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Corpo, alma e espírito?

alma-morrendo-62c441Em síntese: São Paulo em 1Ts 5,23 menciona a tricotomia “corpo, alma e espírito” – É de notar, porém, que esta é a única ocorrência da tricotomia no epistolário paulino; geralmente o Apóstolo fala de “carne e espírito” – o que bem mostra que S. Paulo não quis fazer da tricotomia um dogma. Espírito (pneuma) nas cartas paulinas tem significados diversos, pode, entre outras coisas, designar o Dom da graça divina, que torna o cristão habitáculo da Ssma. Trindade. Esta significação ocorre, com especial clareza, em 1Cor 2, 12-15, onde o autor sagrado distingue entre o homem psíquico ou o homem deixado aos seus próprios recursos naturais, e o homem pneumático, que é o homem psíquico enriquecido pelo Dom da graça divina. A tricotomia de 1Ts 5,23 pode ser entendida à luz de 1Cor 2, 12-16.

Muitos afirmam haver três elementos constitutivos do ser humano: corpo, alma e espírito (soma, psyché e pneuma). Para corroborar sua tese, citam 1Ts 5,23.

“Que o vosso ser inteiro, o espírito, a alma e o corpo sejam guardados de modo irrepreensível para o dia da Vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”.

Cita-se também Lc 1,46s.

Que pensar a respeito de 1Ts 5, 23?

Pode-se entender o texto Paulino em dois sentidos:

a) O Apóstolo quis designar o homem inteiro consagrado a Deus e pronto para receber o Cristo vindouro. Ter-se-á então servido da tricotomia platônica que lhe ocorreu ao escrever, todavia sem pretender fazer da mesma um dogma.  Aliás, esta é única vez em que o Apóstolo menciona a tricotomia;  geralmente fala de corpo ou carne (basar, em hebraico), indicando a parte material e frágil do ser humano, e espírito, significando o princípio vital do cristão enriquecido pela graça divina:

“A carne tem aspirações contrárias ao espírito e o espírito contrárias à carne.  Eles se opõem mutuamente, de modo que não fazeis o que quereis” (Gl 5,17).

Ver outrossim Rm 1, 9;6, 16; 1Cor 2,11;16,18; 2Cor 2, 13;7,13; Gl 6,18…

b) Pode-se entender 1Ts 5,23 de outro modo: psiché seria p princípio vital animador do corpo humano, que em português é dito “alma”. Pneuma seria o Dom da graça divina, que propicia comunhão com o próprio Deus. Tal distinção é muito nítica em 1Cor 2,12-15:

“O homem psíquico não aceita o que vem do Espírito de Deus. É loucura para ele; não pode compreender, pois isso deve ser julgado espiritualmente. O homem espiritual, ao contrário, julga a respeito de tudo e por ninguém é julgado”.

O Apóstolo menciona também “o corpo psíquico” (o corpo natural) e “o corpo espiritual”, corpo glorificado pela transparente presença da graça divina:

Se há um corpo psíquico, há também um corpo espiritual… Primeiro não foi feito o que é espiritual, mas o que é psíquico: o que é espiritual, vem depois” (1Cor 15,44-46).

Em conclusão: seria falso querer deduzir de 1Ts 5,23 um artigo de fé ou mesmo apenas uma antropologia teológica. O apóstolo não visava a isto. Ele é, antes, dicotômico nas suas cartas em geral.

Está claro que ele reconhece também o Pneuma como Pessoa Divina, que habita no cristão e o chama à santidade de vida:

“Se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos habita em vós, aquele que ressuscitou Cristo Jesus dentre os mortos dará também vida aos vossos corpos mortais mediante o seu Espírito, que habita em vós” (Rm 8,11).

E Lc 1,46s?

Eis o texto em foco:

“Minha lama engrandece o Senhor

E meu espírito exulta em Deus meu Salvador”.

Como se vê, o texto é poético. Ora a poesia hebraica segue o ritmo do paralelismo sinônimo, paralelismo que pode ser também antitético e sintético. No caso de Lc 1,46s, alma e espírito são sinônimos entre si. O louvor a Deus é proferido duas vezes pelo eu de Maria, ora designado como alma, ora como espírito.

À guisa de complemento, seguem-se breves noções de antropologia católica.

Antropologia católica

O ser humano é composto e corpo material e alma espiritual.

Há quem pergunte:  qual a diferença entre alma e espírito?

Responderemos que o espírito é um ser dotado de inteligência e vontade, mas sem corpo, sem dimensões materiais, sem forma, sem tamanho. Há três tipos de espírito, como se pode ver abaixo:

Não criado:  Deus Espírito:

Para existir sem corpo: o anjo (bom ou mau)

Criado:

Para se aperfeiçoar no corpo: alma humana

O corpo é mortal, pois consta de elementos materiais, que, com o tempo, se vão desgastando.

A alma humana, sendo espiritual, é imortal por si mesma; sendo simples, ela não se decompõe. Pode, sem dúvida, ser aniquilada por Deus, que a criou a partir do nada.  Sabe-se, porém, que Deus não destrói as criaturas que Ele fez com muito amor.

Corpo e alma, embora sejam distintos um do outro, são complementares entre si;  formam um só todo psicossomático. Nenhuma atividade do homem é meramente psíquica ou meramente somática. Embora a alma seja espiritual e imortal por si mesma, ela precisa do corpo para desenvolver suas potencialidades. Uma vez separada do corpo após a morte, ela usufruirá dos valores adquiridos enquanto unido ao corpo.

2. A doutrina assim apresentada nada tem que ver com dualismo. Este implica antagonismo entre partes opostos. Ocorre nas teorias maniquéia, órfica, pitagória e no hinduísmo, que têm a matéria como algo de intrinsecamente mau e o espírito como algo de bom por sua natureza mesma. A doutrina cristã rejeita o dualismo, pois afirma que a matéria é, como o espírito, criatura de Deus e, por conseguinte, ontologicamente boa. Mas nem por isso a doutrina cristã cai no monismo, que identifica entre si matéria e espírito. – Entre dualismo e monismo situa-se a dualidade; esta professa a distinção de espírito e matéria, mas não os julga antitéticos entre si, e, sim, complementares. Analogamente homem e mulher são criaturas distintas uma da outra, mas não antagônicas, e, sim, feitas para se complementar mutuamente.

Recapitulando esquematicamente:

Dualismo: dois princípios opostos entre si por sua própria natureza ou no plano ontológico;

Dualismo: dois princípios distintos, mas não opostos entre si, e, sim,  complementares;

Monismo:  uma só realidade com facetas diversas.

Ora corpo e alma formam uma dualidade, e não dualismo nem monismo. A dualidade de corpo e alma é afirmada em Mt 10,28: “Não temais os que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Temei, antes, aquele que pode destruir a alma e o corpo na geena”.

Frente a recentes concepções monistas, a Igreja se pronunciou.

Com efeito; aos 17/05/1979 foi promulgada uma Declaração da Congregação para a Doutrina da Fé, que incute a distinção entre corpo e alma.  Eis as suas afirmações principais

“Esta Sagrada Congregação, que tem a responsabilidade de promover e defender a doutrina da fé, propõe-se hoje recordar aquilo que a Igreja ensina em nome de Cristo,  especialmente quanto ao que sobrevém entre a morte do cristão e a ressurreição universal:

1) A Igreja crê numa ressurreição dos mortos (cf. Símbolo dos Apóstolos).

2) A Igreja entende esta ressurreição referida ao homem todo; esta, para os efeitos, não é outra coisa se não a extensão, aos homens, da própria ressurreição de Cristo.

3) A Igreja afirma a sobrevivência e a subsistência, depois da morte, de um elemento espiritual, dotado de consciência e de vontade, de tal modo que o eu humano subsista, ainda que sem corpo. Para designar esse elemento, a Igreja emprega a palavra alma, consagrada pelo uso que dela fazem a S. Escritura e a Tradição.  Sem ignorar que este termo é tomado na Bíblia em diversos sentidos. Ela julga, não obstante, que não existe qualquer razão séria para o rejeitar e considera mesmo ser absolutamente indispensável um instrumento verbal para sustentar a fé dos cristãos.

4) A Igreja exclui todas as formas de pensamento e de expressão que, se adotadas, tornariam absurdas ou ininteligíveis a sua oração, os seus ritos fúnebres e o seu culto dos mortos, realidades que, na sua substância, constituem lugares teológicos.

5) A Igreja, em conformidade com a Sagrada Escritura, espera a gloriosa manifestação de Nosso Senhor Jesus Cristo (cf. Constituição Dei Verbum 14), que Ela considera como distinta e diferida em relação àquela condição própria do homem imediatamente após a morte.

6) A Igreja, ao expor a sua doutrina sobre a sorte do homem após a morte, exclui qualquer explicação que tire o sentido à Assunção de Nossa Senhora naquilo que ela tem de único, ou seja, o fato de ser a glorificação corporal da Virgem Santíssima uma antecipação da glorificação que está destinada a todos os outros eleitos.

7) A  Igreja, em adesão fiel ao Novo Testamento e à Tradição, acredita na felicidade dos justos que estarão um dia com Cristo. A mesmo tempo Ela crê numa pena que há de castigar para sempre o pecador que for privado da visão de Deus, e ainda na repercussão dessa pena em todo o ser do mesmo pecador. E, por fim, Ela crê existir para os eleitos absolutamente diversa da pena dos condenados. É isto que a Igreja entende quando Ela fala de inferno e de purgatório”.

Nesta Declaração chamam-nos a atenção especialmente

- o item 3:  afirma a separação de corpo e alma na morte e a subsistência, sem corpo, da alma humana, elemento espiritual, dotado de inteligência e vontade (núcleo da personalidade);

- os itens 5 e 6:  ensinam que não coincidem entre si a hora da morte de cada indivíduo e a parusia ou manifestação final de Jesus Cristo. Se alguém morrer em 2003, não creia que assistirá imediatamente ao fim do mundo, alegando que, após a morte não há futuro nem passado. A ausência de futuro e passado ou o regime da eternidade é de Deus só. A criatura que deixa este mundo, emancipa-se do tempo, mas não passa a viver o regime da eternidade; a sua duração será medida pelo EVO ou por uma sucessão de atos psicológicos. Ver PR 390/1994, pp. 494-504.

Revista:  “PERGUNTE  E RESPONDEREMOS”
D. Estevão Bettencourt, osb
Nº  495  Ano:  2003 – p. 422

 
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Publicado por em 20/10/2014 em Uncategorized

 

Católicos não lêem a Bíblia ?

Muitos Protestantes atribuem à si próprios o direito de “interpretar” a Bíblia. Acreditam ter uma iluminação “Direta” do Espírito Santo, sem intermediários, ou seja, sem a Igreja. Dizem que a Igreja Católica não aconselha o uso da Bíblia a todos os fiéis. Isto não é verdade. Como a Igreja é a coluna e o fundamento da Verdade (1 Tm 3,15) o Cristão deve primeiro aprender da Igreja. A Bíblia é um livro profundo, que deve ser ensinado pela Igreja, que é o berço da Bíblia. Pois quem lê a Bíblia sem o auxílio da Igreja, acaba entendendo tudo errado, e saber errado é pior do que não saber.

O Católico não lê a Bíblia da mesma maneira que o Protestante, ou seja: Com uma interpretação subjetiva, secundária e pessoal. O Católico lê a Bíblia sim, no caminho que a Igreja sempre indicou: com uma orientação séria e segura do Magistério da Igreja, com ajuda da Exegese e da Teologia Bíblica que a Igreja oferece. Mas porque isso? Porque do contrário, com a interpretação pessoal, pode-se chegar à criação de outras tantas interpretações, dando-nos a impressão do surgimento de uma nova torre de Babel (Gêneses 11,1-9).

O livre exame da Bíblia é um perigo muito grande. Aliás, isso fica evidente pela constatação do número de igrejas Protestantes que surgiram e surgem a cada dia. Todos devemos ler a Bíblia, sim, mas não podemos pretender entendê-la, sozinhos.

A Igreja recomenda que a Bíblia seja lida com cuidado e só em versões inteiramente fidedignas, para não se resvalar nesses erros Protestantes. O próprio Pedro alerta os primeiros fiéis a respeito da dificuldade de compreender a Bíblia. “Nelas há algumas passagens difíceis de entender, cujo sentido os espíritos ignorantes ou pouco fortalecidos deturpam, para a sua própria ruína, como o fazem também com as demais Escrituras” (2 Pedro 3,15-16 ).

Lucas, no Ato dos Apóstolos, narra que Felipe foi alertado por um Anjo para ir à estrada que desce de Jerusalém a Gaza. Nela viu um Ministro da Rainha Candace, da Etiópia, lendo Isaías. Felipe perguntou-lhe: Porventura entendes o que está lendo? O Eunuco respondeu que não entendia, rogando que explicasse o sentido do que lia. (Atos 8,26-31).

Concluindo:

Com o surgimento do Protestantismo em 1517, nenhum livro dividiu tanto os homens e os corações quanto a Bíblia. Porém, não basta ler, pois a maioria dos que lêem sem acompanhamento, acaba se tornando um fundamentalista. É preciso uma orientação fiel e segura, assim como a Igreja Católica fazia antes da Reforma, e faz nos dias atuais.

 
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Publicado por em 20/10/2014 em Uncategorized

 

Por que não sou protestante?

É muito interessante que em 1 Tm 3,15 vemos não a Bíblia, mas a Igreja – isto é, a comunidade viva de crentes fundada sob Pedro e os apóstolos e mantida pelos seus sucessores – sendo chamada de coluna e fundamento da verdade. Claramente esta passagem de modo algum significa diminuir a importância da Bíblia, mas sua intenção é de mostrar que Jesus Cristo de fato estabeleceu um magistério autorizado que foi enviado a ensinar todas as nações (cf. Mt 28,19) Em outro lugar esta mesma Igreja recebeu de Cristo a promessa de que os portões do inferno não prevaleceriam contra ela (cf. Mt 16,18), pois Ele sempre estaria presente (cf. Mt 28,20) e enviaria o Espírito Santo para ensiná-la todas as verdades (cf. Jo 16,13). Ao chefe visível de sua Igreja, São Pedro, Nosso Senhor disse: Te darei as chaves do Reino dos Céus. Tudo que ligares na terra será ligado no céu; e tudo que desligares na terra será desligado no céu (Mt 16,19). É evidente a partir destas passagens que Nosso Senhor enfatiza a autoridade de Sua Igreja e a norma que deveria seguir para salvaguardar e definir o Depósito da Fé.

Também é evidente destas passagens que esta mesma Igreja seria infalível, pois se em algum lugar de sua história a Igreja ensinou o erro em matéria de fé e moral – ainda que temporariamente – cessaria de ser esta coluna e fundamento da verdade. Pelo fato de todo fundamento existir para ser firme e permanente, e de que as passagens acima não permitem a possibilidade da Igreja ensinar algo contrário à reta fé e moral, a única conclusão plausível é que Nosso Senhor foi muito preciso em estabelecer a sua infalibilidade quando chamou-a de coluna e fundamento da verdade.

O protestante, entretanto, vê aqui um dilema quando afirma que a Bíblia é a única regra de fé para seus crentes. Qual a capacidade, então, da Igreja – coluna e fundamento da verdade – se não deve servir para estabelecer autoridade alguma? Como a Igreja pode ser coluna e fundamento da verdade se não é palpável, habitualmente prática para servir como autoridade na vida do cristão? O protestante efetivamente nega que a Igreja seja o fundamento da verdade por negar que ela possua qualquer autoridade para ensinar.

Além disso, os protestantes entendem o termo Igreja como sendo algo diferente do que entende a Igreja Católica. Os protestantes veem a igreja como uma entidade invisível, e para eles ela é a coletividade de todos os cristãos ao redor do mundo unidos na fé em Cristo, apesar das grandes variações nas doutrinas e alianças denominacionais. Os católicos, por outro lado, entendem que não somente os cristãos unidos na fé em Cristo formam seu corpo místico, mas entendemos simultaneamente que esta seja – e somente uma – a única organização que possa traçar uma linha ininterrupta até os próprios apóstolos: a Igreja Católica. É esta Igreja e somente esta Igreja que foi estabelecida por Cristo e que tem mantido uma consistência absoluta em doutrina através de sua existência, e, portanto, é somente esta Igreja que pode requerer ser a coluna e fundamento da verdade.

O protestantismo, por comparação, tem conhecido história de fortes vacilos e mudanças doutrinárias, e nem mesmo duas denominações concordam entre si completamente – mesmo quanto a doutrinas importantes. Tais mudanças e alterações não permitem que sejam consideradas fundamento da verdade. Quando os fundamentos de uma estrutura alteram-se ou são dispostos inapropriadamente, este mesmo fundamento é fraco e sem suporte firme (Mt 7,26-27). Pelo fato de o protestantismo ter experimentado mudanças tanto intradenominacional quanto entre as diversas denominações que surgem continuamente, estas crenças são como uma fundação que muda constantemente. Tais credos então cessam de prover o suporte necessário para manter a estrutura que sustentam, e a integridade dessa estrutura fica comprometida. Nosso Senhor claramente não pretendeu que seus discípulos e seguidores construíssem suas casas espirituais em tal fundamento instável.

 
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Publicado por em 20/10/2014 em Uncategorized

 

Qual a diferença entre corpo, alma e espírito?

Na linguagem comum, costumamos usar estas duas palavras como sinônimas, designando, através delas, o elemento espiritual, imortal, de cada um de nós, assim como lemos no cântico de Maria (Lucas 1, 46 – 47) A minha alma glorifica o senhor, o meu espírito exulta em Deus meu salvador.

Citamos, algumas passagens Bíblicas em que a palavra espírito é também, empregada como sinônima de alma: O pó volta à terra como o era, e o espírito volta a Deus, que o deu (Ec 12,7) …no qual também foi, e pregou aos espíritos em prisão (1 Pedro 3, 19); E apedrejaram a Estevão, que orava e dizia: senhor Jesus, recebe o meu espírito (Atos 7, 59).

E agora citamos outras passagens em que, ao contrário, a palavra alma é usada como sinônimo de espírito.

Não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma (que não é o sangue) (Mateus 10, 28)

Porque não deixarás a minha alma no Hades nem permitirás que aquele que te é leal veja a corrupção (Atos 13, 35)

Porque vós não abandonareis minha alma na habitação dos mortos, nem permitireis que vosso Santo conheça a corrupção.(Salmos 15, 10).

E quando abriu o quinto selo, vi por baixo do altar (junto de Deus) as almas dos que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus (Apocalipse 6, 9); e vi as almas (que não é o sangue) daqueles que foram executados com o machado pelo testemunho de Jesus (Apocalipse 20, 4).

Alma e espírito, visto, serem de uma só substância e natureza, formam um único elemento, uma entidade (indivíduo) única, imortal.

Quando o corpo morre, esta entidade, alma (que não é o sangue) e espírito num só e único elemento, porque imortal, volta para Deus onde terá julgamento (Romanos 14, 10) (2 Coríntios 5, 10) na esperança da ressurreição da carne (manifestação pública de todos).

Outras passagens Bíblicas parecem estabelecer distinção entre o corpo e o elemento que compõe espírito e alma, como se lê na carta aos Tessalonicenses (1Tessalonicenses 5, 23).

Neste conjunto, corpo alma e espírito não parecem o sangue que é substância integrante do corpo, e que perece unido ao corpo.

Podemos ver na Bíblia que alma tem o mesmo sentido de espírito. Exemplos:

Estendeu-se em seguida sobre o menino por três vezes, invocando de novo o Senhor: Senhor, meu Deus, rogo-vos que a alma deste menino volte a ele. O Senhor ouviu a oração de Elias: a alma do menino voltou a ele, e ele recuperou a vida. (1 Reis 17,21-22)

É somente por ele que sua carne sofre; sua alma só se lamenta por ele. (Jó 14,22)

Não temais aqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma; temei antes aquele que pode precipitar a alma e o corpo na geena. (Mateus 10,28)

Aliás, temos na terra nossos pais que nos corrigem e, no entanto, os olhamos com respeito. Com quanto mais razão nos havemos de submeter ao Pai de nossas almas, o qual nos dará a vida? (Hebreus 12,9)

Porque não reconheceu aquele que o formou, aquele que lhe inspirou uma alma ativa e lhe insuflou o espírito vital.(Sabedoria 15,11)

É errado dividir o homem em corpo, alma e espírito, como fazem a maioria dos protestantes. Leia (Gênesis 2,7) e compare com (Eclesiastes 12,7) leia (Mateus 10,28) e compare com (1Coríntios 5,3) leia (Gênesis 25,7-8) e compare com (1Coríntios 7, 34) ler ainda (Gênesis 25,17) e compare com (Atos 7,59).

Como vimos, a Bíblia em certas passagens, fala só de espírito e em outras fala só de alma. Contudo, o ser humano é corpo e alma, não pode ser dividido em três, mas sim em dois.

 
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Publicado por em 20/10/2014 em Uncategorized

 

Dilma mente do começo ao fim no debate da Record

O debate da Record foi bem mais morno, sem muita faísca, talvez porque o marqueteiro do PT tenha percebido que o tom agressivo de Dilma estava jogando contra. Não teve um claro vencedor também, pois Dilma conseguiu disseminar mentiras sem maiores refutações. E como mentiu a presidente! Aécio realmente precisa ter muito sangue frio para suportar aquele show.

Dilma começou levantando uma bola para Aécio: falou de empreendedorismo e estímulo para pequenos e médios negócios. O PT quer mesmo competir nisso com os tucanos? Será que o pequeno empresário prefere Mantega ou Arminio? Como anda a carga tributária durante o governo Dilma? Subiu! Simplificou alguma coisa? Não! O PT é amigo do pequeno negócio? Ninguém acredita nisso. Dilma como aliada dos empresários que não gozam de privilégios do BNDES não cola…

A presidente acha Aécio pessimista e disse que a economia não vai crescer 0,3% como “ele” afirma. Isso mesmo: vai crescer ZERO! Nada! Crescimento NULO! E isso é realismo, não pessimismo. Quem prevê esse nível de “crescimento” é o FMI e os principais analistas consultados pelo próprio Banco Central. Pessimismo?

A petista tentou puxar o tema das leis trabalhistas para colar em Aécio a imagem de inimigo dos trabalhadores. Se flexibilizar leis trabalhistas fosse sinônimo de tirar direitos e conquistas dos trabalhadores, a Escandinávia seria um inferno para eles. Suécia e Dinamarca têm menos “conquistas legais”, mas condições bem melhores de vida para os trabalhadores.

Aécio esfregou na cara de Dilma que a inflação é só brasileira (e venezuelana e argentina), mas no Chile está tudo sob controle de verdade, e com muito mais crescimento, ao contrário do que ocorre por aqui. Para ter 3% de inflação não é preciso aumentar desemprego coisa alguma, como alega Dilma. Isso é mais um mito do PT. Nossa inflação maior não trouxe crescimento algum, e o desemprego já começou a subir. E olha que tem muita gente ganhando para não procurar emprego…

A candidata Dilma teve a cara de pau de afirmar que o Plano Real foi feito no governo Itamar, ignorando quem era o ministro responsável. Isso mesmo: FHC! E o PT de Dilma votou contra. Queria congelamento de preços, o que julga adequado até hoje para combater a alta de preços, assim como trocar carne por ovo…

O tema da corrupção na Petrobras voltou à tona. Aécio perguntou se Dilma confia no tesoureiro do PT, Vaccari, apontado pelo delator Paulo Roberto Costa, o “Paulinho” para Lula, de coordenar o repasse dos desvios para o partido. Ele ocupa cargo em Itaipu, indicado por Dilma. Dilma não respondeu. Mas tentou citar o falecido Sérgio Guerra, do PSDB, que teria, segundo o delator ainda, recebido propina para impedir a CPI da estatal. Dilma não percebeu que, com isso, vai contra seu próprio governo, que oferece propina para impedir investigações?

Outra coisa que tem chamado a atenção nesses debates: o Goebbels que fala por meio de Dilma é o sujeito mais repetitivo do mundo! Martela essa ladainha de que havia impunidade antes e que agora a diferença é que os corruptos vão presos. E o pior é que tem gente alienada que acredita!

Uma vez mais, Dilma pensa que o Brasil é Cuba, e que cabe ao presidente “mandar investigar”. Aécio soube demarcar bem a diferença entre quem acredita nas instituições republicanas e quem se julga uma espécie de ditadora do país. O DNA autoritário está em todo o PT, camarada de Fidel Castro.

Por falar nele, Dilma insinuou que Aécio não disse ainda o que pensa sobre o programa Mais Médicos. Aécio já deixou claro o que pensa sobre ele sim: não tratar com privilégios os cubanos escravos ou milicianos importados para cá para financiar a ditadura de Fidel. Aqueles que Dilma acha que cuidam dos pacientes com mais “carinho”, enquanto ela vai se tratar no Sírio Libanês com médicos brasileiros…

Nos intervalos, um golpe de mestre do PSDB: mostrar a própria Dilma tecendo vários elogios à gestão de Aécio Neves no governo de Minas Gerais. O PT é assim mesmo: adota um discurso para cada ocasião, e esquece tudo aquilo que disse antes.

De volta ao tema da Petrobras, Aécio lembrou que todos aqueles trabalhadores que investiram via FGTS na estatal perderam muito dinheiro, cerca de metade de tudo aquilo que colocaram. Dilma fugiu dos fatos. Disse que a estatal não perdeu valor, que isso era “terrorismo” do tucano. Ora, quem diz que ela perdeu valor não é Aécio, mas os milhões de investidores do Brasil e do mundo que, voluntariamente, compram e vendem suas ações no mercado.

Sobre segurança pública, faltou Aécio lembrar que o PT de Dilma é conivente com os traficantes internacionais que trazem drogas para cá, pois são seus sócios no Foro de São Paulo. O PT sempre foi negligente com as Farc, por exemplo. Dilma, por outro lado, cita sempre a Copa para falar de segurança. Já sabemos a solução para a violência: ter Copa todo mês no Brasil…

Excelente foi a tirada de Aécio ao falar diretamente aos funcionários de carreira dos bancos públicos. O PT vem tentando espalhar que os tucanos seriam prejudiciais aos empregados dessas instituições. O alvo, na verdade, são os malandros políticos que aparelham essas estatais, não aqueles que realmente trabalham nelas e entraram por concurso.

Dilma falou do Pronatec novamente e levantou a bola para Aécio: hoje mesmo o programa foi alvo de denúncias da CGU, por má administração e estatísticas infladas. Assim é o PT, divulgando as “maravilhas” de programas que, na prática, acumulam problemas atrás de problemas…

Por fim, Dilma ultrapassou qualquer limite de mentiras ao declarar várias obras inacabadas como concluídas. O metrô do Rio foi um exemplo. Moro na “cidade maravilhosa”, e o metrô não está nem perto de conclusão. Como a presidente pode mentir tanto assim na maior cara lavada? Ainda disse que a ligação entre Brasil e a Amazônia estava pronta. Um momento: Amazônia não fica no Brasil?

No geral, para quem tem mais apreço pelos fatos, Dilma se saiu mal. Mas para os mais leigos, que costumam cair nessas mentiras repetidas mil vezes, a presidente conseguiu evitar maior constrangimento. Aécio terá que se esforçar mais no debate da TV Globo para desconstruir as falácias da presidente. As mentiras precisam ser esfregadas em sua cara com mais rigor.

Talvez o tucano tenha ficado intimidado com a enorme pressão da imprensa, que o colocou em pé de igualdade como responsável pelas baixarias. Como se elas não tivessem partido do lado de lá, mestre em descer o nível dos debates.

Rodrigo Constantino

 
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Publicado por em 20/10/2014 em Uncategorized

 

AÉCIO FOI O MELHOR NO DEBATE. E COM FOLGA.

Por ocasião de debates anteriores, já observei neste blog que existe uma diferença entre ser o melhor e vencer o debate. Não adianta ter tido o desempenho mais robusto se o telespectador achar o contrário. Que Aécio teve uma performance superior à de Dilma no confronto da TV Bandeirantes da noite desta terça, isso me parece evidente. Seja porque argumentou com mais clareza — Dilma não é exatamente uma grande oradora —, seja porque procurou falar do país que teremos, não daquele que tivemos. Não que o PSDB precise se envergonhar de sua história. Afinal, um partido que tem no currículo o Plano Real, a estruturação do SUS e a criação dos programas depois apelidados de “Bolsa Família” pode se orgulhar de seu passado. Ocorre que o bem e o mal que tucanos e petistas fizeram ao Brasil ficaram para trás. Servem, sim, para instruir o futuro, mas não mais do que isso. Infelizmente — e lamento pelo país —, o PT luta apenas para contar uma versão dessa história — a sua. Parece não ter mais nada a oferecer.

O embate, desta feita, foi duro. O momento mais tenso foi quando Aécio pediu que Dilma olhasse nos seus olhos e disparou: “Não seja leviana. A senhora está sendo leviana”. A petista se calou. Ela o havia acusado de construir um aeroporto em terras de familiares, o que, de fato, é falso, já que a área tinha sido desapropriada. Tanto é assim que o Ministério Público recusou a denúncia criminal, e o Tribunal Superior Eleitoral proibiu que a campanha de Dilma explorasse o assunto no horário eleitoral.

A petista sacou o aeroporto quando ficou sem resposta diante das evidências de corrupção na Petrobras. Aécio acusou a adversária de não demonstrar indignação e cobrou uma, como direi?, inverdade que ela vive repetindo: a de que demitiu Paulo Roberto Costa da Petrobras. Não! Ele é que pediu demissão, e a ata que registra a sua saída o saúda pelos serviços prestados. O tucano poderia ter lembrado, adicionalmente, que ela deu um novo emprego a Nestor Cerveró depois que ele já havia deixado a empresa: o de diretor financeiro da BR Distribuidora. Segundo Costa e Alberto Youssef, Cerveró era o operador do PMDB na estatal.

Dilma também usou o Mapa da Violência para afirmar que, na gestão Aécio, o índice de homicídios disparou em Minas. É falso. Ele governou o Estado entre 2003 e 2010. No período, segundo o Mapa, os mortos por 100 mil habitantes caíram em Belo Horizonte de 57,6 para 34,9; no Estado, de 20,6 para 18,1. Não acreditem em mim, mas no documento citado por Dilma. Eles estão aí abaixo.

Mapa da Violência - totais

Mapa violência - as capitais

Porto em Cuba
Dilma se enrolou para explicar o financiamento, pelo BNDES, de um porto em Cuba. Não disse, afinal de contas, por que os dados dessa operação são considerados secretos. Afirmou que a ação foi benéfica para empresas brasileiras, sem conseguir explicar por que os portos aqui no nosso país estão em petição de miséria.

Mais uma vez, voltou a ser assombrada pela inflação e pela frase seu secretário de política econômica, que sugeriu que os brasileiros trocassem carne por ovo ou frango. A candidata deixou boa parte dos telespectadores boiando quando afirmou que a inflação se explica em razão de um “choque de oferta” de carne e energia. Em português, ela quis dizer que esses são produtos escassos neste momento, mas que tudo vai passar. Curioso! O governista Delfim Netto já dava essa explicação em abril deste ano. Estamos em outubro. Naquele caso, o choque de oferta era de outros produtos. Pois é… De choque de oferta em choque de oferta, a inflação vai ficando. A ser assim, alguém ainda nos sugerirá que troquemos os ovos pelas moscas.

Mas isso tudo foi fichinha perto do espetáculo de sandices “no que se refere”, como diria Dilma, ao Bolsa Família e ao ensino técnico. Vejam os outros posts.

Há eleitores que votam em quem tem o melhor desempenho? Se há, Aécio pode comemorar. Até porque pegou Dilma no contrapé quando afirmou que parecia um debate entre dois candidatos de oposição. Afinal, ali estava a petista a prometer mudanças se reeleita. O que nunca entendi é por que não começa a mudar agora. Afinal, ela já é presidente da República.

Por Reinaldo Azevedo

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/aecio-foi-o-melhor-no-debate-e-com-folga-se-venceu-ai-quem-diz-e-o-eleitor-ou-sobre-a-violencia/

 
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Publicado por em 15/10/2014 em Uncategorized

 

Mas, afinal de contas, quem criou o Bolsa Família?

 Resposta: foi FHC! Afirmar que foi Lula é fraudar a história

Olhem aqui: já tratei deste assunto dezenas de vezes neste blog. Quem criou o Bolsa Família foi FHC, não Lula. “Mas o programa tinha esse nome, Reinaldo?” Não! Quem lhe deu esse apelido foi, sim, o chefão petista. Mas uma coisa não passa a ser outra porque alguém lhe mudou o nome. Como diria Julieta, a adolescente maluquete de Shakespeare, a rosa continuaria a cheirar bem se tivesse outro nome, não é mesmo? Dilma precisa ler Shakespere. Dilma precisa ler.

Precisa ler, inclusive, o texto da Medida Provisória que impôs a unificação dos programas de transferência de renda criados por FHC, em outubro de 2003, depois convertida na lei 10.836, de 9 de janeiro de 2004. Transcrevo:
“programa de que trata o caput tem por finalidade a unificação dos procedimentos de gestão e execução das ações de transferência de renda do Governo Federal, especialmente as do Programa Nacional de Renda Mínima vinculado à Educação – “Bolsa Escola”, instituído pela Lei n.° 10.219, de 11 de abril de 2001, do Programa Nacional de Acesso à Alimentação – PNAA, criado pela Lei n.° 10.689, de 13 de junho de 2003, do Programa Nacional de Renda Mínima vinculado à Saúde – “Bolsa Alimentação”, instituído pela medida provisória n.° 2.206-1, de 6 de setembro de 2001, do Programa Auxílio-Gás, instituído pelo Decreto n.° 4.102, de 24 de janeiro de 2002, e do Cadastramento Único do Governo Federal, instituído pelo Decreto n.° 3.877, de 24 de julho de 2001.

Já que é assim, fotografo (clique na imagem se quiser ampliá-la).

Lei Bolsa Família

Fica claro que o Bolsa Família é a unificação do Bolsa Escola, criado em abril de 2001; do Bolsa Alimentação criado em setembro de 2001 e do Auxílio Gás, criado em janeiro de 2002. Até o Fome Zero de Lula, inventado em junho de 2003, entrou na história, sem nunca ter existido. Mais: o texto deixa claro que a unificação do cadastro dos assistidos também já havia começado — a lei é de junho de 2001.

Atenção! À diferença do que disse Dilma, aqueles programas alcançavam cinco milhões de famílias — não de pessoas! Portanto, já chegavam a algo em torno de 25 milhões de indivíduos. O PSDB não fez propaganda do programa na eleição de 2002 porque pareceu ao partido que seria uma forma de exploração eleitoreira da pobreza. O PT não tem esses pruridos.

Reconhecimento
No evento de lançamento do Bolsa Família, na presença do então governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo, Lula reconheceu que foi este quem lhe deu a ideia de juntar tudo num programa só. O petista o elogia por isso e diz que o estado está avançado na concessão desses benefícios. Acreditem no vídeo, não em mim.

Petistas costumam dizer também que os tucanos são contra o programa que eles próprios criaram e que o consideram uma esmola, que deixaria o povo preguiçoso. Mais uma vez, é preciso corrigir a história.

No dia 9 de abril de 2003, ao lado de Ciro Gomes, seu ministro da Integração Nacional, Lula fez o seguinte discurso contra o Bolsa Família:
Eu, um dia desses, Ciro [Gomes, ministro da Integração Nacional], estava em Cabedelo, na Paraíba, e tinha um encontro com os trabalhadores rurais, Manoel Serra [presidente da Contag - Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura], e um deles falava assim para mim: “Lula, sabe o que está acontecendo aqui, na nossa região? O povo está acostumado a receber muita coisa de favor. Antigamente, quando chovia, o povo logo corria para plantar o seu feijão, o seu milho, a sua macaxeira, porque ele sabia que ia colher, alguns meses depois. E, agora, tem gente que já não quer mais isso porque fica esperando o ‘vale-isso’, o ‘vale-aquilo’, as coisas que o Governo criou para dar para as pessoas.” Acho que isso não contribui com as reformas estruturais que o Brasil precisa ter para que as pessoas possam viver condignamente, às custas do seu trabalho. Eu sempre disse que não há nada mais digno para um homem e para uma mulher do que levantar de manhã, trabalhar e, no final do mês ou no final da colheita, poder comer às custas do seu trabalho, às custas daquilo que produziu, às custas daquilo que plantou. Isso é o que dá dignidade. Isso é o que faz as pessoas andarem de cabeça erguida. Isso é o que faz as pessoas aprenderem a escolher melhor quem é seu candidato a vereador, a prefeito, a deputado, a senador, a governador, a presidente da República. Isso é o que motiva as pessoas a quererem aprender um pouco mais.

Segundo Lula, como veem, “antigamente, quando chovia, o povo logo corria para plantar o seu feijão, o seu milho, a sua macaxeira, porque ele sabia que ia colher, alguns meses depois. E, agora, tem gente que já não quer mais isso porque fica esperando o ‘vale-isso’, o ‘vale-aquilo’, as coisas que o Governo criou para dar para as pessoas.”

Ou seja, o petista achava que programa de bolsa deixava o povo vagabundo. É que, em abril de 2003, ele ainda queria implementar o seu Fome Zero, que nunca saiu do papel.

Se outra prova faltasse, no ano 2000, num programa na TV, Lula ataca todas as concessões que o governo fazia aos pobres, considerando-as esmolas que, segundo ele, comprovam a sua consciência. Vejam.

No debate, Dilma chamou de fabulação a história de que foi FHC quem criou o Bolsa Família. Foi, sim! Afinal, Romeu seria Romeu ainda que tivesse outro nome. A rosa teria igual perfume ainda que fosse conhecida por outro substantivo. E o Bolsa Família já era o Bolsa Família quando era chamado de modo diferente, no governo tucano. E atendia 25 milhões de pessoas, não cinco milhões.

Isso tudo são apenas fatos comprovados e documentados.

Por Reinaldo Azevedo

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/mas-afinal-de-contas-quem-criou-o-bolsa-familia-resposta-foi-fhc-afirmar-que-foi-lula-e-fraudar-a-historia/

 
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