingo do Advento.”

O primeiro Domingo do Advento é o início do calendário litúrgico da Igreja, que determina as comemorações que serão celebradas ao longo do Novo Ano, é um novo ciclo da Igreja em torno de Jesus Cristo, cujas comemorações principais são: Advento, (a espera pela chegada do Menino Jesus), Natal, (O Nascimento de Jesus), Epifania, (Manifestação de Jesus), Paixão, (Sofrimento e Morte na Cruz), Páscoa, (Ressurreição de Jesus), Ascensão, (Jesus ressuscitado é elevado ao Céu), e muitos outros eventos que completam o Ano Litúrgico.

Advento: Duração e Símbolos

De Domingo 03/12/2017 Até: Domingo 24/12/2017

 

Chegamos ao início de mais um ano litúrgico, o ano chamado A, dedicado ao estudo do Evangelho de São Mateus. Assim começamos o chamado tempo do Advento.

Advento que nos ensina a esperança. Esperamos Aquele que já está conosco, que está no meio de nós, por isso cantamos: “O Senhor Esteja Convosco! R. Ele Está no meio de nós!”.Realmente Jesus está no meio de nós, caminhando na história e sendo o início e o fim da vida humana.

Somos chamados neste novo ano a estudar, refletir e viver o Evangelho escrito pelo Evangelista Mateus. Com Mateus caminharemos neste ano chamado de Ano Litúrgico A.

Símbolos do Advento:

Coroa de Advento: A coroa de Advento é feita com ramos verdes, geralmente envolvida por uma fita vermelha e nela 4 velas são afixadas. Ela simboliza e comunica que naquela Igreja, casa, escritório ou qualquer espaço em que ela esteja vivem pessoas que se preparam com alegria para celebrar a vinda de Jesus ao mundo, o Natal.

O círculo da coroa: Simboliza a nova aliança de Deus com a humanidade. Círculo porque não tem início e nem fim. Esta nova aliança é celebrada no sacramento da Santa Ceia. Ao círculo da coroa pode ser relacionado também a coroa de espinhos colocada na cabeça de Jesus no Calvário, na semana em que foi crucificado, a nova aliança foi feita pelo Jesus negado e rejeitado, com humildade, obediência e doação.

Os ramos verdes: Os ramos mesmo cortados permanecem verdes por semanas: comunicam a esperança, uma esperança que leva a perseverança, uma entrega total da vida a Deus.

A fita vermelha: A cor vermelha na tradição litúrgica está ligada à cor do fogo e do sangue. Simboliza a cor da vida, do amor e ao mesmo tempo do derramamento do sangue, sacrifício. A nova aliança de Deus com a humanidade foi feita com amor, doação, sacrifício e trouxe a vida plena e eterna.

As quatro velas: Uma vela para cada domingo que antecede ao dia 25 de dezembro. As velas da coroa são acesas (a cada domingo mais uma), para iluminar a vigília do Advento, a preparação para vinda da Luz ao mundo. Simboliza que Jesus Cristo é a luz do mundo. Comunica a alegria da vida que vem de Deus, alegria que vai além dos limites que a vida no mundo impõe.

Celebrando o Tempo do Advento

Nas celebrações, a cor litúrgica é roxa, lembrando o convite de João Batista, que pede conversão, mudanças profundas na nossa vida: ”Preparem o caminho do Senhor, endireitem suas estradas.” (Lucas 3,4-6) As leituras bíblicas deste tempo apresentam a figura de Isaías, João Batista e Maria que são os modelos para nos preparar a vinda do Senhor.

Nessa caminhada do Advento, além de Isaías e João Batista, a Liturgia apresenta outra figura importante: Maria. O evangelho de Lucas narra a anunciação, quando Maria diz sim, ao convite de Deus e aceita ser mãe de Jesus que se encarna em seu seio e passa a “habitar entre nós”.

Maria é celebrada no dia 8 de dezembro, na festa de sua Imaculada Conceição. A Virgem Imaculada diz sim e vive o seu silencio na escuta do próprio Deus que chega. Do dia 17 a 24 de dezembro, a Liturgia nos marca bem a figura de Maria, a Mãe, a “cheia de graça”, a “bendita entre todas as mulheres”.

O Advento é tempo de oração da Igreja, que ora e suplica para que Cristo seja conhecido, respeitado e amado entre todos os povos, seja sinal de esperança e sinal de salvação para todos num mundo marcado por guerras, violências, divisões, incredulidades, soberba, auto-suficiência. O Advento é um tempo de espiritualidade que deve nos comprometer na tarefa pela construção de “Novos Tempos da Graça”.

A Igreja nos exorta a vivermos em vigília e oração, para que esse Tempo da Graça seja proveitoso para nós e para todos, realizando-se o que rezamos na Liturgia: “Ó céus, que chova sobre nós, que suas nuvens derramem a justiça. Abra-se a terra e brote para nós a salvação.”

Dayse Maria de Melo

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O Silêncio na Bíblia e na liturgia

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Acolho todos vocês com alegria para que possamos refletir um pouco mais sobre a nossa Sagrada Liturgia.

Gostaria de aproveitar este espaço para que possamos refletir sobre algo muito importante na Liturgia e que muitas vezes nós não respeitamos: O SILÊNCIO.

Vamos meditar nestes dias sobre: O SILÊNCIO = manifestação do Sagrado: na vida, na Bíblia e na liturgia.

“Se alguém me perguntasse onde começa a vida litúrgica, eu responderia: com o aprendizado do silêncio… esse silêncio é a condição primordial para toda a ação sagrada” (R. Guardini).

O Concílio Vaticano II dispensou renovada atenção ao silêncio como momento da ação litúrgica, porém, depois destes anos todos, nos alerta o Papa São João Paulo II: “após 40 anos de renovação litúrgica, chega-se a conclusão de que não se pode descuidar do silêncio na ação litúrgica” (Carta apostólica no 40º aniversário da Sacrosanctum Concilium, n 13).

Podemos perceber que um dos grandes desafios para as equipes de liturgia é, sem dúvida alguma, o cultivo da experiência do silêncio.

À medida que as equipes de liturgia foram percebendo que a liturgia era o “memorial da páscoa de Cristo e dos cristãos”, então passaram a uma liturgia mais alegre e festiva, com maior participação da assembléia nos cultos, expressões corporais, aclamações.

O grande problema é que o referencial passou a ser a linguagem da televisão, dos shows, com grande apelo ao emocional e à participação externa. Criou-se uma liturgia “barulhenta”, com instrumentos altos, que encobrem a voz da assembléia, muitos comentários longos e às vezes desnecessários, muitos gestos corporais, danças que não têm nada a ver com a liturgia celebrada.

A ação litúrgica pouco ou quase nada se diferencia do tumulto e da agitação do mundo. O silêncio quase não existe na ação litúrgica, não dá para perceber a passagem da vida diária à celebração litúrgica.

Convém fazer a diferenciação entre: silêncio de inércia e o silêncio comunitário. O silêncio de inércia aparece nas assembléias individualistas e informais. Não traz nenhum resultado comunitário, precisa desaparecer; enquanto que o silêncio comunitário é alimentado e preparado pelo canto e pela catequese para criar uma assembléia realmente comunitária e participativa. Já nos lembra a Introdução Geral da Liturgia das Horas que devemos evitar “introduzir um silêncio que deforme a estrutura do ofício, ou que ocasione aos participantes mal-estar ou tédio”. (n. 202)

Desta forma, nesta pequena reflexão, queremos meditar e ver como Deus se manifesta no silêncio, em nossa vida, na Bíblia e de um modo especial na liturgia.

SILÊNCIO NA BÍBLIA

Os grandes acontecimentos da história da salvação deram-se no silêncio da noite. “no princípio a Palavra era Deus” (João 1, 1). Mas esta forma de ser era “um mistério envolto em silêncio nos séculos eternos” (Romanos 16, 25) até revelar-se à pessoa humana.  Esse tempo de amadurecimento secreto da Palavra exprime no tempo pela predestinação dos eleitos: antes mesmo de lhes falar, Deus os conhece desde o seio materno: “antes de formar-te no seio de tua mãe, eu já contava contigo. Antes de saíres do ventre, eu te consagrei e fiz de ti profeta para as nações” (Jeremias 1, 5, cf Romanos 8,29).

Há outro silêncio de Deus, que parece não um mistério de amor, mas carregado de ira divina. Para inquietar seu povo pecador, Deus não fala mais por seus profetas: “grudarei tua língua ao céu da boca, para que fiques mudo e não possas ser para eles um acusador, pois são um bando de rebeldes” (Ezequiel 3, 26).

Por que, depois de ter falado tantas vezes e tão poderosamente, Deus se cala diante do triunfo da impiedade?: “teus olhos são tão puros que não podem ver o mal; tu consegues olhar para a injustiça. Por que, então, ficas olhando os velhacos e te calas quando um patife engole alguém mais correto que ele?” (Habacuc 1, 13). E não responde mais à oração de Jó?: “clamo por ti, e não me atendes. Insisto, e nem olhas para mim” (Jó 30, 20). E nem à do salmista?: “ó Deus, não fiques silencioso, não fiques calado e indiferente, ó Deus!” (Salmo 83, 2; 109, 1).

Para Israel que quer ouvir a voz de seu Deus, tal silêncio é:

  • CASTIGO: “porventura podes manter-te insensível diante de tudo isto? Ficarás calado, aumentando ainda mais a nossa humilhação?” (Isaías 64,11);
  • AFASTAMENTO DE SEU SENHOR: “viste, Senhor, não fiques mudo! Senhor, não fiques longe de mim!” (Salmo 35,22);
  • UM DECRETO DE MORTE: “Senhor, a ti elevo a minha voz: não fiques em silêncio, meu Deus, pois se não falas, sou como quem desceu à sepultura” (Salmo 28,1);
  • ANÚNCIO DO “SILÊNCIO” DO XEÔL, EM QUE DEUS E A PESSOA HUMANA NÃO SE FALAM MAIS: “não são os mortos que louvam o Senhor, nem os que descem à região do silêncio (xeôl)” (Salmo 115,17; 94,17).

Mas o diálogo não está definitivamente interrompido, porque o silêncio de Deus pode ser também um reflexo de sua paciência nos dias de infidelidade das pessoas: “de quem tens medo, que te impõe respeito, para mentires e não te lembrares mais de mim e nem te preocupares comigo? É porque eu fico quieto e como que alheio, que tu não me respeitas?” (Isaías 57, 11).

Tudo que é definido nasce e amadurece no silêncio: a vida, a morte, o além, a graça, o pecado (cf. Sabedoria 18, 14-16).

O silêncio é o novo nome de Deus. Penetra tudo, cria, conserva e sustém tudo, e ninguém percebe. Se não tivéssemos sua Palavra, e as evidências de seu amor, experimentadas todos os dias, diríamos que Deus é enigma. Deus é silêncio, desde sempre e para sempre. Opera silenciosamente na profundidade de nossa vida.

A graça de Deus atua em silêncio. Penetra silenciosamente nas entranhas complexas da natureza humana. Ninguém sabe como acontece.

SILÊNCIO NA LITURGIA

Vimos nas reflexões anteriores como a pessoa humana se encontra com Deus no silêncio e como Deus se manifesta à pessoa humana no silêncio.

Desta forma o silêncio é o esvaziamento do íntimo do ser, fazendo espaço para acolher o mistério, a palavra de Deus e dar tempo para que a Palavra tome forma no seio das pessoas e para ser dada à luz por boas obras. Vamos refletir como tudo isto pode ser vivido na liturgia.

O silêncio segundo a Sacrosanctum Concilium é um dos modos concretos da participação ativa dos fiéis na liturgia: “para promover a participação ativa, cuide-se de incentivar as aclamações dos fiéis, as respostas, a salmodia, as antífonas, os cânticos, bem como as ações, gestos e atitudes. Seja também observado, a seu tempo, o silêncio sagrado” (n 30).

A referência ao silêncio não estava contida no esquema original da constituição, foi acrescentada pela comissão em resposta ao desejo expresso na assembléia. A proposta foi apresentada por D. Paul Philippe.

Nos anos que antecederam ao Concílio Vaticano II, a necessidade e a função do silêncio na celebração litúrgica foram reafirmadas repetidamente.

Porém com a “febre” da participação ativa se entendia que o silêncio limitava bastante a voz e o gesto. Deixou-se de perceber que de acordo com a intensidade com que esse silêncio é vivido pode-se avaliar o grau de capacidade e de preparação dos fiéis na verdadeira participação.

O silêncio é o ápice da oração; é pela sua qualidade que se mede o esforço de participação.

1. ALGUNS TEXTOS PÓS CONCILIARES QUE FALAM DO SILÊNCIO

A Sacrosanctum Concilium, 10 colocando “que a liturgia é o cume onde converge toda a ação da Igreja e a fonte de onde brota e emana toda a sua força”, influenciou os diversos documentos e os livros litúrgicos da Igreja, principalmente no nº 30 que fala que “seja observado, a seu tempo o silêncio sagrado”.

Veremos aqui somente alguns livros litúrgicos que falam do silêncio:

RITUAL DE ORDENAÇÃO (RO)

“Em SILÊNCIO, o Bispo ordenante impõe as mãos sobre a cabeça do eleito. Depois dele, os outros Bispos, aproximando-se um após o outro impõem também as mãos ao eleito em silêncio” (n. 45) cf nº 317 (para os presbíteros) e nº 234 (para os diáconos).

RITUAL DO BATISMO DE CRIANÇAS (RBC)

“A sagrada celebração da Palavra de Deus… consta, pois da leitura de uma ou várias passagens da Sagrada Escritura, a homilia, seguida de um tempo de SILÊNCIO…” (n. 17).

RITUAL DAS EXÉQUIAS (RE)

“O rito (a última encomendação e despedida) é introduzido por uma monição do sacerdote, que explica o seu significado: seguem-se depois, alguns instantes de SILÊNCIO” (n. 10).

RITUAL DA UNÇÃO DOS ENFERMOS (RUE)

“O sacerdote, em SILÊNCIO, impõe as mãos sobre a cabeça do doente” (n. 74).

RITUAL DA PENITÊNCIA (RP)

Nos Ritos iniciais “o sacerdote saúda os fiéis… convida todos a orar e, depois de um momento de SILÊNCIO, conclui a oração” (n. 23).

Entre as leituras… “intercala-se um salmo apropriado, ou então um momento de SILÊNCIO, para que a Palavra de Deus seja bem assimilada e aceita interiormente” (n. 24).

“Terminada a homilia, será oportuno um tempo de SILÊNCIO para se realizar o exame de consciência e despertar a verdadeira contrição dos pecados” (n. 26).

RITUAL DA CONFIRMAÇÃO (RC)

Antes de impor as mãos sobre os crismandos, o bispo convida o povo para a oração e “todos rezam em SILÊNCIO” (n. 24).

RITUAL DO MATRIMÔNIO (RM)

Na benção nupcial, aquele que preside, de mãos postas convida a comunidade para a oração e “todos rezam em SILÊNCIO” (n. 104).

A SAGRADA COMUNHÃO E O CULTO DO MISTÉRIO EUCARÍSTICO FORA DA MISSA

“Para favorecer a oração interior usar-se-ão leituras da Sagrada Escritura com homilia ou breves exortações que despertem maior estima pelo mistério eucarístico. Convém ainda que os fiéis respondam à Palavra de Deus por meio do canto. É conveniente que em momentos apropriados se guarde um SILÊNCIO sagrado” (n. 95).

Antes da oração e da benção do Santíssimo Sacramento o ministro diz: oremos, e faz uma “PAUSA SILENCIOSA”, e continua a oração (n.98).

LITURGIA DAS HORAS (IGLH)

“Depois da leitura ou da homilia, julgando-se conveniente, poderá também ser observado o SILÊNCIO” (n. 48).

“Concluído o salmo e após certa pausa de SILÊNCIO, a oração resuma e conclua os sentimentos dos participantes” (n. 112).

“Nas preces… dirá a resposta… ou fará uma pausa de SILÊNCIO” (n. 193).

Baseado na Sacrosanctum Concilium 30, diz que: “haja ocasião de SILÊNCIO também na celebração da Liturgia das Horas” (n. 201).

“Para facilitar a ressonância do Espírito Santo… pode-se fazer SILÊNCIO após cada salmo, depois de repetida sua antífona…” (n.112).

“Na recitação a sós, haverá maior liberdade para demorar na meditação de alguma fórmula…” (n. 203).

DIRETÓRIO DAS MISSAS COM CRIANÇAS (DMC)

“… por isso o sagrado SILÊNCIO também tem sua importância na missa para crianças” (n. 22).

“Também nas missas para crianças o SILÊNCIO, como parte da celebração, há de ser guardado a seu tempo” (n. 37).

Entre as leituras cantar alguns versículos de salmo… “nada impede que um SILÊNCIO meditativo substitua o canto” (n. 46).

ORDO LECTIONUM MISSAE (ELENCO DAS LEITURAS DA MISSA) (OLM)

“A Liturgia da Palavra deve ser celebrada de tal maneira que favoreça a meditação; por isso deve-se evitar a pressa, que impede o recolhimento. O diálogo entre Deus e os homens, que se realiza com a ajuda do Espírito Santo, requer breves momentos de SILÊNCIO, adequados à assembléia presente, para que neles a Palavra de Deus seja acolhida interiormente e se prepare uma resposta, por meio da oração. Podem-se guardar estes momentos de SILÊNCIO, por exemplo, antes de comentar a Liturgia da Palavra, depois da 1ª e 2ª leituras, e ao terminar a homilia” (n.28).

INSTRUÇÃO GERAL SOBRE O MISSAL ROMANO (IGMR) 3ª EDIÇÃO TÍPICA – 2000

“Oportunamente como parte da celebração deve-se observar o SILÊNCIO sagrado A sua natureza depende do momento em que ocorre em cada celebração. Assim, no ato penitencial e após o convite à oração, cada fiel se recolhe; após uma leitura ou a homilia, meditam brevemente o que ouviram; após a comunhão, louvam a Deus no íntimo do coração” (n. 45).

O novo Missal Romano em sua terceira edição típica de 2000 deu um destaque muito grande ao SILÊNCIO. Vejam o que foi acrescentado:

“Convém que já antes da própria celebração se conserve o SILÊNCIO na igreja, na secretaria e mesmo nos lugares mais próximos, para que todos se disponham devota e devidamente para realizarem os sagrados mistérios” (n. 45);n. 56 retoma o que disse a OLM n. 28;

“Após a homilia convém observar um breve tempo de SILÊNCIO” (n. 66).

Devemos educar a comunidade para que todos estes momentos de SILÊNCIO, que vimos nos vários Livros Litúrgicos, sejam de autêntica atividade pessoal e não simplesmente momentos sem som.

Palavra e silêncio são dois elementos que se completam na ação litúrgica. O silêncio está a serviço da comunhão e da participação. “O diálogo entre Deus e os homens, que se realiza com a ajuda do Espírito Santo, requer breves momentos de silêncio” (OLM, 28), pelos quais, “sob a ação do Espírito Santo, se acolhe no coração a Palavra de Deus e se prepara a resposta pela oração” (IGMR, 56).

A assembléia mergulhada nos breves espaços de silêncio, previstos nos rituais de celebrações, experimenta a ação vigorosa e suave do Espírito, abre a mente, eleva o coração em oração e vivencia a liturgia como dom que vem do Senhor.

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Dom José Falcão alerta para o perigo da Criatividade Litúrgica

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BINGO DO ABUSO LITÚRGICO !

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Qual a diferença do Batismo de João Batista para o Batismo Cristão ?

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Ninguém pode compreender o Batismo sem pensar na Ressurreição de Jesus. Na madrugada daquele domingo glorioso, o Pai derramou o Espírito Santo, Espírito de Ressurreição, sobre o Filho: seu Corpo e Alma foram ressuscitados. Jesus ficou pleno do Espírito Santo, de modo que sua natureza humana tornou-se gloriosa: Jesus foi manifestado na carne (natureza humana) e justificado (e ressuscitado) pelo Espírito (1Tm 3, 16).

Jesus Cristo, glorificado pelo Espírito Santo, entrou no Cenáculo de Jerusalém e derramou o Espírito da Ressurreição sobre os Apóstolos: “A paz esteja convosco! Recebei o Espírito Santo (Jo 20, 19-22)!” Jesus recebeu do Pai o Espírito Santo prometido, batizou nEle a Igreja e derramou sobre nós este mesmo Espírito (At 2, 32)!

João Batista já havia profetizado: “Eu batizo com água, mas vem aquele que batizará com o Espírito e com Fogo” (Jo 1, 33; Lc 3, 16). O batismo de João, na água, era preparatório para a vinda do Messias: ainda não era o Sacramento do Batismo, não era o Batismo cristão. É o Messias, isto é, o Ungido no Espírito de Ressurreição, quem batizará no Espírito. Cristo mesmo diz: “O Espírito do Senhor está sobre mim, o Senhor me ungiu” (Lc 4, 18). Os cristãos, portanto, nunca tiveram “batismo nas águas”: o nosso Batismo é no Espírito Santo! Falar em “batismo nas águas” é voltar ao Antigo Testamento; é parar em João Batista e desprezar o Sacramento do Batismo trazido por Cristo!

Foi no Domingo da Páscoa que os Apóstolos tornaram-se realmente cristãos; receberam a vida nova do Ressuscitado, foram transfigurados em Cristo! Aí nasceu a Igreja: na Ressurreição! Aí ela foi batizada e recebeu o poder de batizar: “Como o Pai me enviou, assim eu vos envio (Jo 20, 21)!” Assim, a Igreja deve batizar todo aquele que crê. Isto significa acolher Jesus Ressuscitado nas águas do Batismo. A palavra “batizar” vem do grego e significa, literalmente, mergulhar, imergir. Mas não significa mergulhar na água, e sim a imersão no Espírito Santo de Deus, o Espírito prometido que ressuscitou Jesus! É isso que o Evangelho afirma: “Quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus (Jo 3, 5)”. Observe bem: da água, símbolo e sinal do Espírito, renascer do próprio Espírito!

O mesmo Evangelho confirma: “Jesus, de pé, diz em alta voz: ‘Se alguém tem sede, venha a mim e beba!’ (…) Ele falava do Espírito que deviam receber os que creram nEle…” (Jo 7, 37-39). São Paulo explicou: “De fato, todos nós, judeus ou gregos, escravos ou livres, fomos batizados num único Espírito, para formarmos um único Corpo (1Cor 12, 13).” Os cristãos não batizam somente na água que purifica o corpo, e sim no Espírito que Jesus dá por sua Ressurreição!

Efeitos do Batismo – Primeiro, o Espírito dado no Batismo é para o perdão dos pecados: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome do Senhor Jesus Cristo, para a remissão dos pecados; e recebereis o Dom do Espírito Santo.” (At 2, 38) Aquele que é batizado, recebendo o Espírito, recebe o perdão dos pecados. O Espírito do Ressuscitado é Fogo que queima todo pecado e Água que faz brotar uma vida nova.

O Espírito nos livra, primeiramente, do Pecado Original. Todos nós, desde a nossa concepção, somos membros de uma humanidade pecadora e desarrumada; uma humanidade que, desde o início, teima em fechar-se para Deus. O resultado é o desequilíbrio, o egoísmo, a falta de rumo.

Pelo simples fato de sermos humanos já fazemos parte deste fechamento em relação a Deus. Somos membros da humanidade, partilhamos do seu passado, que condiciona o nosso presente, o que somos, pensamos e fazemos, assim como o nosso presente condiciona o futuro dos nossos filhos. São Paulo diz: “Todos pecaram e estão privados da Glória de Deus” (Rm 3,23). O salmista canta: “Minha mãe já me concebeu pecador” (Sl 51, 5). É este o sentido do Pecado Original: ninguém nasce justo ou santo diante de Deus. Mesmo a criança, ainda sem pecado pessoal, já traz a marca do fechamento para Deus, do egoísmo, e o manifesta nas suas malcriações, no egocentrismo, nas chantagens infantis… É este estado que chamamos de Pecado Original.

É essa força do pecado que o Batismo, na potência do Espírito Santo, apaga em nós: “Não existe mais condenação alguma para os que estão em Cristo Jesus.” (Rm 8, 1) E aos adultos, também os pecados pessoais são perdoados: “Se Cristo está em vós, o corpo está morto pelo pecado, mas o Espírito é vida, pela justiça (Rm 8, 2.10)”. O Batismo torna-nos realmente santos; somos santificados pelo Espírito daquele que destruiu o pecado: Cristo Jesus.

Aí surge uma questão importante: se é assim, por que continuamos caindo em tentação? Por que continuamos pecando, mesmo depois do Batismo? Para entender esta questão, é necessário saber distinguir o que é pecado e o que é a concupiscência.

Sim, mesmo aquele que crê em Jesus, e vive no seu Espírito, ainda experimenta a fraqueza. Isso acontece porque permanece uma tendência, uma inclinação para o pecado. Essa inclinação, segundo a Escritura e o Catecismo da Igreja, é a concupiscência. “O Batismo confere àquele que o recebe a graça da purificação dos pecados. Mas o batizado deve continuar a lutar contra a concupiscência da carne e as cobiças desordenadas (CIC §2520)”. A concupiscência não é pecado em si, desde que o cristão a combata: a doutrina da Igreja esclarece que a concupiscência foi-nos deixada para que possamos “combater o bom combate (2Tm 4, 7)”. Um mau desejo é concupiscência para o pecado, mas o pecado só se concretiza se alimentamos esse desejo ou se o satisfazemos. Por isso Jesus ensina a pedir ao Pai Celestial: “Não nos deixeis cair em tentação”.

E além do perdão dos pecados, o Espírito que recebemos no Batismo nos une, incorporando-nos em Cristo como membros de um só Corpo. Se temos o Espírito de Cristo, somos uma só coisa com Ele: “Aquele que se une ao Senhor, constitui com ele um só Espírito (1 Cor 6, 17)”! Maravilha das maravilhas! Pelo Batismo, a Vida do Ressuscitado, que é o Santo Espírito, habita em nós! Cristo está em nós e nós vivemos dEle e nEle! Assim, podemos dizer que o Batismo nos “cristifica”. Como São Paulo, podemos dizer: “Já não sou eu que vivo, mas Cristo vive em mim.” (Gl 2, 20).

 

Paulo Lelis

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Quantas formas de Batismo existem na Igreja Católica ?

Resultado de imagem para formas de batismo catolicoExistem três formas de Batismo

1) O Batismo-Sacramento: celebrado normalmente pela Igreja com os vivos.

2) O Batismo de Sangue: No caso de mártires pela fé e que não receberam o Batismo. Isto acontecia muito na Igreja primitiva quando o adulto era preparado com muita antecedência para o Batismo.

3) O Batismo de Desejo:

 

 Pessoas que desejavam recebê-lo, mas por qualquer circunstâncias morreram antes. Também seria o caso de incluir os pagãos que não conheceram a Cristo, mas que viveram retamente de acordo com a sua consciência e a Lei Natural. Se O tivessem conhecido, teriam pedido o Batismo. Neste último caso, que só Deus conhece, poderá acontecer o Batismo de Desejo, segundo Catecismo.

Quanto às crianças que morrem sem batismo (natimortos ou abortos, sejam espontâneos ou provocados) a Igreja não definiu normas específicas. Em teologia chama-se de questão em aberto.

A Igreja não faz esse tipo de batismo porque não tem normas específicas e, então, é compreensível a atitude dos sacerdotes que negam o batismo a essas crianças. Há que se considerar também que Jesus foi muito claro no Evangelho: “Quem crer e for batizado, será salvo. Quem não crer, será condenado”. Portanto, o Batismo é absolutamente necessário para entrar no céu. Então devemos fazer o batismo de Desejo.

Como a criança não teve a chance de desejar o batismo, este desejo deve ser suprido pela mãe, assim como a necessidade da Fé para o batismo é suprida pela Igreja e/ou pelos pais e padrinhos. Há dois casos: Quando existe o túmulo da criança e quando não existe, pois foi abortada no início da gestação.

Quando existe o túmulo da criança

Deve ser batizada no túmulo.

Quando não existe o túmulo da criança

Adota-se o seguinte procedimento: Usar, de preferência, água benta (mas pode ser água comum). Se souber o sexo, dar-lhe um nome. Se não souber, dar-lhe um nome que seja usado tanto por homens como mulheres. (exemplo: Nadir ). Se não, dar-lhe um nome como José/Maria. Conforme o sexo, Deus adota o nome. Derramar três vezes água benta sobre uma criança imaginária ao mesmo tempo em que se pronuncia a fórmula do batismo:

Eu (fulana) te batizo José/Maria, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. A criança não recebe o Sacramento do Batismo, mas os frutos do Batismo e, imediatamente, irá para o abraço de Deus Pai.

Quando houve aborto provocado existe pecado grave. Neste caso, antes do batismo, orientar a mãe para que, devidamente arrependida e com o firme propósito de não mais cometê-lo, procure um sacerdote e se confesse e somente depois efetue o Batismo.

Cláudio

 

 

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Você sabe o que é sanatio in radice ?

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Em síntese: A sanação na raiz é um dispositivo do Direito Canônico que permite ao Bispo diocesano legitimar uniões ilegítimas.

 

Sanação na raiz (sanatio in radice) é um dispositivo do Direito Canônico que permite ao Bispo diocesano validar casamentos ou uniões inválidas. Eis como é formulado pelo Código: “A sanação na raiz leva consigo, além da dispensa ou cessação do impedimento, a dispensa da lei que impõe a renovação do consentimento e a retroação, por uma ficção do Direito, do matrimônio, quanto a seus efeitos canônicos, no tempo passado” (Cânon 1138, § 8).

 

Expliquemos esse cânon.

 

1. Casos a que se aplica a sanação

 

Começaremos propondo um caso fictício:

Uma jovem católica quer casar-se com um homem solteiro que não aceita a cerimônia religiosa do matrimônio, por não ter fé. Ela tem relações conjugais com ele, mas sente-se infeliz, porque fica privada dos sacramentos. Haverá solução para o caso?

 

Outro exemplo: os dois nubentes se casaram na igreja, mas o sacerdote que abençoou o matrimônio não tinha jurisdição para fazê-lo. Portanto o casamento foi nulo. Os cônjuges não sabem disto e vivem tranquilamente a sua vida conjugal. Haverá solução para o caso?

 

2. Em que consiste a solução?

 

O Bispo diocesano, informado do problema, pode declarar válida a união, mediante o preenchimento das seguintes condições:

 

1) A nulidade da união não se deve a um impedimento de Direito natural ou divino. Por exemplo, uma pessoa casada (que está ligada pelo vínculo indissolúvel do matrimônio), não pode pleitear a validade de uma nova união; não pode recorrer à sanação na raiz. Se essa pessoa enviuvar, a Igreja poderá conceder a celebração de novo matrimônio.

 

2) Consentimento naturalmente válido, mas juridicamente ineficaz. Admitamos o caso de dois nubentes que se casem de acordo com as exigências do Direito Canônico, mas o sacerdote ou o ministro que presidiu ao casamento, não tinha delegação para fazê-lo. A união é válida do ponto de vista natural, mas é juridicamente nula. O Direito Canônico é exigente quanto às formalidades do casamento; este tem por ministros os dois nubentes, mas requer-se um delegado da Igreja devidamente habilitado para exercer essa função; se não há tal delegado, o rito pode ser executado com toda a precisão, mas é inválido no plano jurídico; não se realiza então o sacramento do matrimônio. Sabedor do fato, o Bispo diocesano pode conceder a sanação na raiz.

 

Tal é também o caso de uma católica e um protestante se casarem somente no foro civil, o que torna ilícita a união conjugal perante a lei de Deus. O Bispo dará a sanação na raiz depois de dispensar do impedimento de mista religião quando ele ocorre. Este impedimento é estipulado pela lei da Igreja, não pelo Direito divino; por conseguinte pode ser dispensado.

 

3) Permanência do consentimento. Está claro que, para validar a união ilegítima, é preciso que os esposos queiram continuar a viver maritalmente. Para elucidar este ponto, voltemos ao caso de uma jovem católica que se uniu a um homem sem fé, e alheio a ir à Igreja. Para obter a certeza do consentimento (sem dizer o porquê desse desejo), essa pessoa convidará amigas, ao menos duas) para um chá com a participação do seu consorte. Durante a conversa, a mulher perguntará ao parceiro: “Se você fosse casar-se de novo hoje, casar-se-ia comigo? – Está claro responde ele”. Assim fica comprovada diante de testemunhas a persistência do consentimento conjugal e o Bispo pode reconhecer a validade de tal casamento, mesmo sem que o marido tenha sido constrangido ou mesmo sem que o saiba. Diz o cânon 1140 § 1:

 

“Se nas duas partes ou numa delas faltar o consentimento, o matrimônio não poderá ser sanado na raiz, tanto se o consentimento tiver faltado desde o começo como no caso de ter sido recusado posteriormente”.

 

Essa persistência do consentimento é geralmente presumida, se as duas partes interessadas vivem sob o mesmo teto. Reza o Código de Direito Canônico:

 

“Mesmo que o matrimônio tenha sido contraído invalidamente por causa de um impedimento, presume-se que o consentimento dado persevera enquanto não constar da sua revogação”.

 

4) Autoridade competente. Embora a sanação na raiz tenha sido considerada função exclusiva da Santa Sé, os Bispos da América Latina conseguiram faculdades especiais para concedê-la. Portanto o Bispo da diocese respectiva pode assumir esse encargo, com exceção de três casos:

 

a) Quando se requer a dispensa de um impedimento reservado à Santa Sé. Pode ser o caso de um presbítero que haja abandonado o seu ministério para viver com uma mulher conjugalmente: a sanação na raiz só pode ser efetuada pela Santa Sé, pois a dispensa das obrigações sacerdotais é reservada à Santa Sé.

b) Quando se trata de um impedimento de ordem natural ou divina, impedimento já explanado neste artigo.

c) Quando se trata de matrimônios mistos e não tiverem sido observadas as condições estabelecidas para a dispensa do impedimento correspondente.

 

É de notar que, para se casar com pessoa de outra crença religiosa, a parte católica deve prometer fazer tudo para guardar a sua fé e para educar os filhos na religião católica. A parte não católica deverá ser informada desse compromisso assumido pelo(a) consorte.

 

5)  Causa justa. É óbvio que a sanação na raiz é algo de muito importante, que não pode ser tratado levianamente.

 

6)  Petição da parte interessada. A sanação na raiz pode ser concedida sem que os dois cônjuges o saibam.

 

“A dispensa da lei da renovação do consentimento pode ser concedida tanto quando uma parte permanece ignorante dela, como se permanecem as duas” (cânon 1138 § 3). A intervenção de terceiros se justifica quando os dois cônjuges ignoram a nulidade e estão sujeitos a dar escândalo ou a sofrer perturbação na vida matrimonial. Como exemplo dessa situação, imaginemos o caso de dois cônjuges que se casam sem ter a dispensa do impedimento de mista religião, por um motivo qualquer (negligência, esquecimento). Em tal situação o pároco da parte católica pode assumir a tarefa de pedir sanação na raiz. Mais: o Bispo diocesano pode agir por iniciativa própria, sem petição de ninguém, se o julgar oportuno para o bem de seus fiéis. É claro, porém, que o Bispo e o pároco não podem intervir se os cônjuges não o querem.

 

3. Conclusão

 

São estas algumas considerações pouco conhecidas pela maioria dos católicos, mas aptas a resolver problemas não raros da vida conjugal. O Bispo sana ou cura o problema pela raiz, tornando válido um casamento contraído invalidamente.

 

Supõe-se que o faça sem ferir algum dispositivo do Direito ou da Moral.

 

Este artigo muito deve à obra “O que Deus uniu”, do Pe. Jesus Hortal.

 

 

Dom Estêvão Bettencourt (OSB)

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