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Templo de Salomão ou Templo da Enganação?

Algumas considerações me vêm a mente sobre a inauguração do “templo de Salomão” por Edir Macedo e a Igreja Universal. Antes de tudo é preciso “admirar” a capacidade administrativa e empreendedora deste homem. Ele, provavelmente, enriqueceria vendendo qualquer produto. Pena que escolheu vender a fé…

 A grande habilidade do Macedo é saber aproveitar os “filões” do “mercado” religioso. Ele fez a Universal avançar nadando nas águas do sincretismo religioso brasileiro, especialmente na relação com as religiões afro-brasileiras. Se aproveitou dos símbolos, superstições e temores próprios dessas religiões para construir seu império baseado no slogan “pare de sofrer”, e na suposta vitória sobre os espíritos que produzem sofrimento. Ao invés de “sacrifícios físicos”, passou a exigir “sacrifícios financeiros”, no que se deu muito bem. Agora, mais uma vez, imitando o catolicismo e outras religiões sacramentais, ele estabelece um “santuário” com o objetivo de atrair multidões, e especialmente, contribuições.

Foto: Templo de Salomão? – IURD/SP

Em poucas palavras, entretanto, posso dizer que essa construção é uma aberração. Antes de tudo é uma aberração arquitetônica, pois tenta recriar algo de uma época que já passou e que não faz mais sentido no mundo atual. Além de ser um equívoco histórico, pois trata-se de uma cópia mal feita do templo de Herodes, aquele que foi reconstruído um pouco antes do tempo de Cristo. Por isso, em vez de Templo de Salomão, deveria ser chamado de “réplica do Templo de Herodes”. Mas nesse caso, não daria muito “marketing”…

 Acima de tudo é uma aberração teológica. Imagino que ele não tenha ido tão longe ao ponto de fazer as divisões internas do templo (santo lugar, santo dos santos), até porque isso limitaria o número de pessoas lá dentro e, consequentemente, de ofertas. A menos que ele quisesse se entronizar lá dentro do Santo dos Santos… (a vantagem é que só um homem o veria uma vez por ano).

 De qualquer maneira, é uma aberração teológica, pois tenta recriar, mesmo que em termos ilustrativos e comerciais, algo que o próprio Deus autorizou a destruição. Foi o Senhor Jesus quem disse, sobre aquele templo de Israel, que seria destruído e não sobraria pedra sobre pedra (Mt 24.1ss). De certo modo, ao reconstruir o simbolismo, ele está erguendo novamente algo que Deus quis que terminasse. E a razão é simples: Jesus é tudo aquilo que o Templo de Israel prefigurava. Jesus cumpre em sua pessoa todas as promessas e realizações do antigo Templo. Reconstrui-lo, mesmo que apenas como uma homenagem ou dedicação, é uma forma de praticar tudo aquilo que o livro de Hebreus condena, é um modo de rejeitar a Cristo e a tudo o que ele fez.

 
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Publicado por em 31/07/2014 em IURD

 

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Para que servem as denominações Protestantes ?

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Reconheço que é direito de todo e qualquer cidadão professar sua crença livremente, sem embaraços.
Repudio toda e qualquer forma ou mesmo tentativa de cerceamento religioso.
Não concordo também com ataques dirigidos a honra das pessoas e que por vezes materializam situações caluniosas, difamatórias e injuriosas.
As críticas e divergências devem ser limitadas às questões de fé e doutrina, excluindo ataques dirigidos a dignidade e honra das pessoas.
Não admito deboches ou zombarias de qualquer tipo.

Introdução:

Para que servem as denominações protestantes ?

Os protestantes dizem que já estão salvos.
Eles dizem que Igreja não salva ninguém. Dizem também que placa de Igreja não salva ninguém.
Dizem ainda que religião não serve para nada.

Então para que servem os templos protestantes ?

Se o crente já está salvo, o protestante teoricamente corre o risco de perder sua salvação freqüentando a denominação errada.
Escutando outras pessoas, o crente que já estava “salvo” pode até mesmo comprometer sua salvação.

Outros mais ousados afirmam inclusive que salvação não pode ser perdida.

Ora, se salvação nem mesmo pode ser perdida, aí mesmo é que a pergunta inicial encontra eco:

“Para que servem as denominações protestantes se o crente já está salvo e se a salvação não pode ser perdida ?”

A maior parte diz que basta crer para ser salvo. Fácil assim. Levantou o dedo indicador e “aceitou” Jesus em qualquer templo protestante que pregue qualquer doutrina, já está salvo.

Será ?
Não é bem assim. A teoria é uma e a prática é outra.
Basta crer, desde que não seja católico.
Nós católicos também cremos. E nem por isto eles dizem que estamos salvos.

É preciso ter fé e ao mesmo tempo não ser católico.

Ou seja, ao contrário do que dizem de que placa de igreja não salva ninguém, o fator decisivo é ser evangélico ou protestante.

O curioso é que recebendo o rótulo evangélico tanto faz a denominação ou o “cristianismo” que se prega ou que se aprende.
Todos são irmãos em cristo, independentemente da doutrina que um ou outro professa.

O crente da denominação que apóia o aborto ou que tem pregadores favoráveis ao aborto é “irmão em cristo” do crente que abomina o aborto.
O crente que crê na Trindade é “irmão em cristo” do crente que não crê na Trindade.

Os crentes que assumem a Teologia da Prosperidade criticam os seus opositores e vice-versa.
Tem gente chamada e tem gente chamando outros de hereges.
Outros com menos educação chamam seus opositores de trouxas, idiotas ou filhos do diabo. E para fins estatísticos, acusados e acusadores são “irmãos em Cristo.”

O pregador que nega a perfeição da obra de Jesus Cristo é recebido como celebridade na denominação que diz que a obra de Jesus Cristo foi perfeita.

O pregador que diz Jesus é criação de DEUS é aplaudido e ouvido pelos crentes de outras denominações que abominaram tal afirmação.

Se entre eles não há unidade, certo mesmo é que todos são contra o catolicismo.

Mas afinal para que servem os templos protestantes se o importante é apenas crer ?

Eles utilizam o Sola Scriputra de Lutero. “Só a Bíblia”. Cada crente pode ler e interpretar a Bíblia livremente.
Eles dizem que o Espírito Santo auxilia cada crente na sua interpretação.

Se cada crente pode interpretar livremente a Bíblia, por que são necessários pastores ?
E se pastores são dispensáveis, por que ouvi-los se cada qual pode entender e compreender individualmente ?

Os próprios pastores dizem: “Só a palavra. Vai na palavra. Não é o que o pastor fala é o que a Bíblia ensina”
Eles mesmo dizem que não há infalíveis.

E se pastores são descartáveis, para que servem os cultos protestantes ?
E se os cultos protestantes são desnecessários, para que servem templos protestantes ?

Alguns dirão que vão às denominações para louvar o Senhor.
Mas e se o crente não louvar o Senhor, perde a salvação ?
Se o crente não louvar ou não bater palmas o que acontece ?

Crer não é suficiente ?
Para que louvar se o crente já está salvo ?
E por que o louvor tem ser feito na denominação junto com outros crentes ?

Se todos podem interpretar a Bíblia individualmente com a “assistência” infalível do Espírito Santo, por que cada denominação tem doutrina própria ?
Por que uma denominação não é igual a outra ?
Seria possível o Espírito Santo propor doutrinas diferentes para este ou aquele crente ou pastor ou denominação ?

Por que alguns batizam e outros não ?
Por que alguns casam pessoas do mesmo sexo e outros condenam esse tipo de enlace ?
Por que algumas denominações apóiam o aborto e grande parte critica ?
Por que alguns acreditam na Trindade e outros a renegam ?

A freqüência na Igreja somente se justifica para o um católico, pois não nos consideramos salvos antes que o Grande e Unico Senhor e Juíz assim decida.

Consideramos que devemos perseverar até o fim, tal como nos ensina a Bíblia Católica. “Mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo”. Mateus 24:13

Neste sentido, a Santa Missa é uma oportunidade de recebermos graças e indulgências pelos pecados que cometemos.

Se temos que perseverar até o fim é sinal que ainda não estamos salvos.

Acreditamos que haverá um julgamento e este excepcional evento é primazia de Deus. Não nos compete definir de véspera quem está ou não salvo.

Já o protestante não precisa de ensino porque ele mesmo pode interpretar a Bíblia.
O protestante não precisa de indulgências e nem de boas obras porque ele já está salvo.
Ele não precisa se confessar a um sacerdote porque acredita que tem uma linha direta com Deus.

Em algumas denominações nem mesmo há necessidade de pedir alguma graça, já que basta determinar em nome de Jesus.

Em outras denominações DEUS está obrigado a atender a todos os caprichos do crente. As expressões mais usadas por estes são:

“Eu profetizo.” “Eu amarro.” “Eu exijo.” “Eu não aceito derrota.” “Eu decreto minha vitória.” “Eu tomo posse da minha benção.”

Na Igreja Católica seguimos o ensino de Jesus: Mateus 26:39: “Indo um pouco mais adiante, prostrou-se com o rosto em terra e orou: “Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice; contudo, não seja como eu quero, mas sim como tu queres”. Palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo.

O protestante não precisa perseverar até o fim, pois ele entende que está salvo tão e somente porque creu.

O que é a Santa Missa para nós católicos ?

É a renovação incurenta(sem derramamento de sangue) do Sacrifício do Calvário. É o mesmo e único sacrifício de Jesus Cristo na cruz.
Nessa cerimônia, Cristo é ao mesmo tempo sacerdote e vítima, oferecendo-se a DEUS para pagar as nossas dívidas.
Seus méritos infinitos são aplicados a cada fiel.

A Missa é Santa porque o autor de toda a santidade se oferece como vítima em um sacrifício perfeito, agradável, eficaz, perpétuo a Deus.

Apenas para os católicos faz sentido freqüentar Igreja.
Nós precisamos desta Santa Eucaristia. E precisamos de confissão, indulgências, homilias, obras, penitência, comunhão com os demais, sacramentos, etc…

No caso do protestante, não faz sentido algum freqüentar denominação. Ele já está “salvo.”
E ele mesmo pode interpretar a Bíblia. Ele não precisa do magistério da Igreja ou de pregador.

Nós precisamos da Igreja, porque a consideramos coluna e sustentáculo da verdade (1 Tm 3,15),

O protestante não precisaria de pastor se de fato acredita que pode contar com a assistência infalível do Espírito Santo.
O pastor poderia acabar atrapalhando.

Não é o nosso caso.
A Bíblia católica proíbe a interpretação privada. “Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação.” 2 Pedro 1:20

Estamos sujeitos a interpretação de Pedro e seus sucessores.
Lucas 10:16: “Quem vos ouve a vós, a mim me ouve; e quem vos rejeita a vós, a mim me rejeita; e quem a mim me rejeita, rejeita aquele que me enviou.”

O protestante crê na interpretação individual.
E se cada crente pode interpretar a Bíblia individualmente, se cada crente só precisa crer, se não há base bíblica para obrigar ao crente frequentar denominação, se não há base bíblica que recomenda perda de salvação por deixar de louvar ou pagar dízimos em denominação, retornamos a pergunta:

Para que servem as denominações e templos protestantes ?

O protestante já estando “salvo” em tese correria o sério risco de perder sua salvação freqüentando a denominação errada ou escutando o pregador que prega errado.

E como o protestante pode saber qual a denominação ou pregador são os mais adequados ?
Quem determina ?
É pela Bíblia que ele sabe qual é a denominação séria ou pregador comprometido ?

E quando o protestante passa a ter direito de sair de uma denominação e ir para outra ?
Quem decide isto ?

Quem está salvo ? O que ficou na denominação, quem dela saiu ou ainda quem fundou uma nova ?
Todos estão salvos ?

Estando salvo de véspera e podendo ser intérprete da Bíblia, pouco importa que denominação se freqüenta.
Para que serve uma denominação protestante se não faz qualquer diferença pertencer a esta ou àquela outra ?

São Paulo, nos ensina que o coração humano faz juízos duvidosos.

Assim sendo, para nós católicos é impossível acreditarmos que Jesus conhecendo nossas inegáveis fraquezas nos deixaria por nossa própria conta após tão eloqüente sacrifício e sofrimento e humilhação atrozes dos quais padeceu.

É incompreensível para nós depois de tudo que Jesus fez, ouvir por exemplo:

“Se vira. Leia e interprete a Bíblia. Julgue o que pregador está falando a partir de tua leitura particular. Escolha por si só a igreja adequada. E se esta igreja não tiver pregando corretamente vá para outra. E vá mudando até encontrar a igreja certa. E se não encontrar funde uma nova denominação.”

Jesus Cristo que nos amou incondicionalmente não nos deixaria sós.

Por isto ele fundou a Igreja. Coluna e sustentáculo da verdade. Não temos que estabelecer por conta própria as questões de fé e doutrina, pois a Igreja é assistida permanentemente pelo Espírito Santo.

E é o próprio Jesus Cristo que lhe dá assistência permanente: “Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.” Mateus 28:20

Ele mesmo nos garante que as portas do inferno nunca prevalecerão contra sua igreja. Mateus 16,18

Ele pediu somente a Pedro e não a Lutero ou Calvino: “Confirma Teus Irmãos na fé” (LC 22,32) .

E o protestante que não se dá por vencido pergunta: “E se a Igreja tiver escândalos e pecadores ? Quem irá reformar a Igreja ? Lutero ? Calvino ? Malafaia ? Macedo ?”

E nós respondemos com toda certeza que é o próprio Jesus quem irá purifica-la.
Lucas 17, 1-2: “…mas ai do homem pelo qual eles vêm! Melhor fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho, e fosse atirado no mar, do que fazer tropeçar a um destes pequeninos.”

Glória a vós Senhor por tão grande amor dispensado. Quem não creu nas tuas promessas escolheu reformadores mundo afora e assumiu para si tão e somente doutrinas de homens.

Mas alguns dirão que freqüentam a denominação porque o tão alegado “basta crer em Jesus “ é apenas força de expressão.

Dirão que na verdade o crer em Jesus significa não apenas crer que ele morreu na cruz por nossos pecados, mas é preciso fazer tudo que ele diz.

Sem dúvida. E nesse caso, nossos irmãos protestantes terão que concordar com Maria Santíssima nas Bodas de Caná: Sua mãe disse aos serventes: “Fazei tudo quanto ele vos disser.” João 2:5

E com esta afirmação muda tudo.

Ora, se o crente tem que freqüentar denominação, se tem que ter pastor, se apenas quem desfila com os rótulos evangélico ou protestante está salvo, se tem que bater palmas, se tem que pagar o dízimo, e não pode ser católico, então não basta ter fé.

Conclusão:

Temos então dois ensinos protestantes contraditórios.

O primeiro ensino, meramente teórico, diz que basta ter fé para ser salvo. É o Sola Fide de Lutero, bastando “aceitar” Jesus em um templo evangélico ou protestante. Qualquer um. Só não pode é “aceitar” Jesus sendo e permanecer com o rótulo católico.

E o segundo ensino, a prática que nada mais é do que tradição e que revela que para ser salvo muitas outras coisas são indispensáveis além da fé.

Conforme foi dito acima o crente tem que freqüentar denominação, tem que ter pastor, tem que desfilar com os rótulos evangélico ou protestante, tem que bater palmas, tem que pagar o dízimo e não pode ser católico.

Problema com este conflito ?
Problema com uma tradição própria assumida ?

De modo algum. Um protestante não precisa concordar com outro protestante. Eles podem ter doutrinas diferentes usando a mesma Bíblia que ambos estariam salvos, ambos pertencem ao povo de Deus e todos são bênçãos, ungidos, sacerdotes, profetas, reis, etc…”

Dizer que basta ter fé significa que fé é suficiente. Nada mais é necessário.

Portanto, templos protestantes, pastores, música Gospel, DVDs, CDs, programas nas rádios e TVs e dízimos não servem para nada.
Nem Lutero. Nem Calvino. Nem qualquer denominação. Nem dízimos.

Então dirão: “Temos que pregar a palavra.”
Não precisa pregar. Basta entregar uma Bíblia para cada pessoa.

Segundo os crentes, cada pessoa pode ler e interpretar por conta própria.
Ainda conforme ensino protestante, quem se torna crente “aceitando” Jesus conta com a “assistência” do Espírito Santo” e assim não precisa de pregador.
Lembramos a máxima protestante: “Não é o que o pregador diz, mas a palavra.”

E se todos que freqüentam as denominações já estão salvos, ainda que fosse indispensável pregar, essa pregação teria que ser feita fora do templo.

Afinal por que se pretende dar remédio a quem não está doente ???

Não são os doentes que precisam de médico e de remédio ???
Por que pregar para quem já está salvo e para quem pode ser intérprete ?

E alguns outros ainda dirão que o pastor é necessário para orientação espiritual. O crente precisa crescer na fé. Precisa crescer espiritualmente.

E o que importa o crescimento espiritual se o crente já está salvo ?

Faz diferença crescer ou não crescer espiritualmente ?
Não basta ter fé ?

Se para o protestante o importante é ter fé e igreja não salva ninguém, que diferença faz freqüentar ou não denominação protestante ?
Alguém fica mais ou menos salvo ?

E se não pagar o dízimo o que acontece ?
Perde a salvação ?

E o pior de tudo que além de se dizer salvo, tem gente dizendo que uma vez salvo sempre salvo.
Aí mesmo que nada faz sentido.

Se a salvação obtida a partir do “aceita Jesus”, é “imperdível”, para que servem templos, pastores, leitura bíblica, escola dominical, DVDs, CDs e palestras para os “eleitos” ?

E o interessante é saber que a Igreja Católica não despreza as comunidades protestantes tal como o protestante o faz em relação as suas próprias denominações e a seus pares.

A Igreja católica vê com respeito os cristãos que estão fora dos seus limites, se não vejamos:

“Os que hoje em dia nascem em comunidades que surgiram de tais rupturas e estão imbuídos da fé em Cristo não podem ser arguidos de pecado de separação, e a Igreja católica os abraça com fraterna reverência e amor… Justificados pela fé recebida no Batismo, estão incorporados em Cristo, e por isso com razão são chamados com o nome de cristãos, e merecidamente reconhecidos pelos filhos da igreja católica como irmãos no Senhor” (UR,3), (CIC nº 818).

“Muitos elementos de santificação e de verdade existem fora dos limites visíveis da Igreja Católica”: a palavra escrita de Deus, a vida da graça, a fé, a esperança e a caridade e outros dons do Espírito Santo” (UR, 3).

“O Espírito Santo de Cristo serve-se dessas igrejas e comunidades eclesiais como meios de salvação cuja força vem da plenitude da graça e da verdade que Cristo confiou à Igreja Católica. Todos esses bens provêm de Cristo e levam a Ele e impelem à “unidade católica”(LG, 8).

Grande parte dos batismos e matrimônios celebrados nestas comunidades são aceitos na Igreja Católica como válidos.
O oposto não ocorre.

A Bíblia diz que ninguém pode dizer que Jesus Cristo é o Senhor se não pelo Espírito Santo, mas o protestante descartando a Bíblia impõe a um católico um novo batismo quando este adere a uma denominação protestante.

São os próprios protestantes que a partir dos seus milhares de conceitos conflitantes entre si que acabam por condenar templos, pregadores, práticas, costumes e o próprio protestantismo em si.

Afinal de contas são eles que dizem:
“Igreja não salva ninguém”
“Não é o que pregador fala, mas a palavra”
“Quem crê já está salvo”
“Uma vez salvo, sempre salvo”

Quem puder que chegue a Roma o quanto antes, pois nesse caminho mais longo e incompreensível do protestantismo alguns podem se perder definitivamente.

Autor: A.Silva com a colaboração de V.De Carvalho. Livre divulgação mencionando-se o autor

 
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Publicado por em 15/06/2014 em Apologética

 

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O ADESIVO EVANGÉLICO QUE NINGUÉM QUER USAR

 
… Deus não ouve a pecadores; mas, se alguém é temente a Deus, e faz a sua vontade, a esse ouve. João 9:31
É fácil encontrar adesivos religiosos como: “Deus é fiel”; “Para Deus nada é impossível”; “Tudo posso naquele que me fortalece”; “100% Jesus”; “O segredo do meu sucesso é Jesus”; “Sorria, Jesus te ama”; “Oração é a chave da vitória” e tantos outros. Mas nunca vi: “Deus não ouve a pecadores; mas ouve quem faz a sua vontade e o teme”.
Muitos que fazem uso de adesivos religiosos com tais conteúdos quase “comerciais”, usam como uma espécie de talismã que “abençoa” o carro ou a casa. Isto não passa de mera superstição e também faz uso vazio do nome de Deus. Não existe moeda de troca com Deus, ou qualquer tipo de mérito que possa atrair benefícios divinos. Deus não é homem para que deva favores! Além do mais exige reverência por Sua Palavra.
Pode acontecer de alguma pessoa argumentar, “mas não uso com a intenção de barganhar ou coisa do tipo, faço por gratidão, porque quero divulgar a Palavra de Deus”. Como já disseram: “O inferno está cheio de gente com boas intenções”. Se quer realmente divulgar a Palavra que não haja acepção de Palavra. Por que normalmente se usa apenas frases de efeitos agradáveis, quando o verdadeiro Evangelho é escândalo? Por que só usar o critério dos versos de uma caixinha de promessa? — Porventura a minha palavra não é como o fogo, diz o Senhor, e como um martelo que esmiúça a pedra? Jeremias 23,29
 
Não seja supersticioso e ignorante, mas antes fuja da idolatria gospel e busque conhecimento de valor para sua salvação.
 
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Publicado por em 09/05/2014 em Neopentecostais

 

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OS EVANGÉLICOS, SEUS ÍDOLOS HOMENS E SUAS CRENÇAS EM ENSINOS HUMANOS

 

Em conversas com nossos irmãos separados, especialmente aqueles que se dizem evangélicos, notamos que nenhum deles sabe explicar o motivo pelo qual acreditam na Bíblia ou porque consideram que a Bíblia seja a palavra de DEUS.

Vivemos em um país de cultura cristã. Quase todos os evangélicos que conhecemos vieram do catolicismo. Crescemos assimilando mesmo inconscientemente que a Bíblia é a palavra de DEUS e que Jesus Cristo é o nosso salvador e filho de DEUS pai.

A maior parte das pessoas conhecem estas verdades mas não sabem explicar porquê.

Quando um católico é interpelado por um evangélico o primeiro raramente percebe que o debate é conduzido pelo segundo partindo da premissa de que tudo deve ser explicado pela Bíblia. Poucos notam a sutileza. E por que ?

Porque nós católicos crescemos e vivemos com informações da Igreja Católica de que a Bíblia é a palavra de DEUS e que Jesus Cristo é filho de DEUS pai e nosso Senhor e Salvador.

Por causa da cultura assimilada vinda do catolicismo, a princípio estamos dispostos a escutar todos que nos chegam falando bem da Bíblia ou de Jesus.

Assim, quando algum evangélico parte do princípio de que tudo tem que ser explicado pela Bíblia, a maior parte dos católicos não consegue notar que o palestrante nem mesmo sabe porque alguém deve acreditar na Bíblia ou que não consegue provar que a Bíblia é a palavra de DEUS ou que ela é a única fonte de revelação.

Como o debate geralmente é iniciado pelos evangélicos com verdades que conhecemos e logo a seguir com meias verdades que não percebemos, fica fácil conduzir o católico ao terreno que é favorável a ideia que se pretende vender e que geralmente é retirar o católico da única Igreja fundada por Jesus Cristo para conduzi-lo a uma seita evangélica da qual o palestrante faz parte.

Sr.Católico, antes de vocês responder as perguntas do evangélico, você deveria primeiro questionar-lhe a respeito da Bíblia. Primeira pergunta que deve ser feita ao evangélico:

“Por que você crê na Bíblia ?”

Ele responderá: “Porque a Bíblia é a palavra de DEUS”.

E você deve lhe fazer uma segunda perguntar: “Como você sabe que a Bíblia é a palavra de DEUS ?”

Prezado católico, são poucas as possibilidades que algum evangélico saiba com certeza porque a Bíblia é a palavra de DEUS.

Pergunte ao evangélico qual é a situação que se aplica a ele:

( ) Jesus veio do céu e lhe entregou pessoalmente uma Bíblia;

( ) A Bíblia lhe caiu no colo vinda do céu e ele ouviu uma voz que julga ser de DEUS e que lhe disse que a Bíblia deve ser tida como palavra de DEUS;

( ) Ele creu na Igreja Católica que disse que a Bíblia é a palavra de DEUS;

( ) Ele creu no pastor da sua Igreja que disse que a Bíblia é a palavra de DEUS;

( ) Ele resolveu ler a Bíblia e através da sua própria interpretação descobriu tratar-se a Bíblia da palavra de DEUS.

Caríssimo católico, o evangélico jamais admitirá que aprendeu tal verdade porque creu na Igreja Católica.

Também não poderá dizer que teve uma visão ou que recebeu a Bíblia pessoalmente de Jesus ou mesmo dizer que a Bíblia lhe caiu no colo vinda do céu. Não receberia crédito. Pareceria pretensioso. E tudo que ele quer é parecer para você um humilde e transformado servo de DEUS.

Restará a ele apenas duas das situações elencadas acima. Ou ele diz que creu no pastor ou então que ele chegou a tal conclusão a partir de sua leitura particular da Bíblia.

No caso de ter crido no pastor ele terá que admitir que a própria Bíblia condena o homem que confia em outro homem. Ou ele crê no homem ou crê na Bíblia que condena o homem que confia em outro homem.

Já no caso da leitura particular da Bíblia ele terá que admitir que a própria Bíblia condena a interpretação privada (Pedro). E se não admitir que a Bíblia condena a interpretação privada, terá que aceitar eventuais “interpretações” de outros, incluindo a interpretação da Igreja Católica que ele contraditoriamente rejeita.

O fato é que em um caso ou em outro ele estaria afrontando a Bíblia para justificar sua crença de que a Bíblia é a palavra de DEUS.

Estranho né? O evangélico tem que admitir que afrontou a Bíblia para concluir que a mesma Bíblia que ele afrontou é a palavra de DEUS que deve ser respeitada por todos.

Mas como respeitada por todos, se ele mesmo admite que teve que afronta-la para concluir que a Bíblia era a palavra de DEUS ?

Se ele afrontou a Bíblia é porque não lhe tem o suficiente respeito.

Por outro lado, se lhe tem respeito, não deveria afronta-la e deveria aceitar tudo que nela está escrito.

Um problema sem solução. Mas que ele protestante resolverá da seguinte forma:

Para cada pergunta de um católico ele fará outras duas ou mais ao católico que lhe questionou;

Passará para outro tema sem esgotar o primeiro;

Se nada funcionar, ele dirá que o texto católico é ridículo e nem merece resposta;

Se a argumentação católica não for fruto de um texto, mas apenas um questionamento oral, ele ainda poderá dizer que não está entendendo mais nada. Ele dirá a seguinte pérola: “Se você não acha que a Bíblia é a palavra de DEUS então não entendo mais nada.”

Por último, este evangélico determinado poderá lançar mão de versículos soltos para encerrar o debate, especialmente o preferido: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.”

Sr.Católico, o evangélico não tem como crer na Bíblia ou ter certeza de que ela é a palavra de DEUS se antes não acreditar na Igreja Católica.

É a Igreja que lhe dá credibilidade. Jesus não deixou Bíblia pronta. Jesus não pregou a Bíblia. Seus apóstolos também não o fizeram. A Igreja é mãe da Bíblia e não sua filha.

E se Jesus ou os apóstolos tivessem ensinado ou pregado a Bíblia ? Como seria possível alguém conhecer tais ensinos se não pela Bíblia produzida pela Igreja Católica ?

Se fosse o caso, quem poderia dizer que a Bíblia que o protestante tem em mãos é a mesma que Jesus ou os apóstolos possuíam ?

É preciso lembrar que o protestantismo surgiu no mundo 1.500 anos após o início da era cristã e cerca de 1.150 anos depois da Bíblia.

Poucos protestantes evangélicos lembram que para ter uma Bíblia em mãos nos dias atuais foi necessário que alguém tivesse o trabalho de guardar os textos originais, traduzi-los e compila-los. E este alguém seguramente não foi Martinho Lutero que nasceu somente 1.200 ou 1.250 anos depois da Bíblia. Sobre estes que acreditam que Lutero foi o pai da Bíblia está escrito: “…e darão crédito às fábulas.”

O protestante evangélico não tem como saber quais os livros inspirados. Não tem como conhecer os livros que foram rejeitados. Nem mesmo a Bíblia os define. Ele tem que confiar no homem mais uma vez.

O protestante evangélico não tem como saber nem qual é a tradução adequada. Tem que confiar no homem. E confia no falsário João Ferreira de Almeida. Antes confiou nas falsificações de Martinho Lutero.

Para todas estas questões ele tem que confiar no homem. Em Lutero ou em Macedo, Calvino ou Santiago. Não tem saída.

O protestante evangélico não crê na Igreja Católica e não recebeu do céu qualquer revelação e tampouco um anjo lhe apareceu para lhe contar e muito menos Jesus apareceu para algum protestante ou evangélico como fez com Paulo.

Finalmente, uma vez que rejeita a Igreja Católica, única possível fonte divina para explicar a Bíblia e lhe dar credibilidade, o evangélico não tem outra saída que não seja perseverar na informação que escuta ou que aprende de outros homens. E estas informações e “ensinos” de homens ele repetirá para outros e lançara mão destas doutrinas meramente humanas para conquistar para suas seitas católicos ignorantes e débeis na fé.

Sobre estes que andam de um lada o outro e que não possuem raízes sólidas está escrito: “…atrás de toda a sorte de novidades ajustarão mestres para si.”

É o evangélico que está obrigado ao “Sola Scriptura(Só a Bíblia)” de Martinho Lutero que pretende ensinar que tudo deve ser explicado pela Bíblia.

Curiosamente, para não declinar do seu interminável gosto pela contradição, o evangélico tem que sair da Bíblia para “explicar” que tudo tem que ser provado pela Bíblia.

Muito doido né ?

Para afirmar que tudo tem que estar na Bíblia o protestante tem que sair da Bíblia, uma vez que a Bíblia não ensina o Sola Scriptura (Só a Bíblia).

Ora, Jesus não ensinou Sola Scriptura.

Os apóstolos também não ensinaram Sola Scriptura.

A Igreja Católica não ensina e se tivesse ensinado o protestante por certo recusaria tal ensino!

Onde, quando, como e por que o protestante aprendeu, creu e ensina Sola Scriptura ???

Ele confia no homem. Confia em Martinho Lutero. Nada além disto. Não há uma só fonte divina que explique o Sola Scriptura. E a única que existe, a Igreja, e que ele rejeita, não ensina tal doutrina.

Sr.Católico, como o protestante explica mais esta inexplicável contradição?

Ele explica com outra contradição. E ser contraditório não é algo que incomoda os protestantes, especialmente os evangélicos.

Ele diz que a própria Bíblia se auto explica.

E eu pergunto: “Como assim, se auto explica?”

Onde está na Bíblia o ensino do Sola Scriptura?

As Bíblia diz que as escrituras são úteis. Útil é uma coisa e suficiente é outra. É útil tomar o remédio para a gripe. Mas a gripe pode ir embora sem remédio também. É útil estudar para a prova, mas pode-se passar na prova sem estudar.

Os cristãos dos 350 anos iniciais da era cristã não dispunham de Bíblia e foram cristãos melhores e mais provados na fé do que a maioria de nós.

Mas digamos que a Bíblia ensinasse Sola Scriptura. Ainda assim caberia a pergunta: “Seria o testemunho de algo sobre si mesmo tido como válido?”

O que Jesus nos ensinou a respeito disto ?

Ele deu testemunho do pai. Jamais falou de si mesmo. Até mesmo Pedro soube que ele era o filho de DEUS por revelação do céu. Nem aos seus acusadores ele disse ser o Filho de DEUS quando questionado a este respeito.

Portanto, meu caro católico fique atento. Antes de iniciar um debate com protestantes ou evangélicos, fique ciente que eles trazem a receita pronta aprendida em suas denominações.

Suas perguntas são conhecidas. “Onde está na Bíblia a assunção de Maria ?” “Onde está na Bíblia a palavra purgatório ?”

Decorebas bíblicas não impressionam. Decorar não significa conhecer. Quem decora geralmente não aprendeu a pensar, mas apenas aprendeu a repetir.

Não estamos obrigados ao Sola Scriptura de Lutero. Quem segue Lutero são os protestantes. Nós escolhemos a Igreja que é definida pela Bíblia que eles juram defender como coluna e sustentáculo da verdade (Timóteo). Eles é que escolheram Martinho Lutero e rejeitaram a Igreja.

Saiba que não estamos obrigados a provar tudo pela Bíblia. Nós confiamos no magistério da Igreja e na tradição apostólica que é transmitida de geração em geração e que foi ensinada pelo apóstolo São Paulo.

São eles que estão obrigados ao Sola Scriptura. Tudo que se refere ao protestantismo tem ser provado pela Bíblia.

Não é isto que eles cobram de nós ?

Pois deveriam cobrar de si próprios.

Deveriam provar pela Bíblia a igreja invisível, a música Gospel, o protestantismo, Martinho Lutero, Calvino, o sacerdócio feminino, a transferência de unção, a troca de anjos, a unção da vaca, a unção da vassoura, a unção da lama, o culto das princesas, o divórcio, a benção do aeroporto, a unção do zoológico, a fogueira santa, a teologia da prosperidade, o evangelho judaizante, o inofensivo bater palmas, a unção do leão e tantas outras doutrinas vistas exclusivamente entre os “defensores” do Só a Bíblia.

Sr.Católico fique certo que se duas pessoas não concordam entre si sobre determinado tema, no mínimo uma delas está errada e por vezes ambas estão equivocadas.

A verdade é una. A verdade não admite divisões. O mar só pode ser mar. Não pode ser mar e céu ao mesmo tempo. O verde só pode ser verde. Não pode ser verde e azul ao mesmo tempo.

E se no protestantismo temos 50.000 seitas divergentes entre si e todos acusam uns aos outros de heresias, isto é prova que na melhor das hipóteses cada protestante e cada denominação é conhecedora apenas de algumas verdades. Umas mais e outras menos. Cada nova seita criada fragmenta ainda mais a mensagem de Jesus. E todos sabemos pelo próprio mestre que reino dividido contra si mesmo não resistirá.

Não por acaso Martinho Lutero pai dos protestantes e evangélicos disse: “Meu DEUS o que eu fiz ? Um dia serão tantas seitas que nem poderemos contar. Cada cabeça será uma Igreja.”

Pergunto ainda: Eis uma contradição ainda maior:

Como o evangélico, que condena a infalibilidade alheia, espera ser ouvido em sua pregação?

Ora, se ele diz que não há um só homem confiável em matéria de fé e doutrina, por que alguém deveria escutar um evangélico se antes deve acreditar que ele evangélico não é digno de confiança em matéria de fé e doutrina ?

Caro Sr.Católico, por tudo isto se diz: “Fora da Igreja Católica não há salvação.”

Fazemos ainda a seguinte ressalva: Completamente diferente são os irmãos protestantes históricos que não andam por aí mentindo quanto a origem da Igreja de Jesus Cristo. Nunca se viu um protestante histórico sério dizer que a Igreja Católica foi fundada por Constantino. Tal informação parte dos ignorantes ou daqueles que agem de má-fé ou ainda daqueles que acreditam em tudo que os pastores lhes contam. A maior parte dos protestantes históricos tem a Bíblia como a palavra de DEUS porque creram na igreja Católica e muitos são gratos aos católicos que guardaram e mantiveram intactos os textos originais. Com estes temos mais convergências do que divergências. E entre nós existe respeito mútuo e cooperação. Muitos deles se consideram católicos reformados.

Repudiamos qualquer tentativa de cerceamento a liberdade de expressão e aceitamos que todos os homens e mulheres devem aderir a fé que lhes pareça mais adequada. Repudiamos ainda ofensas contra a dignidade e honra das pessoas. Limitamos o debate às questões de fé e doutrina.

Autor: A.Silva com a colaboração de Dani Carvalho, Bel Acioli, Val Melkis e Claudio Maria

 
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Publicado por em 09/05/2014 em Apologética

 

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Heresias de Ana Paula Valadão

A Igreja Batista da Lagoinha ficou famosa em todo o Brasil devido ao grupo Diante do Trono, ministério de louvor da igreja liderado por Ana Paula Valadão, filha do então Pastor Márcio Valadão. A igreja tem a sua linha assumidamente pentecostal desde os anos de 1960. O pastor José Rego, o primeiro pastor da Lagoinha, pregava que o batismo com o Espírito Santo era uma experiência distinta da conversão e era adepto da glossolalia. Em 1964, a Convenção Batista excluiu a Igreja da Lagoinha do seu rol.

O pastor Márcio Valadão, que hoje se denomina apóstolo, chegou ao pastoreio em 1972 e foi o responsável pelo projeto expansionista da Lagoinha. Chegou a abrir diversas congregações. Uma de suas “filhas” é a Igreja Batista Getsêmani, liderada pelo pastor Jorge Linhares, autor de um livro herético intitulado “Benção e Maldição”.

No entanto, fica evidente que o “boom” da Igreja da Lagoinha está estritamente ligado ao grupo Diante do Trono. Este ministério de louvor que gravou seu primeiro CD em 1998, logo se tornaria uma potência da crescente indústria gospel com os álbuns seguintes “Águas Purificadoras” (2000) e “Preciso de Ti” (2001). O projeto inicial era gerar receita para investir no combate à prostituição infantil na Índia. Porém, o sucesso foi tão rápido que logo fez do ministério um dos expoentes da música cristã contemporânea. Hoje é o maior grupo de louvor da América Latina, com milhões e milhões de discos vendidos, além de vários prêmios musicais.

Não demorou para que as músicas do Diante do Trono tivessem espaço nos cultos de diversas denominações. Suas canções eram carregadas de emoção, falavam sobre a dependência do homem e incentivavam a busca por Deus. Todavia, pessoas mais atentas já haviam notado alguns equívocos teológicos em suas letras. Temos o exemplo de “Vitória na Cruz” que tem no mínimo dois erros: 1. Diz que o Diabo e o Inferno festejaram a morte na cruz. 2. Diz que Jesus tomou as chaves do Inferno da mão do Diabo. Bem, o Inimigo não comemorou a morte na cruz, pelo contrário, ele tentou Jesus para não ir até ela, pois sabia bem que o Filho de Deus triunfaria no madeiro. E a outra coisa é: Satanás nunca teve as chaves de coisa alguma, ele nunca foi dono de nada. Não existe respaldo bíblico para tais afirmações.

Com a consolidação do Diante do Trono no cenário nacional, houve um forte investimento midiático, hoje a Igreja da Lagoinha tem o seu próprio canal de televisão, a Rede Super, e lá vincula seus cultos e também os diversos congressos realizados pelo Centro de Treinamento Ministerial Diante do Trono. Foi justamente com esse espaço midiático que as heresias desse ministério começaram a repercutir. Coisas muito estranhas como o episódio em que a Ana Paula engatinhou como um leão, dizendo que estava recebendo uma nova unção. Vale ressaltar que o uso do termo unção no Novo Testamento está vinculado ao fato de termos recebido a Cristo no ato da conversão e seu Espírito se faz presente em nós (1 Jo 2: 20 e 27). 

Talvez o maior agravante tenha sido o ocorrido nesse último feriado de Páscoa. Ana Paula Valadão protagonizou um tal de ato profético que só vendo para crer:

 

Meu Deus! O que foi isso? O que são aquelas danças? O “aviãozinho” da Ana Paula muito se assemelha aos movimentos dos terreiros de umbanda. Tais atos proféticos não tem base neotestamentária. O que acontecia no Antigo Testamento, com o movimento profético era puramente didático (não tinha poderes místicos) e geralmente apontava ou para Cristo ou para o juízo de Deus sobre Israel. Ademais, hoje Deus não nos fala por meio dos profetas, mas sim através da revelação de seu Filho:

Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo.” (Hebreus 1:1-2)

Engraçado é ver no vídeo que “apóstolos” estão transferindo o poder para a outra geração. Mas acontece que  apostolado cessou no século primeiro. Indo para a Bíblia vemos que para exercer o ofício apostólico existiam duas condições: 1. O apóstolo tinha que ser testemunha ocular da ressurreição de Cristo (Atos 1:2-3, 1:21-22, 4:33 e 9:1-6; 1Co 9:1 e 15:7-9). 2. O apóstolo tinha que ter sido comissionado diretamente por Jesus (Mt 10:1-7, Mc. 3:14, Lc 6:13-16, At 1:21-26, Gl 1:1 e  1:11-12 ). Não existe nenhuma condição bíblica para crer que o ofício apostólico é válido em nossos dias, até porque, quem chamou os apóstolos contemporâneos? Quais os requisitos de seu apostolado? Quantos são os apóstolos nos dias atuais? Basta se auto-intitular? 

Infelizmente vi, nas redes sociais, diversas pessoas dizendo que não enxergaram nada demais no dito ato profético e que sentiram uma forte emoção durante a encenação. Pobre da igreja que coloca as emoções pessoais a frente das Escrituras. Lembrem-se de que a Bíblia é um livro que foi inspirado pelo Espírito Santo, sendo assim, ele nunca iria impelir alguém a encenar ou agir algo que não tem o respaldo da Palavra. Lembro de Jeremias 28, lá o falso profeta Ananias fez um grande estardalhaço, falando que o jugo da Babilônia seria quebrado em 2 anos e Judá estaria livre. Para isso ele arrancou o jugo de madeira do pescoço do profeta Jeremias (seria um ato profético?). Então Deus ordenou que Jeremias falasse a Ananias que ele quebrou um jugo de madeira, mas o Senhor iria por um de ferro e todos iam ter que se submeter a Nabucodonozor, rei babilônico. Também afirmou que o falso profeta morreria por ter feito o povo crer numa mentira. E tal como profetizou Jeremias, assim aconteceu.

Como se não bastasse as invencionices da líder do Diante do Trono, agora a Igreja da Lagoinha tem um outro expoente tão polêmico e equivocado como a Ana Paula Valadão tem se portado. É o tal do Pastor Lucinho Barreto, que ganhou fama após ter uma imagem sua “cheirando” a Bíblia exposta na internet. Ele se diz uma referência para a juventude evangélica brasileira e promove “loucuras por Jesus”. Sua teologia é infundada, todavia, suas pregações são muito visualizadas no YouTube. Realmente o Lucinho tem sido venerado.

A heresia da vez foi ter falado que Deus criou esposas para Caim e Abel assim como criou Eva para Adão. Sinceramente, esta é uma tremenda de uma sandice. Como alguém que se diz pastor defende algo que não é bíblico, como sendo uma verdade? Gênesis 5:4 diz que Adão gerou filhos e filhas e isso nos dá respaldo para dizer que Caim e Abel casaram com irmãs ou sobrinhas, e que naquele contexto o incesto não era pecado. Por mais bem intencionado que seja o Lucinho, isso não serve como desculpa para distorcer a Palavra de Deus como ele vem fazendo. Uzá foi fulminado por tocar na arca da aliança, algo proibido. Ele fez isso quando os bois tropeçaram (2 Samuel 6:6-7), talvez com a intenção de livrá-la de uma possível queda, mas Deus não o poupou. Por mais “irrelevante” que seja a doutrina, Lucinho peca por não fazer das Escrituras a sua fonte de revelação, embasando seus argumentos em mero achismo. 

Não há dúvidas de que a Igreja Batista da Lagoinha tem se tornado um verdadeiro celeiro de heresias e como isso é ruim.

 
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Publicado por em 07/05/2014 em Ana Paula Valadão

 

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A ética dos meios de comunicação

O mundo dos meios de comunicação abrange os diversos meios dos livros, os periódicos, as revistas, o rádio, a televisão, o cinema, os discos, o CD, e o crescente âmbito dos ordenadores e os sistemas visuais e as táticas interativas. Os meios de comunicação controlam e processam massas de informação, oferecendo educação e conhecimento além do ócio. Levantam-se várias questões éticas sobre a natureza dos diversos meios. O impacto do visual e as imagens que emite, assim como as novas possibilidades que oferece a “realidade virtual”, que nos permite participar e experimentar sendo, ao mesmo tempo, meros expectadores, suscita perguntas fundamentais sobre os abusos do sistema e o controle necessário.

A centralidade da verdade e o perigo de manipulá-la, simplificando-a em excesso ou distorcendo-a para encaixar com o meio, o tempo disponível, a intenção do produtor e os desejos do proprietário da empresa, são temas importantes. A própria diversidade dos meios e as diferentes apresentações das mesmas notícias respaldam a crítica feita aos meios de comunicação por seus prejuízos e sua falta de objetividade.

É possível que o propósito da mídia de massa seja o de informar, educar ou o entretenimento. Os limites adequados a estes propósitos que concedem ao expectador/leitor a liberdade de formular os seus próprios juízos sobre a vida são cruciais. É importante considerar se os meios intentam controlar e conformar a opinião pública ou meramente refleti-la. Em questões políticas e morais isto pode levar a evitar que o poder resida em mãos de uns poucos proprietários de meios de comunicação, que não são eleitos pela maioria, nem são representantes dela.

A lei intenta controlar os meios de comunicação equilibrando a necessidade de liberdade de imprensa com a proteção de pessoas vulneráveis, mediante leis sobre o libelo e a difamação. A invasão de privacidade pode ser legislada, e no contexto de um tribunal, a informação ou as restrições de identidade protegem ao inocente, quando por exemplo, se salvaguarda o anonimato de uma vítima de violação. O governo limita os meios quando estão em jogo questões de segurança nacional.

Aqueles que trabalham em e para os meios de comunicação podem enfrentar-se com problemas morais relativos a conflitos de interesses, que podem afetar a sua objetividade e capacidade de informar adequada e justamente. A implicação com uma fonte de notícias ou a pressão de um superior para omitir ou acrescentar um ponto informativo pode criar outros problemas.

O impacto dos meios na vida social e na política suscita a questão moral de até que ponto deveriam respaldar ou questionar o status quo. As campanhas políticas são afetadas diretamente pela televisão, com sua ênfase nos “debates públicos”, a política das personalidades e as oportunidades de se usar fotografias inconvenientes.

A imprensa e os meios “sujos” são culpados de criar ambientes que induzem ao indivíduo a atuar de maneira criminal ou ofensiva. Isto encontra eco no “periodismo de cheque” que compra histórias e corre o risco de fazer uma montanha com apenas um grão de areia, enquanto se prende na ganância e vulnerabilidade das pessoas. Os meios somente regulam-se a si mesmos, como nas situações em que corre perigo a vida do repórter senão oculta as informações sobre um sequestro ou os detalhes de determinados crimes. O uso de fontes informativas anônimas nos leva a questionar como ele obteve a informação. Temas como o suborno e o pagamento de serviços prestados são questões morais.

Também é possível que um governo abuse dos meios e intente censurar a informação. A sociedade expressa seus pontos de vista sobre tais questões mediante a lei e seu cumprimento, mas as sociedades seculares estão profundamente divididas a respeito da liberdade dos indivíduos para criar e contemplar a pornografia, e sobre a necessidade de controlar o material sexualmente explícito e violento. Parte dessa preocupação centraliza-se no impacto que tais coisas têm sobre os vulneráveis e jovens. Não se chega a um acordo sobre o grau em que as pessoas se endurecem e se tornam insensíveis, convertendo-se em imitadores ou são estimulados. Frequentemente os meios de comunicação se limitam mediante a normativa de não emitir certos programas (com cenas sexuais ou violentas explicitas ou uma linguagem inconveniente) antes das nove da noite. Há certas organizações e autoridades nacionais que tratam as reclamações do público contra os meios, ainda que as penas impostas frequentemente pareçam ser ineficazes.

A publicidade, nas questões de dizerem a verdade, exagerar, criar imagens ou induzir a má interpretação são áreas morais nas quais as autoridades reguladoras da publicidade lutam incessantemente para manter alguns padrões de integridade elevados.

O interesse cristão centraliza-se na importância da verdade como parte das exigências e mandamentos divinos sobre a humanidade, assim como na verdade em sua plena e definitiva expressão em Cristo. A preocupação com o impacto da mídia nos vulneráveis e crianças deve ir conjugada ao que devemos sentir pelas imagens que projetam das mulheres, os grupos raciais e anciãos. O modo como a publicidade cria necessidade e conduz a uma dívida crescente dentro de uma sociedade baseada no consumo e egoísta, revela o poder dos meios para criar e reforçar valores. Há que revelar tais valores, provando-os para justificar a sua correspondência com os valores que devem manifestar os cristãos e segundo os quais devem viver.

 
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Publicado por em 07/05/2014 em Mídia

 

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Os cinquenta dias da Páscoa

Os Cinquenta dias que decorrem desde o Domingo da Ressurreição até ao Domingo de Pentecostes, inclusive, são celebrados com alegria e júbilo, como se fora um único dia de festa, mais, como se fora um “grande domingo” (Cerimonial dos Bispos, 371). Como já haviaindicado Tertuliano (160-220)e repetiram outros escritores eclesiásticos, a Páscoa cristã se prolonga por cinquenta dias, nos quais a Igreja celebra um único e mesmo Mistério: Cristo Ressuscitado, que é glorificado como Kyrios(Senhor), à direita do Pai na Ascensão, e envia o Espírito Santo em Pentecostes. Dentro desta unidade teológico-celebrativa,podemos distinguir os seguintes elementos estruturais:

O Domingo de Páscoa: Originariamente, o Domingo da Ressurreição não teve outra celebração que a Vigília Pascal, ao amanhecer. Quando a Eucaristia se adiantou para meia noite, começou-se a celebrar o Domingo da Ressurreição e durante o século V foi introduzida a Missa da manhã do Domingo de Páscoa, considerada desde a época de São GregórioNazianzeno (329-389) como festividade das festividades. A liturgia atual prevê que se celebre a Missa do dia de Páscoa com a máxima solenidade. Destaque, neste dia, para a Sequência VictimaePaschalilaudes, composição provavelmente do Século XI.

Oitava dePáscoa: Ao longo do século V ganharam importância especial os oito dias que seguem aPáscoa. A Igreja considera como um único dia de festa. Na liturgia atual, a Oitava dePáscoa é uma evocação continuada dasaparições do Ressuscitado, narradas pelos quatro evangelistas. Nestes dias, canta-se o hino de louvor.

Os Domingos e dias da semana de Páscoa: Os domingos do tempo Pascal são chamados II, III, IV, V, VI e VII da Páscoa. O Segundo Domingo ganhou recentemente o nome de Domingo da Divina Misericórdia, por desejo do Papa João Paulo II, mas continua sendo o II Domingo de Páscoa e nele se celebra Cristo Ressuscitado, o qual, com certeza, é misericordioso. O IV Domingo de Páscoa, embora nele se escute o Evangelho do Bom Pastor, não é liturgicamente assim chamado. Nestes domingos assim como nos dias de semana, cruzam-se a mensagem pascal da ressurreição de Jesus Cristo, a alegria daIgreja por haver recuperado seu Esposo, a vida nova do batismo e a ação do Espírito Santo na comunidade cristã e no coração de cada fiel.

Ascensão do Senhor: Só a partir do século IV, foi generalizada a celebração da Ascensão com personalidade própria, mas estava integrada antes nos cinquenta dias da Páscoa como fato ligado à vinda do Espírito Santo. É Cristo exaltado pelo Pai como Cabeça e de cuja glória participa a Igreja como seu Corpo, primeiramente como garantia e depois como em plenitude.

Pentecostes: No princípio do Século IV, começou-se a celebrar em Roma umaVigília no quinquagésimo dia da Páscoa, de idêntica solenidade a da Vigília Pascal. Até então Pentecostes era a conclusão do Tempo Pascal.  A liturgia atual quer viver o dia dePentecostes como encerramento dos Cinquenta dias de Páscoa. Na verdade, a Páscoa de Cristo consuma-se com a efusão do Espírito Santo. É Cristo, o Senhor, que derrama profusamente o Espírito.

A Páscoa ou o Mistério Pascal constitui o centro em torno do qual girao ano litúrgico. Na liturgia, de algum modo, todas as celebrações são sempre celebrações pascais. Dada a importância da Páscoa, esses dias devem ser vividos intensamente nas celebrações de nossas paróquias e comunidades. “Este é o dia que o Senhor fez para nós. Alegremo-nos e nele exultemos” (cf.Sl 117).Importante será valorizar o canto do Aleluia, sobretudo como aclamação própria antes do Evangelho.Os versículos que seguem esta aclamação pascal estão no Lecionário e expressam que Jesus Ressuscitado está presente na sua Palavra e que, sem dúvida, os seus pés feridos são belos eEle vem anunciar Paz a todos. Muito mais serão expressivas estas verdades cantando solenemente o Aleluia.

Neste tempo, não são permitidas Missas para diversas necessidades ou votivas, a não ser que haja uma grande exigência pastoral. Sempre indagamos se há realmente essa necessidade pastoral de celebrar, na Páscoa,por exemplo, a Missa votiva do Sagrado Coração de Jesus.As Missas pelos defuntos sejam celebradas de acordo com os formulários próprios para o tempo pascal.  Não haverá tempo melhor para celebrar pelos falecidos que quando celebramos a ressurreição de Cristo. Não há necessidade de mudar as leituras nem os formulários da Missa. Aqui uma atenção especial: o folheto da chamada Missa da Esperança, muito usado nas missas de sétimo e trigésimo dia, não tem lugar e não deve ser seguido neste tempo. Outra observação é que o Tempo Pascal prolonga-se durante o mês de maio, tão marcado pela devoção a Nossa Senhora. A devoção mariana será muito importante nas expressões de fé nas noites do mês de maio, masdeve-se ter o cuidado para que as celebrações litúrgicas sejam pascais. A Virgem Maria também se alegra pela ressurreição de seu Filho: “Rainha do Céu, alegrai-vos, aleluia! Pois Aquele a quem merecestes trazer em vosso seio ressuscitou segundo disse, aleluia!”

De grande importância para celebrar bem o tempo pascal será a escolha de cantos litúrgicos apropriados. Os nossos cantores precisam escolher bem os repertórios das celebrações respeitando o mistério da Páscoa, não se utilizando de cantos que são executados durante o ano todo e que nem sempre são litúrgicos. Vale apena dá uma olhadinha no Hinário Litúrgico IIda CNBB.

Nas celebrações litúrgicas, bem preparadas, pelas nossas equipes de liturgias e bem celebradas pelos presbíteros ou outros ministros, poderemos viver a experiência dos discípulos de Emaús, os quais sentiram o coração arder, quando o Senhor Ressuscitado lhes explicava as Escrituras e o reconheceram ao partir o Pão. Feliz Tempo Pascal!

Padre Moisés Ferreira de Lima
Presidente da Comissão Arquidiocesana de Pastoral para a Liturgia

 
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Publicado por em 07/05/2014 em Liturgia, Páscoa

 

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