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O Concílio Vaticano II aboliu o Latim?

22 nov

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In nómine Patris, et Fílli, et Spíritus Sancti. Amen
Já escutei, algumas vezes, as pessoas dizerem que a Igreja, com o Concílio Vaticano II, aboliu o uso do latim, e ouvi isso tanto de católicos que se intitulam “praticantes”, vão sempre à Santa Missa, ajudam na Igreja, são de pastoral; como de pessoas que só foram batizadas, adoram falar da Igreja, porém, mal entram numa, quisá ler os seus documentos.
Agora, o que eu fico impressionada é que essa falta de informação pode ser resolvida, simplesmente, assistindo a uma das Santas Missas presididas pelo Santo Padre, porque ele celebra em latim, ou assistindo ao Ângelus, que é feito em latim.
Assim, vamos nos atualizar com o que ensina a Igreja e o que disse o Concílio Vaticano II sobre o uso do latim.
Entendo que as pessoas pensem que o Concílio Vaticano II aboliu o latim porque as Santas Missas celebradas antes do Concílio eram em latim e com o padre de costas para o povo ou virado para Deus (Versus Deum ou Ad Orientem = Para ver clique aqui); o que diminuiu, consideravelmente, após o Concílio Vaticano II quando os sacerdotes passaram a celebrar a Santa Missa em vernáculo (língua de cada país) e de frente para o povo (Versus populum).
Porém, a intenção do Concílio Vaticano II nunca foi a de diminuir consideravelmente o uso do latim, muito menos, a de abolir o latim da Santa Missa e da Igreja.
E isso é facilmente constatado lendo-se o documento do Concílio Vaticano II. Além disso, o uso do latim pelo Santo Padre e nos documentos da Igreja, que são lançados em latim e só depois traduzidos para as línguas de cada região, já deveriam ser suficientes para não se pensar dessa forma.
A Constituição Sacrosanctum Concilium sobre a sagrada liturgia, documento do Concílio Vaticano II, ao dispor sobre a língua litúrgica determina que:
“36. Parágrado 1. Conserve-se o latim nos ritos latinos, salvo exceção de direito.
Parágrafo 2º. Como porém, na missa, na administração dos sacramentos e em outras partes da liturgia o emprego do vernáculo é, em geral, de grande utilidade para o povo, deve-se ampliar o seu uso, a começar pelas leituras e admoestações, em certas orações e cânticos, segundo as normas que se estabelecerão abaixo, a respeito de cada um desses aspectos.
Parágrafo 4º. A tradução do latim para uso litúrgico deve ser aprovada pela autoridade eclesiástica territorial competente.
E ainda:
54. As línguas vernáculas podem ser usadas nas missas celebradas com o povo, especialmente nas leituras e oração comum. Também nas partes que dizem respeito ao povo, de acordo com as circunstâncias locais, conforme o artigo 36 desta constituição.
Não se abandone porém completamente a recitação ou o canto em latim, das partes do ordinário da missa que competem aos fiéis.
Assim, percebe-se claramente que a intenção do Concílio Vaticano II não foi a de abolir o latim. O Concílio tentou introduzir a língua vernácula na Santa Missa e na celebração dos sacramentos para um maior entendimento pelo povo, mormente, no que se refere as leituras; porém, sem deixar de utilizar o latim nas partes próprias dos sacerdotes.
Portanto, de todo o exposto, pode-se perceber que o Concílio Vaticano II NÃO ABOLIU o latim da Igreja, nem da Santa Missa, nem proibiu o seu uso; pelo contrário.
O Latim é a Língua Oficial da Igreja latina (ocidental).
A Santa Missa pode, portanto, conforme o Concílio Vaticano II, ser celebrada:
a) em latim e Versus Deum (mais comum na Santa Missa tridentina ou antiga);
b) em latim e com algumas partes em vernáculo e Versus Deum;
c) em vernáculo e Versus Deum;
d) em latim e Versus Populum;
e) em latim e com algumas partes em vernáculo e Versus Populum (costuma ser celebrada nos mosteiros);
f) em vernáculo e Versus Populum (é o mais comum ver-se hoje, na chamada Missa Nova).
Lembrando que o Concílio Vaticano II, em momento algum, falou sobre a posição do sacerdote (versus deum ou versus populum), tendo esse assunto sido tratado no Missal Romano.
Já vimos que o  Concílio Vaticano II não aboliu o Latim
No documento do Concílio Vaticano II vimos que a Igreja ensina que o latim não deve ser excluído da Santa Missa. E, ainda, que a Igreja Católica ensina que a Santa Missa pode ser celebrada em latim, principalmente nas partes próprias dos sacerdotes.
Agora, mais recentemente, em outro documento – Instrução Redemptionis Sacramentum da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos -, publicado em 25 de março de 2004, com base no Concílio Vaticano II e no Código de Direito Canônico a Igreja Católica, deixa claro, que a Santa Missa pode e deve ser celebrada na língua latina. Vejamos:
[112.] A Missa se celebre quer em língua latina ou quer noutra língua, contanto que se usem textos litúrgicos que têm sido aprovados, de acordo com as normas do direito. Excetuadas as Celebrações da Missa que, de acordo com as horas e os momentos, a autoridade eclesiástica estabelece que se façam na língua do povo, sempre e em qualquer lugar é lícito aos sacerdotes celebrar o santo Sacrifício em latim.
Sancta María, Mater Dei, ora pro nobis peccatoribus nunc et in hora mortis nostrae.
Amen.
 
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Publicado por em 22/11/2016 em Uncategorized

 

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